Café fecha em queda nas bolsas internacionais nesta terça-feira (10)
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O mercado futuro do café encerrou esta terça-feira, 10 de março de 2026, com desvalorização nas principais bolsas internacionais. Os contratos do café arábica negociados em Nova York e do robusta em Londres registraram queda no fechamento do pregão.
Na ICE Futures US, em Nova York, o café arábica apresentou recuo nos principais vencimentos. O contrato março/26 fechou a 299,10 cents por libra-peso, com baixa de 120 pontos. O vencimento maio/26 encerrou cotado a 294,95 cents, com queda de 110 pontos, após oscilar entre 292,05 cents de mínima e 297,25 cents de máxima, com abertura a 295,00 cents. Já o contrato julho/26 terminou o dia a 289,40 cents, com recuo de 80 pontos.
Na ICE Europe, em Londres, o café robusta também registrou queda. O contrato março/26 fechou a US$ 3.751 por tonelada, com baixa de US$ 79. O vencimento maio/26 terminou cotado a US$ 3.692 por tonelada, com queda de US$ 79. O contrato julho/26 encerrou a US$ 3.596 por tonelada, com recuo de US$ 72.
Segundo análise do Price Group, as bolsas de Nova York e Londres registraram alta na semana passada e podem ter atingido um fundo de curto prazo nos gráficos diários. As condições climáticas favoráveis ao cultivo e à colheita continuam no Brasil e no Vietnã, com expectativas de produção elevadas nos dois países.
De acordo com a análise, produtores vietnamitas reduziram as vendas após já terem comercializado uma quantidade considerável anteriormente. No Brasil, há relatos de boas condições nas lavouras e previsão de uma grande safra, enquanto produtores brasileiros interromperam as vendas após a recente queda nos preços. Também há relatos de chuvas esparsas que devem melhorar as condições dos cafezais no país. No México e em países da América Central, as condições de cultivo também são consideradas boas.
No comércio exterior, dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil indicam que o Brasil exportou 2,780 milhões de sacas de 60 kg de café em janeiro de 2026, volume 30,8% menor que as 4,016 milhões de sacas embarcadas no mesmo mês de 2025. A receita cambial somou US$ 1,175 bilhão, com queda de 11,7% na mesma base de comparação. Dados constam no relatório divulgado pela entidade sobre o desempenho das exportações brasileiras de café.
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