Questões geopolíticas mantêm peso e influenciam mercado global de algodão
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O mercado global de algodão inicia o segundo trimestre de 2026 sob forte influência de fatores externos, que hoje se sobrepõem ao equilíbrio tradicional entre oferta e demanda. De acordo com a corretora Artigas do Brasil, o cenário é dominado pelos riscos geopolíticos no Oriente Médio, fator que se tornou o principal motor dos preços ao desestabilizar rotas marítimas e elevar custos de frete e seguros.
Além disso, a corretora destaca que a logística permanece como um gargalo estrutural, criando um descolamento entre a produção no campo e a disponibilidade real do produto. Conforme aponta a Artigas, enquanto o Brasil enfrenta dificuldades de escoamento e portos sobrecarregados, a safra dos Estados Unidos é ameaçada por uma seca persistente, o que pode levar produtores a migrarem para o milho e a soja. Esse conjunto de fatores tende a afunilar o suprimento mundial em poucas origens, tornando as cotações extremamente sensíveis a crises regionais.
Somado a isso, a alta do petróleo intensifica a pressão de custos ao encarecer fertilizantes e energia, comprimindo as margens de toda a cadeia produtiva. Segundo a avaliação da corretora, o setor têxtil mantém uma postura defensiva diante de juros elevados e demanda retraída, limitando-se a compras de curto prazo para evitar a exposição à volatilidade e à baixa visibilidade de preços.
No mercado doméstico, o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou relatório com atualizações sobre a safra de algodão no estado. O levantamento aponta que a comercialização da safra 2025/26 avançou 7,03 pontos percentuais ao longo de março, chegando a 65,6% da produção estimada.
“O movimento nas safras foi sustentado pela alta dos contratos na bolsa de Nova York e pelo cenário geopolítico, com o conflito no Oriente Médio elevando o petróleo e favorecendo a competitividade da pluma frente às fibras sintéticas”, explicam os técnicos do instituto.
Nesse contexto, as cotações do algodão registraram valorização nesta quarta-feira (15) na Bolsa de Nova York, em novo dia alta do petróleo no mercado internacional. O contrato com vencimento em maio/26 avançou 0,77 cent (+1,04%), fechando a 75,11 cents/lbp. O julho/26 subiu 0,90 cent (+1,18%), para 77,42 cents/lbp. O outubro/26 registrou ganho de 1,37 cent (+1,77%), encerrando a 78,94 cents/lbp, enquanto o dezembro/26 também apresentou valorização, de 1,15 cent (+1,49%), terminando o dia cotado a 78,35 cents/lbp.
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