Café mantém alta no fechamento e exportação menor do Brasil sustenta preços no exterior

Publicado em 15/04/2026 17:29
Mercado internacional reage à menor oferta brasileira, mas avanço da safra limita ritmo de negócios no físico

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O mercado futuro do café encerrou esta quarta-feira, 15 de abril, com nova valorização nas bolsas internacionais, sustentado principalmente pela menor disponibilidade de café brasileiro no curto prazo. O movimento reforça a atenção do produtor, já que o cenário externo segue firme, mas o mercado interno ainda responde de forma mais cautelosa.

Na Bolsa de Nova York, o café arábica fechou em alta nos principais contratos. O julho/26 encerrou cotado a 298,25 cents/lb, com alta de 65 pontos. O setembro/26 terminou em 284,10 cents/lb, com ganho de 85 pontos. Já o dezembro/26 fechou em 275,50 cents/lb, com valorização de 120 pontos.

Na ICE Europa, o robusta também avançou. O contrato julho/26 fechou em US$ 3.394 por tonelada, com alta de 43 pontos. O setembro/26 encerrou em US$ 3.322 por tonelada, com ganho de 43 pontos. Já o novembro/26 terminou cotado a US$ 3.267 por tonelada, com valorização de 44 pontos.

O suporte às cotações vem, principalmente, da redução das exportações brasileiras neste momento, fator que diminui a oferta disponível no mercado internacional e sustenta os preços. Esse cenário ocorre em um período de transição entre safras, quando o fluxo ainda não atinge seu pico.

Ao mesmo tempo, dados recentes indicam que o Brasil caminha para uma safra robusta. Segundo estimativa do IBGE, a produção de café pode alcançar cerca de 65,1 milhões de sacas, o que reforça a expectativa de maior oferta ao longo dos próximos meses.

Esse contraste entre curto e médio prazo ajuda a explicar o comportamento do mercado. No imediato, a oferta mais restrita dá sustentação às cotações. Já no horizonte mais longo, a entrada da nova safra tende a aumentar a disponibilidade e pode limitar avanços mais expressivos.

No mercado físico brasileiro, o ritmo de negócios segue mais contido. Com a proximidade da colheita, há pressão natural sobre os preços, como apontam levantamentos do Cepea, o que leva produtores a adotarem postura mais estratégica na comercialização.

Além disso, o câmbio continua sendo peça-chave. Mesmo com oscilações recentes, o comportamento do dólar segue influenciando a competitividade das exportações e a formação de preços no mercado interno.

O fechamento desta quarta-feira mostra um mercado sustentado no exterior, mas ainda em ajuste dentro do Brasil. Para o produtor rural, o momento exige atenção ao timing de venda. A alta nas bolsas pode representar oportunidade, mas o avanço da safra e o comportamento do câmbio devem seguir determinantes nas próximas semanas.

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Por:
Priscila Alves / Inst. @priscilaalvestv
Fonte:
Notícias Agrícolas

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