Uva/Cepea: No Vale, mercado das sem semente oscila com demanda enfraquecida
O mercado de uvas sem semente do Vale do São Francisco (PE/BA) voltou a apresentar instabilidade nesta semana (13 a 17/04). Segundo agentes consultados pelo Hortifrúti/Cepea, esse cenário é a continuação de uma breve queda na demanda já observada na semana anterior, motivada pela resistência dos compradores aos patamares de preços, que se mantêm elevados neste segundo bimestre do ano (mar-abr).
Para as variedades brancas sem semente, a oscilação na demanda foi menor, em razão da oferta mais restrita e da melhor qualidade observada nos lotes — resultado dos investimentos realizados nas áreas das brancas, que em grande parte conta com cobertura. Esses fatores têm auxiliado tanto na sustentação dos preços quanto no escoamento da produção. Já para a BRS vitória, o cenário foi de maior incerteza no período. O tempo mais firme favoreceu o desenvolvimento da variedade, que tem retomado gradualmente o rendimento, contribuindo para o aumento do volume disponível. Esse maior volume gerou um desequilíbrio pontual no mercado das uvas negras, agravado pela ainda existência de lotes de padrão inferior.
A combinação desses fatores provocou oscilação nos preços e insegurança por parte das empresas embaladoras que, mesmo operando com estoques baixos, reduziram os pedidos e postergaram as compras à espera de uma maior acomodação do mercado — movimento compreensível, dado que a variedade é mais sensível a essas oscilações. Nesse contexto, e diante da baixa oferta combinada ao enfraquecimento da demanda, os colaboradores informaram que não houve antecipação de pedidos para o feriado de Tiradentes (21) no início da próxima semana.
Assim, a BRS vitória embalada Cat 1 foi negociada à média de R$ 10,80/kg (-14,8%), enquanto as brancas sem semente, de mesmo perfil, foram vendidas a R$ 14,50/kg (+2,9%). Para as próximas semanas, com a expectativa de aumento gradual no volume disponível da negra sem semente, os preços da variedade devem continuar sob pressão. Para as brancas, a manutenção dos embarques dentro da janela de exportação deve manter os volumes destinados ao mercado interno controlados até junho.
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