Café perde força nas bolsas internacionais com avanço da safra brasileira e expectativa de maior oferta
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O mercado futuro do café fechou esta sexta-feira (24), com desvalorização nas principais bolsas internacionais, refletindo a pressão exercida pela expectativa de maior oferta global e pelo avanço da nova safra brasileira. O movimento foi registrado tanto para o arábica negociado na Bolsa de Nova York quanto para o robusta em Londres, em um cenário de realização de lucros e ajuste técnico após as recentes altas.
No arábica, o contrato maio/26, que já deixa de ser a principal referência para o mercado, encerrou o dia cotado a 309,80 cents por libra-peso, com baixa de 6,55 pontos. O vencimento julho/26, que passa a concentrar maior atenção dos agentes, fechou a 294,90 cents por libra-peso, com recuo de 5,45 pontos. O setembro/26 terminou a sessão valendo 285,10 cents, com perda de 3,25 pontos, enquanto o dezembro/26 encerrou a 277,00 cents por libra-peso, com queda de 2,45 pontos.
Em Londres, o robusta também terminou o pregão em baixa. O contrato maio/26 fechou a US$ 3.683 por tonelada, com desvalorização de US$ 9. O julho/26 encerrou cotado a US$ 3.483 por tonelada, com queda de US$ 24, enquanto o setembro/26 terminou a US$ 3.403 por tonelada, com recuo de US$ 18. Já o novembro/26 fechou a US$ 3.335 por tonelada, com perda de US$ 13.
A pressão sobre os preços esteve ligada principalmente à expectativa de oferta mais ampla no mercado internacional. Com o avanço da colheita no Brasil, maior produtor e exportador global de café, cresce a percepção de disponibilidade física nas próximas semanas, fator que reduz a pressão compradora e limita novas altas nas bolsas.
No mercado interno brasileiro, o comportamento segue mais cauteloso. Segundo análise do mercado físico, a chegada da safra tem provocado um certo descolamento entre os preços praticados no Brasil e os referenciais internacionais, com produtores mais seletivos nas vendas e compradores atentos ao ritmo da oferta e à qualidade dos lotes que começam a entrar no mercado.
Esse cenário reforça a importância da gestão comercial neste momento da temporada. Mesmo com a pressão negativa nas bolsas, a volatilidade continua elevada e o acompanhamento das oportunidades de fixação segue sendo fundamental para o produtor rural, especialmente diante da transição entre safra velha e safra nova e da influência direta que o Brasil exerce sobre a formação global dos preços.
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