Café tenta reagir no início de maio, mas mercado ainda segura ganhos com safra brasileira no radar

Publicado em 04/05/2026 09:50 e atualizado em 04/05/2026 11:17
Leve alta em Nova York reflete ajuste técnico, enquanto avanço da colheita no Brasil limita movimentos mais firmes

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O mercado do café iniciou esta segunda-feira, 4 de maio de 2026, com leve alta na Bolsa de Nova York, em um movimento de ajuste após as quedas recentes, mas ainda sob forte influência das expectativas de oferta elevada no Brasil.

Por volta das 9h (horário de Brasília), o contrato julho/26 do arábica era negociado a 287,00 cents/lb, com alta de 60 pontos. O setembro/26 subia 90 pontos, cotado a 276,80 cents/lb, enquanto o dezembro/26 avançava 100 pontos, a 268,50 cents/lb. O contrato maio/26, já em fase final e com menor liquidez, registrava 302,00 cents/lb, com ganho de 110 pontos.

Não há negociação na Bolsa de Londres nesta sessão devido a feriado bancário no Reino Unido, o chamado “Early May Bank Holiday”, que tradicionalmente ocorre na primeira segunda-feira de maio. Com isso, as operações com o café robusta ficam suspensas ao longo do dia, reduzindo a liquidez global e concentrando a formação de preços principalmente na Bolsa de Nova York.

O movimento positivo nesta abertura aparece mais como correção técnica do que mudança estrutural de tendência. O mercado segue pressionado pelo cenário de aumento da oferta global, especialmente com o avanço da safra brasileira 2026/27, que deve ser volumosa.

De acordo com análise do mercado, o café tem encontrado suporte pontual após as quedas expressivas de abril, mas ainda enfrenta dificuldade para sustentar altas mais consistentes. A expectativa de entrada mais intensa da colheita nas próximas semanas segue como principal fator limitante.

No campo, o ritmo da colheita ainda é inicial em grande parte das regiões produtoras, mas a perspectiva de crescimento da oferta já está precificada nas bolsas. Esse descompasso entre oferta futura e disponibilidade imediata tem gerado volatilidade e movimentos técnicos como o observado nesta manhã.

Outro ponto de atenção segue sendo o comportamento do produtor brasileiro, que, diante dos preços mais baixos nas bolsas, tende a segurar negociações no físico, o que pode dar algum suporte pontual às cotações no curto prazo.

Segundo o analista de mercado Jeremias Nascimento, o café vive um momento de equilíbrio delicado entre preço, margem e decisão de venda. Ainda segundo ele, mesmo com a pressão da safra, o produtor avalia custos e oportunidades antes de avançar na comercialização, o que ajuda a explicar a sustentação em alguns momentos.

O cenário segue exigindo estratégia. O mercado entra em maio com viés ainda pressionado, mas sujeito a oscilações técnicas, principalmente à medida que novas informações sobre o ritmo da colheita e o tamanho efetivo da safra brasileira forem confirmadas.

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Por:
Priscila Alves I Instagram: @priscilaalvestv
Fonte:
Notícias Agrícolas

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