Em meio às geadas e falta de chuvas, B3 fecha segunda-feira com valorização de 0,6% para o milho
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A segunda-feira (11) chega ao fim com os preços internacionais do milho futuro registrando movimentações positivas na Bolsa de Chicago (CBOT), contabilizando ganhos entre 0,8 e 0,9% ante a semana passada.
Segundo a análise da Agrinvest, os ganhos do milho neste primeiro pregão da semana vieram da força de demanda pelo cereal norte-americano.
As inspeções de exportação somaram 1,691 milhões de toneladas na semana encerrada em 7 de maio, representando alta de 30% no comparativo do mesmo período de 2025, conforme reportado nesta segunda-feira pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).
“O milho norte-americano segue competitivo nas exportações”, avaliam os analistas da consultoria.
O que limitou os avanços hoje foram as expectativas pelo novo relatório de progresso de plantio da safra dos EUA. O mercado espera que o USDA indique continuidade no bom ritmo de plantio, favorecido pelo clima.
O vencimento maio/26 foi cotado a US$ 4,60 com valorização de 4,50 pontos, o julho/26 valeu US$ 4,75 com alta de 4 pontos, o setembro/26 foi negociado por US$ 4,81 com ganho de 0,84% e o dezembro/26 teve valor de US$ 4,97 com elevação de 4,25 pontos.
Esses índices representaram altas, com relação ao fechamento da última sexta-feira (8), de 0,99% para o maio/26, de 0,85% para o julho/26, de 0,84% para o setembro/26 e de 0,86% para o dezembro/26.
Mercado Interno
Os preços futuros do milho também tiveram ganhos moderados na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações flutuaram na faixa entre R$ 66,01 e R$ 74,41, com ganhos de até 0,6%.
De acordo com os analistas da Agrinvest, o clima para o desenvolvimento das lavouras no Brasil segue no centro da atenção do mercado.
“O fim de semana foi de alerta para a região Sul, mais precisamente para as áreas de safrinha. A geada afetou algumas regiões produtoras de cultura de inverno, enquanto o mercado ainda avalia se houve impactos significativos no milho, e se esses efeitos poderão refletir nas cotações da B3”, avalia a consultoria.
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Além do frio e das geadas no Sul do país, registrados neste final de semana, as condições de chuvas irregulares também demandam atenção para as lavouras de segunda safra mais ao Centro do Brasil.
“Há grande perspectiva de queda nos rendimentos do cereal em função do clima na faixa Central do país, ao mesmo tempo em que a demanda de milho pelas usinas de etanol continua aquecida, mantendo os preços mais firmes no spot e a curva flat para a safra nova”, acrescentam os analistas.
Confira como ficaram todas as cotações nesta segunda-feira
O vencimento maio/26 foi cotado a R$ 66,01 com estabilidade, o julho/26 valeu R$ 67,93 com ganho de 0,50%, o setembro/26 foi negociado por R$ 70,16 com elevação de 0,63% e o janeiro/27 teve valor de R$ 74,41 com alta de 0,42%.
No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho teve quedas neste primeiro dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou desvalorizações nas praças de Sorriso/MT, Luís Eduardo Magalhães/BA e Campinas/SP.
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