Açúcar mantém alta com petróleo acima de US$ 108 e preocupações sobre oferta global
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As cotações do açúcar seguem em alta nas bolsas internacionais nesta terça-feira (12), sustentadas principalmente pela valorização do petróleo e pelas preocupações do mercado em relação à oferta global da commodity.
Em Nova York, por volta das 11h (horário de Brasília), o contrato julho do açúcar bruto avançava 10 pontos, negociado a 14,92 cents de dólar por libra-peso. O vencimento outubro subia 20 pontos, cotado a 15,41 cents por libra-peso.
Na bolsa de Londres, o movimento também era positivo. O contrato agosto avançava 90 pontos, negociado a US$ 438,20 por tonelada. Já o contrato outubro registrava alta de 20 pontos, cotado a US$ 437,00 por tonelada.
Petróleo volta a subir com tensão geopolítica
O mercado do açúcar continua encontrando suporte na disparada do petróleo, impulsionada pelo aumento das tensões no Oriente Médio.
Com as negociações por um possível cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã mais distantes, o petróleo Brent voltou a subir com força nesta terça-feira.
Por volta das 8h (horário de Brasília), o barril era negociado a US$ 108,20, alta de 3,83%. O movimento ganhou força após novas declarações do governo iraniano e diante do aumento das incertezas envolvendo a região.
A valorização do petróleo eleva a competitividade do etanol frente à gasolina, aumentando as expectativas de maior destinação da cana-de-açúcar para a produção do biocombustível no Brasil e reduzindo potencialmente a oferta global de açúcar.
Mercado monitora riscos do El Niño
Segundo Carlos Murilo Barros de Mello, diretor de açúcar da Hedgepoint Global Markets, o mercado ainda mantém viés baixista estrutural, mas passa por um movimento de recuperação técnica.
“O mercado em baixa do açúcar tem seguido seu curso”, afirmou o executivo durante conferência da empresa realizada na segunda-feira (11), durante a New York Sugar Week.
De acordo com Mello, fundos especulativos vêm reduzindo posições líquidas vendidas diante do risco de aperto na oferta global, especialmente por conta do aumento da produção de etanol no Brasil e das preocupações envolvendo um possível evento climático de El Niño.
Apesar disso, o executivo destacou que a perspectiva de uma boa safra brasileira ainda limita movimentos mais fortes de valorização.
Centro-sul
A principal região produtora de cana-de-açúcar do Brasil, o centro-sul, terá a segunda maior safra da história na temporada 2026/27, iniciada em abril, com 632,2 milhões de toneladas, previu nesta terça-feira a corretora e consultoria StoneX.
A estimativa é superior à previsão anterior, de março (620,5 milhões de toneladas), e também ao volume de 621,9 milhões de toneladas da safra 2025/26, afirmou a StoneX, acrescentando que as boas condições climáticas devem permitir um aumento da produção.
O excedente de cana provavelmente será utilizado para aumentar a produção de etanol, acrescentou a empr
Mercado interno segue pressionado
No mercado doméstico, os preços do açúcar cristal continuam em queda no mercado spot paulista, segundo levantamento do Cepea.
De acordo com o centro de pesquisas, o ritmo de negociações segue lento, refletindo o descompasso entre oferta e demanda no início da safra 2026/27.
Segundo o Cepea, as usinas têm buscado ampliar as vendas, mesmo diante de preços considerados pouco atrativos no curto prazo, enquanto compradores permanecem cautelosos.
Ainda conforme o Cepea, o avanço da safra no Centro-Sul vem ampliando a oferta de açúcar no mercado interno, enquanto a demanda segue retraída, cenário que continua pressionando as cotações domésticas.
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