USDA estima safra 26/27 de soja do BR em 186 mi de t e exportações de mais de 117 mi; números serão revisados

Publicado em 12/05/2026 14:53 e atualizado em 12/05/2026 16:00
Números, porém, podem não se confirmar diante da limitação de investimento do produtor pelos custos altos

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Em seu relatório divulgado na tarde desta terça-feira (12), o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) trouxe suas primeiras projeções para a temporada 2026/27 não só norte-americanas, mas de todo o globo e o mercado começa a desenhar de forma mais clara o cenário mundial de oferta e demanda. A produção global de soja é esperada em 441,51 milhões de toneladas, com estoques finais de 124,78 milhões. Na temporada 2025/26, os últimos números são de, respectivamente, 427,6 milhões e 125,13 milhões de toneladas. 

O Brasil continua despontando como protagonista e carrega números do USDA bastante ambiciosos para a nova temporada. A instituição estima uma produção de 186 milhões de toneladas, contra as 180 milhões da safra 2025/26. E com este potencial de produção, as exportações brasileiras de soja são esperadas em expressivos 117,5 milhões de toneladas. Para o atual ano comercial, o USDA estima as vendas externas brasileiras em 115 milhões de toneladas. 

Os estoques finais - considerando o ano comercial dos norte-americanos - são esperados em 37,39 milhões de toneladas, contra 37,69 milhões da safra 2025/26. 

Tais números, todavia, ainda deverão passar por uma série de revisões, considerando que ainda está distante o início do plantio e, sobretudo, as decisões dos produtores têm estado muito pautadas no atual momento dos elevados custos de produção, o que tem limitado os investimentos do sojicultor brasileiro. 

Algumas consultorias não acreditam em um crescimento de área no Brasil para a nova safra, o que poderia ser um marco em, aproximadamente, 15 anos. 

Durante sua participação no Enssoja 2026, André Pessoa, sócio-diretor da Agroconsult, descreveu o ambiente econômico atual como desafiador, além de classificar as atuais taxas de juros como "cruéis e insustentáveis", somadas a um alto endividamento dos produtores e crédito restritivo, compondo um quadro que pressiona as decisões de investimento e de planejamento de safra pelo produtor do Brasil. 

A produção na Argentina é esperada em 50 milhões de toneladas, dentro da média que o país vem apresentando nas últimas temporadas. O boletim estima exportações de 6 milhões de toneladas e estoques finais de de 23,92 milhões de toneladas. 

O reporte traz ainda uma estimativa de importação de soja pela China de 114 milhões de toneladas, também com alguma estabilidade aguardada em relação à última temporada. E este número também poderá ser revisto durante a temporada. 

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Por:
Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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