El Niño em breve: NOAA eleva para 82% chance do fenômeno e mantém alerta para o segundo semestre
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A Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) aumentou novamente a probabilidade de formação do El Niño, segundo relatório divulgado nesta quinta-feira (14). A agência norte-americana estima agora 82% de chance de o fenôeno se estabelecer entre maio e julho de 2026.
O novo boletim mantém o sistema de alerta para El Niño e indica elevada probabilidade de permanência do fenôeno ao longo do verão do Hemisfério Sul, com chance de 96% entre dezembro de 2026 e fevereiro de 2027.
Os modelos climáticos também passaram a indicar maior probabilidade de um El Niño de forte intensidade no segundo semestre de 2026. As projeções da NOAA mostram aumento gradual das chances de episódios fortes e até muito fortes entre a primavera e o início do verão no Hemisfério Sul, embora ainda exista incerteza sobre a configuração final do fenômeno.
Apesar da tendência de aquecimento, as condições do ENSO ainda permanecem neutras no Oceano Pacífico. O último valor semanal do índice Niño-3.4 ficou em +0,4°C, enquanto o aquecimento subsuperficial no Pacífico equatorial avançou pelo sexto mês consecutivo.
O El Niño ocorre quando as águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial ficam mais quentes que a média por um período prolongado, alterando os padrões de circulação atmosférica em várias regiões do planeta. Já a La Niña é caracterizada pelo resfriamento dessas águas.
Segundo a NOAA, os modelos climáticos do conjunto multimodelos da América do Norte (NMME), incluindo o sistema CFSv2, seguem indicando a formação do El Niño já nos próximos meses, com persistência durante o restante do ano.
A agência destaca, no entanto, que ainda existe incerteza em relação à intensidade máxima do fenôeno. Nenhuma das categorias projetadas — fraco, moderado, forte ou muito forte — supera 37% de probabilidade neste momento.
Os especialistas explicam que episódios historicamente mais intensos dependem de um acoplamento mais significativo entre oceano e atmosfera durante o verão do Hemisfério Norte, condição que ainda será monitorada ao longo dos próximos meses.
Para o Brasil, um episódio de El Niño costuma aumentar a chuva na Região Sul, enquanto áreas do Norte e Nordeste tendem a enfrentar redução das precipitações e temperaturas mais elevadas. Os impactos, porém, variam conforme a intensidade do fenômeno e outros fatores atmosféricos.
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