EUA devem ter registrado em maio crescimento mais lento do emprego, mas estável
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Por Lucia Mutikani
WASHINGTON, 5 Jun (Reuters) - O crescimento do emprego nos Estados Unidos provavelmente se moderou em maio, após dois meses consecutivos de fortes ganhos, mas o ritmo provavelmente permanecerá consistente com condições estáveis do mercado de trabalho.
Economistas preveem que o relatório de emprego do Departamento do Trabalho, que será divulgado nesta sexta-feira, confirmará que o conflito no Oriente Médio, que alimentou a inflação por meio da alta nos preços do petróleo, ainda não teve um impacto significativo no mercado de trabalho.
O estímulo fiscal, sob a forma de restituições de impostos e tarifas, impulsionou os lucros das empresas e permitiu que elas evitassem demissões em grande escala, disseram eles.
As empresas têm sido cautelosas em relação ao aumento das contratações uma vez que lidam com incertezas, primeiro com as tarifas do presidente Donald Trump no ano passado e agora com a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã.
As demissões baixas estão ancorando o mercado de trabalho, mantendo-o no que economistas chamam de equilíbrio "contratações lentas, demissões lentas", o que dá ao Federal Reserve espaço para deixar a taxa de juros inalterada enquanto monitora as consequências da guerra para a inflação.
"Estou um pouco surpreso que as coisas tenham se mantido por tanto tempo, mas há algumas coisas que estão acontecendo, as restituições de tarifas e impostos, esses dois fatores, pelo menos até agora, têm sido suficientes para compensar os preços mais altos da gasolina e dos combustíveis", disse Brian Bethune, professor de economia do Boston College.
A economia dos EUA deve ter aberto 85.000 vagas de emprego fora do setor agrícola no mês passado, depois de 115.000 em abril, segundo uma pesquisa da Reuters com economistas. As estimativas variaram de 50.000 a 125.000. O ganho previsto para maio estaria acima da média mensal de 76.000 até agora neste ano.
Economistas viram espaço limitado para grandes revisões nas contagens anteriores de criação de vagas depois que o Escritório de Estatísticas do Trabalho, que compila o relatório de emprego, atualizou o modelo que usa para tentar estimar quantos empregos foram criados ou perdidos devido à abertura ou fechamento de empresas em um determinado mês.
A previsão é de que a taxa de desemprego permaneça inalterada em 4,3% pelo terceiro mês consecutivo, embora alguns economistas esperem que ela possa chegar a 4,4%, o que não mudaria a narrativa de um mercado de trabalho estável.
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