Açúcar reage nas bolsas com revisão do balanço global e preocupações com El Niño
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Os preços do açúcar registraram recuperação nesta sexta-feira (12) nas principais bolsas internacionais, apoiados pela revisão das projeções globais de oferta e pelas preocupações com os impactos do El Niño sobre importantes regiões produtoras.
Por volta das 11h30 (horário de Brasília), em Nova York, o contrato julho avançava 16 pontos, negociado a 13,95 cents por libra-peso. O vencimento outubro subia 14 pontos, cotado a 14,48 cents por libra-peso.
Em Londres, o movimento também era positivo. O contrato agosto do açúcar branco registrava alta de 310 pontos, para US$ 449,40 por tonelada, enquanto o outubro avançava 240 pontos, negociado a US$ 443,30 por tonelada.
Revisão da oferta global dá suporte ao mercado
Parte da recuperação das cotações foi impulsionada pela revisão feita pela consultoria Czarnikow para o balanço global de açúcar da safra 2026/27.
A empresa reduziu sua estimativa de um excedente de 1,4 milhão de toneladas para um déficit de 10 mil toneladas. A mudança reflete a expectativa de que as usinas brasileiras direcionem uma parcela maior da cana para a produção de etanol, favorecidas pelos preços mais elevados do petróleo.
Com uma participação maior do etanol no mix de produção, a oferta global de açúcar tende a ficar mais restrita, fator que contribui para sustentar os preços da commodity.
El Niño amplia preocupações com a próxima safra
O mercado também segue atento aos riscos climáticos após a confirmação da formação do El Niño pela NOAA nesta quinta-feira.
Segundo a agência norte-americana, há 63% de probabilidade de o fenômeno atingir intensidade muito forte nos próximos meses, podendo figurar entre os eventos mais intensos desde o início dos registros modernos, em 1950.
O El Niño costuma reduzir as chuvas em importantes regiões produtoras de açúcar, como Brasil, Índia e Tailândia. Na Índia, o serviço meteorológico do país já revisou para baixo a previsão de precipitação durante a temporada de monções, reduzindo a expectativa de 92% para 90% da média histórica.
Embora o mercado continue pressionado pelo cenário atual de ampla oferta global, as incertezas climáticas para a safra 2026/27 seguem ganhando relevância e ajudam a limitar movimentos mais acentuados de queda nas cotações.
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