Pressão da safrinha continua e B3 tem novas baixas para o milho nesta 3ª feira
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O mercado do milho seguiu caminhos diferentes nesta terça-feira (16) entre a Bolsa de Chicago e a B3. No cenário internacional, as cotações passaram por técnicos ajustes e terminaram o dia em campo misto, com tímidas oscilações, enquanto na B3 terminaram o dia no vermelho, novamente pressionadas pelo avanço da colheita da safrinha.
MERCADO DE LADO NA CBOT
Os futuros do milho, na CBOT, caíram nos primeiros contratos e subiram nos mais alongados. O julho encerrou os negócios com US$ 4,13 e baixa de 1,75 ponto, enquanto o dezembro subiu 0,75 ponto para US$ 4,42 por bushel.
Os preços não encontraram espaço para ganhos mais intensos mesmo diante de boas altas no trigo e na soja em grão.
Analistas e consultores afirmam que faltam notícias novas e fortes ao mercado e que, enquanto isso, se apega ainda ao bom desenvolvimento da nova safra norte-americana - com uma elevação da qualidade das lavouras trazida ontem pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) -, ao passo em que monitora o clima para as próximas semanas e meses no Meio-Oeste dos EUA.
As previsões indicam bom cenário para o desenvolvimento dos campos até o final deste mês, porém, com sinais importantes para julho, com a possibilidade de tempo um pouco mais seco.
A demanda pelo cereal norte-americano também permanece em evidência e pode seguir impactando o caminhar das cotações.
PRESSÃO DA SAFRINHA NA B3
No cenário nacional, os preços do milho continuam cedendo, pressionados pelo avanço da colheita da segunda safra. Dados reportados nesta terça-feira pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) dão conta de que os trabalhos de campo já alcançaram 6,7% da área total do país, trazendo mais oferta ao mercado.
O estado de Mato Grosso, principal produtor, já colheu mais de 10% de sua área e sinaliza produtividades acima do esperado, o que limita o fôlego das cotações.
Assim, nesta terça, as cotações terminaram o pregão recuando entre 0,03% e 0,6%, levando o julho a R$ 63,97 e o janeiro a R$ 73,44 por saca. A exceção ficou por conta do contrato setembro, que subiu 0,03% para fechar com R$ 66,97.
Em entrevista ao Realidades da Safra desta terça-feira, no Notícias Agrícolas, Yuri Mikos, analista de mercado da AgRural, explica que os preços podem continuar pressionados no mercado nacional, uma vez que a colheita vai ser grande, mesmo com perdas em Goiás, Minas Gerais e São Paulo, já que as produtividades em Mato Grosso estão maiores e vão compensar as baixas nos demais estados.
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