Preços agrícolas sobem 0,45% na terceira quadrissemana de janeiro

Publicado em 31/01/2012 07:31 348 exibições
O Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista (IqPR), que mede os preços pagos ao produtor rural, subiu 0,45% na terceira quadrissemana de janeiro, de acordo com o Instituto de Economia Agrícola da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (IEA). O índice de preços dos produtos de origem vegetal aumentou acima da média, ou seja, 3,26%, enquanto o índice de preços dos produtos de origem animal recuou 7,06%. Com a exclusão da cana-de-açúcar do cálculo, o índice geral vai para 0,59%, puxado pelos preços dos produtos vegetais (8,86%).

Entre os produtos analisados, sete apresentaram alta nos preços (todos do setor vegetal) e 13 sofreram queda (sete do segmento vegetal e os seis da área animal). As altas mais expressivas ocorreram nos preços da batata (65,21%), do feijão (32,76%), do tomate para mesa (28,06%) e da laranja para indústria (6,03%).

A alta vertiginosa no preço da batata deve-se ao final da safra atual e à perspectiva de escassez conjuntural, acirrada em virtude da dificuldade de colheita e do transporte para o mercado, devido às chuvas, solo encharcado e estradas vicinais alagadas, dizem os pesquisadores Luis Henrique Perez, Danton Leonel de Camargo Bini, Eder Pinatti, José Alberto Angelo e José Sidnei Gonçalves.

O atraso na colheita do feijão das águas, que foi plantado mais tarde que o habitual, levou a entradas insuficientes do produto frente às pressões de demanda, observam os analistas do IEA. A quebra de safra e a perda de qualidade reforçam a elevação conjuntural mais expressiva dos produtos com melhor qualidade.

As chuvas recentes levaram à redução da oferta de tomate e, em conseqüência, ao aumento do preço para os produtores. No caso da laranja para indústria, a desvalorização cambial e a entrada da entressafra resultaram em preços mais elevados, face às disposições contratuais, explicam os analistas.

As quedas mais significativas foram verificadas nos preços da carne de frango (21,28%), do amendoim (7,50%), da laranja para mesa (5,18%) e do algodão (4,12%).

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Fonte:
Sec. Agricultura - SP

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