Mercado de café: Chuvas estancam baixas do Arábica

Publicado em 24/06/2012 19:50 e atualizado em 06/06/2013 17:03 269 exibições
*Rodrigo Corrêa da Costa escreve este relatório sobre café semanalmente como colaborador da Archer Consulting

CHUVAS ESTANCAM BAIXAS DO ARÁBICA

A União Européia diz estar considerando medidas concretas na direção de uma de arquitetura com integração financeira, supervisão, resolução e recapitalização bancária e também seguros aos depósitos. Ah tá, tudo resolvido então.

Na Grécia o resultado das eleições foi dentro do esperado, com uma esperança de que maioria àqueles que apoiam medidas ajudarão país a receber mais apoio (dinheiro) externo. Pelo que leio e ouço apenas tardará a saída do país da moeda comum.

O banco central americano manteve a taxa básica de juros inalterada, e ampliará os valores e o tempo na operação que visa baratear (ainda mais) o custo de dinheiro de longo prazo (conhecida por aqui como operação-twist).

Índices de produção industrial de dois monstros, China e Alemanha, cederam em sua última leitura comparando-se ao mês anterior, sinais que não animam obviamente.

Bolsas fecharam mistas ao redor do mundo, com leve queda nos Estados Unidos e altas módicas na Europa.

Já os índices de commodities tomaram mais uma pancada, com destaque (entre os componentes do CRB) para a queda de 10.22% do algodão, 7.01% da prata e 4.2% do petróleo (WTI).

O café arábica finalmente subiu durante os últimos cinco dias, com ganhos de US$ 6.75 por saca na ICE e US$ 10.25 na BM&F. O robusta na LIFFE cedeu US$ 4.74 a saca.

O caminho da alta foi volátil com movimentações fortes em Nova Iorque que na terça, quarta e quinta fechou com alta de US$ 7.40 centavos, depois baixa de US$ 6.40 centavos e alta novamente de US$ 6.40 centavos - respectivamente. Ou seja, bem tranquilo.

O motivo da alta parece estar relacionado com as chuvas no Brasil, que devem estragar a qualidade de uma parcela da safra que está sendo colhida.

No mercado físico o destaque foi a compra do equivalente ao um mês (de baixo volume) das exportações brasileiras por parte de um grande torrador, a diferenciais mais baratos do que os altistas gostariam.

Nas origens os diferenciais ficaram praticamente inalterados.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou o seu relatório de S&D mundial para o café. Segundo o órgão no ano-safra 2012/2013 o mundo produzirá quase 10 milhões de sacas a mais do que 11/12, ou um total de 147,92 milhões de sacas, dos quais 88.08 serão arábica e 59.82 robusta.
O consumo, segundo a previsão, subirá de 138,91 para 141.71 milhões de sacas, e portanto os estoques mundiais siarão de 24,10 para 27,20 milhões.

Nunca se produziu e consumiu tanto, verdade, mas vale lembrar que os estoques ao final do ciclo cobrirão apenas 10 semanas de consumo, e a produção voltará a cair dada a bianualidade – um dos principais motivos que me deixa altista para o final do ano de 2012.

Com o humor do macro melhor talvez vejamos o café subir mais um pouco nesta semana, entretanto se eu tivesse que fazer alguma aposta neste momento (curto-prazo) eu olharia para a estrutura acreditando em um estreitamento e na arbitragem do arábica com o robusta que creio deve ter visto as máximas.

Uma excelente semana a todos e muito bons negócios.
Rodrigo Costa* 

 

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Archer Consulting

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