Integração Lavoura, Pecuária, Floresta: Veja os vídeos e a cartilha e conheça os benefícios do sistema

Publicado em 03/10/2013 10:15
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A Fundação Banco do Brasil elegeu a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta como Tecnologia Social e disponibilizou o acesso à cartilha e ao vídeo, passo a passo, por meio dos links abaixo. 

Cartilha do Sistema Integração Lavoura, Pecuária, Floresta: http://www.fbb.org.br/data/files/32/03/57/06/C6FBF3101298EBF3BD983EA8/cartilha_ilpf_17_final.pdf

Vídeos:

Link vídeo 1 - http://youtu.be/JtGq6byW16U

Link vídeo 2 - http://youtu.be/DiXuW_BBhbM

Link vídeo 3 - http://youtu.be/hYAaTvTu8G8

Abaixo, veja um artigo sobre um estudo da FAO, que destaca o papel da pecuária na redução da emissão de gases de efeito estufa (GEF):

FAO: pecuária pode contribuir muito para a redução das emissões de gases de efeito estufa

Sistema Integração Lavoura, Pecuária, Floresta

A principal conclusão do relatório “Lidando com a mudança climática através da pecuária”, realizado pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) é: o setor pecuário é um importante emissor de gases do efeito estufa, e também tem grande potencial para redução de suas emissões.

Este relatório é um material completo sobre as emissões dos gases do efeito estufa (GEE), o qual apresenta uma avaliação detalhada da magnitude, fontes e vias de emissões de diferentes sistemas de produção e cadeias de fornecimento.
Assim sendo, com base na avaliação do ciclo de vida, análises estatísticas e construção de cenários, o relatório identifica opções concretas para a redução das emissões.

Outro fato interessante se deve ao fato de que o setor pecuário pode fazer uma importante contribuição a esses esforços internacionais compensando alguns dos aumentos das emissões do setor, que são esperadas à medida que a demanda por produtos pecuários deverá crescer em 70% até 2050.

Emissões importantes de GEE

É sabido que o setor pecuário tem um papel importante na mudança climática.
Estima-se que o setor emite 7,1 gigatoneladas de dióxido de carbono equivalente (CO2-eq) por ano, representando 14,5% de todas as emissões induzidas por humanos.

A produção de bovinos de corte e de leite é responsável pela maioria das emissões, respectivamente contribuindo com 41% e 19% das emissões do setor. A produção de carne suína e de frango/ovos contribuem, respectivamente, com 9% e 8% com as emissões do setor.

As principais fontes de emissões são: produção e processamento de alimentos animais (45% do total – com 9% atribuível à expansão de pastagens e cultivos agrícolas usados na alimentação animal nas áreas de florestas), fermentação entérica dos ruminantes (39%) e decomposição do esterco (10%).

O restante é atribuível ao processamento e transporte de produtos de origem animal.

Reduções consideráveis ao alcance

As emissões do setor já podem ter caído significantemente por causa do uso mais amplo das melhores práticas e tecnologias. As tecnologias e práticas que contribuem para a redução das emissões já existem, mas podem ser usadas mais amplamente.

Uma redução de 30% nas emissões de GEE seria possível se os produtores em um dado sistema, região ou zona climática adotassem as tecnologias e práticas atualmente usadas por seus pares com menor emissão intensiva (emissões por unidade de produto animal).

Reduções substanciais nas emissões podem ser obtidas em todas as espécies, sistemas e regiões.

Eficiência é chave para a redução das emissões

Possíveis intervenções para reduzir as emissões são principalmente baseadas em tecnologias e práticas que melhoram a eficiência de produção a nível de animal e rebanho. Elas incluem melhores práticas de alimentação animal, manejo e gestão de saúde.

As práticas de manejo do esterco que garantem a recuperação e a reciclagem de nutrientes e energia contida no mesmo e as economias de energia e reciclagem ao longo das cadeias de fornecimento são mais opções de mitigação.
 

Mitigação para o desenvolvimento

A maioria das intervenções de mitigação pode fornecer co-benefícios ambientais e econômicos. Práticas eficientes e tecnologias que podem aumentar a produtividade e dessa forma, contribuir para a segurança alimentar e o alívio da pobreza.

Necessidade urgente de uma ação global e coletiva

Uma ação global envolvendo todos os membros do setor é uma necessidade, para projetar e implementar estratégias de mitigação custo-efetivo e equitativas, além de estabelecer as políticas de suporte necessárias e sistemas institucionais.
A adoção de novas práticas e tecnologias irá requerer um mix de políticas de suporte, incentivos, pesquisa e trabalho de extensão.
Vale destacar que este relatório é complementado por dois relatórios técnicos fornecendo uma análise mais profunda sobre as emissões dos setores (cadeias de fornecimento de suínos e frangos e de ruminantes).

Fonte: FAO, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

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Fonte: FAO + Fundação Banco do Brasil

1 comentário

  • Daltro Fogaça Scherer São Leopoldo - RS

    Vídeo consolidado na Cartilha ILPF: É É uma preciosidade de cultura a população rural tão carente das novas tecnologias, a fundação BB disponibilizou em uma boa hora um material completo de informações de um estudo bem elaborado sobre os efeitos das emissões de gases, sendo um aliado para tornar um produtor rural bem esclarecido. Daltro Fogaça Scherer - São Leopoldo - RS,29 de outubro 2013.

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