Seleção se reúne no Rio, e vira alvo de manifestantes: ônibus é cercado...

Publicado em 26/05/2014 11:05 e atualizado em 26/05/2014 15:48 643 exibições
Professores em greve tentaram bloquear a saída do grupo...

A Copa do Mundo começou na manhã desta segunda-feira para os integrantes da seleção brasileira, que se apresentam no Rio de Janeiro para dar início aos preparativos para o torneio. Antes mesmo das 9 horas, seis jogadores já haviam chegado a um hotel próximo ao Aeroporto do Galeão, marcado como ponto de encontro dos atletas pela CBF. O local estava com a segurança reforçada desde o início da manhã. O goleiro reserva Jefferson foi o primeiro a chegar, por volta das 7h15 –  o jogador do Botafogo mora na cidade, se disse preocupado com o trânsito e chegou quase três horas antes do esperado. Fred chegou em seguida. "Estou realizando um sonho de infância", disse ele. "E, como brasileiro, é uma honra defender o meu país em casa. Agora, começa o trabalho duro para trazer o hexa", comentou o atacante às dezenas de jornalistas que se aglomeravam na entrada. Aproveitando as atenções em torno da seleção, professores em greve realizaram uma manifestação na porta do hotel, chegando inclusive a cercar o ônibus da equipe.

Em meio a protesto, o ônibus da seleção deixa o hotel onde os jogadores se apresentaram

Em meio a protesto, o ônibus da seleção deixa o hotel onde os jogadores se apresentaram - Luiz Felipe Castro

Faltando cinco minutos para as 10 horas, horário marcado para a saída do ônibus da seleção, cerca de cinquenta professores em greve chegaram ao hotel para chamar a atenção da multidão de jornalistas que aguardava a chegada dos jogadores. "Da Copa eu abro mão, eu quero mais dinheiro para saúde e educação", gritavam, enquanto se posicionavam bem no portão de entrada e saída de veículos. Policiais militares se posicionaram ao redor do grupo, acompanhando a movimentação. Os manifestantes tentaram bloquear o acesso ao hotel, mas foram impedidos pela PM, que formou um cordão de isolamento.

Com tambores e buzinas, os professores cantavam: "Pode acreditar, educação vale mais do que o Neymar". Dentro do hotel, a segurança era feita por policiais federais. Às 10h29, o ônibus da seleção começou a deixar o local, acompanhado por mais de dez batedores em motos e duas viaturas da PF. Os professores chegaram a cercar o veículo, batendo na lataria e forçando o motorista a reduzir a velocidade. Ainda que lentamente, o ônibus conseguiu deixar o grupo para trás cerca de dez minutos depois – sob vaias dos manifestantes e gritos de "vergonha". 

A maioria dos atletas não quis falar com a imprensa. Depois de Jefferson, David Luiz e Dante foram dois dos mais adiantados na apresentação. Daniel Alves chegou no banco traseiro de um automóvel com os vidros escuros e passou despercebido, logo atrás do veículo que levava o goleiro Júlio César, o mais experiente do grupo – que se limitou a dizer que a expectativa está "enorme" para o Mundial. Thiago Silva chegou às 9h20, no banco do carona de um carro que acelerou para desviar dos jornalistas. Além da multidão de jornalistas, há poucos fãs no local – e eles comemoram a baixa concorrência de outros torcedores, aumentando a chance de ver seus ídolos. A estudante Gabriela Fernandes, de 17 anos, esperava pelo capitão da seleção. "Gosto do futebol dele desde quando jogava no Fluminense. Não podia perder essa chance de vê-lo mais de perto. Vou esperar o ônibus passar pelo menos pra ver se ganho um tchauzinho".

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No início da tarde, os jogadores seguem rumo à Granja Comary – reformada para receber a equipe –, em Teresópolis, região serrana do Rio de Janeiro, onde ficarão concentrados durante toda a Copa (com exceção, é claro, dos deslocamentos para os nove jogos que separam a equipe da sonhada conquista do hexa). O técnico Luiz Felipe Scolari já estava na concentração do Brasil: a comissão técnica se reuniu no local na véspera. A primeira viagem do grupo está marcada para a próxima semana, quando a equipe desembarca em Goiânia para disputar o primeiro amistoso da preparação, contra o Panamá. No fim da semana que vem, em São Paulo, o jogo é contra a Sérvia, último ensaio do time antes da estreia no Mundial, em 12 de junho, contra a Croácia, também em São Paulo. A única ausência prevista na apresentação desta segunda é Marcelo, que deverá se apresentar na própria Granja Comary – ele chegará depois porque participou – e de forma destacada –, da final da Liga dos Campeões, vencida pelo Real Madrid no sábado, em Lisboa.

A seleção brasileira na Copa do Mundo de 2014

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JÚLIO CÉSAR Soares de Espíndola
Goleiro do Toronto FC
34 anos (Duque de Caxias-RJ, 3/9/1979)
Na seleção: 116 convocações, 78 jogos

Apesar das temporadas ruins no modesto Queens Park Rangers, da Inglaterra, o experiente Júlio César passou da condição de aposta de Felipão a titular absoluto da posição após a conquista da Copa das Confederações. Nem mesmo a opção por defender o Toronto FC, do Canadá, diminuiu o prestígio do goleiro com o treinador. Aos 34 anos, Júlio será um dos líderes da seleção e tentará se redimir da falha de quatro anos atrás, na eliminação contra a Holanda.

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A trajetória dos 'estrangeiros' da seleção

Hulk

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Um dos titulares de Felipão tem uma das histórias mais improváveis entre os atletas da seleção. Paraibano de Campina Grande, Hulk começou a carreira jogando na lateral do Vitória, onde fez apenas duas partidas como profissional. Pouco aproveitado, aceitou jogar no futebol japonês: entre 2005 e 2008, passou por Kawasaki Frontale, Sapporo e Verdy Tokyo e começou a mostrar seu faro de gol. Mas foi apenas em Portugal que Givanildo virou Hulk e sua bomba de perna esquerda passou a ser mundialmente famosa. Artilheiro do Porto e melhor jogador da liga portuguesa de 2011, Hulk ganhou uma chance na seleção brasileira e, com simplicidade e obediência tática, tornou-se peça importante.

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Os melhores jogos da fase de grupos

Brasil x Croácia

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Quando e onde: 12/6, às 17 horas, no Itaquerão, em São Paulo.
Por que assistir: Abertura da competição e estreia do Brasil, com o mundo inteiro de olho no início da primeira Copa disputada no país do futebol desde 1950. Só deve perder para a final em audiência.
Fique de olho: Em Neymar, a chave para o sucesso do Brasil no Mundial.
Em quem apostar: No Brasil, que não perde jogando no país desde 2002 - e que sofreu sua última derrota numa partida oficial disputada em casa há quase quatro décadas, na Copa América-1975.

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