Em VEJA: Lula, o grande derrotado nas urnas, por Rodrigo Constantino

Publicado em 07/10/2014 18:01 e atualizado em 09/10/2014 04:24 2106 exibições

 

Em VEJA: O grande derrotado nas urnas

Onde está Lula? Por onde anda o “Padim Ciço”, o Midas da política, o carismático líder capaz de acender postes Brasil afora? Sumiu! Escafedeu-se! Não aparece para entrevistas, para sorrir diante das câmeras. Não é por menos: amargou a maior derrota nas urnas nesse dia 5 de outubro. Foi o grande perdedor.

Suas duas maiores apostas pessoais, Lindbergh Farias no Rio e Alexandre Padilha em São Paulo, perderam feio, um ficando em quarto lugar e o outro em terceiro. O senador Eduardo Suplicy, após vários mandatos, ficou de fora do Senado também, sendo derrotado por José Serra, alvo de constantes ataques do PT.

Em Minas Gerais, o PT venceu, mas com Fernando Pimentel, que além de não ser do núcleo de Lula, é petista “com cara de tucano” (ainda que goste de fazer consultorias fantasmas como um típico petista). E achei uma ingratidão dele não incluir os Correios na lista de agradecimentos pela vitória.

Por outro lado, o PT foi massacrado em São Paulo, berço do PT e território tradicional de influência do próprio Lula. Como diz a reportagem do GLOBO:

O cenário do estado de São Paulo foi o pior possível: a presidente Dilma Rousseff perdeu em cidades governadas pelo PT e na própria São Bernardo do Campo, dirigida por Luiz Marinho, um dos coordenadores da campanha à reeleição. 

Até para Marina Silva (PSB) Dilma perdeu em Mauá, governada pelo PT e uma das maiores cidades do ABC Paulista. Perdeu para Aécio Neves (PSDB) em Santo André, comandada pelo petista Carlos Grana, forte aliado de Lula, e nas cidades petistas de Guarulhos, Osasco e São José dos Campos, onde ela e Lula participaram de comícios, carretas e caminhadas. Na periferia da capital, onde Lula chegou a fazer três atos políticos por dia, o jogo ficou dividido entre Dilma e Aécio, que ganhou em São Miguel Paulista, Ermelino Matarazzo e Campo Limpo. A representação do PT paulista perdeu cinco deputados, fechando as contas em dez cadeiras. No plano nacional, o partido caiu de 88 vagas para 70.

O jornalista José Casado também destacou o fato em sua coluna de hoje, lembrando que o PT foi “atropelado” no estado::

O mapa de votação de Dilma Rousseff mostra que o PT acabou atropelado no seu núcleo, o “cinturão” operário. Perdeu na capital (com 20,6% dos votos), em Santo André (27,6%), São Bernardo (32,7%), São Caetano (14,9%), São José (21,4%), Santos (20,1%), Campinas (25,7%) e Ribeirão Preto (20,7%).

Lula, Dilma e o PT assustaram-se porque 57 milhões “ousaram duvidar” de suas propostas, preferindo as de Aécio e Marina. Porém, o eleitorado que dizimou a bancada petista em Pernambuco, os premiou com os governos de Minas e Bahia, maioria de até 70% no Nordeste e a liderança na chegada ao segundo turno.

Agora, na encruzilhada, precisam optar entre a reinvenção da presidente-candidata e o velho receituário, que estabelece como missão a reforma do país sob critérios exclusivos do PT, não importando os desejos do eleitorado.

Restou ao PT de Lula expandir sua influência no nordeste, nas regiões mais pobres e carentes, com menor escolaridade e IDH, onde pululam dependentes do Bolsa Família. O populismo de Lula só vinga onde há muita miséria e ignorância, eis a grande conclusão das urnas.

O Brasil está rachado ao meio. Há uma correlação enorme entre baixo IDH e voto no PT, demonstrando que o partido necessita da pobreza para sobreviver. Por isso o PT não tem interesse em realmente combater a miséria no país e melhorar a educação: quanto mais educado e rico o eleitor, mais ele foge do PT.

O historiador Marco Antonio Villa escreveu um artigo contundente hoje contra essa praga populista tão bem representada pelo próprio Lula. Diz ele:

Diferentemente de 2006 e 2010, o PT está fragilizado. Dilma é a candidata que segue para tentar a reeleição com a menor votação obtida no primeiro turno desde a eleição de 1994. Seu criador foi derrotado fragorosamente em São Paulo, principal colégio eleitoral do país. Imaginou que elegeria mais um poste. Não só o eleitorado disse não, como não reelegeu o performático e inepto senador Eduardo Suplicy, e a bancada petista na Assembleia Legislativa perdeu oito deputados e seis na Câmara dos Deputados.

[...]

O arsenal petista de dossiês contra Aécio já está pronto. Os aloprados não têm princípios, simplesmente cumprem ordens. Sabem que não sobrevivem longe da máquina de Estado. Contarão com o apoio entusiástico de artistas, intelectuais e jornalistas. Todos eles fracassados e que imputam sua insignificância a uma conspiração das elites. E são milhares espalhados por todo o Brasil.

[...]

Aécio Neves tem todas as condições para vencer a eleição mais difícil da nossa história. Se Tancredo Neves foi o instrumento para que o Brasil se livrasse de 21 anos de arbítrio, o neto poderá ser aquele que livrará o país do projeto criminoso de poder representado pelo PT. E poderemos, finalmente, virar esta triste página da nossa história.

Amém! Mas ainda não acabou. A luta será árdua, e o PT jogará muito baixo. Na verdade, já começaram os ataques mentirosos espalhados nas redes sociais pelos “jornalistas” medíocres a soldo do partido. O desespero de perder as tetas estatais é enorme. Permaneceram somente esses dois tipos ao lado do PT: os vendidos e os ignorantes, massa de manobra dos oportunistas.

Lula foi, sem dúvida, o maior derrotado nas urnas. Ainda falta, porém, o golpe de misericórdia, a pá de cal para enterrar de vez essa triste fase de nossa história, a era mais populista, corrupta e imoral de todas. Nunca antes na história deste país se viu algo assim. Passou da hora de dar um basta. Que Lula tenha receio e vergonha de sair de casa mesmo, de mostrar sua cara de pau em público, pois o povo brasileiro cansou de tanta safadeza!

Rodrigo Constantino

 

Monstros do presente

Aécio Neves: o povo está preocupado com o monstro do presente. Fonte: GLOBO

Agora que Marina Silva está fora da corrida eleitoral, a presidente Dilma resolveu mudar totalmente sua postura em relação a ex-concorrente, de olho em seus votos. Dilma disse que recebeu uma ligação gentil e civilizada de Marina, e respondeu ter certeza de que ambas lutam por melhorar o país, em que pesem as diferenças. Como é?

Se o gesto de ligar para Dilma foi gentil e civilizado por parte de Marina, o mesmo não se pode dizer da campanha aprovada por Dilma no primeiro turno, com ataques desleais e pérfidos dirigidos contra a candidata do PSB. Para a Dilma do segundo turno, Marina quer melhorar o país, mas para a Dilma do primeiro turno, Marina queria tirar a comida do prato dos pobres. Assim é o PT…

Não respeita as diferenças de forma civilizada, tampouco foca no debate sobre os meios para fins nobres almejados por todos, como a redução da miséria em nosso país. Não! O PT precisa tratar o adversário como inimigo mortal, como um insensível que não liga para os pobres, atacando suas intenções. Liderada pelo marqueteiro maquiavélico João Santana, a campanha de Dilma baixou o nível, apelou para terrorismo eleitoral infundado. E agora vem falar em civilidade e boas intenções? É muita cara de pau!

Claro que as baterias indecentes do PT se voltam agora contra Aécio Neves. É o tucano que irá resgatar os “fantasmas do passado” dessa vez, segundo os petistas. Mas Aécio teve uma ótima tirada: o povo brasileiro não está preocupado com esses “fantasmas do passado”, que existem tanto quanto Gasparzinho. Está preocupado é com o “monstro do presente”:

Me surpreende abrir os jornais e ouvir a candidata oficial falar de fantasmas do passado. Na verdade os brasileiros estão muito preocupados com os monstros do presente: inflação alta, recessão e corrupção. Portanto, para enfrentar isso, é que nós nos preparamos, reunimos alguns dos mais qualificados brasileiros para vencer a eleição e fazer a grande travessia.

O monstro que devora nossos salários

O monstro que devora nossos salários

Ao contrário dos “fantasmas” criados apenas pela cabeça criativa e sem escrúpulos do marqueteiro petista, esse monstro é bem real. Basta abrir os olhos para enxergá-lo por todo lado. O monstro destruiu, por exemplo, a Petrobras, a maior empresa brasileira e outrora orgulho nacional. O monstro come o poder aquisitivo de nosso salário todo mês, com uma inflação acima de 6% ao ano. O monstro fez com que a economia parasse de crescer, e já ameaça nossos empregos.

O PT pode fazer o terrorismo que for, tentar, de forma desonesta, comparar os dados da era Lula, ignorando o período Dilma, com a era FHC, ignorando os diferentes contextos internacionais. Pode enganar alguns mais desatentos. Mas o povo saberá enxergar a verdade. FHC foi o responsável pelo controle da inflação, e foi eleito duas vezes no primeiro turno por isso. Dilma foi a responsável pela volta da inflação, e perderá sua reeleição por isso.

Ninguém aguenta mais esse monstro à solta por aí, avançando sobre nosso bolso, destruindo tudo que deu tanto trabalho para construir. No próximo dia 26, os brasileiros vão às urnas votar contra o monstro do presente, justamente para ter um futuro melhor. Para ter algum futuro.

Rodrigo Constantino

 

Profissionais dos Correios emitem nota de repúdio ao aparelhamento partidário na estatal

Vejam a nota que a Associação dos Profissionais dos Correios (ADCAP) emitiu nas vésperas da eleição deste domingo:

A Associação dos Profissionais dos Correios – ADCAP, entidade sem fins lucrativos fundada em 20/12/1986, sem vinculação a qualquer partido político, em virtude das últimas notícias divulgadas acerca do aparelhamento político da ECT, vem a público manifestar o que se segue:

a) Nos últimos anos o aparelhamento político da ECT se acentuou com as mudanças introduzidas no Manual de Pessoal em 2011, que permitiram o acesso às funções técnicas e gerenciais por empregados e pessoas estranhas aos quadros de pessoal da Empresa sem a observância dos imperativos de competência técnica e capacidade gerencial;

b) Em decorrência dessas alterações, 18 (dezoito) dos 27 (vinte e sete) Diretores Regionais da ECT são filiados ao Partido dos Trabalhadores;

c) Além disso, muitas outras funções são ocupadas por critérios políticos nas Diretorias Regionais e na Administração Central da Empresa;

d) Como exemplos desse aparelhamento, registre-se que enquanto mais de 50.000 mil Carteiros labutam diariamente em condições muitas vezes desfavoráveis por uma remuneração mensal de cerca de R$ 1.500 (hum mil e quinhentos reais), outros Carteiros ligados à burocracia sindical e partidária ocupam elevadas funções em Brasília e nos diversos estados, alguns deles com remunerações superiores a R$ 20.000 (vinte mil reais);

e) O citado aparelhamento afeta também o Fundo de Pensão dos empregados dos Correios, o Postalis, frequentemente citado em notícias veiculadas pela imprensa contendo suspeitas de investimentos duvidosos e de operações fraudulentas;

f) O Postalis já acumula um déficit atuarial superior a R$ 2,2 bilhões em 2013/2014, levando em breve a uma drástica redução dos salários e benefícios dos empregados e aposentados dos Correios e atingindo cerca de 500 mil pessoal, o que levou a ADCAP a solicitar à PREVIC, junto com outras entidades representativas de empregados, a intervenção no Postalis;

Diante do exposto, a ADCAP comunica que está avaliando as medidas judiciais cabíveis e que oportunamente se manifestará novamente sobre o assunto.

É realmente um absurdo o que o PT fez com todas as estatais do país, transformando-as em braços partidários para um projeto puro de poder. Todos viram os vídeos de carteiros distribuindo propaganda de Dilma. Vídeos estes que o TSE, liderado pelo petista, digo, pelo ministro Dias Toffoli resolveu mandar o Google tirar do ar. Por que? Não querem que o povo saiba do que se passa por baixos dos panos na estatal?

O PT alega ser o partido dos trabalhadores, mas como podemos ver, pisa nos verdadeiros trabalhadores para beneficiar os poderosos. É esse o conceito de “justiça social” do partido? Usar carteiros com salários baixos para atuar como um exército dos milionários petistas?

Rodrigo Constantino

 

Mercado de ideias, por Geraldo Samor:

Correios: carteiros denunciam aparelhamento

Pouco antes do primeiro turno, a Associação dos Profissionais dos Correios – ADCAP  publicou uma ‘nota pública’ denunciando o aparelhamento dos Correios (ECT). A associação, fundada em 1986, diz que está avaliando as medidas judiciais cabíveis e que “oportunamente se manifestará novamente sobre o assunto.”

A nota é  autoexplicativa.

“Nos últimos anos o aparelhamento político da ECT se acentuou com as mudanças introduzidas no Manual de Pessoal em 2011, que permitiram o acesso às funções técnicas e gerenciais por empregados e pessoas estranhas aos quadros de pessoal da Empresa sem a observância dos imperativos de competência técnica e capacidade gerencial;

“Em decorrência dessas alterações, 18 dos 27 diretores regionais da ECT são filiados ao Partido dos Trabalhadores.

“Além disso, muitas outras funções são ocupadas por critérios políticos nas Diretorias Regionais e na Administração Central da Empresa.

“Como exemplos desse aparelhamento, registre-se que enquanto mais de 50.000 carteiros labutam diariamente em condições muitas vezes desfavoráveis por uma remuneração mensal de cerca de R$ 1.500, outros carteiros ligados à burocracia sindical e partidária ocupam elevadas funções em Brasília e nos diversos estados, alguns deles com remunerações superiores a R$ 20.000.

“O citado aparelhamento afeta também o Fundo de Pensão dos empregados dos Correios, o Postalis, frequentemente citado em notícias veiculadas pela imprensa contendo suspeitas de investimentos duvidosos e de operações fraudulentas.

“O Postalis já acumula um déficit atuarial superior a R$ 2,2 bilhões em 2013/2014, levando em breve a uma drástica redução dos salários e benefícios dos empregados e aposentados dos Correios e atingindo cerca de 500 mil pessoal, o que levou a ADCAP a solicitar à PREVIC, junto com outras entidades representativas de empregados, a intervenção no Postalis.

“Diante do exposto, a ADCAP comunica que está avaliando as medidas judiciais cabíveis e que oportunamente se manifestará novamente sobre o assunto.”

Vale lembrar Eduardo Campos, na sua célebre constatação e promessa sobre as empresas estatais.

Por Geraldo Samor

 

Recado a você que pretende anular o voto

Vídeo em que mostro como o voto nulo não representa um protesto de fato, e faço um apelo para que cada eleitor escolha a alternativa menos pior no próximo dia 26, pois o que está em jogo é muito sério: a própria sobrevivência de nossa democracia.

Isso aqui é um blog de opinião! Ou: O que é imparcialidade?

Alguns leitores costumam aparecer aqui para criticar o meu “jornalismo tendencioso”. Desconfio que a grande maioria dos que fazem isso seja de militantes a soldo do PT, para tentar criar uma imagem de blog parcial tucano.

Mas como alguns podem realmente confundir as bolas, vou explicar de uma vez por todas, para que não restem dúvidas: não sou jornalista, e sim economista, e isso aqui é um blog de opinião!

Ou seja, os milhares de leitores que visitam a página diariamente vêm em busca de opinião, do que eu penso sobre determinado assunto, como vejo tal e tal notícia. Para quem quer apenas a notícia em si, já existem os jornais, que estão longe de isenção total e imparcialidade plena. O que, aliás, não existe.

Cada um de nós possui uma visão de mundo, uma bagagem intelectual, uma ideologia. Aqueles que juram total isenção costumam mentir. Colocam-se acima de todas as ideologias, mas sempre deixam transparecer a sua, que invariavelmente é de esquerda (não é coincidência, e sim uma tática).

Eis o que entendo por imparcialidade: ninguém me paga para ter determinada opinião. Eu escrevo o que penso, defendo o que acredito. Se escrevo na Veja e também no GLOBO, é porque fui chamado para tais espaços, já com minha opinião conhecida previamente. Não mudei de opinião porque estou em certo veículo.

Eis a diferença abissal entre mim e os blogueiros bancados por estatais. Um abismo moral nos separa. Não porque eu seja um liberal e eles de esquerda, pois há gente séria na esquerda. E sim porque eu sou independente, e eles obedecem àquele que paga a fatura, e mudam de opinião de acordo com o contracheque.

Imparcialidade, em minha opinião, é respeitar os fatos mais do que a própria ideologia, e se mostrar disposto a mudar de opinião se for o caso, se as evidências mostrarem seu equívoco prévio. Não é postura neutra sempre, o que é ridículo e mesmo impossível.

Foi justamente a minha imparcialidade nesse sentido, portanto, que me trouxe até a defesa da candidatura do tucano Aécio Neves. Foi meu foco nos fatos, no que julgo mais adequado para a economia, para o país como um todo, e não para meus próprios interesses de curto prazo.

Expressar esse meu viés, formado após profunda reflexão, não é ser parcial, e sim o contrário: ser transparente, não tentar enganar o leitor com uma pseudo-neutralidade, típica de certos “jornalistas” que posam de independentes, mas não são.

O que não me impede, claro, de criticar o lado que julgo melhor quando for o caso. Eis outra prova de independência: a análise deve ser calcada nos fundamentos, não na torcida. Quando disse que Aécio havia sido o melhor disparado no debate da TV GLOBO, por exemplo, estava sendo honesto com minha real impressão. Em outras ocasiões fui o primeiro a criticar sua postura.

Em suma, que fique bem claro que não sou um jornalista, e não faço questão de simular uma neutralidade que não tenho. Sou um economista liberal que toma partido e expõe isso de forma bastante clara nesse blog de opinião. Estamos entendidos?

Uma última coisa, que já disse antes, mas repito: podem chamar de censura quando o comentário não é aceito pela minha moderação, mas censura, para mim, também é outra coisa, ligada a atos do governo. Tenho meus critérios, meu filtro, que serve para preservar a qualidade dos debates no blog.

Ofensas ao autor serão, naturalmente, ignoradas. E aquilo que julgo simplesmente estúpido, tal como a defesa do socialismo em pleno século 21, também irá para a lixeira. Afinal, já tem blog de sobra por aí que adora receber lixo. Para facilitar a busca, são aqueles que só têm propaganda de estatais no topo da página…

Rodrigo Constantino

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VEJA + Estadão

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