Em VEJA: Datafolha mostra Aécio à frente de Dilma no segundo turno

Publicado em 09/10/2014 20:32 e atualizado em 10/10/2014 06:11 261 exibições
Candidatos estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro, mas tucano está numericamente em vantagem, com 46%, contra 44% da petista

A primeira pesquisa Datafolha do segundo turno aponta o candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, numericamente à frente da presidente-candidata Dilma Rousseff (PT) na preferência do eleitorado. Segundo o levantamento, divulgado pelo Jornal Nacional, da Rede Globo, o tucano tem 46% das intenções de voto, contra 44% da petista. A margem de erro é de dois pontos, o que coloca os candidatos tecnicamente empatados. Trata-se, porém, da primeira vez, desde o início da corrida eleitoral, que Aécio aparece em vantagem numérica sobre Dilma em uma pesquisa de intenção de voto. 

Votos brancos e nulos somam 4% e os que não souberam opinar são 6%. Considerando-se apenas os votos válidos, Aécio tem 51% dos votos, segundo o Datafolha, e Dilma, 49%. O Datafolha ouviu  2.879 eleitores entre quarta e quinta. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número  BR-01068/2014.

Empatados, editorial da Folha

Datafolha mostra eleitorado dividido entre Aécio e Dilma, um cenário que pode acirrar ânimos ou estimular uma saudável politização do país

Aécio Neves (PSDB) saiu na frente no segundo turno da disputa pelo Palácio do Planalto. Menos pelo resultado das pesquisas de intenção de voto, que registram pequena vantagem para o senador, e mais pelos apoios que granjeou nestes primeiros dias de campanha.

O resultado do Datafolha, é claro, dá ao tucano um novo ânimo para enfrentar a presidente Dilma Rousseff (PT). Tendo alcançado 51% das preferências no levantamento finalizado ontem (9), Aécio aparece numericamente à frente da petista (49%).

É pouco, sem dúvida, pois se trata de situação de empate técnico. É muito, porém, para quem terminou o dia 5 quase 8,5 milhões de votos atrás da adversária e calculava em ao menos 17 milhões o contingente de eleitores que precisaria conquistar nesta nova fase do pleito (na mesma conta, Dilma precisaria de cerca de 9 milhões).

Intenções são voláteis, contudo, e a trajetória de Marina Silva (PSB) está aí para demonstrá-lo. Tornam-se mais relevantes, por isso mesmo --e sobretudo numa competição tão parelha--, as alianças seladas em acréscimo às que vigoraram no primeiro turno.

Não se trata propriamente de buscar a transferência de sufrágios. Mesmo que Marina tome alguma decisão e a explicite, seus pouco mais de 22 milhões de votos não cairão de forma automática na urna de quem ela indicar.

Acordos são importantes por garantir ao candidato uma estrutura com a qual não se contava. Quanto a isso, Dilma não avançou quase nada, mas a máquina federal joga a seu favor. Aécio, por sua vez, recebeu respaldos estratégicos.

O PSB, por exemplo, partido que hospeda Marina, fechou com o tucano e pode ser decisivo em Pernambuco, onde a ex-ministra do Meio Ambiente teve 48% do eleitorado; Aécio não foi além de 6%.

Entre os nanicos que concorreram à Presidência, Pastor Everaldo (PSC) e Eduardo Jorge (PV) se inclinaram pelo tucano; juntos, tiveram 1,4 milhão de simpatizantes. Luciana Genro (PSOL), que ficou em quarto lugar, com 1,6 milhão de eleitores, limitou-se a desaconselhar o voto no PSDB.

Quanto mais equilibrada estiver a disputa em sua reta final, porém, menos provável será que se mantenham distantes aqueles que até aqui não se aproximaram de nenhum candidato.

Com o eleitorado dividido em duas partes iguais, o Brasil corre o risco de vivenciar cenas lamentáveis de agressividade ideológica e campanhas destrutivas --ou de saudável politização com "P" maiúsculo, como se pensava nem mais existir por aqui.

O rumo que o país tomará depende, em larga medida, do comportamento de Aécio Neves e Dilma Rousseff a partir de agora.

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Fonte:
Veja.com + Folha de S. Paulo

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