Aprosoja-MT discorda de novo período de vazio sanitário

Publicado em 24/10/2014 12:07 228 exibições

A Secretaria de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar (Sedraf) e o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) publicaram a Instrução Normativa 007/2014, que trata de medidas fitossanitárias para prevenção e controle da ferrugem asiática. Entre os pontos abordados, está a ampliação do período do Vazio Sanitário para 138 dias – de 1º de maio a 15 de setembro.

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) discorda desta nova data para a proibição do plantio de soja no estado. O presidente da associação, Ricardo Tomczyk, acredita que o ideal seria aumentar o fim do período para 30 de setembro para que diminua a janela do plantio, sem alterar a data de início. “A soja colhida antecipadamente acaba disseminando inóculos da ferrugem asiática para outras lavouras, quando não controlado corretamente”, explica.

Tomczyk reforça que a discussão está focada em uma pequena área de plantio de soja safrinha, que representa menos de 2% do total cultivado em Mato Grosso. “Estamos discutindo a eficiência de fungicidas e o impacto nas lavouras, mas os órgãos competentes tentam resolver um pequeno problema e deixam de fora 98% da área de soja do estado”, destaca.

A associação entende que há problemas técnicos no manejo da safrinha de soja, mas ressalta que este período de Vazio Sanitário irá impactar fortemente no mercado de sementes. “Na safrinha há a produção de sementes salvas e isso é uma forma de regular o mercado, fato importante para o produtor”, diz Tomczyk.

Para o presidente da Aprosoja-MT, o setor não foi ouvido adequadamente nesta discussão. “Só fomos convocados para votar sobre o período do vazio sanitário, não nos chamaram para as discussões técnicas. Isso não é construtivo”, frisa Tomczyk. Ele informa que a entidade já esteve duas vezes reunida com o Indea para tratar deste assunto.

Além da preocupação com a safra de soja, há outros setores que também serão impactados com a medida, a exemplo dos produtores de algodão e girassol. “A discussão precisa ser reaberta para chegarmos a um consenso”, frisa o presidente.

A associação, entretanto, aponta o artigo 18 como um ponto positivo da Instrução Normativa, pois obriga os proprietários ou arrendatários de áreas a controlar a ferrugem asiática através de aplicações preventivas com fungicidas ou sempre que constatada a doença nas plantas. Porém, a entidade vê dificuldade na fiscalização, o que justifica a ideia de estender o Vazio Sanitário até 30 de setembro.  

A Aprosoja-MT está consultando especialistas renomados de todo o país para a construção de pareceres técnicos e voltar à discussão do tema junto à Comissão de Defesa Sanitária e Vegetal (CDSV). Além disso, também está em contato com entidades de outras cadeias produtivas para verificar o impacto da ampliação do Vazio Sanitário em outras culturas. 

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Aprosoja MT

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