Agronegócio do oeste da Bahia faz balanço positivo de 2014

Publicado em 23/12/2014 11:13 241 exibições

O agronegócio do oeste da Bahia encerra o ano de 2014 comemorando avanços nas mais diversas áreas. Através de uma ação de articulação institucional bem feita, a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) buscou parcerias, alinhou interesses e conseguiu grandes conquistas.

Na área ambiental, a Associação participou das discussões para formulação do Decreto Florestal Estadual; solidificou e ampliou a iniciativa inédita das brigadas de combate a incêndios florestais e implantará o Centro de Apoio a Regularização Ambiental das propriedades produtoras de Algodão e culturas acessórias do Oeste da Bahia. Esta ação, em especial, merece destaque porque vai orientar o produtor a cumprir os requisitos exigidos pela legislação ambiental vigente.

No combate às pragas, mais uma vez os produtores do oeste da Bahia deram prova de união e capacidade de superação. O Programa Fitossanitário foi revisado, dando origem a uma nova cartilha com diretrizes atualizadas. A partir daí, teve início uma série de reuniões nas comunidades agrícolas que, apesar de serem realizadas durante o plantio, contou com uma grande participação dos produtores. Isso mostra o interesse de todos em colher sempre safras vitoriosas.

Como instituição, a Aiba buscou melhorar as estradas; revitalizar a hidrovia do São Francisco e lutou por melhores preços para o milho. Nesta área, também merece destaque a assinatura do Programa para o Desenvolvimento da Agropecuária da Bahia (Prodeagro), fundo privado e sem fins lucrativos, que disponibilizará recursos para infraestrutura, pesquisa e sustentabilidade econômica do agronegócio do oeste da Bahia. Este foi um passo importante e que terá reflexos positivos em 2015.

O programa Jovem Aprendiz completou um ano de vida com 57 jovens capacitados para trabalhar com soja e milho. A segunda turma está em curso e os jovens aprenderão sobre a cultura dos grãos e, agora, também sobre o algodão. O Fundo para o Desenvolvimento Integrado e Sustentável da Bahia (Fundesis) segue seu caminho, transformando vidas.

A 10ª edição da Bahia Farm Show surpreendeu em todos os sentidos. Contrariando uma tendência nacional de baixos rendimentos nas feiras agropecuárias do país em 2014, a Bahia Farm Show, superou as expectativas ao atingir R$ 1,019 bilhão em negócios realizados pelos 210 expositores presentes.

Todo este trabalho terá continuidade com a reeleição de Júlio Cézar Busato para a presidência da Aiba, biênio 2015-16. Junto com Isabel da Cunha e Odacil Ranzi, a nova diretoria iniciará seu trabalho a partir de 01 de janeiro de 2015 até 31 de dezembro de 2016.

 

Perspectivas para o novo ano agrícola

 

Para a safra 2014-2015, segundo previsões do Conselho Técnico da Aiba, a soja ocupará 73% da área plantada do Oeste da Bahia em detrimento do milho e do algodão. Este número corresponde a 1,4 milhão de hectares plantados, representando um crescimento de área de 8,4% em relação à safra anterior. Deverão ser colhidas 4,8 milhões de toneladas do grão.

Já o milho teve sua área reduzida em 16,9% em relação à safra anterior. Estão sendo semeados 222 mil hectares e estima-se que sejam colhidas 2,2 milhões de toneladas do cereal.

Para o algodão, a região registra uma queda de 5,8% na área plantada, passando de 308 mil hectares para 290 mil hectares.  Apesar do alto volume dos estoques mundiais e do baixo preço da pluma que levaram a esta redução, espera-se colher 1,2 milhões de toneladas mantendo, o Oeste da Bahia, ainda na posição de 2º maior produtor nacional de algodão.

Com uma cafeicultura totalmente mecanizada e irrigada, o oeste da Bahia deverá colher 28,3 mil toneladas de café arábica na safra 2014/2015. Este número representa um crescimento de produção de 19,8% em relação à safra anterior. A área de produção será a mesma do ano anterior, ou seja, 10,8 mil hectares, porém a expectativa é colher 43 sacas/ha, número maior do que na safra passada, quando a produtividade foi de 36 sacas/ha. Se as pragas e o clima não atrapalharem, o oeste da Bahia poderá ter uma produtividade histórica.

 

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Aiba

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