Apesar da queda drástica de área, produtores mantêm viva a canola no PR

Publicado em 01/09/2016 10:48
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Cultura perdeu 59% da área de cultivo nos últimos três anos. Custo de produção baixo torna o plantio atraente

A safra de canola começa no mês que vem na Região Sul do país e, no Paraná, a expectativa é colher 10.800 toneladas da oleaginosa. Segundo o engenheiro-agrônomo Carlos Hugo Godinho, do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e Abastecimento (Seab), a cultura vem perdendo espaço nos últimos anos. A área destinada à cultura sofreu uma redução de 15.500 para 6.300 hectares desde 2013. “Há três anos o cultivo de canola sofreu grandes perdas por causa das geadas. Isso acabou desestimulando os produtores”, observa Godinho.

Apesar dessa queda ainda há entusiastas da cultura. É caso de Sebastião Hollandini, de Candói, na região Centro-Sul do Estado. Sócio e um dos fundadores da Pordini Alimentos, há 10 anos ele investe no fomento à produção de canola. Hoje, 320 produtores rurais do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul fornecem a matéria-prima para a produção de óleo de cozinha e farelo de ração. Segundo Hollandini, no ano passado foram produzidas 5 mil toneladas do primeiro produto e 10 mil do segundo. Para atender a demanda da indústria, ele importa em média 4 mil toneladas de canola do Paraguai. “A área da oleaginosa no país atende somente a 20% da demanda”, observa.

Na avaliação dele, a cultura pode ser rentável e interessante para o produtor rural. “A canola, terceira oleaginosa mais produzida no mundo, vem ganhando espaço no mercado brasileiro. Além disso, estamos avançando em pesquisas que facilitam a colheita e plantio”, argumenta.

Pelas contas de Hollandini, o custo de produção é relativamente baixo na comparação com outras culturas, uma média de R$ 920 por hectare. O custo de produção da soja no Paraná, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), é bem superior: R$ 2.072 por hectare, em média. “Isso faz da canola uma boa alternativa de diversificação de cultura de inverno para o produtor, com a vantagem de usar menos defensivos agrícolas na comparação com outras opções”, acrescenta ele. Segundo Hollandini, outra vantagem da canola é em relação ao preço, que é atrelado ao mercado de soja. “A oleaginosa também pode ser utilizada em sistemas de rotação de culturas de inverno, contribuindo com o manejo de pragas, doenças e plantas daninhas”, diz.

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Fonte FAEP

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