Três cidades do Sul de Minas despontam como mais novo polo para produção de vinho

Publicado em 26/06/2017 07:28 545 exibições

A maior região produtora de café do mundo, no triângulo desenhado pelas cidades de Três Pontas, Três Corações e Cordislândia, desponta para o mundo como o mais novo terroir para a produção de vinhos nobres, principalmente com uvas syrah, sauvignon blanc, cabernet sauvignon e cabernet franc. O embrião do polo vitivinicultor encravado no campo experimental da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), em Caldas, nasce do êxito da técnica de dupla poda, desenvolvida pelo engenheiro agrônomo Murillo Albuquerque Regina, PhD em vitivinicultura e enologia pela Universidade Bordeaux, na França, que promoveu o toque de midas nas videiras, até então capazes apenas de produzir vinhos populares. No estado do café, da cachaça e das cervejas artesanais – a ‘Bélgica brasileira’ –, agora é a vez do voo de Baco.

Nesta que é a única adega enológica experimental do Sudeste brasileiro, o Núcleo Tecnológico Uva e Vinho da Epamig, é oferecido suporte técnico para a vitinificação. “Funcionamos como incubadora no processamento de uvas de cerca de 20 produtores mineiros e de outros estados, principalmente de São Paulo e do Rio de Janeiro”, explica Isabela Peregrino, enóloga da Epamig. Entre 2015 e 2016 esse “laboratório” do campo de Caldas elaborou 90 mil litros entre tintos, brancos e espumantes, seja em experimentos, na produção própria ou de terceiros, com a técnica de inversão do ciclo. Desde o início do projeto, há 17 anos, já foram produzidos ali cerca de 2,5 milhões de litros.

Vinhos premiados nacional e internacionalmente impulsionam o currículo do projeto, iniciado em 2000, num estado em que desde o século 19 a uva produzida era utilizada apenas para consumo in natura e para vinhos populares, de mesa. O prêmio Decanter World Wine Award 2017, organizado pela revista inglesa Decanter, uma das mais tradicionais publicações sobre vinhos no mundo, é prova disso. Entre os 27 vinhos brasileiros premiados em Londres, cinco são elaborados com o emprego da nova técnica. Eles foram avaliados junto a outros 17 mil vinhos produzidos em todo o mundo por 219 experts, 65 mestres de vinhos e 20 mestres sommeliers.

Leia a notícia na íntegra no site Estado de Minas.

Fonte:
Estado de Minas

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