A ciência por trás do experimento agrícola mais longo da história (EXAME)

Publicado em 27/02/2019 15:09 e atualizado em 27/02/2019 15:47
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Harpenden, Reino Unido* — “Não precisava ser tão longo, definitivamente.” É assim, de forma bem-humorada, que Ian Shield, agrônomo do instituto de pesquisa britânico Rothamsted Research, descreve o mais antigo experimento agrícolacontínuo do mundo, Broadbalk. Mas apesar da piada, Shield também é enfático: pesquisadores já encontraram muitas respostas que só seriam possíveis em uma experiência de longo prazo como essa, mantida e monitorada há 176 anos em um campo de 6 hectares na cidadezinha de Harpenden.

O experimento foi iniciado em 1843 por John Lawes e Joseph Gilbert, o empreendedor e o cientista que fundaram a Rothamsted. A ideia da dupla era avaliar como diferentes tipos de fertilizantes, orgânicos ou não, afetavam o desenvolvimento de uma variedade de trigo, a de inverno, no decorrer dos anos. Estabeleceram, então, que plantariam novas levas a cada outono para poder ter mais o que estudar — e também deixariam um pedaço de terra sem adubagem para efeito de comparação. E assim é feito desde então.

No decorrer dos anos, os testes revelaram, por exemplo, que plantações sem fertilizantes de fato têm os piores resultados. Mais do que isso, também mostraram que o adubo não-orgânico, apesar do efeito positivo no começo, danifica o solo, enquanto o orgânico, como o esterco de vaca, só o deixa mais rico em carbono, o que traz benefícios no longo prazo.

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Fonte: Revista Exame

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