Com temperaturas chegando a 40ºC, regiões do país passam por risco de replantio
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Nos próximos dias, algumas regiões do país devem enfrentar calor extremo, com temperaturas chegando a 40°C e baixa umidade do ar. Neste 06 de outubro, a temperatura máxima no leste de Mato Grosso, no norte de Goiás e no sudoeste do Tocantins deve variar entre 34°C e 40°C. Soma-se a isso o baixo índice de umidade do ar para a região, classificado como risco laranja pelo INMET (Instituto Nacional de Meteorologia).
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O calor extremo segue ao longo da semana. No dia 07, a área sujeita a alcançar 40°C aumenta e se estende a parte do norte de Mato Grosso. No dia 08, a marca deve ficar limitada a trechos de Tocantins e Goiás; ainda assim, temperaturas acima de 30°C persistem em boa parte do Centro-Oeste. Esse comportamento térmico tende a continuar até domingo.
As temperaturas elevadas e a falta de chuvas em algumas dessas áreas aumentam o risco de replantio, principalmente onde a safra já foi iniciada, como em grande parte de Mato Grosso e em regiões de Mato Grosso do Sul. Em Goiás, Minas Gerais e São Paulo, o avanço do plantio tem sido limitado, e os produtores aguardam atentamente o momento ideal para entrar com as sementes.
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“Até o momento, o plantio andou até que bem, mas, até este próximo final de semana, não há consenso nos modelos para chuvas. O modelo americano mostra pouca chuva e muito calor, enquanto o modelo europeu indica mais chuvas”, comenta Eduardo Vanin, analista de mercado da Agrinvest.
De forma geral, o consenso entre os meteorologistas ouvidos pelo Notícias Agrícolas é que a ausência de chuvas significativas, especialmente no Brasil Central, deve persistir até a segunda quinzena de outubro. A partir desse período, espera-se a retomada das precipitações de maneira mais generalizada, criando condições mais favoráveis ao plantio da soja. Ainda assim, mapas de anomalia de precipitação do INMET alertam que, mesmo com a regularização das chuvas, algumas localidades podem registrar volumes abaixo da média histórica.
“Temos aqui no MT duas situações: uma delas diz respeito àqueles produtores que utilizam irrigação e que assumiram o plantio para manter a janela da safra seguinte. Nesses casos, a água do pivô não garante o conforto térmico, que só é possível com a chegada das chuvas de fato. Para quem não conta com irrigação e vai manter o sistema soja-milho, a alta variação de temperatura pode gerar prejuízos consideráveis. De qualquer forma, os produtores que entrarem com a semente precisam estar atentos aos manejos ideais para garantir a produtividade”, alerta Rogério Coimbra, professor na UFMT-Sinop.
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