Boa Safra registra novo recorde em carteira de pedidos e vê outras culturas ganharem espaço no 2º tri
A Boa Safra (SOJA3) divulgou hoje (14/08/2026) seu balanço referente ao segundo trimestre de 2026 (2T26), registrando novo recorde de pedidos em carteira para sementes de soja: R$ 1,8 bi. Os números são otimistas para o setor, pressionado pela instabilidade climática e que reduziu a oferta de sementes para a safra 2026/2027. Pelo desenho sazonal do negócio, ainda concentrado em soja, o primeiro semestre é de maiores custos para a Companhia, que prepara as sementes para serem entregues aos produtores no terceiro e no quarto trimestres.
O próximo ciclo, no entanto, é promissor para o setor. A previsão para a área de soja plantada é de cerca de 49 milhões de hectares, com produção estimada de 180 milhões de toneladas, segundo a Conab. A exportação segue como uma das bases financeiras da cultura: entre junho de 2025 e junho de 2026, o Brasil exportou 113 milhões de toneladas de soja, 76% para a China.
Essa perspectiva positiva está refletida nos números do 2T26: a Boa Safra registrou neste período novo recorde da carteira de pedidos, que encerrou junho em R$ 1,8 bilhão, crescimento de 4% em relação ao o 2º trimestre de 2025 (2T25).
“Esse cenário reforça a demanda estrutural pela soja e a semente de alta qualidade e tecnologia da Boa Safra. Nossas análises iniciais também são excelentes, apontando um dos melhores índices de qualidade dos últimos ciclos e tendência de melhor aproveitamento dos big bags aptos para serem comercializados. Isso trará melhor rentabilidade ao produtor num momento importante para o agro brasileiro”, completa Marino Colpo, CEO da Companhia.
Na leitura acumulada em doze meses, a análise mais comparável ao modelo sazonal da Boa Safra, a Receita Operacional Bruta somou R$ 2,9 bilhões, alta de +34%; a Receita Operacional Líquida bateu R$ 2,6 bilhões (+39%); e o Lucro Bruto, atingiu R$ 280 milhões, crescendo 24% em 1 ano.
Novas culturas ganham mais peso
A diversificação do portfólio segue ganhando tração nos números da Companhia e se firma como um dos principais vetores de evolução da receita da Boa Safra. No 2T26, as novas culturas, serviços e insumos somaram R$ 59 milhões em vendas, 90% acima dos R$ 31 milhões registrados no mesmo trimestre de 2025, e a carteira dessas frentes saltou de 3% para quase 19% do total de pedidos.
No milho - cuja safra 2025/26 no Brasil caminha para cerca de 140 milhões de toneladas em 23 milhões de hectares, segundo a Conab -, a receita da Bestway Seeds, controlada pela Boa Safra, praticamente dobrou no semestre, para R$ 20 milhões, e a carteira de pedidos soma R$ 104 milhões, ainda em fase de ganho de escala, e cuja prioridade é ocupar capacidade instalada.
Nas sementes de pastagem e mix de cobertura, o mercado é amplo e está em rápida formalização. A SBS Green Seeds, joint venture entre a Boa Safra, a Sementes Nobre e a Semembrás, soma um extenso portfólio e já conta com R$ 60 milhões de carteira de pedidos para a safra 2026/27. “Esses dados mostram a eficiência de nossa estratégia comercial. O portfólio de sementes de milho, forrageiras, feijão, sorgo e trigo, ao lado da soja, consolida o modelo one stop shop em sementes dentro da Companhia”, finaliza Felipe Marques, CFO da Boa Safra.
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