Bens confiscados: Justiça do trabalho passa imóveis e maquinários da Cooperfrango aos ex-funcionários

Publicado em 16/04/2010 07:55 529 exibições
A Justiça do Trabalho concedeu a guarda dos imóveis e maquinários da Cooperfrango aos ex-funcionários.

A cooperativa de Descalvado, no centro de São Paulo, teve a falência decretada no ano passado. A decisão visa preservar os bens até que tudo seja leiloado para o pagamento de dívidas trabalhistas.

Cinco ex-funcionários, os representantes da categoria, são agora os responsáveis pelo abatedouro e pela fábrica de ração. Os bens foram avaliados pela Justiça em R$ 54,5 milhões.

A cooperativa fechou as portas em fevereiro do ano passado. O motivo alegado foi a crise internacional, que secou as fontes de crédito. Os acertos trabalhistas com os mais de mil ex-funcionários somam R$ 16 milhões. O leilão para vender os bens e pagar a dívida foi realizado na segunda-feira. Mas não houve lance.

Em seguida, os advogados entraram com um pedido de liminar para passar os bens aos ex-funcionários. A Justiça concedeu a liminar. A decisão judicial garante a posse, mas isso não significa que os ex-funcionários vão tocar a cooperativa nem que vão herdar as dívidas. Agora, eles são responsáveis pela segurança de tudo que está dentro. A intenção é preservar os bens para um futuro comprador.

“Alguns equipamentos podem ser retirados da empresa. Há esse receio. E também uma ocupação que seja indevida. Depois que alguma empresa se estabelecer, fica difícil alguém arrematar sabendo que fica difícil desalojar quem já esteja aqui”, falou Edevaldo Neves, advogado dos ex-funcionários.

Os ex-funcionários já contrataram uma empresa de segurança para cuidar do maquinário, que chegou a processar cem mil toneladas de frango por ano, quinze por cento da produção do Estado. A posse aumentou o otimismo.

“Agora há uma esperança de realmente acontecer alguma coisa de bom para os ex-funcionários”, concluiu Luís Carlos Ribeiro da Silva.

A diretoria da cooperativa não comentou a decisão, mas informou que vai contestar o valor dos bens penhorados. A Justiça marcou o próximo leilão para o dia 23 de junho.

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Fonte:
Globo Rural

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