"Prato feito" sobe duas vezes mais que a inflação em um ano

Publicado em 25/11/2010 09:34 281 exibições
O tradicional "PF" (prato feito) subiu quase duas vezes mais do que a inflação medida pelo IPCA em um ano.

A combinação de alimentos mais procurada pelos brasileiros --o arroz com feijão acompanhado de salada, bife, batata frita e ovo frito-- teve alta de preço de 14,6% nos últimos 12 meses encerrados em outubro.

O cálculo foi feito pelo economista Jean Barbosa, da Tendências Consultoria, a pedido da Folha, com base na variação dos componentes do "prato feito" no IPCA e o peso desses produtos no principal índice de inflação. No mesmo intervalo, o índice geral subiu 5,2%.

O feijão apresentou a maior contribuição para a "inflação do PF". O tipo carioca subiu 98% na média nos últimos 12 meses. O motivo: problemas climáticos comprometeram a produtividade e resultaram em quebra de safra.

A produção brasileira ficou em 3,15 milhões de toneladas na safra 2009/10, insuficiente para atender à demanda. O Brasil consome, por ano, cerca de 3,3 milhões de toneladas de feijão.

"Houve um aperto no consumo. Com o preço mais alto, os consumidores procuram alternativas e o mercado acaba se equilibrando", diz o analista especializado no setor Vlamir Brandalizze, sócio da Brandalizze Consultoria.

Os preços pagos ao produtor já começaram a cair e, em breve, o valor nas gôndolas deve seguir essa tendência.
"Entre dezembro e janeiro, começa a colheita da primeira safra de feijão, o que vai elevar a oferta em um momento de demanda tradicionalmente mais fraca, em razão das férias", afirma.

A saca do feijão, que chegou a ser cotada a R$ 230 no campo em meados deste ano, ontem era vendida a R$ 108 na média brasileira, segundo levantamento da Folha. Desde o início de novembro, o preço pago ao produtor caiu 14%.

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Fonte:
Folha Online

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1 comentário

  • Telmo Heinen Formosa - GO

    Não acredito que este assunto tenha a ver com preço das comodities agricolas. Ele tem a ver com o preço da mão-de-obra! Pode examinar, o que menos pesa é o valor para adquirir as mercadorias. "Serviço" está ficando caro demais, vai ocorrer aqui o que já ocorrem em outros paises.

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