Os desafios da economia de baixo carbono

Publicado em 01/09/2011 15:03 322 exibições
A Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) realizará nos próximos dias 5 e 6 de setembro, no Centro de Convenções da FECOMERCIO, em São Paulo, a segunda edição do Fórum Internacional de Estudos Estratégicos para Desenvolvimento Agropecuário e Respeito ao Clima. (FEED 2011). Mais de 600 pessoas se inscreveram para acompanhar os debates sobre mudanças climáticas e agropecuária de baixo carbono. A equipe técnica da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul) vai participar do evento.

Com a presença de especialistas brasileiros e estrangeiros, o FEED 2011 irá debater o desafio enfrentado por governos e iniciativa privada de todo o mundo de produzir alimentos que abasteçam adequadamente o planeta, que caminha para 9 bilhões de habitantes, no contexto da economia de baixo carbono.

As mudanças climáticas mobilizam nações ricas e pobres, independentemente de seu tamanho territorial. E o entendimento da CNA é que desenvolvimento econômico é compatível com a gestão sustentável dos recursos naturais. "Vamos mostrar que é possível produzir alimentos com preservação ambiental. Pode parecer que a humanidade está diante de um paradoxo, de um problema sem solução, de um beco sem saída. Mas, não é bem assim”, afirma a presidente da entidade, senadora Kátia Abreu.

Para a senadora, a agricultura é capaz de rápidas e eficientes respostas aos desafios relacionados à garantia de um desenvolvimento ambientalmente sustentável. Essas respostas permitirão a obtenção das metas acertadas pelo Brasil com seus parceiros internacionais de redução das emissões de carbono.

“Estamos falando de um setor responsável por 22,4% do Produto Interno Bruto (PIB), que emprega um terço da força de trabalho e cujas exportações ultrapassam 37% do total; de um setor que gera alimentos energia, biomassa e fibras. Estamos preparados para o desafio. A adoção de tecnologias e práticas ambientalmente corretas já agrega valor à produção e garante mercados ao Brasil, além de ser fator de maior geração de empregos”, explica Kátia Abreu.

Para isso, é preciso que se identifique, promova e invista na disseminação de métodos sustentáveis de produção agrícola e pesqueira, que possam atender à crescente demanda por alimentos e, ao mesmo tempo, preservem recursos naturais vitais e escassos (terra, água potável e biodiversidade). Tais métodos impactarão positivamente as condições de vida da população de áreas rurais e costeiras, tornando-as menos vulneráveis à mudança do clima ou desastres naturais.

“Eventos como o FEED 2011 , além de ampliar o debate em prol da construção de medidas que harmonizem interesses, mostram que o setor agropecuário brasileiro quer contribuir porque tem boas respostas aos desafios desse novo mundo em construção. Questões como mudanças climáticas, prevenção de desastres naturais, combate à miséria, podem ser bem encaminhadas se prevalecer o bom senso no debate. O bom senso abre janelas de diálogo, agrega e aponta caminhos”, avalia a senadora.

Outro objetivo da entidade é a busca de um consenso do setor que respalde posicionamentos frente às negociações da Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre o Clima – COP, que neste ano, em sua 17ª edição, será realizada em Durban, África do Sul, de 28 de novembro a 9 de dezembro.

O Fórum também irá destacar os temas: Agricultura e Florestas; Pecuária de Baixo Carbono: um novo paradigma produtivo para o Brasil; Produção de Lácteos e os desafios de reduzir emissões de carbono; e Oportunidades para a agricultura na economia do clima.

Confira a programação completa no site: www.feed2011.com.br

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Famasul

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