Perspectivas de aumento de consumo de algodão garantiram o tom de otimismo na posse do novo presidente da Abrapa

Publicado em 08/12/2016 16:54
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Em uma cerimônia que reuniu mais de 400 pessoas, ontem (7/12) em Brasília, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão, Abrapa, deu posse aos membros eleitos para os conselhos de Administração e Fiscal da entidade para o biênio 2017/2018. João Carlos Jacobsen, atual presidente, passou o cargo para Arlindo de Azevedo Moura, que assume o comando a partir de 1° de janeiro. A solenidade de posse teve a presença de integrantes de todos os setores da cadeia produtiva do algodão, de instituições diversas, de parlamentares e do Governo, representado no evento pelo secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Neri Geller.

As perspectivas favoráveis de clima e de mercado para a safra 2017/18 deram o tom de otimismo recorrente nos discursos, que também enfatizaram a necessidade de ajustes e investimentos no âmbito governamental para mitigar gargalos à produção. Em seu pronunciamento, João Carlos Jacobsen Rodrigues elencou as conquistas da entidade no biênio e ressaltou a evolução da Abrapa em 17 anos de existência, nos quais exerceu a presidência por dois mandatos. Segundo Jacobsen, a criação do Instituto Brasileiro do Algodão–IBA proporcionou à Associação um “salto quântico” em sua atuação no desenvolvimento e promoção da cotonicultura brasileira. Criado em 2010, o IBA administra os recursos conquistados pelos cotonicultores como indenização na célebre ação movida pela entidade contra os subsídios americanos no âmbito da OMC. 

“Somente nesse último trimestre, conseguimos executar três grandes projetos que vinham sendo gestados há muito tempo, mas que antes não tínhamos condições de implantar: a inauguração do Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão-CBRA, um grande passo rumo à total credibilidade do Brasil como uma origem de excelência em qualidade; o programa Standard Brasil HVI–SBHVI, que padroniza e integra, em uma rede, todos os laboratórios de classificação HVI, e a campanha Sou de Algodão, voltada para o consumidor final, que tem como meta incrementar em 5%, em cinco anos, o consumo de algodão no país”, disse João Carlos Jacobsen, citando ainda os trabalhos de defesa do setor empreendidos pela Abrapa junto ao Governo, assim como na Câmara e no Senado Federal.

Novo presidente

Arlindo de Azevedo Moura, já exercia a função de vice-presidente na gestão 2015/2016. Em seu discurso, ele destacou a provável retomada de crescimento pela cotonicultura, proporcionada pela diminuição dos estoques mundiais e pelo aumento do consumo do algodão no mundo que, pela primeira vez desde 2009, deverá ser maior que a produção. 

“São ventos ‘altistas’ que sopram a favor do produtor, acenando para a melhoria da remuneração e o crescimento de área em médio prazo, quiçá a partir de 2017/18. Se o mundo precisa consumir mais algodão, e isso tem de ser feito rapidamente, não há dúvida de que estamos no lugar certo para atender a esta demanda”, disse Arlindo Moura, que falou também sobre o decréscimo da área plantada de 4% em 2016/17. “Uma redução motivada por uma série de fatores, em especial, pelas dificuldades enfrentadas na região do Matopiba. Em compensação, são boas as estimativas de produção, de 1,5 milhão de toneladas de pluma. Se confirmado, o volume representará um acréscimo de quase 20% se comparado à safra 2015/16”, explicou. À frente da Abrapa, Arlindo Moura se comprometeu a dar encaminhamento às demandas empreendidas, a manter e ampliar, sempre que possível, os projetos existentes e a avançar na busca de soluções e atendimento às demandas do setor. 

Administrador de empresas e produtor rural, Moura é formado pela Universidade de Ijuí (RS) e pós-graduado em Administração Financeira. Em mais de 35 anos de carreira, atuou em diversas áreas da Administração, Finanças, Controladoria e Comercial. Desde 2013, é diretor presidente da Vanguarda Agro S.A (Terra Santa).  Exerceu, por sete anos, o cargo de diretor-presidente da Kepler Weber S.A e foi, por oito anos, diretor do Banco John Deere e diretor financeiro para a América do Sul do Grupo americano John Deere. Moura atuou ainda como diretor-presidente e membro do Conselho de Administração da SLC Agrícola S.A., sendo responsável pela Abertura de Capital da empresa em 2007. 

CHAPA ÚNICA – CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO E FISCAL DA ABRAPA

BIÊNIO  2017/2018

Diretoria Abrapa

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Abrapa

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