Algodão dispara em NY com ganhos de até 3,6% em dia de nova valorização do petróleo
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Os preços do algodão registraram forte valorização nesta segunda-feira (11) na Bolsa de Nova York, com ganhos de até 3,6% entre os principais contratos negociados, em dia de ganhos acentuados do petróleo. Na última semana, as cotações já haviam mostrado sustentação mesmo diante da fraqueza do combustível fóssil.
O contrato dezembro/26 avançou 1,94 cent (+2,27%), encerrando o dia cotado a 87,40 cents/lb. O vencimento julho/26 subiu 3,04 cents (+3,59%), fechando a 87,77 cents/lb. O outubro/26 registrou ganho de 2,55 cents (+2,97%), para 88,34 cents/lb, enquanto o março/27 avançou 1,81 cent (+2,10%), terminando a sessão a 87,94 cents/lb.
Em boletim semanal, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão afirmou que a volatilidade macroeconômica segue elevada, com dólar, petróleo e questões geopolíticas influenciando o comportamento dos fundos e o apetite por risco. A entidade destacou ainda que o algodão mostrou resistência e encerrou a última semana em alta, mesmo com a queda do petróleo.
Nesta segunda-feira, os preços do petróleo voltaram a subir de forma expressiva. Segundo o Barchart, o movimento ocorre após o presidente Donald Trump rejeitar a resposta do Irã à mais recente proposta de paz dos Estados Unidos, prolongando o fechamento do Estreito de Ormuz e restringindo a oferta global de petróleo.
O petróleo também encontrou suporte em notícias de que os EUA pretendem retomar ainda nesta semana operações de escolta naval e aérea para conduzir navios comerciais pela região.
Relatório mensal do Itaú BBA aponta que, além do suporte vindo dos preços elevados do petróleo, as incertezas climáticas nas áreas produtororas dos Estados Unidos, marcadas por elevados níveis de seca, e as perspectivas de redução da oferta global em 2026/27 contribuíram para a alta das cotações em Nova York.
Segundo a consiultoria, o mercado de algodão pode enfrentar uma oferta global mais ajustada em 2026/27, especialmente diante dos riscos climáticos nos EUA e da expectativa de menor área plantada. Caso a produção americana seja afetada, os preços internacionais tendem a permanecer sustentados ao longo do ciclo.
O Itaú BBA também ressalta que o forte rali observado até o momento tem sido impulsionado principalmente por fatores financeiros e pela valorização do petróleo, mais do que por restrições efetivas de oferta. Dessa forma, uma eventual resolução do conflito no Oriente Médio poderia pressionar os preços do petróleo e impactar negativamente as cotações do algodão.
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