Indústria tenta tirar regras para cidades do Código Florestal

Publicado em 15/02/2012 16:10 e atualizado em 05/08/2013 16:40 1192 exibições
por Reinaldo Azevedo, de veja.com.br

Organizações da indústria têm feito lobby para excluir do Código Florestal dispositivos que preveem a proteção de vegetação em áreas urbanas. O movimento conta com apoio até de setores do PT. O código está em sua fase final de tramitação no Congresso. Ele voltou à Câmara após ter sido aprovado no plenário daquela Casa e depois alterado pelo Senado. Sua segunda votação no plenário está marcada para o próximo dia 6. Da Câmara o texto segue para sanção da presidente Dilma Rousseff.

Representantes da CNI (Confederação Nacional da Indústria) pediram ao relator, deputado Paulo Piau (PMDB-MG), que suprima dois pontos do substitutivo do Senado. A CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), principal entidade da construção civil, quer modificar um terceiro ponto. (…) Um dos pontos contestados estabelece um percentual mínimo de 20 m² de área verde por pessoa nas expansões urbanas. (…) precisariam de áreas maiores. (…)  Num momento em que o mercado da construção civil se volta para a periferia das grandes cidades, em parte com financiamento público (via Minha Casa, Minha Vida), o setor teme prejuízo aos negócios com o código.
(…)
“Entendemos que isso é competência do município, daí os planos diretores”, disse à Folha Cláudio Brandão Cavalcanti, da Unidade de Assuntos Legislativos da CNI. “A interpretação, do jeito que está hoje, implicaria a Prefeitura de São Paulo tirar a marginal Tietê e recompor a vegetação”, afirmou. O temor da indústria é que o Ministério Público comece a propor ações para tirar fábricas de beira de rio. Piau já sinalizou que acolherá as demandas. Representantes da indústria citam o apoio dos petistas Cândido Vaccarezza (SP), líder do governo, e Carlos Zarattini (SP).
(…)

Por Reinaldo Azevedo

 

A empulhação do “Memorial da Democracia” de Lula começa a ser debatida na Câmara, em São Paulo

Leiam o que informa Roney Domingos, no Portal G1. Na madrugada, volto ao tema:
O presidente do Instituto Lula, Paulo Okamoto, e o diretor da instituição Paulo Vannuchi estiveram nesta terça-feira (14) na Câmara Municipal de São Paulo para explicar aos líderes dos partidos o projeto de construção do Memorial da Democracia em uma área de 4,3 mil metros a ser cedida pela Prefeitura de São Paulo na Rua dos Protestantes, na Cracolândia, região central de São Paulo. A doação precisa da aprovação da maioria dos 55 vereadores.

No dia 1º de fevereiro, o prefeito Gilberto Kassab (PSD) levou pessoalmente o projeto à Câmara Municipal de São Paulo. Okamoto disse que a construção do museu não empregará dinheiro público. “Vamos captar recursos privados para construir”, afirmou o dirigente. Ele afirmou que após a construção podem ser estabelecidos convênios com universidades e museus.

Ainda não há previsão de custo do projeto.  Os idealizadores pretendem lançar um concurso para selecionar propostas arquitetônicas. O museu deverá abrigar cerca de 14 contêineres de material de interesse histórico acumulado pelo então presidente Lula ao longo de oito anos de mandato (2003-2010), entre eles cerca de 250 cartas diárias, centenas de bíblias e até três tornos mecânicos que o ex-presidente recebeu de presente.

Vannuchi afirmou que o imóvel não será sede do Instituto Lula, mas de um museu interativo nos moldes do Museu do Futebol, aberto gratuitamente ao público e dedicado a resguardar a memória da luta no país pela democracia. O Instituto Lula, hoje com sede no Ipiranga, deverá se mudar para outro imóvel, ainda em estudo, mas não funcionará no mesmo endereço do Memorial da Democracia.

O pedido de cessão do terreno partiu do instituto. Lula teve uma reunião com Kassab dias antes de o projeto ser levado à Câmara Municipal. “Nós queríamos fazer o pedido em nome do Instituto Lula, e não do Instituto Cidadania. Então houve todo um trabalho de montar o instituto, registrar, depois entrar em contato com o prefeito e fazer o pedido oficial”, disse Okamoto.
(…)
O líder do PSDB na Câmara Municipal, Floriano Pesaro, questionou o projeto e disse que ele precisa ser melhor analisado. Ele disse que ficou surpreso quando viu o prefeito Kassab ir pessoalmente à Câmara entregar o texto aos vereadores.

“O momento político é inoportuno. Queremos discutir o mérito da cessão de um terreno público ao Instituto Lula. Outra preocupação é com relação ao valor e com relação às contrapartidas. Tenho de destacar a posição de meu partido. Há visões particulares sobre as quais divergimos em relação à democracia”, afirmou Pesaro. “Quero deixar claro que o PSDB tem receio da instrumentalização política e em relação ao interesse público”, afirmou Pesaro.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

 

Doação de terreno para o Instituto Lula “lesa o patrimônio público e o interesse social”

Floriano Pesaro, vereador do PSDB de São Paulo, escreveu o seguinte comentário para o blog, que transformo num post:

Durante a tarde desta terça-feira, 14/02, o colégio de líderes da Câmara Municipal de São Paulo discutiu o projeto de lei do Prefeito Gilberto Kassab que pretende conceder ao Instituto Lula um terreno de 4.400 m² na região da Nova Luz. O terreno deverá sediar o Museu da Democracia, voltado para o acervo pessoal do ex-presidente. Estiveram presentes à reunião os representantes do Instituto Lula Paulo Vannuchi, ex-ministro de Direitos Humanos do governo Lula, Paulo Okamotto, ex-presidente do SEBRAE, e os líderes na Câmara.

Nós, representantes do PSDB, somos contra este projeto. Não apenas porque fere o princípio da impessoalidade, previsto na Constituição - que proíbe a promoção pessoal de autoridades e servidores públicos -, mas porque se trata de uma doação de terreno público para instituição privada. E o pior: trata-se de uma proposta que veio encaminhada pessoalmente - e entusiasticamente - pelo prefeito em detrimento de tantas outras questões emergenciais no nosso município. Além de controverso, o projeto foi apresentado em um momento político delicado, sugerindo objetivos de caráter eleitoral.

Para sustentar o projeto, os vereadores do PT defenderam Kassab, negando qualquer manobra política. Os “companheiros” do partido ainda sustentaram que “Lula é uma figura pública mais importante do que Nelson Mandela”. Sem entrar no mérito da comparação entre as duas figuras públicas, nada justifica uma concessão que lesa o patrimônio público e o interesse social.

Por Reinaldo Azevedo

 

Tenho algumas perguntas a fazer a Lula, a Kassab e aos vereadores que querem doar patrimônio público para o falso “Memorial da Democracia” do PT. Se houver resposta, juro que publico!

O Instituto Lula quer construir no Centro de São Paulo, num terreno que fica na antiga Cracolândia, o que chama “Memorial da Democracia”, que reunirá, com especial ênfase, um acervo de documentos e objetos dos oito anos de mandato do Apedeuta. Os petistas agora dizem que pretendem dar atenção também a outros momentos importantes da história, como a luta contra a escravidão, a proclamação da República etc. Para tanto, pediram à Prefeitura de São Paulo a cessão do tal terreno, com o que concordou o prefeito Gilberto Kassab (PSD), que já enviou o pedido à Câmara, onde tem folgada maioria. Então ficamos com o roteiro completo para o triunfo da mistificação: Lula, um ex-presidente bastante popular, pede um terreno ao prefeito; este, que vive uma fase de aproximação com o PT, acha a idéia boa e envia a mensagem à Câmara, onde tem maioria. A maioria dos vereadores tende a concordar: quem não é fiel a Lula é fiel a Kassab. Resta ao Ministério Público demonstrar se tem ou não vergonha na cara e memória histórica ou se também está rendido a um partido político. E por que escrevo assim?

O escracho já começa no nome do empreendimento. O inspirador do “Instituto Lula” — que quer privatizar uma área de mais de 4 mil metros quadrados, que pertence a todos os moradores de São Paulo — decidiu, como se vê, privatizar também a democracia. Julga-se no papel de quem pode ser o inspirador de um “memorial”. É uma piada grotesca, típica de asininos enfatuados, de exploradores da boa-fé pública. Se Lula é o senhor de um “Memorial da Democracia”, o que devemos a Ulysses Guimarães, por exemplo? A canonização? Estamos diante de uma pantomima histórica, de uma fraude.

Tenho algumas perguntas a fazer a Lula, a Kassab e aos vereadores que estão doidos para cair de joelhos.

1: Constituição - A negativa dos petistas em participar da sessão homologatória da Constituição de 1988, uma das atitudes mais indignas tomadas até hoje por esse partido, fará parte do “Memorial da Democracia”, ou esse trecho será aspirado da historia, mais ou menos como a ministra da Mulher diz que aspirava úteros na Colômbia?

2: Expulsões - A expulsão dos três deputados petistas que participaram do Colégio Eleitoral que elegeu Tancredo Neves, pondo fim à ditadura - Airton Soares, José Eudes e Bete Mendes - fará parte do “Memorial da Democracia”, ou isso também será aspirado da história, como a Universidade Federal de Santa Catarina aspirou a entrevista da agora ministra da Mulher? Em tempo: vi dia desses Soares negar na TV Cultura que tivesse sido expulso. Diga o que quiser, agora que fez as pazes com a legenda. Foi expulso, sim!

3: Governo Itamar - A expulsão de Luíza Erundina do partido porque aceitou ser ministra da Administração do governo Itamar, cuja estabilidade era fundamental para a democracia brasileira, entra no Memorial da Democracia, ou esse fato será eliminado da história junto com os fatos, os fetos, as fotos e os homens que não são do agrado do petismo?

4: Voto contra o Real - A mobilização do partido contra a aprovação do Plano Real integrará o acervo do Memorial da Democracia, ou os petistas farão de conta que sempre apostaram na estabilidade do país?

5: Guerra contra as privatizações - As guerras bucéfalas contra as privatizações — o tema anda mais atual do que nunca — e todas as indignidades ditas contra a correta e necessária entrada do capital estrangeiro em setores ditos “estratégicos” merecerá uma leitura isenta, ou o Memorial da Democracia se atreverá a reunir como virtudes todas as imposturas do partido?

6: Luta contra a reestruturação dos bancos - A guerra insana do petismo contra a reestruturação dos bancos públicos e privados ganhará uma área especial no Memorial da Democracia, ou os petistas farão de conta que aquilo nunca aconteceu? Terão a coragem, já que são quem são, de insistir na mentira e de tratar, de novo, um dos pilares da salvação do país como um malefício, a exemplo do que fizeram no passado?

7: Ataque à Lei de Responsabilidade Fiscal - Os petistas exporão os documentos que evidenciam que o partido recorreu à Justiça contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, tornada depois cláusula pétrea da gestão de Antônio Palocci no Ministério da Fazenda?

8: Mensalão - O Memorial da Democracia vai expor, enfim, a conspiração dos vigaristas, que tiveram o desplante de usar dinheiro sujo para tentar criar uma espécie de Congresso paralelo, alimentado por escroques de dentro e de fora do governo? O prédio vai reunir os documentos da movimentação ilegal de dinheiro?

9: Duda Mendonça na CPI - Haverá no Memorial da Democracia o filme do depoimento de Duda Mendonça na CPI do Mensalão, quando confessou ter recebido numa empresa no exterior o pagamento da campanha eleitoral de Lula em 2002? O museu de Lula terá a coragem de evidenciar que ali estava motivo o bastante para o impeachment do presidente?

10: Dossiê dos aloprados - O Memorial da Democracia que tanto entusiasma Lula e Kassab trará a foto da montanha de dinheiro flagrada com os ditos aloprados, que tentavam fraudar as eleições — para não variar —, buscando imputar a José Serra um crime que não cometera? Exibirá a foto do assessor de Aloizio Mercadante, que disputava com Serra, carregando a mala preta?

11: Dossiê da Casa Civil - Esse magnífico Memorial da Democracia trará os documentos sobre o dossiê de indignidades elaborado na Casa Civil contra FHC e contra, pasmem!, Ruth Cardoso, quando a titular da pasta era ninguém menos do que Dilma Rousseff, e sua lugar-tenente, ninguém menos do que Erenice Guerra?

12: Censura à imprensa - Kassab, que quer doar o terreno, se comprometeria a pedir a Lula que o Memorial da Democracia reunisse as evidências das muitas vezes em que o PT tentou censurar a imprensa, seja tentando criar o Conselho Federal de Jornalismo, seja introduzindo no Plano Nacional de Direitos Humanos mecanismos de censura prévia?

13: Imprensa comprada e vendida - Teremos a chance de ver os contratos de publicidade do governo e das estatais com pistoleiros disfarçados de jornalistas, que usam o dinheiro público para atacar a imprensa séria e aqueles que o governo considera adversários nos governos dos Estados, no Legislativo e no Judiciário?

14 - Novo dossiê contra adversário - O Museu da Democracia do Instituto Lula reunirá as evidências todas das novas conspiratas do petismo contra o candidato da oposição em 2010, com a criação de bunker para fazer dossiês com acusações falsas e a quebra do sigilo fiscal de familiares do candidato e de dirigentes tucanos?

15 - Uso da máquina contra governos de adversários - A mobilização da máquina federal contra o governo de São Paulo em episódios como o da retomada da Cracolândia e da desocupação do Pinheirinho entrará ou não no Memorial da Democracia como ato indigno do governo federal?

16 - Apoio a ditaduras - O sistemático apoio que os petistas empenham a ditaduras mundo afora estará devidamente retratado no Memorial da Democracia? Veremos Lula a comparar presos de consciência em Cuba a presos comuns no Brasil? Veremos Dilma Rousseff a comparar os dissidentes da ilha a terroristas de Guantánamo?

Fiz acima perguntas sobre 16 temas. Poderia passar aqui a noite listando as vigarices, imposturas, falcatruas e tentativas de fraudar a democracia protagonizadas por petistas e por governos do PT. As que se lêem são apenas as mais notórias e conhecidas.

NÃO! ERRAM AQUELES QUE ACHAM QUE QUERO IMPEDIR LULA — E O PT — DE CONTAR A HISTÓRIA COMO LHE DER NA TELHA. QUEM GOSTA DE CENSURA SÃO OS PETISTAS, NÃO EU! O Apedeuta que conte o mundo desde o fim e rivalize, se quiser, com Adão, Noé, Moisés ou o próprio Deus, para citar alguém que ele deve julgar quase à sua altura. MAS NÃO HÁ DE SER COM O NOSSO DINHEIRO.

Kassab tem o direito de doar uma área pública para aquilo que será, necessariamente, um monumento à versão da história de um só partido, com especial ênfase no trabalho de um líder? Não! Essa conversa de que será uma instituição suprapartidária é mentirosa desde a origem. Supor que Paulo Vannuchi — JUSTAMENTE O RESPONSÁVEL POR AQUELE PLANO SINISTRO QUE DIZIA SER DE DIREITOS HUMANOS E QUE PREVIA CENSURA PRÉVIA — e Paulo Okamotto possam ter qualquer iniciativa que não traga um viés petistas é tolice ou má fé. Ou, então, o prefeito transforme o centro de São Paulo numa espécie de Esplanada dos Partidos. Por que só para Lula?

Fique de olho, leitor! Se você for petista, deve achar a doação de um terreno a Lula a coisa mais normal do mundo, um presente merecido. Se não for, veja lá o que vai fazer o vereador. Se ele disser “sim” à proposta, estará sendo generoso com o seu dinheiro, com aquilo que lhe pertence.

Espalhe este texto. Herói é você, que sobrevive no Brasil mesmo com a classe política que aí está, não Lula. Ele é só um contumaz sabotador de governos alheios, que agora pretende, com a ajuda do prefeito e dos vereadores, tomar um terreno que pertence à população de São Paulo para erguer no lugar o Museu das Imposturas. De resto, basta que ele estale os dedos, e haverá empresários em penca dispostos a lhe encher as burras de grana. Que compre o terreno! E Kassab que transforme esse dinheiro em creches.

Por Reinaldo Azevedo

 

Ainda o “Memorial das Mentiras”, planejado com os bens alheios

No post anterior, listei algumas claras e óbvias agressões do PT ao regime democrático, o que desmoraliza a proposta de se DOAR UM TERRENO PÚBLICO para Lula fazer o seu “Memorial da Democracia”. Fique de olho nos vereadores. Se você não é petista, nas eleições deste ano, eis um bom critério para avaliar se o vereador que concorre à reeleição merece ou não o seu voto. Se ele concordar em entregar o que é seu ao PT — o nome disso é privatização do espaço público —, então não merece o seu voto.

Nesta madrugada, fiz 16 perguntas a Kassab, a Lula e a quantos sejam a favor desse absurdo. Mas é claro que posso acrescentar outras tantas.

17: Boxeadores cubanos - O Memorial da Democracia do Apedeuta, com terreno NOSSO, doado por Gilberto Kassab, trará a imagem dos boxeadores cubanos que fugiram da ditadura dos Irmãos Castro e foram indignamente devolvidos à ilha? Não custa lembrar: o avião que os reconduziu ao presídio, embora formalmente pertencente a uma empresa espanhola, tem registro na Venezuela e presta serviços a Hugo Chávez. Tratou-se de uma conspiração de ditaduras contra dois pobres-coitados.

18: A mulher do terrorista - Terá o Memorial da Democracia a coragem de exibir num quadro, logo à entrada, uma reprodução ampliada do ofício em que a então ministra Dilma Rousseff pede a transferência para Brasília da mulher do terrorista Olivério Medina?  A agora Soberana, então chefe da Casa Civil, a colocou no Ministério da Pesca.

19: O e-mail do terrorista - Ao lado do ofício, haverá a exposição do e-mail em que o terrorista Medina, de próprio punho, relata a um dos chefões da organização a ajuda do governo petista para protegê-lo e à sua mulher?

20: Estripulias de Lulinha - No Museu da Democracia, haverá o acordo que Fábio Luiz da Silva, o “Ronaldinho dos negócios” de Lula, celebrou com a então Telemar, que injetou R$ 10 mihões da Gamecorp? O ex-monitor de Jardim Zoológico, tornado empresário célebre, vai deixar registrado no memorial esse verdadeiro milagre da ascensão social e profissional?

21: Primeiro o negócio, depois a lei - Veremos no memorial aquele momento histórico, quando Lula, ao arrepio da Lei de Telecomunicações, põe o BNDES para financiar a compra da Brasil Telecom pela Oi (ex-Telemar, aquela da empresa de Lulinha…)? A lei foi mudada só depois de celebrado o acordo. O evento levou este blog a sintetizar assim a operação: “Nas democracias, fazem-se negócios de acordo com as leis; no petismo, fazem-se leis de acordo com os negócios.”

22: O terrorista é nosso - Trará o Memorial da Democracia, que terá a assinatura de Lula e de Kassab, a decisão do governo petista de manter no Brasil o assassino italiano Cesare Battisti ao arrepio do Tratado de Extradição, da decisão do STF e do Conselho Nacional de Refugiados? Veremos aquele momento lindo em que Tarso Genro trata a democracia italiana como se fosse uma ditadura, alegando que Battisti, o assassino, correria riscos na Itália? Sim, Tarso foi o mesmo que não pensou no risco que os boxeadores cubanos correriam em Cuba.

23: Amor pelas Farc - Veremos, afinal de contas, nesse memorial as simpatias reiteradas dos petistas pelos terroristas das Farc? Merecerá destaque a fala de Marco Aurélio Top Top Garcia, que, em entrevista ao jornal francês Le Figaro, afirmou que o Brasil era “neutro” no debate sobre se as Farc eram ou não terroristas?

24: Farc e Venezuela - O Memorial da Democracia de Lula exporá os visitantes à nojeira dita por Celso Amorim quando armas do Exército venezuelano foram encontradas em poder dos terroristas das Farc, na Colômbia? Amorim, o megalonanico, afirmou que não havia provas de que fossem, de fato, venezuelanas. O próprio Chávez admitiu que eram, mas inventou a cascata de que tinham sido roubadas.

25: Democracia até demais - Merecerá o devido destaque no Memorial da Democracia a frase de Lula, tornada célebre, segundo a qual na Venezuela de Chávez “existe democracia até demais”?

26: Fogo em livros - O magnífico memorial lulista trará a bagunça promovida em São Paulo por sindicatos petistas, como a Apeoesp, que tentou liderar uma greve de professores anunciando, abertamente, que o objetivo era “quebrar a espinha” do então presidenciável tucano, José Serra? Seguindo o exemplo dos nazistas na Alemanha, os militantes queimaram livros em praça pública.

27: Greves nas polícias - Lula vai reunir em seu memorial o apoio que ele próprio deu às greves da PM na Bahia em 1991 e 2001, ao lado de companheiros como Jaques Wagner? O arquivo trará gravações e vídeos em que Wagner incentiva a bagunça na Bahia, e Ideli Salvatti, em Santa Catarina? O PT vai se orgulhar do apoio descarado que deu a um movimento de uma minoria na Polícia Civil de São Paulo, em 2008, que tentou fazer um protesto no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, de arma na mão? Um oficial da PM chegou a levar um tiro.

Não tenho a pretensão de esgotar a lista das vezes em que o PT meteu um pé no traseiro da democracia para consolidar o seu projeto de poder. Podemos passar dias fazendo o inventário das indignidades. É por isso que você tem de ficar de olho no vereador que é candidato à reeleição. Condescender com o presente que Kassab quer dar ao lulo-petismo é dizer “sim” às mistificações do PT. Se você for petista, aplauda; se não for, sinta-se roubado.

Por Reinaldo Azevedo

 

Minha contribuição pessoal para o acervo do Memorial da Mentira, de Lula, que querem erguer num terreno público

- Dilma solicita a transferência da mulher do terrorista Olivério Medina para o Ministério da Pesca

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- E-mail de Olivério Medina, o terrorista, a chefão da narcoguerrilha tratando do emprego dado à sua mulher (acima), deixando claro que ambos estão sendo protegidos pelo governo brasileiro.

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- Imagem do Diário do Congresso em que Jaques Wagner apóia greve de PMs na Bahia e incentiva a indisciplina contra o governador do Estado.

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- Jaques Wagner, de própria voz, dá apoio à greve de PMs na Bahia

- CUT, braço sindical do PT, dá apoio à greve armada de setor da Polícia Civil de São Paulo em 2008

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- Ideli Salvatti estimulando a mobilização de policias militares em Santa Catarina em 2009. Tentava promover a bagunça na gestão do adversário.No ano seguinte, ela seria candidata ao governo do estado.

- Petistas da Apeoesp queimam livros em praça pública, já em ritmo de campanha eleitoral, em 2010. Dias depois, a então candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, recebeu como heroína a presidente do sindicato que promoveu ato típico do nazismo. Como disse o poeta alemão Heine, “em país em que se queimam livros se queimarão, um dia, pessoas”.

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- Marco Aurélio Garcia e um assessor reagem de modo civilizado e democrático ao saber que acidente com avião da TAM, que matou 199 pessoas, poderia estar com problema técnico. Vejam a sua reação de “alívio democrático” sobre quase 200 cadáveres: “Oba, a culpa não é nossa!”

- Marco Aurélio Garcia, ele de novo!, integra grupo criado por Chávez para “resgatar” reféns das Farc. Brasileiro participa de uma encenação montada pelo Beiçola de Caracas e pelos terroristas. Ninguém foi libertado, mas todos acusaram o governo colombiano de não querer negociar. Era tudo o que queria o terror.

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Ao longo dos dias, colaborarei com outras imagens para facilitar a vida da turma que vai cuidar do Museu da Mentira.

Por Reinaldo Azevedo

 

Gilberto Carvalho se encontra com evangélicos, acusa a imprensa de distorcer suas palavras (claro!), ajoelha, mas não reza! Ou: Evangélicos decidem se vão se deixar engabelar ou não

Leiam o que informa Gabriel Castro na VEJA Online. Comento em seguida.

Cobrado por suas declarações recentes sobre as igrejas protestantes, o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, pediu desculpas à bancada evangélica nesta quarta-feira, em reunião na Câmara dos Deputados. Como era de se esperar, ele acusou a imprensa de distorcer suas palavras. Os parlamentares, entretanto, queriam mais: por iniciativa do deputado Anthony Garotinho (PR-RJ), propuseram que o ministro assinasse um documento confirmando por escrito o desmentido. O petista não aceitou. Depois do encontro, os dois lados garantiram que a paz foi selada: “Ele se retratou de forma sincera e honesta”, disse o deputado João Campos (PSDB-GO), presidente da Frente Parlamentar Evangélica.

O ministro afirmou que suas desculpas não significam uma retratação sobre o que ele declarou no Fórum Social Mundial, quando pregou o confronto com os evangélicos. “O pedido de desculpas que eu fiz não foi pelas minhas palavras, mas sim pelos sentimentos que elas provocaram”, afirmou. “Como ele disse que não falou, eu entreguei um DVD com a fala dele, para ele ver em casa”, disse o senador Magno Malta (PR-ES), ironizando o recuo do ministro.

Gilberto Carvalho também admitiu que a nota emitida pelo governo para justificar suas declarações foi insuficiente e se comprometeu a divulgar um novo comunicado nesta quarta-feira. Sobre o documento não-assinado, ele se esquivou: “O diálogo foi muito maduro. A gente sai daqui com a questão encaminhada”.

A reação dos parlamentares evangélicos se dá por causa das declarações feitas por Gilberto Carvalho durante o Fórum Social Mundial, em janeiro. Na ocasião, ele afirmou que era preciso que o governo se preparasse para um confronto ideológico com os evangélicos - o que incluiria a formação de uma rede de comunicação para aplacar a força de igrejas que usam a televisão para propagar sua mensagem. As críticas mais exaltadas ao ministro vieram do senador Magno Malta (PR-ES), que chegou a chamar Gilberto Carvalho de “safado”, em discurso feito em plenário. Assim como Malta, a maior parte dos deputados e senadores evangélicos fazem parte da base de apoio do governo.

Aborto
Gilberto Carvalho também foi cobrado sobre a posição do governo a respeito do aborto. A nova ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, tem um longo histórico de defesa da legalização da prática, e chegou a fazer um curso de aborto por sucção na Colômbia. Gilberto Carvalho disse que o Planalto não apoia mudanças na legislação neste aspecto: “A presidente pediu que eu reafirmasse para a bancada que a posição do governo sobre o aborto é a posição que ela assumiu já na campanha eleitoral”, garantiu o ministro. A reunião se deu a portas fechadas e durou cerca de duas horas e meia. Gilberto Carvalho chegou sem falar com a imprensa.

Voltei
É a reação esperada. E sabem o que isso significa? Absolutamente nada! OS PETISTAS FATALMENTE ENTRARÃO EM CONFRONTO COM AS IGREJAS PORQUE ESSA É SUA NATUREZA. Explico aqui os motivos. Ora, vejam o caso da nova ministra das Mulheres, a senhora Eleonora Menicucci (e seus absurdos). Dilma deixou claro que a escolheu pelo “conjunto da obra”, e isso significa um “sim” à sua militância ensandecida em favor do aborto, por exemplo.

Quanto ao confronto com os evangélicos, os interessados devem ler o texto a que remete o link acima. A natureza do PT é se estabelecer como único ente de intermediação entre os indivíduos e a sociedade. É claro que nenhuma guerra aberta será declarada. É BOM NÃO ESQUECER QUE, EM SUA FALA, CARVALHO DEFENDEU A CRIAÇÃO DE UMA ESTRUTURA DE COMUNICAÇÃO ESTATAL PARA REALIZAR O TAL CHOQUE DE VALORES.

Por Reinaldo Azevedo

 

Dilma e o fetiche mentiroso e autoritário da “cadeia que fortalece a têmpera”. Ou: Por que mesmo ela nomeou a nova ministra das Mulheres?

Pois é… Como costumo dizer aqui, eu lido com fatos, não com mitos, conversa mole, torcida, essas coisas. Nunca me encantaram, por exemplo, as sete demissões dos ministros acusados de corrupção por uma razão simples: quem demitiu também nomeou. O que me interessa é o modo como essa gente entende o poder. “Ah, mas não demitir teria sido pior…” Sim: sempre é possível ser pior. Não costumo eleger temas para meu entusiasmo na bacia das almas.

Goste eu ou não das coisas que diz Dilma Rousseff, eu a levo a sério, ora essa. Afinal, é presidente da República. Não foi com o meu voto, mas foi com o da maioria dos que participaram do pleito. E eu levo em consideração a voz institucional da Presidência. Por isso, transcrevo trecho do seu discurso por ocasião da posse de Eleonora Menicucci no Ministério das Mulheres. Leiam (segue em vermelho, com alguns destaques):

(…)
A Eleonora, eu conheço há muito tempo. Ao longo dessa semana, muitas vezes, eu ouvi uma discussão a respeito de por que a Eleonora foi indicada para assumir o cargo de ministra dessa Secretaria de Promoção das Mulheres, desse Ministério que é responsável pela condução da política específica e intersetorial de todas as mulheres. Eu considero que eu escolhi a Eleonora por vários motivos, mas, sobretudo, pelo conjunto da obra.

A Eleonora, sem sombra de dúvida, como muitas das mulheres que no Brasil participaram da luta contra a ditadura, tiveram uma trajetória comigo, mas, ao longo desse processo, ela construiu e reconstruiu a sua vida como cada um de nós teve de fazê-lo. Conquistou seus espaços e foi capaz de desenvolver, sem sombra de dúvida, uma trajetória profissional, uma trajetória de competência e, sem sombra de dúvida também, uma trajetória de compromisso com a luta das mulheres trabalhadoras, de todas as mulheres deste país.

Ela, agora, se afasta por um tempo da Academia, e se afasta de uma carreira dentro das universidades para dedicar-se agora, no Poder Executivo, às criações, às ações e às iniciativas que permitem com que nós transformemos os nossos ideais de igualdade e justiça social em políticas concretas, políticas que alterem o cotidiano, a vida e as oportunidades de milhões e milhões de mulheres e, sobretudo, das mulheres e de seus filhos e filhas.

Ela vem, sem sombra de dúvida, engrandecer o meu governo, e eu tenho absoluta certeza que a Eleonora é capaz de assegurar, dentro da diversidade que é o nosso país, que todas as situações sejam consideradas, porque, quando nós assumimos o governo, nós governamos para todos os brasileiros e brasileiras, sem distinções políticas, religiosas ou de qualquer outra ordem.

Eu compartilho com a Eleonora uma história de luta pela democracia e tenho certeza de que nós muito nos orgulhamos dessa história. Estivemos juntas e compartilhamos no presídio Tiradentes a dura experiência da prisão. Eu posso afirmar a vocês que esses são momentos em que o caráter e a dedicação às convicções e às causas são testados à exaustão. Por isso, eu tenho certeza, que meu governo ganha hoje uma lutadora incansável e inquebrantável pelos direitos das mulheres. Uma feminista que respeitará seus ideais, mas que vai atuar segundo as diretrizes do governo em todos os temas sobre os quais terá atribuição.
(…)

Voltei
Acho que já está bom. Se Eleonora foi nomeada pelo “conjunto da obra”, isso inclui a sua militância naquelas ONGs, onde se dedicou àquelas práticas magníficas, descritas com alguns detalhes na entrevista que o governo federal tenta agora esconder. Eu prezo o sentido das palavras. “Conjunto da obra” quer dizer “conjunto da obra”.

Eu não tenho a menor paciência para a empulhação. Dilma deveria ser mais cuidadosa sobre o próprio passado e o de alguns companheiros. Não! Nem Dilma nem Eleonora queriam democracia. Isso não é matéria de gosto ou de viés ideológico. É matéria de fato. Se alguém encontrar algum documento ou fato histórico que evidenciem o compromisso da VAR-Palmares ou do Partido Operário Comunista com a democracia, eu nunca mais escrevo. Mas eu posso encontrar os fatos que evidenciam o compromisso dessas mesmas organizações com a ditadura comunista. Se alguém mente sobre essas questões, é claro que não é este escriba.

Dilma também precisa parar com essa história absurda, mentirosa e, no limite, justificadora do mal e da brutalidade, segundo a qual a cadeia fortalece a têmpera e o caráter dos prisioneiros. Fica parecendo que os que não passaram pela experiência tiveram menos importância na construção da democracia. A verdade — infelizmente para ela, para Eleonora e amigos — está exatamente no oposto: a democracia foi construída por aqueles que lutaram, de modo pacífico, em favor da democracia. As turmas de Dilma e Eleonora queriam, reitero, ditadura. Aliás, contribuíram objetivamente para o endurecimento do regime.

Esse estranho fetiche pela cadeia acaba induzindo uma idéia perversa, senhora presidente! Fica até parecendo que os cárceres do Regime Militar fizeram bem aos detidos: de lá saíram ministros, deputados, senadores, presidente da República… Nem o mais delirante apoiador da ditadura ousaria fazer esse estranho raciocínio, não é mesmo, Excelência? Se alguma razão há nisso, é de outra ordem: das cadeias comunistas, regime que Dilma e Eleonora defendiam, não costumam sair pessoas vivas para disputar eleições. Dias antes, aliás, de a Soberana chegar a Cuba, mais um prisioneiro havia morrido. Sob o silêncio cúmplice da presidente brasileira, que preferiu apontar o dedo para Guantánamo. Ela, sim, agiu movida apenas por ideologia. O compromisso com os direitos humanos foi a última de suas preocupações.

A DEMOCRACIA brasileira, presidente, não foi construída principalmente pela turma da cadeia, não, viu?, mas por aqueles que continuaram, mesmo num aperto danado, empunhando a bandeira da democracia representativa.

Esquerdistas ficam furiosos quando escrevo essas coisas, sei muito bem. Reagem com exclamações, indignações, xingamentos. Só não conseguem responder com fatos. Cadê os fatos que me desmentem? A história tem lá suas ironias, né? Dilma, durante a ditadura, não moveu uma palha pela democracia e se tornou presidente da República. Ulysses Guimarães, herói da redemocratização, não chegou lá. Em 1989, Lula recusou o seu apoio no segundo turno na disputa contra Fernando Collor.

Eles mentem. Eu desminto. Eles não cansam. Eu também não.

Texto publicado originalmente às 21h45 desta quarta

Por Reinaldo Azevedo

 

Haddad vai sofrer com “kit gay”, evangélico que preside partido; petista tem tentado se explicar

Por Bernardo Mello Franco, na Folha:
A polêmica sobre o chamado kit anti-homofobia, encomendado pelo Ministério da Educação durante a gestão de Fernando Haddad, fará o petista “sofrer” na eleição municipal de São Paulo. A previsão é de Marcos Pereira, bispo da Igreja Universal e presidente nacional do PRB, partido aliado ao PT no governo Dilma Rousseff. O dirigente afirma que o material, conhecido entre os evangélicos como “kit gay”, será usado contra Haddad na campanha e vai fazê-lo perder votos neste segmento, estimado em cerca de 20% do eleitorado paulistano. “Vai ser difícil tirar essa mancha do Haddad. Ele vai sofrer muito com isso”, diz.

O petista tem procurado líderes de igrejas para tratar do assunto. Ele sustenta que o material vazou antes de ser distribuído e que o MEC vetaria seu uso em salas de aula. Pereira afirma que a explicação não o convenceu. “Se o kit chegasse às escolas, seria o pior dos mundos. Mas se o Haddad pagou por algo que seria vetado, mostrou ser um mau administrador. De um jeito ou de outro, ele vai apanhar”, diz o bispo, que apoia o pré-candidato Celso Russomanno (PRB).
(…)

Por Reinaldo Azevedo

 

Este blog, a gestão Kassab, o PT, as pessoas e os princípios

Dados o noticiário sobre a eventual cessão de um terreno em São Paulo para Instituto Lula e a aproximação entre o prefeito Gilberto Kassab (PSD) e os petistas, leitores, alguns por bons motivos, outros por espírito de porco (os petralhas), têm enviado comentários mais ou menos assim: “E pensar que você apoiou o Kassab diversas vezes, hein!?…”

Então vamos ver.

O que escrevi sobre a administração Kassab está em arquivo. Acho que mais de uma vez ele foi vítima e alvo de uma orquestração vagabunda. Continuo a achar a sua gestão melhor do que o noticiário a respeito dela, bastante pautado pelo petismo até outro dia. Neste momento, por razões óbvias, “eles” deram um tempo. Dou um exemplo: a tal ONG Nossa São Paulo é dirigida por petistas. Basta essa gente soltar um pio, muitas vezes com números perturbados, como já mostrei aqui, e lá vem uma penca de reportagens de jornal.

Atenção! Eu não tenho compromisso com pessoas, mas com posturas. Se e quando acho que Kassab acerta, eu escrevo: “Acertou!” Se e quando acho que Kassab erra, eu escrevo: “Errou!” E isso vale para qualquer um.  Ainda que alguns tentem meter todos no mesmo saco, não me confundo com esses vagabundos que escrevem o que o cliente manda. Eu não tenho clientes. De resto, vejam que coisa!, sou assim mesmo, né? Quando a petezada toda, inclusive a da imprensa, fazia de Kassab saco de pancada, eu o defendi muitas vezes. Agora que estão todos embevecidos com a possível doação do tal terreno, eu estou na contramão. Faz sentido: eu e PT pertencemos a universos mentais distintos, ora essa!

Mas que se registre: se considerasse a doação do terreno uma coisa legítima, daria meu apoio. Mas não acho. E não porque seja um presente para o PT. Não creio que partidos políticos ou líderes políticos devam merecer esses mimos do poder público.  Eu escrevo o que penso e o que me dá na telha escrever — só que a minha “telha” é pautada por princípios, não por fidelidade a este ou àquele. Quando o BC decidiu baixar os juros, por exemplo, este “contumaz oposicionista” apoiou.

Já disse que tenho uma máxima bem simples nessas coisas: quando gosto, digo “sim”. Quando não gosto, digo “não”. A campanha obscurantista de verdes e artistas descolados contra Belo Monte era uma excelente oportunidade para pegar carona no “joga pedra no governo”. Modéstia às favas, os meus posts a respeito estiveram entre os mais duros e claros da imprensa — e contra aqueles obscurantistas, não contra o governo, ainda que eu tenha críticas severas ao modo como ele atuou nesse caso.

Eu não me alinho automaticamente com ninguém. Se o que vejo coincide com os meus valores, as minhas convicções, os meus princípios, apóio; se não, então não! É por isso que esse blog reúne milhares de leitores, muitos da esquerda inclusive. Eu não preciso explicar absolutamente nada em relação a meus posicionamentos sobre atos de Kassab. Se alguém deve explicações, convenham, é ele — e também os petistas, que faziam um picadinho injusto de seu governo até anteontem.

Encerrando
De resto, é evidente que, caso Kassab se junte ao PT, os petistas não vão atacar a sua gestão em São Paulo. Talvez não a elogiem também. Preferirão fazer promessas e, claro!, atacar os tucanos. Caso José Serra seja mesmo o candidato do PSDB, é provável que Kassab o apóie. Nesse caso, os petistas avançarão com fúria contra a gestão do atual prefeito, com ou sem terreno doado para Lula.

Peçam explicações a Kassab. Peçam explicações aos petistas. Eu continuo a gostar e a desgostar de tudo aquilo de que gostava e de que desgostava antes. Escreveria de novo todos os textos que escrevi porque é o mesmo Reinaldo Azevedo, com os mesmos valores, que escreveu os artigos de antes e os de agora. Como vocês sabem, eu não puxo o saco nem dos leitores. O caso do Ficha Limpa é exemplar. A maioria de vocês é a favor e sabe que considero o texto inconstitucional.

Defendi, sim, muitas vezes, a gestão de Kassab porque a considero, em muitos aspectos, defensável. E critico a intenção de doar o terreno ao Instituto Lula porque isso é indefensável.

Por Reinaldo Azevedo

 

Haddad tenta se livrar da própria obra e volta a associar a oposição ao kit gay à homofobia. Uma ova! Continua a ofender as pessoas de bom senso

Fernando Haddad, ex-ministro da Educação e virtual candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, já está doidinho para se livrar da própria obra. Como um bom petista, resolve, então, contar a história pelo avesso e, ora vejam!, atacar adversários, invertendo o ônus de suas próprias escolhas.

Em sua gestão, o MEC preparou filminhos para ser exibidos nas escolas de suposto combate à homofobia. Eles não foram preparados por educadores que conhecem a sala de aula. A tarefa ficou a cargo de ONGs e militantes, como de costume. Em um deles, a bissexualidade era apresentada como uma vantagem na comparação com a heterossexualidade. Se você quiser relembrar, segue abaixo. Volto depois.

Escrevi sobre essa coleção de absurdos no dia 25 de maior de 2011. Leiam este trecho que transcrevo do filmete:
“Foi copiando a lição de probabilidade, que Leonardo teve um estalo: por que precisaria decidir ficar só com garotas ou só com garotos se ele se interessava pelos dois? E ele não era de ficar com qualquer um. Mas, quando ele gostava, não importava se era garoto ou garota. E, gostando dos dois, a probabilidade de encontrar alguém por quem sentisse atração era quase 50% maior. Tinha duas vezes mais chance de encontrar alguém (…)!

A mensagem geral é a seguinte: qualquer um que assiste ao filme, qualquer dos estudantes, pode, a exemplo de Leonardo, ser gay e não saber — ou, no caso, bissexual. Implicitamente, incita-se a experimentação. Se não tentar, como sabê-lo, não é mesmo? A tese é, obviamente furada, basta vocês procurarem qualquer pessoa que estude o assunto a sério. Agora a matemática.

 Não! Se Leonardo, antes, colhia os seus namoros em apenas 50% do público namorável — as meninas — e poderia, descoberta a sua bissexualidade, fazer a coleta também nos outros 50%, então a probabilidade de encontrar alguém por quem sentisse atração “era 100% maior”, não 50%. Erro de matemática. Bando de ignorantes! O professor que ensinou probabilidade para o Leonardo deveria ser um craque em homoafetividade, mas um estúpido na sua disciplina. Há outro erro, este de matemática e de língua. Se eu tenho uma laranja e você tem duas laranjas, você não tem “duas vezes mais laranja do que eu”, mas apenas uma. Quando a chance de alguém dobra, ela aumentou uma vez, não duas.

Os filmes preparados pelo MEC de Haddad são moral e matematicamente indigentes. Um outro vídeo, como sabem, defende o “direito” que um aluno “transgênero” teria de usar  o banheiro feminino e de não ser chamado pelos professores pelo seu verdadeiro nome. Um terceiro trata do lebianismo, também numa linguagem que beira a apologia.

Ora, quem deu a Haddad o direito de se imiscuir, assim, na organização das famílias? Com que preparo especial e com que competência específica professores exibiriam esses filmes nas milhares de escolas brasileiras? O governo chegou a hesitar em algum momento, a ter dúvida? Só em um: até onde a língua de uma garota deveria entrar na boca de outra num beijo lésbico. Trato do assunto em outro post.

O tema voltou a ser debatido. Leio na Folha Online o que segue. Volto em seguida:
Na mira de líderes evangélicos por causa do chamado kit anti-homofobia, o pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, disse nesta quarta-feira (15) que o uso político do tema estimula a violência contra homossexuais. O ex-ministro afirmou que exploração eleitoral do tema “indiretamente acaba incitando” casos de agressão e se disse preocupado com incitação de “forças obscurantistas” no país. “O que me preocupa é que muitas vezes o indivíduo pode entender que é um fato a ser explorado [na campanha] sem considerar que isso indiretamente acaba incitando a violência”, disse Haddad. “Muitas vezes, ao não abordar corretamente a questão dos direitos humanos, você acaba sem querer promovendo uma violência que é crescente no país contra pessoas que têm outra orientação sexual.”

O petista disse ter “certeza” de que os líderes evangélicos que o criticam não pretendem promover a violência, mas afirmou que o uso político do tema “libera em alguns indivíduos forças obscurantistas” contra os gays. Haddad disse não temer ataques por causa do tema. Em entrevista publicada na Folha nesta quarta-feira, Marcos Pereira, presidente do PRB e bispo da Igreja Universal, afirmou que o assunto fará o petista “sofrer” na campanha. “A verdade vai prevalecer sobre a mentira. A verdade prevalecendo, não há o que temer”, afirmou o petista. “Estou absolutamente seguro quanto às decisões que tomei.”
(…)
Voltei
Como é que é? Quer dizer que, se gays sofrerem alguma forma de violência, a responsabilidade poderia recair também sobre as costas daqueles que acham os vídeos preparados por Haddad e sua equipe inadequados? Esse material, e coisa ainda pior, só não foi distribuído em larga escala nas escolas porque a sociedade reagiu. São Paulo, cidade que Haddad pretende administrar, tem milhares de alunos em escolas municipais. É com esse cuidado que ele pretende tratar do assunto?

É uma vigarice intelectual e moral associar os críticos às barbaridades contidas naqueles vídeos à homofobia. O que a sociedade não aceita é que o estado se meta dessa forma na organização das famílias. Mais: há uma diferença nada ligeira entre combater o preconceito à homossexualidade e a linguagem que beira a apologia.

No próximo post, relembro o nível de delinqüência intelectual a que chegou o MEC, o que desmente a farsa de que Haddad não sabia de nada.

Por Reinaldo Azevedo

 

DESCONSTRUINDO UMA MENTIRA – Haddad tenta fazer de conta que o MEC não conhecia o conteúdo do “kit gay”. É falso! E eu provo! Ou: A heterofobia da turma de Haddad

O virtual candidato do PT à Prefeitura e ex-ministro da Educação, Fernando Haddad, escora-se em duas muletas para tentar explicar os absurdos contidos no kit gay: a) tenta associar os críticos à homofobia, como se só homofóbicos pudessem combater aquelas bobagens; b) afirma que o material não havia ainda sido aprovado pelo MEC, que ele mesmo não sabia de nada.

Bem, meus caros, eu desmenti de forma cabal e insofismável as desculpas de Haddad no dia 19 de maio de 2011. Vale a pena relembrar o texto. Sim, o MEC sabia de tudo. Os filmes foram debatidos em conferências. A única dúvida da turma era até onde uma língua poderia entrar na outra boca num beijo lésbico. Isso à parte, eles consideravam que tudo estava certo. Afinal, as tais conferências eram realizadas apenas por militantes homossexuais.

FAZ OU NÃO FAZ SENTIDO? Mais de 90% dos jovens estudantes são, com certeza, heterossexuais, mas o material voltado para a sua educação sexual passa a ser uma tarefa da militância gay… Tenham paciência!

Releiam aquele texto. Acho que vale a pena. Vejam quais são as entidades que Haddad chamou para cuidar dos filminhos. Prestem atenção à fala do representante do MEC.

*
O ministro Fernando Haddad, da Educação, encontrou-se ontem com deputados católicos e evangélicos para conversar sobre o kit gay — também chamado “anti-homofobia” — que o governo federal pretende distribuir nas escolas. Uma comissão de parlamentares será formada para examinar o material. É a primeira vez que brasileiros não-gays estão sendo chamados a debater o assunto. Até havia pouco, a questão estava entregue apenas a ONGs estrangeiras e à militância gay, como se o público-alvo do programa não fosse o conjunto dos estudantes. Seja para discutir floresta, seja para discutir sexo, o Brasil parece um laboratório de teses de organizações estrangeiras, que se comportam como legítimas representantes do povo, embora não tenham sido eleitas por ninguém. Curiosamente, em seus países de origem, não conseguem aprovar algumas das propostas que tentam ver implementadas aqui - na floresta ou no sexo…

Haddad, um dos pré-candidatos do PT à Prefeitura de São Paulo, parece ter descoberto que precisa de voto caso seja o escolhido do partido para disputar o cargo, conforme gostaria Lula. Só com a simpatia dos meios de comunicação e dos homossexuais militantes, talvez não logre o seu intento. Aos congressistas, assegurou que filmes e cartilhas que circulam por aí ainda não são de responsabilidade do Ministério. Teria vazado das organizações contratadas para produzir o material. Conversa mole, e ele sabe disso muito bem. Pode ainda não ser o produto final, mas tudo foi elaborado sob o comando do governo federal.

Quem coordenou os trabalhos foi a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad), órgão ligado ao MEC, mas quem se encarregou da produção propriamente foram a Global Alliance for LGBT Education (Gale), uma fundação holandesa; a Pathfinder do Brasil, associada à Pathfinder Iternational, dos EUA; a Reprolatina, entidade brasileira que trabalha em parceria com a Universidade de Michigan, e duas outras ONGs ligadas à miitância homossexual: a Ecos - Comunicação em Sexualidade e a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais.

Perceberam? A sexualidade das crianças brasileiras seria assunto importante demais para ficar sob o cuidado dos nativos - a menos que sejam gays. Isso lhes parece razoável? Infelizmente, Haddad está contando o oposto da verdade. O material vazou, sim, mas o MEC acompanhou tudo no detalhe. E é fácil provar.

No dia 31 de março [de 2011], publiquei aqui  o vídeo que segue abaixo.Reproduz parte da sessão da Comissão de Legislação Participativa da Câmara, ocorrida no dia 23 de novembro de 2010. Apresentou-se ali o tal material didático sobre homossexualidade. O destaque da sessão é a intervenção de André Lázaro, então secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do MEC. Ao discutir um dos filmes que o ministério pretende exibir nas escolas, ele deixa claro que houve uma certa hesitação da equipe: “Até onde entrava a língua” num beijo lésbico.Essa era a única dúvida. As palavras são dele, como vocês podem ver, não minhas. Lázaro não está mais no Ministério da Educação. Agora ele é secretário executivo de Direitos Humanos da Presidência da República. Na sessão, também foi apresentado o filme em que um adolescente chamado José Ricardo diz ser, na verdade, “Bianca”. O vídeo é bem ruim, mas é bastante ilustrativo. ISSO PROVA A VERDADE DAS PALAVRAS DE HADDAD.

Por Reinaldo Azevedo

 

Por Pimentel, Dilma vai trocar cinco membros da Comissão de Ética

Por Tânia Monteiro e Vera Rosa, no Estadão:
A abertura de processo pela Comissão de Ética Pública da Presidência contra o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, deverá precipitar a troca de cinco dos sete integrantes do órgão no meio deste ano, quando terminam os mandatos. A postura da comissão contrariou novamente a presidente Dilma Rousseff, responsável pela decisão de trocar parte dos integrantes.

Três dos conselheiros poderiam ser reconduzidos, mas o Planalto está determinado a trocá-los. O presidente da comissão, José Paulo Sepúlveda Pertence, no entanto, não será atingido pelas mudanças. O mandato de Pertence só vencerá em dezembro do ano que vem, quando ele deixará a comissão porque já foi reconduzido.

A exemplo do que ocorreu no ano passado, quando a comissão abriu processo contra o ex-ministro Antonio Palocci, Dilma foi “surpreendida” com a abertura da sindicância contra Pimentel, outro ministro muito ligado a ela. A presidente entende que a comissão está “extrapolando” em suas funções ao tomar decisões contra seus ministros, na avaliação dela apenas com base em denúncias de jornais, sem uma apuração concreta.

Na segunda-feira, apesar de integrantes do governo tentarem saber a pauta da reunião, a comissão não repassou a informação, irritando auxiliares da presidente, principalmente quando viram o teor da decisão, já tarde da noite. O Planalto entende que Dilma precisava ser avisada de decisões tomadas pela comissão, antes que elas fossem repassadas à imprensa. Essa queixa já havia sido feita à comissão em dezembro, quando o colegiado, em decisão inédita, recomendou à presidente que demitisse o ministro do Trabalho, Carlos Lupi.

A postura de Pertence de não querer informar sobre decisões de abertura de processos de ministros e autoridades do governo à imprensa foi motivo de discussão entre os integrantes do grupo em reuniões anteriores. Na segunda-feira, primeiro Pertence negou, em entrevista, que qualquer procedimento tivesse aberto. Somente mais tarde confirmou a notícia à imprensa. Apesar da decisão de investigar Pimentel, o fato de ele estar viajando para os Emirados Árabes ajuda a deixar o caso esfriar.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

 

Senadores pedem inquérito contra Mantega na PGR

Por Rosa Costa e Ricardo Britto, no Estadão:
Com o apoio de dois senadores da base aliada, a oposição encaminhou ontem ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, representação contra o ministro da Fazenda, Guido Mantega, por omissão diante de denúncias apuradas pela Receita e PF contra o ex-presidente da Casa da Moeda Luiz Felipe Denucci.

A representação pede a instauração de inquérito civil público para cobrar responsabilidade de Mantega pela permanência de Denucci no cargo mesmo após alertado sobre a existência de indícios de corrupção contra ele. “O ministro manteve Denucci no comando da Casa da Moeda, com isso dando causa à continuidade dos atos lesivos ao interesse público”, sustentam os senadores Alvaro Dias (PSDB-PR), Aloysio Nunes (PSDB-SP), Demóstenes Torres (DEM-GO), Randolph Rodrigues (PSOL-AP), mais Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) e Pedro Taques (PDT-MT).

Eles alegam que Mantega “não foi imparcial nem leal à instituição à qual está vinculado, além de ter falhado com seu dever de ofício”. Afirmam, ainda, que “nem se cogita levantar a hipótese de que o ministro da Fazenda não sabia do esquema de corrupção na Casa da Moeda, visto que ele próprio admitiu ter sido alertado acerca da situação”. Os senadores pedem que Mantega seja punido com a perda da função pública, suspensão dos direitos políticos e ressarcimentos aos cofres públicos de eventuais danos causados por Denucci.

Blindagem. Ontem, o governo comandou o esvaziamento da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado que votaria requerimento de convite ao ministro para prestar esclarecimentos. Depois de esperar mais de uma hora por quórum, o presidente da CAE, Delcídio Amaral (PT-MS), encerrou os trabalhos, remarcando novo encontro para o dia 28, após o carnaval.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

 

Evangélicos rompem com Gilberto Carvalho e criticam ministra das Mulheres

Na Folha Online, por Simone Iglesias:
Senadores, deputados e pastores evangélicos decidiram nesta terça-feira (14) não reconhecer mais o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria Geral) como interlocutor do governo com o segmento. Uma das atribuições da pasta de Carvalho é conversar com movimentos sindicais e segmentos religiosos. O grupo pediu uma audiência com a presidente Dilma Rousseff para avisá-la da decisão, mas o encontro ainda não foi agendado.

Durante palestra no Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, mês passado, Carvalho disse que o Estado deve fazer uma disputa ideológica pela “nova classe média”, que estaria sob hegemonia de setores conservadores. “Lembro aqui, sem nenhum preconceito, o papel da hegemonia das igrejas evangélicas, das seitas pentecostais, que são a grande presença para esse público que está emergindo”, disse.

O senador Magno Malta, porta-voz dos evangélicos e da Frente da Família no Congresso, disse que encaminhará a Dilma uma nota de repúdio. Durante reunião entre senadores, deputados e pastores, houve também manifestação de repúdio ao ativismo da nova ministra de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, favorável ao aborto.

Foi distribuída carta-compromisso que Dilma assinou no segundo turno das eleições presidenciais, em 2010, se comprometendo a não enviar ao Congresso projetos pró-aborto. Na mensagem aos evangélicos, a então candidata dizia ser “pessoalmente contra o aborto”. Malta disse que o segmento não pode “desconfiar” da palavra de Dilma, mas afirmou que os evangélicos lamentam a escolha de Menicucci.

“Temos o documento assinado por ela dizendo que é contra o aborto. Então, chega a ministra que está indo a ONU com dinheiro público para defender aborto. Vamos construir um documento revelando nossa contrariedade e reiterando nossas posições contra o aborto e a resistência que nós faremos a isso”, afirmou.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

 

14/02/2012 às 18:50

Petista aborta tudo o que incomoda: fetos, fatos, fotos, gente ou entrevista

É isto! Nada escapa: feto, fato, foto, gente ou entrevista. Se a coisa incomoda, basta eliminar da história, certo? Agora, com o perdão da metáfora — porque não quero banalizar o assunto —, como bons esquerdistas, os petistas decidiram fazer um aborto na história e eliminar a entrevista de Eleonora Menicucci, nova ministra das Mulheres, dos arquivos da Universidade Federal de Santa Catarina.

Felizmente, nesse caso, aquilo que é eliminado pode renascer. A íntegra da entrevista está agora no Google Docs. Daqui a pouco, eles dão um jeitinho de tirar de lá também. Sabem como são influentes, né? Tudo bem. Logo estará no arquivo do próprio blog.

Não vão recontar a história como bem entendem, não! No que me disser respeito, a história será contada segundo os fatos.

Por Reinaldo Azevedo

 

14/02/2012 às 18:02

CENSURA NUMA UNIVERSIDADE FEDERAL - Governo pressiona, e entrevista de ministra das Mulheres desaparece de site da Universidade Federal de Santa Catarina

Que gente engraçada!

A petralhada vive reclamando do que chama “censura” no meu blog, como se uma página pessoal, privada, pudesse censurar alguém. A que chamam censura? Eles reivindicam “o direito” de me ofender e a meus leitores! Não permito, claro! Visita que vem à minha casa tem de me tratar bem! Só faltava acontecer o contrário. Não sou eu que invado o computador do petralha, pô! Ele é que decide me acessar. Por que não fazem como eu, que os ignoro? Também querem usar a minha página para suas correntes de difamação ou de militância partidária, o que igualmente não permito.

Discordar pode? Basta ler os comentários para se constatar que sim. Mas é claro que imponho restrições, ou se dará no blog o que se verifica na área de comentários dos grandes portais e dos sites dos jornais: estão todas, sem exceção, tomadas pelos patrulheiros. Seu trabalho é bater boca e desqualificar os críticos do governo e do petismo. São pessoas pagas para isso, contratadas com esse fim.

Aqui não será assim! A mediação tem demorado um tantinho porque estou ainda sem um auxiliar. Que demore! Os meus leitores compreenderão. Uma coisa é certa: a minha praia, eles não vão invadir. Aqui mando eu! Mas volto ao ponto.

É de censura que querem falar? Então vamos lá. Toda censura será sempre oficial, exercida pelo estado, pelo governo de turno. Falar em censura em órgãos privados de imprensa é uma estupidez, uma cretinice, uma vigarice intelectual. Jornais, sites, revistas, blogs etc privados têm, quando muito, linha editorial. E olhem que até isso tem sido raro. Os “companheiros” estão infiltrados em tudo o que é lugar. Os petralhas costumam chamar “censura” a eventual não-publicação de suas mentiras e de seus reptos ideológicos.

Outra forma de censura é usar o dinheiro público seja para punir veículos considerados incômodos — não os contemplando com anúncios oficiais e de estatais —, seja para premiar os que têm o nariz marrom, comprando a sua fidelidade.

Pois bem! A Universidade Federal de Santa Catarina é uma instituição pública. A entrevista da agora ministra das Mulheres, Eleonora Menicucci estava nos arquivos da instituição. Eu a descobri e transcrevi trechos aqui. AGORA ELA FOI RETIRADA DO AR! Os petralhas querem um caso de censura? Pois eles o têm aí, de modo evidente e insofismável. Ontem, o Ministério divulgou uma nota afirmando que já havia solicitado que ela desaparecesse dos arquivos porque conteria “imprecisões”.

Há, sim, imprecisões nas transcrições, uma troca ou outra de palavra. Mas não nos trechos relevantes — aqueles que transcrevi. Está tudo muito claro!
1- Eleonora confessou que atravessou a fronteira da Colômbia para se dedicar a uma prática criminosa naquele país: o aborto;
2- Eleonora confessou que seu segundo aborto foi decidido junto com o partido de esquerda a que pertencia;
3- Eleonora revelou intimidades de sua vida privada (sua primeira relação homossexual) e de sua filha (lésbica que fez inseminação artificial);
4- Eleonora se disse avó dessa criança, mas também “avó do aborto”, porque já fizera dois;
5- Eleonora confessou que sua ONG promovia exame de colo de útero por leigos, já que ela própria disse ter se dedicado à prática, segundo se entende, como examinadora…;
6- Eleonora confessou que o treinamento da Colômbia era parte de uma proposta de se promoverem abortos realizados por não-médicos.

Para lembrar o trecho mais eloqüente:
Eleonora -  Dois anos Aí, em São Paulo, eu integrei um grupo do Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde. ( ). E, nesse período, estive também pelo Coletivo fazendo um treinamento de aborto na Colômbia.
Joana - Certo.
Eleonora - O Coletivo nós críamos em 95.
Joana - Como é que era esse curso de aborto?
Eleonora - Era nas Clínicas de Aborto. A gente aprendia a fazer aborto.
Joana - Aprendia a fazer aborto?
Eleonora - Com aspiração AMIU.
Joana - Com aquele…
Eleonora - Com a sucção.
Joana - Com a sucção. Imagino.
Eleonora - Que eu chamo de AMIU. Porque a nossa perspectiva no Coletivo, a nossa base…
Joana -  é que as pessoas se auto auto-fizessem!
Eleonora - Autocapacitassem! E que pessoas não médicas podiam…
Joana - Claro!
Eleonora - Lidar com o aborto.
Joana - Claro!.

Encerro
Eis aí! A retirada de um documento de uma instituição pública por pressão do Estado, isso, sim, é censura! Ocorresse num governo do PSDB ou do DEM, a grande imprensa faria um estardalhaço. Como se dá na administração dos companheiros e como se considera, afinal de contas, que ser a favor do aborto é coisa de “gente moderna, humana e progressista”, então se vai fazer um silêncio sepulcral a respeito.

Não será a primeira vez que a própria grande imprensa vai condescender com a censura por causa do aborto. Já aconteceu antes. A defesa do aborto, acreditem vocês, parece tornar aceitável no Brasil a tese do crime de opinião.

Neste blog eles não se criam.

PS - Sim, eu fiz uma cópia de segurança da entrevista porque tinha a certeza de que os companheiros agiriam como companheiros. E vou colocá-la de volta na rede. De todo modo, os trechos mais eloqüentes já são de domínio público. Eles podem censurar a Universidade Federal de Santa Catarina. Mas a mim não censuram. Não ainda. Se e quando seu projeto de poder estiver plenamente consolidado, aí sim. Aí eles começarão censurando Reinaldo Azevedo e terminarão, como todos os totalitários, censurando os próprios companheiros.

Por Reinaldo Azevedo

 

14/02/2012 às 16:54

A ministra das mulheres teria razão para mentir antes ou agora?

Se a ministra das Mulheres, Eleonora Menicucci, tem alguma qualidade, pequenina, pequeníssima, é a sua, serei suave, sinceridade destrambelhada. Ela parece ser um daqueles seres em que o bom senso persegue de longe as palavras, sem nunca alcançá-las.

Confessou, numa entrevista, que foi à Colômbia aprender a fazer aborto — e a prática, naquele país, também é crime. Agora, diante da repercussão negativa do caso, nega, diz que há imprecisões na entrevista etc e tal.

É um vexame!

Esvai-se, assim, a sua pequena, pequeníssima qualidade. Teria mentido antes ou agora? A resposta é simples: ela teria razões para mentir antes ou agora?

Por Reinaldo Azevedo

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Blog Reinaldo Azevedo

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