Fissuras na base e O câmbio em chamas (por Lauro Jardim)

Publicado em 23/08/2013 15:35 e atualizado em 18/09/2013 11:40
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blogs de Augusto Nunes e Luaro Jardim (veja.com.br)

Fissuras na base

Kátia Abreu ofereceu um jantar na terça-feira em Brasília para a bancada ruralista e para dirigentes de federações de agricultura. Apenas quinze dos 27 presidentes de federações compareceram, parte da bancada preferiu jantar em outro lugar.

Enfim, foi um gesto de reaproximação da senadora e presidente da CNA com a turma ruralista, diante de queixas que a senadora está muito próxima ao Palácio do Planalto. Beleza.

Mas ainda tem muito chão pela frente para conquistar a unanimidade. No dia seguinte, em reunião da Comissão de Agricultura da Câmara, o deputado Paulo César Quartiero (DEM/RR) mandou essa:

- Convenhamos, o PT é fogo já conseguiu aparelhar até a CNA.

Por Lauro Jardim

 

Economia

O câmbio em chamas

Procura aumenta

A demanda por dólares, muitos dólares, por parte das empresas  brasileiras não para de crescer.

Por Lauro Jardim

 

Sai o Consenso de Beijing e volta o Consenso de Washington

por Carlos Alberto Sardenberg
E essa agora, hein? O motor da economia mundial está de novo nos Estados Unidos. E não porque os EUA abandonaram a prática do seu capitalismo, mas, ao contrário, porque a energia do mercado funcionou amplamente.

Ora, mas isso é óbvio, poderiam dizer. A recuperação do capitalismo só poderia vir da principal economia capitalista.

Pois é, mas não era essa a história que se contava, com ampla aceitação, há poucos quatro anos.

Lembram-se? A crise financeira de 2008/09, criação dos EUA, seria o muro de Berlim do capitalismo; a Zona do Euro desabaria com suas políticas de ajuste; os Estados Unidos seriam superados pela China ; e os emergentes triunfariam com suas próprias forças, independentemente da liderança e da vontade dos ricos.

Dirigentes chineses diziam, entre irônicos e sérios: agora nós é que daremos lições ao Ocidente, inclusive na organização política. Líderes dos emergentes, Lula à frente, celebravam a política de intervenção estatal como a “nova economia”.

Analistas resumiam: sai o Consenso de Washington, entra o Consenso de Beijing.

O panorama visto hoje é o contrário disso. Começa pela recuperação dos EUA. Sim, o governo Obama gastou dinheiro público para impedir a quebradeira de bancos e grandes empresas. E o Federal Reserve, o banco central deles, evitou a grande depressão e criou bases para a retomada com a enorme injeção de dinheiro no mercado.

Mas impedir o desastre não garante a retomada. Esta veio do ajuste feito pelas empresas e famílias, reduzindo endividamento, saneando finanças, renovando investimentos e consumo. Privados, sobretudo no setor imobiliário. E com inovações, como o extraordinário evento do gás de xisto — um resultado acabado da economia de mercado.

George Mitchell, engenheiro e geólogo, acadêmico e empreendedor no negócio de petróleo, desenvolveu, durante anos de pesquisa e experimentos, uma nova tecnologia de extração do gás de xisto. Investiu dinheiro e conhecimento para simplesmente revolucionar o setor de energia. Quando o sistema finalmente funcionou, as imensas reservas no xisto tornaram-se economicamente viáveis e o preço do gás desabou nos EUA. Isso barateou investimentos em toda a indústria, especialmente na petroquímica, e reduziu gastos das famílias.

Tudo pelo mercado, não por políticas públicas. Mitchell teve espaço institucional para desenvolver sua livre iniciativa.

Isso foi um marco, mas é o conjunto da economia americana que se move. Bancos e empresas que foram salvos pelo governo estão recomprando ações e devolvendo o dinheiro público. E até o ajuste das contas públicas está sendo feito antes do esperado. Saiu atrapalhado por conflitos políticos, Obama reclamou de cortes de gastos que foi obrigado a fazer, mas, quando foram ver, o déficit público despencava e a economia continuava andando com as pernas do setor privado.

Dizem que poderia ter andado mais se mantidos os gastos do governo. Pode ser, mas também é verdade que o arranjo das contas federais melhora o ambiente para os próximos meses.

Olhem agora para o outro lado. A China desacelera e começa a mudança de modelo. Qual mudança? Mais salário, mais consumo, e uma boa reforma no amplo setor estatal, de modo a privatizar, com o perdão da palavra, e dar mais eficiência a companhias do governo. Ou seja, mais mercado.

Nos países emergentes, a desaceleração é geral. Parte dela se deve à mudança da política monetária americana, que está levando capitais de volta aos EUA. Todos sofrem com isso, mas alguns sofrem mais. Quais? Aqueles que foram apanhados com baixo crescimento, inflação alta, déficit nas contas externas e desarranjo nas contas públicas, circunstâncias que levam a uma desvalorização maior da moeda local — e que devem exigir juros maiores.

Pensaram no Brasil?

Pois é. Mas repararam bem no diagnóstico? Falharam aqueles que desrespeitaram os fundamentos clássicos: não pode ter inflação (e 6% ao ano é, sim, inflação alta); não se pode aumentar gasto público sem adequado financiamento; as contas externas precisam estar equilibradas; e é preciso criar condições institucionais que estimulem os investimentos privados, especialmente no setor de infraestrutura.

Não é o que o governo Dilma faz, embora seja o que tem prometido. Mas assim de contragosto, porque, sem querer provocar, estão ali as bases do Consenso de Washington. Repararam no que pediram os empresários vencedores do Prêmio Valor Econômico? Menos intervenção do governo, menos regras.

Em resumo, fica a lição americana. A boa ação do Estado é aquela que abre espaço para o funcionamento do mercado. E o bom gasto público, financiado sem truques, deve se concentrar em educação, saúde, segurança.

As voltas que a história dá.

Carlos Alberto Sardenberg é jornalista

 

Reynaldo-BH: Os doutores de Fidel não são bem-vindos ao nosso país

REYNALDO ROCHA

Poucos atos ofendem mais a dignidade humana que o de enganar, mentir e fazer de quem ouve uma marionete na certeza da inação e do esquecimento.

Hoje somos todos marionetes nos cordéis ou em mãos de artistas mambembes.

O governo conseguiu o que queria. Usou da mentira e de afirmações que não se sustentam nem por um dia para arquitetar e dar continuidade a uma entrega da saúde no Brasil em mãos de cubanos. Os mesmos que erraram no diagnóstico e tratamento de Hugo Chávez.

 

Onde a medicina massificada abriu mão da competência em nome de uma propaganda ridícula baseada em número de médicos mal formados.

Alexandre Padilha ─ o ex-médico que envergonha a classe a que um dia pertenceu ─ informou ao país que o plano de importação de médicos cubanos estava sepultado. O foco estava voltado para os europeus.

Como de se prever, estes não vieram. Sabem o que os espera.

E, de repente, de modo quase surpreendente (a se crer no anunciado cancelamento), estamos com 4 mil doutores de Fidel em nosso país. Não são bem vindos. Entre eles, enquadram-se brasileiros formados em Cuba a partir de seleção por “critérios ideológicos”, idealistas que querem ─ antes da diagnose ─ propagandear as delícias do regime cubano, bolivariano ou lulopetista e, por fim, médicos que se submetem a receber R$ 2 mil de um total de R$ 10 mil pagos ao governo de Cuba como forma de sobrevivência, além de terem as famílias impedidas de sair da ilha do Coma Andante.

Que país disporia de 4 mil médicos, de modo imediato , para serem deslocados? Seriam os melhores os que atendem em Havana? Deixariam seus pacientes desamparados ou com outro profissional? Ou a lógica diz que são o restolho do restolho, os que sequer trabalham na própria Cuba dos Castro?

Precisam dispor de seus salários para o governo? Aceitam ─ por quê? ─ receber um percentual ridículo pelo trabalho pago? Quem os escolheu? Porque não serão submetidos ao Revalida?

Desembarcarão no Brasil com gaze, esparadrapo, estetoscópio, equipamentos de exames básicos, equipamentos de eletro cardiograma, macas, leitos e sabão para lavar as mãos, que faltam aos médicos brasileiros?

Trarão ambulâncias equipadas com desfibriladores? Enfermeiros formados que não confundam soro com cortisona? Nada disso foi levado em conta. Se antes o lulopetismo roubava, deixava roubar e mentia, hoje concorda com mortes mais que previsíveis. Não haverá NENHUMA melhoria! Podem cobrar! Não existe mágica. Medicina não é curandeirismo. É ciência. E para tanto, precisa dos meios para poder existir.

O que importa são os quase meio bilhão de reais por ano a serem enviados ao governo de Cuba! E a propaganda. Agora, sem nenhuma reclamação dos médicos que NÃO irão atender, mas são proibidos de se manifestarem. Eles são EMPREGADOS do governo cubano, não do brasileiro. São pagos pelo GOVERNO DE CUBA. Dependem do humor dos comandantes que trocou soldados por médicos. Mesmo na Venezuela este sistema de trabalho escravo não deu certo. A população ─ mesmo falando a mesma língua, que não é o caso ─ evitava os cubanos por considera-los despreparados. Tanto é que os 4 mil que desembarcam com as bençãos de Dilma et caterva estavam, antes, na Venezuela. Até lá o contrato não foi renovado.

A saída por cá? Em um ano teremos o desastre e a explicação oficial: “tentamos, mas não deu certo”.

Não é estranho que em ano eleitoral estes valores astronômicos sejam enviados a Cuba? Retornarão? Ou alguém esqueceu dos dólares enviados em caixas de whisky para a campanha de Lula? Do tal “padre” cubano que dizia a todos estar financiando a campanha do Imperador de Garanhuns? Em um cenário de maior atenção INTERNA para financiamentos de campanha, que tal ter financiamento externo? É delírio ou os fatos indicam isso?

A saúde do povo? Dane-se, parecem dizer. Se o cidadão morre por falta de médico, nada altera. Agora morrerão por falta de competência. Fica tudo do mesmo tamanho.

Só acho que há uma conspiração mundial (aí incluído Estados Unidos, Europa, México e até América Latina!) que quer ver o governo Lula, digo Dilma, naufragar!

Afinal, houve claramente um boicote desta classe gananciosa de médicos que, NO MUNDO TODO (à exceção de Cuba!), à generosa oferta de Padilha e Dilma: receberem pelo pouco trabalho ─ basta emitir atestados de óbito.

A culpa é dos médicos!

(por REYNALDO ROCHA)

 

Se o exército de jalecos cubanos não for outra mentira da série dos 6 mil, vai aumentar espetacularmente a taxa de mortalidade estabelecida por militantes do MST diplomados em medicina na ilha-presídio

Em 13 de maio de 2013, a importação de médicos cubanos, anunciada pelo chanceler Antonio Patriota, foi o tema do texto abaixo reproduzido. Conjugado com a reportagem do Globo republicada na seção Vale Reprise, o post escancarou a extensão do absurdo que o governo sepultou para exumá-lo de surpresa nesta quarta-feira. Não há retoques a fazer.

Quando a mentira que Dilma Rousseff vai contar requer alguma cifra, é sempre a mesma que o neurônio solitário lhe sopra: 6 mil. Durante a campanha de 2010, por exemplo, a candidata prometeu de meia em meia hora construir 6 mil creches. Já passou da metade do mandato e nem 50 ficaram prontas. Em janeiro de 2011, jurou que até o fim daquele ano entregaria 6 mil casas aos flagelados da Região Serrana do Rio. Até agora não entregou nenhuma.

Em janeiro de 2012, Dilma caprichou na advertência às tempestades que teimam em cair no verão: se dessem as caras de novo, topariam com exatamente “6 mil agentes da Defesa Civil treinados para agir nas áreas de risco”. Os aguaceiros ignoraram a ameaça e continuam provocando os estragos de praxe. Os 6 mil soldados guerreiros das encostas em perigo nunca foram vistos fora do cérebro baldio da comandante. A menos que tenham sido tragados por alguma inundação secreta, seguem aquartelados por lá.

Também são 6 mil, miou na semana passada o chanceler Antonio Patriota, os médicos cubanos que o governo pretende importar para transformar o Brasil Maravilha num imenso Sírio-Libanês. Exatamente 6 mil ─ nem mais nem menos, confirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. A conta de mentiroso avisa que o exército de doutores formados na ilha-presídio terá o mesmo destino das 6 mil creches, das 6 mil casas e dos 6 mil agentes de saúde: a coisa vai dar em nada.

Não convém, de todo modo, subestimar a usina de ideias desastrosas administrada por uma supergerente de araque. É possível que Dilma e Padilha estejam mesmo contemplando com o olho rútilo e o lábio trêmulo a paisagem de sonho: 6 mil revolucionários de jaleco espalhados por todos os prontos socorros e hospitais públicos, curando os males do corpo e fazendo a cabeça de milhões de eleitores enfermos. Uma experiência semelhante está em curso na Venezuela bolivariana. O juízo da presidente é suficientemente escasso para que tente reprisá-la no Brasil Maravilha.

Até a Doutora em Nada perceberia a extensão da maluquice se deixasse de contemplar a paisagem cubana com as lentes coloridas usadas pelos órfãos do Muro de Berlim.  Todo nostálgico da Guerra Fria enxerga o sistema de saúde exemplar ─ gratuito, moderno, onipresente, eficaz ─ que morreu de inanição ainda na infância, quando a mesada dos soviéticos foi suspensa.

“A qualidade diminuiu e a doutrinação aumentou”. disse a jornalista Yoani Sánchez na entrevista a Branca Nunes publicada no site de VEJA. “Hoje, quando um cubano vai a um hospital, leva um presente para o médico. É um acordo informal para que o atendam bem e rápido. Levam também desinfetante, agulha, algodão, linha para as suturas”.

“A medicina cubana é uma das mais atrasadas do mundo”, constata a repórter Nathalia Watkins na edição de VEJA desta semana. “”A maioria dos seus profissionais se forma sem nunca ter visto um aparelho de ultrassom, sem ouvir falar em stent coronário e sem poder se atualizar pela internet”. Vice-presidente do Conselho Federal de Medicina, Carlos Vital completa o diagnóstico sombrio. “Cuba gradua médicos em escala industrial com formação incompleta”, informa. “Pelos padrões do Brasil, os cubanos não poderiam sequer realizar procedimentos banais como ressuscitação ou traqueostomia”.

Enquanto não chegam os 6 mil doutores prontos para aumentar as taxas de mortalidade (ou aproveitar a chance de escapar dos escombros da fantasia comunista e desfrutar da vida em liberdade), o PT, o PCdoB e os chamados “movimentos sociais” tratam de preencher com militantes de confiança as vagas reservadas pelo regime castrista a brasileiros interessados num diploma de médico.

No vídeo acima, editado por Dárcio Bracarense, estudantes indicados pelo MST e aprovados pela embaixada cubana falam sobre Cuba e contam o que pretendem fazer na volta ao país de origem. “O socialismo é o futuro”, diz uma jovem grávida de gratidão a Fidel. “Quero voltar ao meu país e plantar essa semente revolucionária que estou vivenciando aqui e que está me nutrindo”.

Imaginar essa gente cuidando da saúde de alguém é de matar de susto. É de morrer de medo.

(por Augusto Nunes)

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Fonte: Blog de Augusto Nunes (veja.com)

2 comentários

  • salvador reis neto Santa Tereza do Oeste - PR

    quer saber como e a vida em cuba? basta pesquisar no google; CUBA, O INFERNO NO PARAISO por juremir machado da silva, jornalista que passou 11 dias em cuba, os médicos cubanos não estão se importando com salários pois sairão da prisão (cuba)e estão sentindo gostinho de liberdade, por que vão pensar em dinheiro!!!

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  • Anilton Souza Rodrigues Manzano Amambai - MS

    Prezados, MEIO BILHÃO QUE VAI SER ENVIADO PARA FORA DO PAIS EM PAGAMENTO DESSE PESSOAL QUE VEM DE CUBA !!!!!! pergunto: Com esse dinheiro todo não daria para melhorar a SAUDE de um modo geral no Brasil ??? Isso tudo está me cheirando maracutaia para financiar campanha politica do PT no Ano que vem. E só disso que vivem, maracutaias uma atrás da outra. Me faz lembrar aquela frase dita por não sei quem: o silencio dos bons que faz triunfar os maus.

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