Soviets: Ao defender decreto de Dilma, deputado do PT revela sem querer: só as esquerdas têm a má-fé e cara de pau de chamar a e

Publicado em 09/06/2014 08:47 e atualizado em 11/07/2014 15:17 1970 exibições
por Reinaldo Azevedo, de veja.com.br

Ao defender decreto de Dilma, deputado do PT revela sem querer: só as esquerdas têm a má-fé e cara de pau de chamar a exploração dos pobres de “movimento social”. Presidente quer Boulos e Stedile no lugar do Congresso. Quem os elegeu?

Alessandro Molon, o queridinho dos esquerdistas da Vieira Souto, acha que a democracia pertence a quem tem

Alessandro Molon, o queridinho dos esquerdistas da Vieira Souto, acha que a democracia pertence a quem tem “inserção social”

E não é que alguns bocós estão por aí a defender o Decreto 8.243, assinado pela presidente Dilma e que institui a Política Nacional de Participação Social? Assistindo a um debate sobre o assunto, vi um sujeito, conhecido como “tucano”, a considerar delirante a avaliação de que se trata de uma forma de aparelhamento do estado pelo PT. Ainda bem que, no PSDB, ninguém dá bola pra ele, e o partido integra o grupo de dez legendas que pede regime de urgência para um Decreto Legislativo que susta o arroubo autoritário da presidente Dilma Rousseff. Outro, numa referência direta a este blog — mas sem citá-lo —, sustenta não ser verdade que a petista decidiu definir o que é sociedade civil.

Vamos ver. O link com a íntegra do decreto de Dilma está aí. O Inciso I do Parágrafo 2º define, sim, o que é sociedade civil, a saber: “o cidadão, os coletivos, os movimentos sociais institucionalizados ou não institucionalizados, suas redes e suas organizações”. Vale dizer: sociedade civil é tudo aquilo que o poder de turno decidir que é sociedade civil. Se esse decreto prospera, na forma como está, a política brasileira será, definitivamente, refém de grupelhos ideológicos organizados — a maioria deles subordinada ao PT, sempre destacando que os demais estão ligados a partidos de extrema esquerda.

Dilma quer quer gente como Guilherme Boulos, do MTST, e...

Dilma quer quer gente como Guilherme Boulos, do MTST, e…

... João Pedro Stedile, do MST, substituam o Parlamento e deem os rumos do Estado. Quem os elegeu para isso?

… João Pedro Stedile, do MST, substituam o Parlamento e deem os rumos do estado. Quem os elegeu para isso?

Em defesa do decreto de Dilma, o deputado petista Alessandro Molon, do Rio, um dos queridinhos dos socialistas da Vieira Souto, com vista para o mar, confirmou, sem querer, que se trata, sim, de atrelar a administração pública a grupelhos de esquerda e mandou ver: “Se os partidos de direita não têm inserção social, não tem base social, lamento, mas isso não podemos resolver”. Eis aí: é uma confissão. O que ele chama de “inserção social” é o aparelhamento, pelos esquerdistas, dos ditos movimentos sociais, que passam a ser manipulados por grupos que estão, na verdade, disputando o poder.

Pensemos na greve parcial do Metrô de São Paulo. Pergunto: o sr. Altino Prazeres, presidente do sindicato, está preocupado com os usuários do serviço ou, mesmo, vá lá, com a categoria que lidera? Uma ova! Quem dita as suas escolhas é um partido político, o PSTU; é uma ideologia: o socialismo. E o que dizer do MTST, o dito Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, comandado, em São Paulo, pelo riquinho com complexo de culpa Guilherme Boulos? De onde deriva a legitimidade desse movimento para interferir nas políticas públicas de moradia? Ora, do mesmo lugar de onde se origina a legitimidade do MST para ser o dono da reforma agrária: de lugar nenhum! Eles são usurpadores da ordem democrática, que recorrem à truculência para impor a sua vontade.

De algum modo, o sr. Molon está certo: esse tipo de inserção social é, de fato, coisa típica das esquerdas porque só elas transformaram a má-fé e a mentira em categorias de pensamento e manipulam, de modo deliberado, as carências da população para fazer vingar uma ideologia. Ora, se o sr. João Pedro Stédile apenas quisesse que um homem tivesse o seu pedaço de terra, conseguido tal intento, o coitado poderia se livrar das garras do MST e tocar a sua vida normalmente. Mas não é assim que funciona. Se e quando obtiver o seu lote, será obrigado a prestar serviços para sempre ao movimento. Será seu escravo e terá de participar de novas invasões, sem direito de dizer “não”. Afinal, o MST é confessadamente socialista e quer acabar com a propriedade privada no campo. O mesmíssimo método é empregado pelo MTST na cidade de São Paulo. Saibam: boa parte dos líderes da causa nem sequer é sem-teto, a começar de Boulos, o chefão maior. Ele é um militante socialista e viu nas pessoas que querem uma casa um bom filão para brincar de revolucionário.

Ocorre que a ação dos MSTs e MTSTs da vida não é irrelevante ou meramente folclórica. De fato, essa gente impede que se organize uma política pública consequente e democrática, seja sobre a distribuição de terra, seja sobre a construção ou distribuição de moradias. Eles se tornam, isto sim, verdadeiras fontes de privatização do bem público; tornam-se, na marra, sócios do poder sem que tenham sido eleitos por ninguém.

O que o decreto de Dilma faz é, ao arrepio da Constituição, sim, entregar, formalmente, uma parcela do poder a essa gente. Tomo um Engov toda vez que alguém vem pra cima de mim com a cascata de que os ditos movimentos sociais são uma alternativa à chamada crise de representatividade. É mesmo, é? Quer dizer que resposta à tal crise está em substituir aquilo que é eleito por todo mundo, o Parlamento, por grupelhos que se autoproclamam representantes do povo, não são eleitos por e ninguém e querem impor no berro à sociedade as suas prioridades — ou, então, ameaçam derramar sangue, como fez o sr. Guilherme Boulos?

Foi assim que o PCC…
Para arrematar: foi abrindo a administração para os “movimentos sociais” ligados ao transporte público que o petismo entregou, em São Paulo, uma fatia desse serviço a cooperativas infiltradas ou controladas pelo PCC. Tentar derrubar esse decreto de Dilma é um imperativo moral dos defensores da democracia. E agora termino mesmo. Na estrovenga autoritária de Dilma, está escrito que “as definições previstas neste Decreto não implicam na desconstituição ou alteração de conselhos (…)”, Até “no que se refere” (como ela diria!!!) à língua portuguesa, o decreto da Soberana não presta!

Eu e os de má-fé lemos o decreto. Eu não gosto; eles sim. Talvez os idiotas estejam opinando sem conhecer a sua gramática — também a política. 

Post publicado às 4h34

Por Reinaldo Azevedo

 

Nova ameaça à democracia - EDITORIAL CORREIO BRAZILIENSE

A jovem democracia brasileira não para de correr risco. Não se trata mais dos antiquados e grosseiros golpes armados para derrubar presidentes. Os perigos atuais são mais sofisticados, mais bem urdidos e, não raro, evocam a defesa e a ampliação da democracia com o oculto propósito de golpeá-la. Por exemplo: propor e defender a criação de canais que facilitem a manifestação da vontade popular.
Mas a cidadania deve verificar com cuidado se essa proposta não é apenas uma embalagem falsa, um cavalo de Troia. Ao trocar o totalitarismo dos regimes centralizadores pelo poder emanado do povo e exercido por representantes eleitos por ele, a democracia acabou criando caminhos de dominação. São o resultado da manipulação mal-intencionada dos mecanismos que deveriam ser acionados apenas para fazer valer a legítima vontade da maioria.

É com essa preocupação que deve ser encarada a mais nova manobra engendrada pelo grupo político que hoje governa o país. A presidente Dilma Rousseff baixou decreto criando o que parece ser um inocente mecanismo de auscultação popular, ao instituir uma Política Nacional de Participação Social. Essa política, conforme o Decreto nº 8.243, consiste na criação de conselhos temáticos de participação popular, os quais os órgãos da administração direta e indireta terão de levar em conta ao formular, executar e monitorar seus programas e políticas públicas.

Alega o governo que a existência de conselhos na administração pública é antiga e que o que fez foi regulamentar seu funcionamento. Não é bem assim. A estrutura prevista no decreto presidencial, por sua amplitude e força de intervenção na condução do país, abre o caminho para a formação de blocos de poder a serem dominados por movimentos e corporações politicamente atrelados ao governo e a ele submissos.

A ideia é passar por eles a velha aspiração de políticos brasileiros que sonham com a perpetuação de seu grupo no poder, livre dos riscos de uma eventual derrota em pleitos verdadeiramente democráticos. Por essa via, que seria tida como legítima representante da vontade popular, poderão transitar mudanças perigosas para o regime democrático, que pressupõe a alternância no poder e a submissão incondicional às leis aprovadas pelos representantes eleitos pela maioria da população (deputados e senadores).

É uma clara sobreposição ao Congresso Nacional por mecanismo típico da democracia direta, que torna o regime refém de grupos organizados da sociedade, porém submetidos à vontade oficial. Confrontado, o governo argumenta que o decreto foi elaborado com a participação de movimentos sociais e representantes da sociedade civil. Mas a surpresa que sua publicação provocou na maioria da base aliada no parlamento desmente que tenha havido debate amplo e que não se pretendeu atropelar o Legislativo.

Assim como na fracassada tentativa do governo de aprovar a convocação de um plebiscito para votar uma assembleia constituinte exclusiva para modificar o marco político em junho de 2013, o que pode salvar o país de mais essa armação é, além da permanente vigilância da cidadania, mais uma vez a experiência e o bom senso do vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP). "Os conselhos são sempre úteis, mas vale um Projeto de Lei para integrar o Congresso Nacional nessa discussão", ponderou.

(Correio Braziliense)

 

Planalto está pessimista com Padilha. Ou: Os “moralmente progressistas” e “moralmente conservadores”…

O Palácio do Planalto está pessimista com o desempenho de Alexandre Padilha, pré-candidato do PT ao governo de São Paulo. Na mais recente pesquisa Datafolha, ele aparece com 3% ou 4% das intenções de voto, a depender do cenário. É certo que ainda vai crescer. A questão é saber se dá para ganhar, coisa na qual os petistas não estão acreditando muito. Não custa lembrar que o ex-ministro da Saúde é o pré-candidato por vontade e determinação de Lula. Depois da eleição de Fernando Haddad como prefeito, o chefão petista ficou um pouco mais arrogante do que já era e acha que, de fato, elege quem quiser.

Folha desta segunda traz uma reportagem a respeito do desconsolo do Planalto. E há lá o registro de uma fala de um petista que dá o que pensar. Já chego a ela. Antes, algumas outras considerações.

O PT apostava suas fichas em Padilha e achava que ele tinha uma imagem pública que poderia rivalizar com a do governador Geraldo Alckmin, do PSDB: ambos são médicos, têm origem na classe média e são vistos como homens moderados e de fala mansa etc. Ocorre que a receita do petismo desandou. A gestão Padilha no Ministério da Saúde foi varrida pelo furacão Alberto Youssef. Por mais que o pré-candidato queira negar, a sua gestão aparece perigosamente perto de algumas lambanças feitas pelo doleiro. Foi sob as bênçãos de Padilha que o Labogen, um laboratório de fachada que servia para a lavagem de dinheiro, celebrou um acordo para a produção de medicamentos. O então ministro serviu de testemunha. Isso é fato, não boato.

A imagem do partido no Estado também está arranhada pelo deputado estadual Luiz Moura, um queridinho da cúpula paulista do PT — afiliado político de Jilmar Tatto, secretário de Transportes da capital — que foi flagrado numa reunião a que compareceram membros do PCC na qual se tramavam novos ataques a ônibus. Neste fim de semana, ficamos sabendo que um sujeito chamado Herivaldo Santos foi nomeado como assessor da Diretoria de Marketing da SPTrans, a empresa pública que gerencia o serviço de transportes coletivos em São Paulo. Muito bem! E quem é esse Herivaldo? Trata-se de um ex-assessor e amigo do vereador Senival Moura, também petista, irmão de Luiz Moura e igualmente ligado às polêmicas cooperativas de perueiros. Até aí, tudo bem! Ocorre que o rapaz é réu num processo por receptação de carga roubada.

Nada nisso, em suma, contribui para a reputação do PT, não é? Sempre lembrando que estamos falando de fatos, não de boatos. No começo do artigo, referi-me a uma fala intrigante de um petista. À reportagem da Folha, ele diz que esses acontecimentos acabam pesando contra o PT porque os paulistas são “moralmente conservadores”. Ah, entendi agora por que o petismo anda enrolado com Alberto Youssef e com o deputado que foi a uma reunião com membros do PCC: é que essa turma é moralmente “progressista”, né? Ser moralmente progressista, agora, é ser amigo de Luiz Moura, de Alberto Youssef e, parece, comparecer a encontros com membros do PCC.

Mas lembro que o PT ainda pode ter esperanças, não é? Afinal, Padilha é agora um aliado de Paulo Maluf, já posou para fotografias a seu lado e o chama de “Dr. Paulo”. Como a gente vê, os petistas contam com Maluf para conseguir a sua recuperação moral.

Por Reinaldo Azevedo

 

Metroviários: Linha Amarela, que é privada, funciona e serve ao público; as linhas azul, vermelha e verde, que são públicas, servem aos interesses privados do PSTU e do PT

A Justiça declarou ilegal a absurda greve dos metroviários de São Paulo. Nem poderia ser diferente! A categoria obteve um reajuste bem acima da inflação — 8,7% contra 5,2% — e teve elevados benefícios indiretos, o que, na prática, majora seus ganhos em mais de 13%. Mais: o sindicato não cumpriu a determinação de manter 100% dos trens funcionando nos horários de pico. Muito bem! Chegou a hora de começar a botar os agitadores na rua, com demissão por justa causa. Acabou a farra! Se os nababos que estão empregados — e recebem quase R$ 1 mil por mês só de vale-refeição e vale-alimentação — não querem trabalhar, há quem queira. No mais, quero chamar a atenção de vocês para uma coisa interessante: a Linha Amarela, que é privada — operando sob concessão do Estado —, está funcionando normalmente e, portanto, está servindo ao público. As linhas azul, vermelha e verde, que são públicas, hoje servem apenas aos interesses dos sindicalistas e, portanto, estão privatizadas.

Entenderam a inversão, que já é um clássico do estatismo? Sim, meus caros leitores; sim, meus caros brasileiros; sim, meus caros paulistanos: no Brasil e em qualquer lugar do mundo, quem serve ao interesse público é a economia privada; a economia estatizada só serve aos interesses privados — e isso é uma verdade absoluta, pouco importa a questão que se analise.

Vocês acham que a soma de sem-vergonhices que vemos lá na Petrobras, cometidas ao longo dos anos, seria possível numa empresa privada? Não! Seus dirigentes não apenas seriam demitidos como jamais arrumariam um novo emprego — se é que não iriam parar na cadeia. Não obstante, a cultura do estatismo — e contra a iniciativa privada — avançou estupidamente nestes 12 anos de petismo. Vejam o tempo que demorou Dilma Rousseff para privatizar aeroportos — boa parte não ficará pronta a tempo para a Copa do Mundo. As estradas federais continuam a ser uma soma de buracos, interrompidos, de vez em quando, por asfalto. Por quê? Porque o governo prefere fazer favores ao capital privado em vez de colocá-lo como agente do desenvolvimento. Mas já me desviei um pouco. Volto ao ponto.

Os sindicalistas do Metrô atuam como se o bem público fosse propriedade privada. Para eles, a empresa existe não para atender aos interesses da população de São Paulo, mas para servir a seus próprios anseios. Não custa lembrar: além do PSTU, que é o partido ao qual pertence Altino Prazeres, presidente do sindicato, também o PT resolveu dar suporte à greve. A CUT, a central sindical petista, emitiu uma nota se solidarizando com os grevistas.

Para encerrar
A Justiça arbitrou multa de R$ 500 mil por dia caso a greve seja mantida. Infelizmente, a realidade tem demonstrado que esse instrumento tem sido inócuo. Sempre aparece um juiz para conceder uma liminar e suspender o pagamento. Os sindicalistas não estão nem aí. Estão acostumados a operar num país sem lei.

Por Reinaldo Azevedo

 

A CUT, a central do PT, apoia greve de metroviários, que fazem chantagem com a Copa. Pior para Dilma! E daí? Os petistas, como o escorpião, têm a sua natureza!

Já sabemos o suficiente sobre a greve dos metroviários, cuja legalidade será julgada na tarde deste domingo. Para uma inflação de 5,2%, o governo ofereceu 8,7% de reajuste, além de ter aumentado o valor do vale-refeição, do vale-alimentação (juntos, esses dois benefícios somam R$ 960) e da bolsa-creche — que também vale para os pais com filhos até sete anos: R$ 579. Considerados esses ganhos indiretos, mas que são muito diretos, o aumento passa de 13%, mais do que o dobro da inflação. Ocorre que o sindicato da categoria, cujo presidente, Altino Prazeres, é militante do PSTU, tem uma agenda política. Em nome dela, os usuários que se danem — boa parte deles recebendo um salário inferior ao que os nababos recebem só para se alimentar! Pois bem: o sindicato ameaça deixar São Paulo sem metrô na abertura da Copa do Mundo, daqui a quatro dias. E CONTA, PASMEM!, COM O APOIO INTEGRAL DA CUT.

Vocês leram tudo direito. A central sindical do PT, onde Lula manda — e não adianta fazer de conta que não —, apoia um movimento que deixa milhões de brasileiros ao sabor da sorte, obrigados, muitas vezes — como lembrou ontem uma empacotadora de um supermercado a que fui no começo da noite — a fazer viagens de ônibus de até três horas e meia, quando poderiam chegar às suas casas em 30, 40 minutos.

A paralisação gera transtornos em cadeia porque atinge os outros meios de transporte. Passageiros habituais do metrô que têm carro apelam, obviamente, ao próprio veículo. O rodízio é suspenso. Os ônibus superlotam; a cidade fica caótica. Apoiar uma greve com esse grau de oportunismo chega a ser escandaloso. Mas a CUT — leia-se: o PT — não quer nem saber. É a história do escorpião que ferroa o sapo que atravessa um rio levando-o nas costas: o bicho tem a sua natureza!

A nota emitida pela CUT é de uma delinquência política escandalosa. Leiam (em vermelho). Volto em seguida.
A CUT – Central Única dos Trabalhadores é solidária à greve dos/as trabalhadores/as do Metrô de São Paulo e também à população que utiliza o transporte coletivo. Todos nós defendemos um transporte público de qualidade com trabalhadores/as dignamente remunerados.
A CUT entende que o governador de São Paulo-SP, Geraldo Alckmin, precisa agir com mais responsabilidade, tanto na condução da negociação com os representantes do Sindicato dos Metroviários quanto com a população da cidade. Quatro milhões de pessoas estão sendo prejudicadas pela inabilidade do governo na negociação com a categoria.
As reivindicações são justas, do ponto de vista econômico e social. É uma greve reivindicatória por melhores condições de trabalho e salário para os/as metroviários/as, que só foi deflagrada, como último recurso, porque não houve um processo de negociação democrático satisfatório entre as partes.
Foi com greves como essa que os/as companheiros/as rodoviários/as e os professores municipais de São Paulo conquistaram reajustes salariais acima de 10%.
A CUT repudia veementemente a violência policial ao movimento grevista dos metroviários de São Paulo. Polícia tem de proteger o cidadão, o trabalhador e a trabalhadora. Não foi isso que a Tropa de Choque fez hoje. Para a CUT, o governador tem o dever de abrir negociações sérias com a categoria.
A greve é um direito legítimo conquistado pelos/as trabalhadores/a e não pode ser reprimida com força policial e a solução tem de ser negociada.
A CUT se coloca à disposição, tanto para a direção do Sindicato como para o governo do Estado de SP e, principalmente, para os/as metroviários/as de São Paulo, para contribuir na solução desse conflito.
São Paulo, 6 de junho de 2014.
Vagner Freitas
Presidente

Retomo
Como já deixei claro, o reajuste é muito superior a 10%. O Metrô, se querem saber, foi excessivamente generoso. A Polícia Militar, até agora, está se limitando a cumprir a sua função. Violentos são os piqueteiros e baderneiros que cassam da população o direito de ir e vir e usam o bem público como se fosse propriedade privada.

No site do próprio PT há um texto flertando com a greve. Qual o propósito do partido? Deve ser aquele mesmo que o levou  a apoiar em São Paulo as primeiras manifestações truculentas do Passe Livre, na certeza de que o governador Geraldo Alckmin seria o principal prejudicado. Deu tudo errado para os petralhas. As manifestações se generalizaram, a insatisfação abandonou a casca do ovo, e a popularidade de Dilma é quase a metade da que ela tinha há um ano. Leiam trecho do texto do partido.

greve metrô CUT

Escrevi literalmente centenas de textos alertando que os petistas estavam fazendo uma bobagem até contra si mesmos estimulando o pega-pra-capar. Pois é… Dilma que o diga!

A pressão deve ser grande. Espero que o governador Geraldo Alckmin não ceda e, caso declarada a ilegalidade da greve, mande demitir algumas dezenas. Vocês verão o efeito didático que isso tem.

Ah, sim! O tal Altino diz que vai enviar uma carta à presidente Dilma pedindo que ela interceda junto a Alckmin. É mesmo, é? Se não me engano, e não me engano, o governo federal, por meio da Advocacia-Geral da União, foi à Justiça preventivamente para impedir greve de policiais federais. Não consta que Alckmin tenha telefonado para Dilma cobrando que ela abrisse negociações.

A central sindical ligada ao PT estimula o caos em São Paulo apostando numa reação dura da PM para que possa fazer proselitismo vigarista depois.

Por Reinaldo Azevedo

 

Jornal francês diz que Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF, tem R$ 100 milhões em conta secreta em Mônaco

Por Jamil Chade, no Estadão:
O ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, teria mais de 30 milhões de euros (cerca de R$ 100 milhões) em uma conta secreta em Mônaco. A informação foi revelada pelo jornal eletrônico francês Mediapart, como parte de uma investigação conduzida sobre o banco Pache, uma filial do grupo Credit Mutuel. O caso estaria sendo investigado pelas autoridades monegascas por lavagem de dinheiro, num processo conduzido pelo juiz Pierre Kuentz. Em gravações realizadas pela Justiça e obtidas pelo jornal francês, o nome de Teixeira é citado pelo diretor do banco, Jürg Schmid.
(…)
“Nós, no banco Pasche, temos uma situação em que devemos provavelmente aceitar clientes que outros bancos certamente não aceitariam”, disse. Ele explicaria de forma mais precisa sua declaração. “Eu tenho um, o grande brasileiro”, afirmou. “Eu sei muito bem que nenhum outro banco de Mônaco queria abrir uma conta dele”, disse. “Agora, ninguém o quer porque se trata verdadeiramente de uma fria”, estimou. “Mas nós fizemos tudo, já que temos a declaração de imposto e a declaração dos tribunais que dizem que ele não foi condenado”, declarou. “Evidentemente, ele é conhecido, mundialmente conhecido”, afirmou. “Portanto, existe um risco de reputação”.

O banqueiro chegou a dar explicações sobre a origem do dinheiro. “Sabemos que ele recebeu dinheiro em troca de favores, mas não são políticos”, disse. “Decidimos juntos que nós o receberíamos porque ele nos traz 30 milhões de euros e isso não é pouco”, declarou Schmid.
(…) 
Segundo o jornal, nos últimos meses, Teixeira teria feito diversas viagens até Mônaco. Ele teria passado pelo principado em janeiro, fevereiro, abril e maio de 2014, sempre ficando pelo menos dois ou três dias. De acordo com a publicação, o cartola se hospeda no luxuoso hotel Metropole e a conta é sempre paga pelo banco Pasche. Isso não seria por acaso: o hotel fica a poucos metros do banco.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

 

O explosivo braço político do PT no mundo dos perueiros

CARGA PESADA – O deputado Luiz Moura e seu irmão, o vereador Senival Moura: a explosiva base do PT na Zona Leste de São Paulo (Vera Massaro/Alesp e Renatod'Sousa/Câmara Municipal de São Paulo)

CARGA PESADA – O deputado Luiz Moura e seu irmão, o vereador Senival Moura: a explosiva base do PT na Zona Leste de São Paulo (Vera Massaro/Alesp e Renatod’Sousa/Câmara Municipal de São Paulo)

Por Felipe Frazão, na VEJA.com:
Os irmãos petistas Senival Moura, vereador em São Paulo, e Luiz Moura, deputado estadual, começaram o ano com planos eleitorais ambiciosos. Com base política em expansão na Zona Leste da capital paulista, consolidada com o apoio de cooperativas de perueiros, a dupla planejava uma vaga para Senival na Câmara dos Deputados, em Brasília, renovar o mandato de Luiz Moura na Assembleia Legislativa e deixar como representante do clã na Câmara Municipal o novo aliado Vavá dos Transportes – eleito pelos condutores de ônibus. Tudo isso com o aval do líder Jilmar Tatto, deputado federal e atual secretário municipal de Transportes. Há duas semanas, entretanto, o projeto dos Moura começou a ruir. No auge de uma greve-surpresa de motoristas e cobradores de ônibus que travou São Paulo, veio a público a informação de que Luiz Moura havia sido flagrado por policiais em uma reunião com sindicalistas na garagem de uma cooperativa na qual também estavam dezoito membros da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) apuravam os ataques incendiários a ônibus na cidade.

Integrante da corrente PT de Lutas e de Massas, Luiz Moura foi eleito com 104.705 votos em 2010. Ex-líder dos perueiros, é um velho conhecido da Justiça: ex-assaltante, escapou da cadeia em 1993 e passou dez anos foragido até ser levado ao Partido dos Trabalhadores pelas mãos do irmão Senival. Nas últimas semanas, tornou-se um fardo eleitoral para o partido. Em comunicado aos militantes, a tendência petista Articulação de Esquerda tratou do assunto com as seguintes palavras: “Este caso tem potencial explosivo, pois se trata de uma acusação relacionada ao crime organizado”. O grupo avaliou que o PT não poderia “ficar na defensiva”. Dias depois, a Comissão Executiva do PT paulista, articulada com as correntes internas e o comando do Diretório Nacional, rifou a pré-candidatura de Luiz Moura à reeleição ao suspender sua filiação por sessenta dias. Ele não poderá participar da Convenção Estadual, na semana que vem, quando o partido distribuirá as legendas aos candidatos em São Paulo.

Acuado, Luiz Moura parou de participar de agendas públicas e tem faltado às aulas do curso de Direito, segundo colegas da Universidade Cruzeiro do Sul, na Zona Leste. Reservadamente, fez correr o recado que ameaça reagir: vai à Justiça contra a suspensão e rejeita devolver o mandato ao PT, caso seja desfiliado. Ouvido no Diretório Estadual por uma hora, Luiz Moura “negou tudo” e não quis se afastar por iniciativa própria, segundo um dos presentes. Em pronunciamento na Assembleia, Luiz Moura afirmou que estava na reunião da cooperativa para impedir a greve e que tentam manchar sua biografia: “Querer me atribuir um crime dessa magnitude, me envolver com facção criminosa, é um absurdo. O que estão fazendo comigo e minha família é imoral”. Ele também se mostrou indignado com o presidente do PT de São Paulo, Emídio de Souza, responsável pelo processo disciplinar que pode resultar em sua expulsão.

A decisão da cúpula petista tem como pano de fundo, obviamente, a campanha eleitoral deste ano. O partido quer afastar qualquer integrante que represente um flanco exposto. Adotou-se a mesma estratégia que a direção nacional do PT impôs no caso do deputado federal André Vargas (PR), investigado por suposta associação ao doleiro Alberto Youssef. O discurso adotado pelo comando da campanha do ex-ministro Alexandre Padilha ao governo de São Paulo é que, assim como Vargas, Luiz Moura tem um “problema de ordem pessoal”, desvinculado das instâncias partidárias.

Há quatro anos, contudo, um cálculo igualmente pragmático fazia de Luiz Moura um candidato ao qual diversos figurões petistas queriam se associar, a ponto de doarem a ele, por meio dos respectivos comitês, recursos e material de campanha estimados em quase 275.000 reais. Na lista, aparecem os nomes de Jilmar Tatto, os ministros Marta Suplicy (Cultura) e Aloizio Mercadante (Casa Civil), os mensaleiros João Paulo Cunha e José Genoino, e os deputados federais Arlindo Chinaglia, Cândido Vaccarezza, Carlos Zarattini e Devanir Ribeiro. Ou seja: nas eleições de 2010, nenhum deles julgou inadequado fazer a chamada “dobradinha” ou partilhar material de campanha com o ex-assaltante que tentava se eleger deputado. Além disso, conforme revelou VEJA, a prestação de contas da campanha de Luiz Moura à Justiça Eleitoral contém outro dado revelador: um de seus doadores é o ex-presidiário Claudemir Augusto Carvalho, condenado por furto, roubo e, segundo a polícia, membro do PCC.

Em 2005, Luiz Moura ganhou o perdão judicial depois de fugir da cadeia. Senival já era suplente de vereador e assumiria o primeiro mandato dois anos depois. Em 2008, ele obteve a maior votação do PT para a Câmara Municipal de São Paulo. Internamente, era considerado uma potência para captar votos na Zona Leste de São Paulo. O segredo: Senival comandava uma categoria com enorme capilaridade na região, os chamados perueiros.

Senival filiou-se ao PT em 1989, segundo dados da Justiça Eleitoral. É visto no partido como um militante histórico – ao contrário do irmão, filiado em 2006. Ambos nasceram em Batalha (AL), mas fixaram residência em Guaianases, bairro pobre cercado por loteamentos irregulares e favelas na divisa com Ferraz de Vasconcelos (SP). Senival foi fundador do Sindilotação, entidade que representa perueiros da Grande São Paulo. Ele mantém influência principalmente nas cooperativas Cooperalfa e Transcooper Leste – da qual Luiz Moura é presidente de honra. O setor de transporte alternativo é investigado pela polícia por suspeita de lavagem de dinheiro do crime organizado. Procurado em seu gabinete na Câmara Municipal para falar sobre a trajetória política da família, Senival não retornou contato.

Atualmente, ambos possuem imóveis em outros bairros e atuam como empresários. Senival constituiu, em março deste ano a SPM, uma empresa na Zona Leste que tem como objeto social o transporte rodoviário de passageiros em linhas fixas e de cargas, de acordo com dados da Junta Comercial de São Paulo. No fim de abril, o vereador registrou uma nova academia na Zona Norte, aberta com a mulher e os dois filhos. Luiz Moura, por sua vez, possuiu ao menos quatro postos de combustível em seu nome: dois na Zona Leste e dois na Zona Sul. Os postos lucram também com aluguel de espaços para lojas comerciais. Um deles, no Brooklin, vende entre 400.000 e 500.000 litros de gasolina por mês, estimam funcionários.

Copa Senival
Um delegado de Polícia Civil que morou em Guaianases e foi titular do 68º DP de Lajeado, na mesma região, conta que nos relatórios feitos para a Secretaria da Segurança Pública sobre lideranças comunitárias do bairro, o nome de Senival é recorrente. Ele diz que mesmo depois de eleitos, Senival e o irmão cultivaram o contato direto com eleitores e sempre auxiliaram em “carências da população não supridas pelo Estado”.

Senival e Luiz Moura são conhecidos na periferia Leste pela concessão de benesses. A mais recente são cursos de corte e costura oferecidos no recém-inaugurado escritório político do deputado estadual. Senival, por sua vez, organiza há mais de seis anos um torneio de futebol de várzea que reúne cerca de 5.000 atletas amadores. O regulamento proíbe o uso de camisas com o nome de outros políticos. Também não são novos, dentro e fora do PT, relatos de agressividade e truculência por parte de cabos eleitorais da dupla contra os de outros candidatos na região, embora não se fale abertamente sobre o assunto. Na “Copa Senival”, o vereador distribui uniformes e auxilia no transporte dos times de periferia, segundo participantes. Em troca, os irmãos ganharam a fidelidade eleitoral dos moradores de Guaianases e região. Não há uma só eleição em que um Moura capte menos de 11.000 votos nominais em Guaianases – e a influência se espalha para Cidade Tiradentes, Itaim Paulista, São Miguel Paulista e Ermelino Matarazzo.

Petistas de São Paulo dizem que um dos primeiros caciques do partido a perceber o potencial dos Moura nas urnas foi o ex-presidente da Câmara dos Deputados Arlindo Chinaglia (PT-SP). Em 2002, ano em que Senival passou da militância ao protagonismo como candidato pela primeira vez, Chinaglia doou 12.000 dos 18.000 reais que Senival declarou à Justiça ter arrecadado. Senival não se elegeu, mas Chinaglia obteve votação histórica em Guaianases: mais de 12.000 votos nominais, quase 10.000 a mais que na eleição anterior. O atual vice-presidente da Câmara dos Deputados não foi localizado por sua assessoria de imprensa.

Chinaglia havia participado da gestão da ex-prefeita Marta Suplicy, como secretário de Implementação das Subprefeituras. Na prática, as administrações regionais descentralizaram o orçamento da prefeitura – a ideia era aproximar o poder Executivo local das áreas pobres, tanto para investimentos quanto para atendimento de demandas. Atualmente, as subprefeituras são controladas politicamente pelos 55 vereadores paulistanos e alguns deputados estaduais, que indicam chefes de gabinete e supervisores de Esportes, Cultura e Habitação. Não é diferente com os Moura. Eles têm aliados em postos de comando nas subprefeituras de Guaianases e Ermelino Matarazzo.

A dobradinha também funcionou para Jilmar Tatto, atual secretário de Transportes de Haddad. Na eleição de 2010, Tatto aplicou 200.000 reais na campanha de Luiz Moura, em transferência de seu comitê. O resultado foi expressivo: 14.000 votos nominais em Guaianases e 13.000 no Itaim Paulista, quantidades somente superadas pelas obtidas nos seus redutos da Zona Sul, Parelheiros e Grajaú. A relação entre os Moura e Tatto é estreita – o secretário afirma se tratar de um contato “estritamente partidário”. Na última sexta-feira, o site de VEJA revelou que um ex-assessor de Senival, réu em processo criminal por receptação e venda de carga roubada, foi nomeado para um cargo na SPTrans, comandada por Tatto. Em nota, a empresa que fiscaliza os ônibus na capital paulista disse ter acionado a Corregedoria Geral do Município para analisar a nomeação do assessor. Mas silenciou sobre quem o indicou.

Em ano eleitoral, os irmãos Moura, agora, podem se tornar uma carga para o PT.

Por Reinaldo Azevedo

 

Datafolha: Alckmin seria reeleito no 1º turno; Padilha tem apenas 3%; Serra lidera para o Senado

Se a eleição para o governo do Estado de São Paulo fosse hoje, informa a Folha, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) seria reeleito no primeiro turno, com 44% dos votos — no cenário em que Gilberto Kassab (PSD) é candidato (5%) — ou com 47%, quando o ex-prefeito não aparece na lista. Nas duas hipóteses, o segundo colocado é Paulo Skaf (PMDB), com 21%. No primeiro caso, Alexandre Padilha, do PT, aparece com 3%; no segundo, com 4%. Esses são os números da mais recente pesquisa Datafolha, com margem de erro de dois pontos para mais ou para menos. Todos os quadros que aparecem no post foram publicados pelo jornal.

DATAFOLHA GOVERNO DE SP1

Datafolha governo de SP2

Como se pode observar, desde junho do ano passado, quando todos os políticos eleitos sofreram uma queda considerável — a da presidente Dilma foi a mais espetacular —, o cenário segue estável em São Paulo, com Alckmin tendo uma ascensão fora da margem de erro (de 40% para 44%). A situação do petista Alexandre Padilha segue bastante difícil.

Nos últimos dias, os lobbies petistas têm se movimentado freneticamente para plantar a informação de que pesquisas qualitativas estariam a indicar que o ex-ministro é um azougue eleitoral e que acabará repetindo a trajetória de Fernando Haddad, que arrancou na fase final e acabou se elegendo prefeito. Pois é… Ocorre que as circunstâncias, desta feita, são outras.

Os petistas avançaram na capital, em 2012, desconstruindo a imagem de Celso Russomanno, que chegou a liderar as pesquisas de intenção de voto. Desta feita, os petistas não terão como fazer picadinho de Paulo Skaf porque estariam investindo contra o seu principal aliado na esfera federal: o PMDB. O ainda presidente da Fiesp entrou no partido com as bênçãos de Michel Temer, vice-presidente.

Fazer o quê? Restará aos petistas juntar forças com Skaf no ataque ao candidato tucano, sempre correndo o risco de o agora peemedebista manter a dianteira em relação ao petista e se consolidar como o segundo colocado num eventual segundo turno. Nem os petistas mais otimistas contam com a possibilidade de uma disputa final entre PMDB e PT.

Senado
Neste ano, há a renovação de um terço do Senado, e cada estado elegerá um senador. Segundo a pesquisa Datafolha, o tucano José Serra desponta como o favorito, com 41% das intenções de voto. Em segundo lugar, está Eduardo Suplicy, com 32%. Ele está no cargo, santo Deus!, há 24 anos! E quer mais oito! Como naquele poema de Ascenso Ferreira, cabe a pergunta: “Pra quê?”. E a resposta: “Pra nada!”.

Datafolha Senado SP

Por Reinaldo Azevedo

 

Justiça manda revista indenizar Gilmar Mendes. Ou: Liberdade de imprensa não implica liberdade para caluniar, injuriar, difamar e mentir

Já deveria ter publicado esta notícia aqui. Nunca é tarde. Sobretudo porque diz respeito, sim, à liberdade de imprensa, que não se confunde com calúnia, injúria e difamação. Leiam o que publicou a Folha nesta sexta. Volto em seguida.
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A Justiça do Distrito Federal condenou a Editora Confiança, responsável pela revista Carta Capital, e dois jornalistas a pagar uma indenização por danos morais de R$ 180 mil ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes. A decisão foi tomada pelo juiz da 21ª Vara Cível de Brasília, Hilmar Castelo Branco Raposo Filho. Ainda cabe recurso ao Tribunal de Justiça do DF. O magistrado entendeu que houve ofensa à honra do ministro em três textos publicados em 2012 pela revista, que apontavam o ministro como contraventor e beneficiário do esquema de corrupção do publicitário Marcos Valério de Souza, condenado pelo STF como o operador do mensalão.

No despacho, o juiz estabeleceu que a editora e o jornalista Leandro Fortes vão ter de indenizar o ministro em R$ 120 mil. Ficou fixado ainda que a editora e o jornalista Mino Carta deverão pagar outros R$ 60 mil. A revista e os jornalistas alegam ter exercido o direito à liberdade de imprensa e que tratam apenas de modo crítico temas de interesse público. Segundo eles, as reportagens foram fundadas em documentos verdadeiros e um processo judicial. Ao todo, Mendes questionou cinco textos da revista, mas o juiz viu irregularidades em duas reportagens e em um editorial. Hilmar Filho sustenta que o texto jornalístico precisa ser “fiel à informação e dar oportunidade aos envolvidos de esclarecer os fatos”.

“O autor, na verdade, foi acusado, julgado e condenado pelas matérias e viu sua imagem pública manchada pela pecha de beneficiário de uma suposta organização criminosa, sem que haja notícia até hoje de seu indiciamento ou de denúncia criminal propriamente dita em seu desfavor, mostrando-se evidente a lesão de ordem moral como resultado da conduta imprópria dos réus”, afirmou o juiz. Hilmar Filho aponta ainda que o direito à informação e à liberdade de expressão são resguardados pela Constituição, mas não são absolutos.

Voltei
A revista atribuiu a Gilmar Mendes aquilo que ele não fez. É simples. O que isso tem  a ver com liberdade de imprensa? A resposta: nada! O direito à crítica se distingue da injúria, da calúnia e da difamação. E um dado final que ajuda a compor o quadro. Leandro Fortes já não está mais na Carta Capital. Ele foi contratado pela equipe de campanha de… Dilma Rousseff.

Por Reinaldo Azevedo

 

Pois é… O mercado tem reagido bem no boato e no fato, que têm coincidido

Pois é… Aconteceu de novo! Dilma caiu numa pesquisa eleitoral, a do Datafolha, e o mercado reagiu com euforia. Dia desses, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) demonstrou a disposição de abrir um procedimento para saber se está havendo alguma forma de especulação com pesquisas eleitorais.

Fazer o quê? Enxugar gelo? Acho que não vai adiantar. Nada impede que entes privados encomendem pesquisas e passem a atuar no mercado segundo os dados que colhem.

O problema está em outro lugar. Dilma é que não deveria representar um risco para a economia do país, ora bolas! Fosse assim, ninguém se preocuparia, não é?

É claro que, se houver grupos organizados a plantar falsos resultados no mercado só para ganhar dinheiro, algo tem de ser feito. Mas, até agora, não foi o que aconteceu, né? Hoje em dia, costuma não mentir quem espalha o “boato” de que Dilma caiu na pesquisa. Os fatos têm sido fiéis ao diz-que-diz-que.

Por Reinaldo Azevedo

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Blog Reinaldo Azevedo (VEJA)

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