Vermelho bilionário na conta-petróleo. Desvalorização retumbante da Petrobrás

Publicado em 01/07/2014 15:55 e atualizado em 18/07/2014 14:38 1337 exibições
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Economia

Vermelho bilionário

gas

O gás pesou na conta

É superlativo de apavorante o tamanho do déficit da conta-petróleo brasileira (ou seja, a exportação de petróleo e derivados menos a importação de petróleo, derivados e gás). Entre janeiro e maio, esse vermelho já chega a 7,1 bilhões de dólares.

O acionamento recorde das termelétricas, usadas para garantir a energia que não vem das hidrelétricas, é responsável por boa parte desse déficit: a importação de gás natural bateu 2,97 bilhões de reais no período, o que significa 39,1% do total do vermelho da conta-petróleo.

Por Lauro Jardim

Tags: conta-petróleodéficitEconomia

 

Desvalorização retumbante

dilma

Petrobras: subiu ontem 1,18%, mas ainda assim muito desvalorizada

O desempenho da Petrobras é mesmo uma marca do governo Dilma. No primeiro pregão da Bovespa após sua posse, ou seja em 3 de janeiro de 2011, a ação ordinária da estatal estava cotada a  29,32 reais. Na sexta-feira, fechou a 16,05 reais. Uma retumbante desvalorização de 45,43%.

Por Lauro Jardim

 

Petrobras marca recorde do pré-sal com estrela do PT

por Daniel Haidar, do Rio de Janeiro

Estrela do PT marca recorde do pré-sal em painel na Petrobras

Estrela do PT marca recorde do pré-sal em painel na Petrobras (Daniel Haidar)

Está montado no 24º andar do edifício-sede da Petrobras o palco para a presidente Dilma Rousseff anunciar, daqui a pouco, o recorde de produção do pré-sal, que, pelos números da empresa, superou os 500.000 barris por dia. A quatro dias do início da campanha, o evento é uma oportunidade para a presidente apresentar algo positivo sobre a empresa, mergulhada numa crise que mistura a compra da refinaria de Pasadena, os custos da usina de Abreu e Lima e o envolvimento de altos executivos com uma quadrilha de lavagem de dinheiro, na qual aparecem as digitais do ex-vice-presidente da Câmara, o petista André Vargas.

Um detalhe no painel comemorativo destaca a ‘digital’ petista no pré-sal: uma singela estrelinha vermelha ressalta o pico no gráfico que indica a marca de 520.000 barris/dia, no dia 24 de junho. Só falta o P e o T. E talvez "saudações" para os companheiros.

 

Brasil

“Propósitos eleitoreiros”

Sem pedido de informação

Liminar

A Justiça Federal concedeu uma liminar impedindo que Roseana Sarney use recursos de empréstimos do BNDES para repassá-los a prefeituras do Maranhão às vésperas das eleições.

Quatro deputados estaduais da oposição recorreram ao Judiciário para barrar a criação do Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento dos Municípios do Maranhão, aprovado na Assembleia Legislativa.

O projeto enviado por Roseana previa que o caixa do fundo fosse abastecido com dinheiro do BNDES para financiar ações das prefeituras. De acordo com o recurso dos deputados, entre 2009 e 2012, o governo do Maranhão captou cerca de 4,5 bilhões de reais do BNDES.

A manobra, segundo os deputados que a denunciaram, quebra o contrato firmado com o BNDES, que liberou o dinheiro sob a condição de os recursos serem mantidos em uma conta bancária específica.

Além disso, o projeto aprovado na Assembleia autoriza inclusive que o dinheiro repassado poderá financiar licitações em andamento. A medida também é ilegal, de acordo com os denunciantes.

O juiz Jorge Ferraz de Oliveira Junior afirmou em seu despacho:

- A atual governadora teria em eleições anteriores se valido de convênios e transferências aos municípios com propósitos meramente eleitoreiros. Nisso reside a meu ver a plausibilidade das alegações.

Resultado: a liminar assinada pelo magistrado determina a suspensão dos repasses e o estorno do dinheiro oriundo de empréstimos.

Por Lauro Jardim

 

Cultura

“Não sou pessimista. O PT é que é péssimo para o Brasil”

“Brasileiro é o povo mais otimista do mundo, diz pesquisa do Instituto Gallup World Poll.” A matéria está no Portal da Copa, o site do governo federal (abre aspas) “sobre a Copa do Mundo”: “Com nota 8,8, numa escala de 0 a 10, o Brasil voltou a liderar o ranking, pelo oitavo ano consecutivo. ‘Ninguém vê o futuro com tanto otimismo quanto o brasileiro’, afirma o ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Marcelo Neri”. Ancelmo Gois também deu a notícia, reproduzida pelos blogs sujos do PT: “não há povo no mundo que acredite mais no futuro do que o brasileiro”. É verdade. (Nem vou questionar os métodos da pesquisa dessa vez.) É por isso que o PT está há 12 anos no poder, prometendo um futuro que nunca chega. “A principal causa do fracasso nacional”, dizia Diogo Mainardi, “é o otimismo psicótico dos brasileiros.”

Na convenção nacional petista, Dilma repetiu como promessas os compromissos que assumira em sua posse e que não conseguiu executar. Fez isso, como destacou Josias de Souza, “sem pronunciar nenhuma frase que pudesse ser entendida como uma autocrítica. Ao contrário. Em algumas passagens de sua fala, Dilma culpou terceiros pelos malogros do seu governo”. Por exemplo: “o compromisso de melhorar os serviços públicos, antes ‘decisivo, irrevogável e indispensável’, virou [quase quatro anos depois] um objetivo impalpável a ser obtido num futuro incerto, no bojo de um ambicioso ‘Plano de Transformação Nacional’. Desde que governadores e prefeitos deixem de ser um estorvo para as boas intenções do governo federal.” Encobrir os próprios fracassos* com a afetação de boas intenções é a receita básica da esquerda revolucionária, tanto mais eficiente quanto mais loucamente otimista (lê-se: otário) é o povo.

O que o radialista americano Rush Limbaugh fala do método de Obama se aplica perfeitamente a Dilma: “Você sai e anuncia que você tem essas novas metas monumentais, esses novos planos monumentais, você vai agilizá-los, vai melhorá-los, e é isso. Se eles acontecem ou não, é irrelevante. O crédito a Obama aumenta com o anúncio de sua intenção de melhorar.” Ouainda: “Esta é a chave para tudo o que a esquerda faz: boas intenções… Não importa se é um fracasso de política interna ou externa; boas intenções são como a esquerda disfarça e camufla todos os seus fracassos.” No Brasil, o elogio do otimismo pela imprensa chapa-branca e a rotulação dos adversários como “pessimistas” pelo partido vêm fortalecer a esperança (a “esperança contra o ódio”, como inverte Lula) de que o PT fará em mais quatro anos aquilo que não fez em doze.

Para ajustar o vocabulário ao desejo de mudança manifestado por 74% do eleitorado, Dilma pronunciou 47 vezes palavras ou expressões com o significado de recomeço ou de ajuste, entre elas “transformação” (17 vezes, incluindo variantes), “reforma” (12), “novo ciclo” (7), “mudança” (5), “melhorar” (5), “novo salto” (1). Aécio Neves havia dito no programa Roda Viva: “O governo é tão ruim que até o PT quer mudar”, mas a mudança petista, na verdade, é pura propaganda eleitoral para otimistas bocós. O que o PT realmente quer mudar, pelo decreto 8.243, é a ordem constitucional do país, trocando a representação eleitoral pelo governo direto de organizações e movimentos criados pelo partido e chamados cinicamente de “sociedade civil”.

A proposta de “gerar novos espaços de participação popular na gestão pública” – e por “popular” entenda-se não do povo, mas desses movimentos – já estava explícita na declaração final do XIX encontro do Foro de São Paulo, realizado em 2013, de modo que o governo Dilma, submetendo a soberania nacional ao poder continental da entidade esquerdista, apenas a colocou em prática para garantir a gestão pública de seus partidários mesmo em caso de derrota nas urnas. Este sim é o “novo salto” – o salto qualitativo que marca a passagem de qualquer regime para uma ditadura socialista de fato. A lista negra de jornalistas, anunciada pelo vice-presidente do PT, Alberto Cantalice, é o prenúncio do paredón que virá (talvez à moda Celso Daniel) se não houver iniciativas criativas e corajosas contra os “avanços” dessa gente, que também se reúne com PCC (Luiz Moura) e Black Blocs (Gilberto Carvalho). Se ainda há tontos para rir da hipótese de fuzilamento, devem ser os mesmos que riam de quem denunciava a existência do Foro e de seu plano ora decretado de implantar o comunismo no Brasil.

A literatura contra o otimismo
Machado de Assis e Lima Barreto até que tentaram, mas não fizeram o povo menos suscetível aos arautos do futuro melhor. O positivismo, um dos responsáveis por exacerbar o otimismo geral, já teria sido menos danoso ao país se o trecho de “Recordações do Escrivão Isaías Caminha” (1909), de Lima Barreto, em que Isaías analisa o discurso de Raimundo Teixeira Mendes (1855-1927) e seus esboços da ordem futura, tivesse recebido a merecida atenção: “A quantas necessidades presentes daquele auditório não iria dar remédio a promessa daquela sociedade a vir?! Os homens têm amor à utopia quando condensada em fórmulas de felicidade; e aqueles militares, funcionários, estudantes, encontravam naquelas afirmações, repetidas com tanta segurança e cuja verdade não procuravam examinar, um alimento para a fome de felicidade da espécie e um consolo para os seus maus dias presentes.” Se Machado de Assis, como lembrava Mainardi, “nunca se deixou contaminar pelo otimismo panglossiano dos brasileiros, evitando aquela euforia irracional que, ao longo de nossa história, sempre resultou em alguma forma de abuso”, o personagem de Barreto também teve seu saudável ceticismo.

De todo modo, soterradas pelo acúmulo de chavões idiotizantes, as mentes brasileiras perdem há pelo menos 105 anos – e mais ainda nas últimas décadas graças a ocupação de espaços culturais e de ensino pela militância – o poder de reação que a liberdade de decisão humana lhes faculta. Assim como o sucesso do positivismo entre os militares se deveu sobretudo ao Catecismo Positivista (1852) de Auguste Comte que circulava nas escolas (e que, de acordo com Isaías, Teixeira Mendes explicava na Igreja do Apostolado, no Rio), o sucesso do marxismo entre os estudantes universitários se deveu à sua divulgação em manuais de propaganda, que trazia fórmulas prontas de fácil absorção para pessoas incapazes de trabalho intelectual sério. Foi daí que ambos – asduas alas principaisdo movimento revolucionário – se propagaram pela sociedade até virarem o “positivismo inconsciente“, de que fala Olavo de Carvalho, e o “marxismo atmosférico“, segundo Nelson Rodrigues, que tornaram o Brasil este eldorado para qualquer projeto de mudança social a ser realizado mediante a concentração de poder.

O otimismo psicótico brasileiro talvez seja incurável e decerto o PT vai otimizá-lo em favor deste seu projeto comunista, no qual quase 60 mil assassinatos por anono país (137 por dia), o 55º lugar dos estudantes no ranking de leitura do Pisa, o desastre dos hospitais públicose o Pibinho são só detalhes disfarçados e camuflados com a afetação de boas intenções. Mas se ”campanha é um trabalho de explicar”, como disse Dilma na convenção, resta a oposição parafrasear o (ex?-)comunista José Saramago e explicar ao povo o óbvio ululante:

“Não sou pessimista. O PT é que é péssimo para o Brasil.”

Felipe Moura Brasil - http://www.veja.com/felipemourabrasil

 

A projeção de Paulo Betti. Ou: Eles só pensam naquilo…

Os psicólogos conhecem bem o conceito de projeção, quando a pessoa projeta nos outros aquilo que está nela mesma. É como acusar os demais diante de um espelho. Pois bem: pensei nesse conceito quando li a nota que o ator Paulo Betti enviou para a coluna de Ancelmo Gois hoje no GLOBO. Vejam só:

Paulo Betti

É legítimo criticar o melodrama de nossos jogadores. Se bem que seria preciso falar de um drama nacional, pois é característica do povo brasileiro em geral essa histeria toda. Vou além: talvez seja um traço cultural latino de forma geral. Que seja. O ponto aqui não é esse.

O que eu gostaria de chamar a atenção do leitor é para a solução proposta pelo ator petista. Ele oferece ao Filipão a ideia de apresentar alguma coisa mais estimulante aos jogadores, como “a grana que eles vão ganhar”. Para quem só tem um martelo, tudo se parece com um prego…

Ora, estamos falando de jogadores milionários, pois já chegaram na seleção, jogam no exterior, recebem salários de muitos dígitos, possuem Ferraris e outros carrões do tipo. Será que mais uma graninha é mesmo tudo o que importa aqui?

Não passa pela cabeça de Paulo Betti, o ator que defende o PT e até mesmo a sua “necessidade” de colocar a mão na merda, que esses jogadores podem chorar de emoção pelo… patriotismo? Que o hino nacional é cantado com fervor justamente porque representa um sentimento nobre de amor à Pátria?

É como sempre digo: nunca conheci gente mais materialista do que os igualitários de esquerda! Só pensam no vil metal. E pensam que todos são como eles…

PS: O ator pode ter sido irônico, claro, mas não muda o fato de que, “brincando”, cometeu ato falho ao propor dinheiro como estimulante (poderia ser qualquer outra coisa). Ato falho e “brincadeiras verdadeiras” são outros conceitos psicológicos relevantes, afinal.

Rodrigo Constantino

 

Um governo a serviço do PT

EDITORIAL DE O ESTADO DE S.PAULO:

É grave a informação segundo a qual um funcionário da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República pretendia elaborar uma lista de prefeitos do PMDB do Rio de Janeiro que aderiram à candidatura presidencial de Aécio Neves (PSDB). Não se pode aceitar que um servidor público trabalhe na coleta de informações com o óbvio objetivo de municiar a campanha da presidente Dilma Rousseff (PT), ainda mais quando se trata de dados sobre dissidentes da coligação governista. O espantoso caso constitui mais um exemplo de como os petistas confundem seu partido com o governo - além de revelar as táticas pouco republicanas do PT contra aqueles que ousam desafiá-lo.

Conforme informou o jornal O Globo (26/6), Cássio Parrode Pires, assessor da Secretaria de Relações Institucionais, enviou um e-mail à assessoria de imprensa do PMDB fluminense solicitando a lista de presença do almoço de lançamento da aliança entre o governador peemedebista Luiz Fernando Pezão, candidato ao governo do Estado, e Aécio.

Conhecido como "Aezão", o movimento de adesão ao tucano por parte do PMDB do Rio representa uma importante dissidência no principal partido da coligação que apoia a reeleição de Dilma e tem, inclusive, o vice na chapa, Michel Temer. Como o Rio é o terceiro maior colégio eleitoral do País, é possível medir o grau de apreensão no comando da campanha petista. Por esse motivo, nos últimos dias, o Planalto vem procurando reduzir o alcance da aliança favorável a Aécio, tentando mobilizar prefeitos do Estado que ainda não aderiram ao "Aezão".

Tal articulação, do ponto de vista político, é legítima. Usar a máquina do Estado para fazer uma lista de dissidentes com propósitos obscuros não é. Lembra o modus operandi de regimes autoritários, que desqualificam, perseguem e criminalizam qualquer forma de oposição.

Com impressionante naturalidade, Pires, o funcionário público que solicitou os nomes dos prefeitos ao PMDB, disse que os dados seriam usados "apenas a título de conhecimento". "Nós temos interesse em saber quais prefeitos do Rio que vão apoiar declaradamente ou que pelo menos estiveram nessa convenção com o intuito de apoiar o Aécio", afirmou ele. E continuou: "É para a gente saber quem está apoiando. A gente faz o controle de todos os pré-candidatos ao governo federal. A gente quer saber quem está do lado do Aécio, do lado da Dilma...".

Essa prática não tem rigorosamente nada a ver com o trabalho da Secretaria de Relações Institucionais, órgão que é responsável pela relação da Presidência da República com o Legislativo e com governadores e prefeitos. As diretrizes gerais da Secretaria no que diz respeito a assuntos federativos, conforme se lê em seu site, são "qualificar as relações com os entes federados", "fortalecer a cooperação federativa" e "operar a concertação federativa". Fazer uma lista de prefeitos do PMDB que decidiram não apoiar a candidatura de Dilma obviamente não se enquadra em nenhum desses objetivos - e, portanto, só pode servir para ajudar a campanha eleitoral petista e constranger aqueles que dela decidiram desembarcar.

Práticas sorrateiras como essa, que visam a prejudicar a oposição, não são novidade na trajetória recente do PT. Na disputa pelo governo de São Paulo em 2006, dois emissários petistas foram flagrados num hotel com R$ 1,75 milhão, dinheirama que serviria para comprar um dossiê com informações que supostamente comprometeriam o então candidato tucano, José Serra. O escândalo atingiu vários petistas, inclusive alguns graúdos, como Ricardo Berzoini, à época presidente nacional do PT e coordenador da campanha à reeleição do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na ocasião, Lula qualificou esses companheiros de "aloprados".

Passados oito anos, Berzoini não só foi "reabilitado", como se tornou ministro de Dilma - justamente na Secretaria de Relações Institucionais. A respeito do contato da Secretaria com o PMDB do Rio para obter informações sobre os prefeitos do partido que decidiram apoiar Aécio, Berzoini disse que só queria "chamá-los para almoçar". Acredite quem quiser.

 

Reforma Agrária

MST entra no mercado capitalista

Por Jefferson Viana, publicado no Instituto Liberal

O movimento dos trabalhadores sem-terra (MST), conhecido nacionalmente e internacionalmente por desrespeitar a propriedade privada com as suas já conhecidas invasões a fazendas, brigar com unhas e dentes por uma reforma agrária prejudicial ao país, doutrinar crianças por meio do programa “sem terrinha”, suspeito de enviar militantes para Cuba para treinamento de guerrilha travestido de curso de medicina e apoiar e ser apoiado pelas ditaduras de Havana e Caracas e contar com bastante simpatia e aporte financeiro do governo federal brasileiro, agora entra no mercado capitalista com produtos produzidos por cooperativas pertencentes ao movimento.

Os ditos “produtos da reforma agrária” vão de arroz, feijão, leite condensado, queijos, doces, hortaliças, creme de leite até sucos e achocolatados. Com a venda de seus produtos, o MST já faturou cerca de R$ 100 milhões no último ano, e deve aumentar o seu faturamento com a distribuição da merenda escolar em cidades do Estado de São Paulo, incluindo até a capital, em um contrato girando em R$ 2,4 milhões.

O MST tem sido beneficiado pela nova legislação agrícola nacional, onde prevê que 30% dos alimentos do setor público tenham que ter origem na agricultura familiar, e também sendo financiado com grandes quantias provenientes do Plano Nacional de Agricultura Familiar, e também com um benefício escancarado previsto em lei: A lei de potencialidade institucional, criada em 2009, onde garante que um naco do mercado aos ditos movimentos sociais que lutam pela reforma agrária, vinculando o sistema de comercialização dos produtos em cooperativas.

O Governo, aproveitando as relações de longa data com o movimento, vem o beneficiando, numa mostra clássica do capitalismo de compadres. Nada melhor que intervenção estatal para garantir benefícios aos amigos.

Como diz uma pessoa conhecida minha, que é de esquerda: revolução se faz com dinheiro. E bastante, por sinal. E com o aporte do Governo, tanto financeiramente, tanto na legislação, as coisas estão ficando bastante fáceis para os sem-terra, buscando conquistar algo tão combatido pelo grupo: o “famigerado lucro”. E viva a contradição, mais uma vez.

Tags: Jefferson VianaMST

 

Privatização

Armazém de prejuízos: balanço da CESA é retrato do desgoverno gaúcho

O jornal Zero Hora desta segunda publicou o balanço referente a 2013 da Companhia Estadual de Silos e Armazéns (CESA), empresa estatal controlada pelo governo do Rio Grande do Sul. É um espanto! Uma desgraça!

A receita do ano de 2013 foi de R$ 23,5 milhões, o prejuízo do ano foi de R$ 62,6 milhões! A empresa tem obrigações a pagar de curto e longo prazos no valor de R$ 431 milhões e um patrimônio líquido negativo de R$ 232,1 milhões, com prejuízo acumulado de R$ 493,5 milhões. Isso faturando apenas R$ 23,5 milhões ao ano, podemos estimar que cada dia será maior o rombo.

Segundo uma análise publicada no blog de Políbio Braga, a causa desse descalabro foram as sentenças judiciais e cíveis, num montante de R$ 45,9 milhões, onze vezes o valor apurado no exercício anterior, quando alcançou R$ 4,2 milhões. De onde vem tanta ação judicial? Estamos falando de uma indústria de ações trabalhistas aqui, pelo visto. Diz a análise, de Darcy Francisco Carvalho dos Santos:

O montante dos prejuízos acumulados  em 2013 atingiu a expressiva soma de R$ 493,5 milhões! Logicamente que a causa disso são as ações trabalhistas. Como o Tesouro do Estado acaba assumindo esses prejuízos, isso significa que estamos transferindo para poucos privilegiados os recursos que poderiam ser aplicados em educação, saúde e segurança ou que poderiam ficar em poder da sociedade para aplicar no desenvolvimento econômico.

CESA

Além disso, tentou-se buscar junto ao Parecer Prévio do Tribunal de Contas a situação da empresa em exercícios anteriores, mas não foram apresentados balanços relativos aos exercícios de 2010, 2011 e 2012. É uma bagunça! Não custa lembrar que em 2013 a empresa anunciou novo presidente, um vereador do PT, justamente para tentar reverter o quadro lamentável.

O retrato da estatal é o mesmo do desgoverno do estado. O que o petista Tarso Genro tem a dizer? Por que a empresa não é logo privatizada para estancar a sangria dos cofres públicos? A quem interessa manter este verdadeiro armazém de prejuízos em mãos estatais?

Rodrigo Constantino

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veja.com.br

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