‘Estabilidade enganosa’, por Merval Pereira

Publicado em 24/07/2014 15:41 e atualizado em 28/08/2014 13:10 1425 exibições
nos blogs de Augusto Nunes, Lauro Jardim, Ricardo Setti e Rodrigo Constantino, de veja.com.br

Opinião

‘Estabilidade enganosa’, por Merval Pereira

Publicado no Globo desta quarta-feira

MERVAL PEREIRA

A boa notícia para a presidente Dilma que a pesquisa do Ibope Inteligência, feita a pedido da TV Globo e do Jornal O Estado de S. Paulo, traz é a estabilidade da corrida presidencial, embora sua tendência de queda tenha sido registrada, assim como o crescimento da candidatura oposicionista de Aécio Neves, ambas dentro da margem de erro.

Os indícios de que o futuro não guarda boas notícias para a incumbente estão, porém, registrados na pesquisa, assim como o noticiário econômico reforça a idéia de que ela não tem boas notícias daqui até a eleição. O fato de o próprio governo já estar admitindo uma inflação mais alta, próxima do teto da meta de 6,5% no ano, e o crescimento mais baixo, de 1,9%, já indica que dificilmente a situação econômica ajudará o projeto de reeleição.

A perspectiva de que entremos em uma recessão técnica, com dois trimestres negativos, é uma realidade que o governo terá que enfrentar. Esses dados têm como conseqüência a má avaliação do governo Dilma, com apenas 31% dos eleitores considerando-o bom ou ótimo, quando as pesquisas mostram que dificilmente um candidato à reeleição consegue êxito se tem avaliação de ótimo e bom abaixo de 35%.

A situação para um eventual segundo turno, que a pesquisa do Ibope indica ser provável, mostra a presidente Dilma com uma distância pequena, mas consistente, contra seu principal adversário, o candidato tucano Aécio Neves.

Melhor situação que o empate técnico apontado pelas pesquisas do Datafolha e do Sensus, mas sendo reduzida ao longo da campanha. Todos os gráficos mostram um crescimento dos oposicionistas e um decréscimo da presidente Dilma. Ela é escolhida por 41% dos eleitores brasileiros, enquanto o candidato do PSDB recebe 33%. É sintomático que a presidente Dilma cresça apenas três pontos em relação ao primeiro turno, e que Aécio acrescente 11 pontos percentuais à sua escolha. Até o candidato do PSB Eduardo Campos, que não cresce na pesquisa do primeiro turno, na simulação de um segundo turno contra Dilma aumenta incríveis 20 pontos percentuais, enquanto Dilma fica nos mesmos 41%.

A resiliência da presidente Dilma, no entanto, é uma força de sua candidatura. Independentemente de em quem irão votar, o Ibope constatou que mais da metade dos eleitores brasileiros (54%) acredita na sua reeleição. Isso não impede, no entanto, que Dilma continue sendo a candidata mais rejeitada de todos os que concorrem à presidência da República. Tem 36% de rejeição, contra 16% de Aécio Neves e 8% do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos.

A maneira como a presidente Dilma está governando o país é desaprovada por metade (50%) dos eleitores brasileiros, e aprovada por 44%. São números que mostram uma estabilidade enganosa, mas destacam também a dificuldade que os candidatos de oposição estão tendo para convencer que são capazes de realizar as mudanças desejadas por nada menos que 70% dos eleitores.

(por Merval Pereira, de O Globo)

 

Direto ao Ponto

Aécio não deve limitar-se a mostrar que nada fez de errado. É hora de desafiar Lula a contar o que sabe sobre as pilantragens de Rose e o enriquecimento de Lulinha

Diante das provocações de Lula, ressalva o comentário de 1 minuto para o site de VEJA, Aécio Neves não deveria limitar-se a deixar claro que nada houve de irregular na construção de um “aeroporto” na cidade mineira de Cláudio. Já que o ex-presidente descobriu que toda denúncia ou suspeita precisa ser investigada, o principal adversário de Dilma Rousseff poderia convidá-lo a revelar o que sabe sobre pelo menos duas histórias muito mal contadas: as aventuras criminosas de Rose Noronha e o enriquecimento rapídissimo do filho Fábio Luiz, o Lulinha.

O que o palanque ambulante tem a dizer sobre as patifarias da amiga especialmente íntima que reduziu a subsede de quadrilha o escritório paulista da Presidência da República? Por que esconde da Polícia Federal, do Ministério Público e do Judiciário informações que apressariam o completo esclarecimento do caso? Por que o Instituto Lula banca as despesas de Rose e os honorários (cobrados em dólares por minuto) da tropa de advogados contratados para defendê-la?

Só o chefe e parceiro de Rose conhece os detalhes desse enredo. E só o pai de Fábio Lulinha pode desvendar mistérios que há tempos intrigam milhões de brasileiros. Se continuasse com o status de filho de metalúrgico, o jovem monitor de zoológico teria virado empresário e pecuarista em menos de cinco anos? Teria conseguido a carteira de sócio do clube dos milionários se não apresentasse na portaria a carteira de identidade premiada?

Um vídeo de 58 segundos não comporta mais que dois exemplos. O timaço de comentaristas está convidado a fazer a lista de vigarices, maracutaias e safadezas que envolvem o chefe supremo da seita que só celebra missas negras. E os candidatos oposicionistas que tratem de transformar o imenso acervo de safadezas em munição para o combate ainda em seu começo.

Dilma avisou que em ano eleitoral costuma fazer o diabo. Lula e seus devotos imaginam que, numa disputa pelo poder, o único pecado imperdoável é perder. Aécio já mostrou que sabe disso. Precisa agora deixar claro que não teme o bando de incapazes capazes de tudo. Só assim conseguirá identificar-se com as multidões decididas a encerrar nas urnas a era da bandidagem.

Elegância não pode ser o outro nome da tibieza. Tolerância não é sinônimo de capitulação. Acaba no chão quem tenta dançar minueto com quem só conhece forró. Não se tira para uma valsa quem só sabe mover-se ao som de quadrilhas. O avanço do primitismo não será detido com buquês de rosas. É preciso escancarar a nudez do reizinho.

Se Lula continuar fantasiado impunemente de campeão da moral e dos bons costumes, os pedófilos não demorarão a assumir o controle de todos os orfanatos.

(por Augusto Nunes)

 

Opinião

‘A própria Folha, que ‘descobriu’ a pista de pouso construída em terras da família de Aécio, traz explicações perfeitamente razoáveis sobre o caso’, por Ricardo Setti

Publicado na Coluna do Ricardo Setti

Pista de pouso (Foto: Alex de Jesus/Futura Press)

Pista de pouso construída na fazenda de um irmão da avó materna de Aécio Neves (Foto: Alex de Jesus/Futura Press)

Para o jornal Folha de S. Paulo, assuntos importantes de verdade não são o perigo de uma guerra de vastas proporções devido às mãos sujas de sangue do presidente russo Vladimir Putin no caso do avião civil da Malásia abatido por rebeldes nacionalistas ucranianos que têm seu apoio, nem o sangrento conflito entre Israel e palestinos, nem sequer a controvertida volta de Dunga ao comando da Seleção.

O assunto mais importante do planeta é, uma vez mais para o jornal, algo que a Folha “descobriu”: a pista de pouso de mil metros de comprimento — que o jornal insiste em chamar de “aeroporto”, quando basta ver foto do local para constatar do que efetivamente se trata — construída pelo governo de Minas, no segundo mandato do governador Aécio Neves (PSDB), na cidade de Cláudio, via desapropriação de terrenos que pertenciam a um irmão da avó materna do hoje presidenciável.

Enquanto nos títulos e subtítulos a Folha parece enxergar que o mundo está despencando por causa do fato, nos textos o próprio jornal apresenta explicações razoáveis para o ocorrido.

Vou usar, daqui para a frente, apenas textos transcritos na íntegra de reportagens que o jornal traz hoje. Alguns comentários serão escritos em itálico, entre colchetes.

“O aeroporto (sic) feito na cidade de Cláudio custou R$ 13,9 milhões aos cofres do Estado. O aeródromo fica a seis quilômetros de distância de uma fazenda que a família do tucano tem no município.”

“Aécio [no caso, a Secretaria de Obras do governo do Estado de Minas] desapropriou o terreno do tio-avô onde o empreendimento foi construído. O ex-proprietário e parente do tucano contesta na Justiça o valor oferecido pelo governo em troca das terras — R$ 1 milhão. [Ou seja, o "benefício à família" foi tão generoso que o parente resolveu brigar na Justiça, por não concordar com ele.]

“A desapropriação é irreversível, mas só após o fim do impasse o Estado poderá registrar o imóvel em seu nome”. [Em reportagem anterior, o jornal fez um escândalo ao mostrar que alguém da família detém as chaves de acesso à pista de pouso, embora as ceda para interessados. Detém as chaves, como se vê, porque o Estado ainda não é, juridicamente, dono dos terrenos.]

“Entre os documentos apresentados pela assessoria do tucano estão pareceres de dois ex-ministros do Supremo Tribunal Federal, Carlos Ayres Britto e Carlos Velloso, que dizem que a operação feita pelo governo do tucano para viabilizar a obra, incluindo a desapropriação da área, foi legal”.

“Além disso, o PSDB apresentou cópia do inquérito aberto pelo Ministério Público de Minas em 2009 para apurar a construção do aeroporto (sic) após uma denúncia anônima à ouvidoria”.

“Em relatório de quatro páginas, a promotora responsável pelo caso, Maria Elmira Evangelina do Amaral Dick, decidiu pelo arquivamento da investigação, dizendo ter considerado satisfatórias as informações prestadas pelo governo de Minas Gerais sobre a necessidade da obra”.

AGORA, O TEXTO É DO BLOG:

Há leitores me cobrando abordar o assunto, o que estou fazendo agora pela segunda vez, depois de publicar nota de O Globo a respeito. E há leitores, em maior número, criticando a exploração do fato pelos adversários de Aécio, como forma de tirar proveito do episódio na campanha em prol da reeleição da presidente Dilma.

(Por falar nisso, alguém tem dúvida de que foi a ANAC quem vazou o caso?)

Não tenho dificuldade alguma em comentar o fato. Para dizer que:

1. Se eu fosse governador, faria algo semelhante?

Nunca tive a pretensão de ocupar qualquer cargo eletivo, mas, na hipótese, minha resposta seria NÃO. Não faria e, se fosse o caso de algum subordinado querendo agradar ao chefe, impediria.

2. Há alguma ilegalidade no que foi feito?

A resposta, pelo que vocês leram acima, da lavra da Folha de S. Paulo, é NÃO. Dois respeitabilíssimos ministros aposentados do Supremo deram seu beneplácito à operação. E — importantíssimo — antes que a Folha achasse que “descobriu” o fato, há exatos 5 anos, o Ministério Público debruçou-se sobre o caso, para concluir que nada havia de irregular ali e mandar arquivá-lo.

3. Aécio beneficiou a família ao construir a pista de pouso?

A julgar pelo processo movido pelo parente CONTRA o Estado de Minas, inconformado com a indenização recebida, a resposta é NÃO. A pista foi construída entre 2009 e 2010, e a terra desapropriada em 2009. Há cinco anos, portanto, o parente de Aécio batalha na Justiça para receber o que considera justo — e até agora não recebeu 1 centavo. Como cabem vários recursos em processos desse tipo, poderá passar uma década ou mais sem embolsar nada.

4. O fato desqualifica Aécio como candidato à Presidência?

Só na cabeça de seus mais ferozes adversários.

Aécio foi presidente da Câmara dos Deputados em 2001 e 2001, período no qual, entre outros feitos, articulou com sucesso o fim da absurda e imoral imunidade parlamentar como existia até então, e que protegia, com o mandato, até assassinos. Elegeu-se e se reelegeu governador de Minas, o segundo maior Estado brasileiro, vencendo no primeiro turno, e deixou o governo com aprovação de 77% dos mineiros.

Tendo deixado o governo para concorrer ao Senado, elegeu-se com votação recorde na história eleitoral de Minas.

A meu ver, é preciso muito, mas muito mais do que uma pista de pouso de mil metros, cuja construção não violou lei alguma — embora, é lógico, possa ter sua oportunidade e conveniência contestadas e/ou censuradas –, para jogar na lama, como agora se pretende, a reputação de um político que ocupou importantes cargos na República e em seu Estado de forma correta e exitosa.

(por Ricardo Setti)

 

Economia

Números ruins

Plataforma de petróleo: pouca produção, muita importação

Plataforma de petróleo: pouca produção, muita importação

conta-petróleo do Brasil (ou seja, as exportações de petróleo, derivados e gás natural menos as importações) até a terceira semana de junho está encostando nos 10 bilhões de dólares. Precisamente, é de 9,961 bilhões de dólares.

Por Lauro Jardim

 

Economia

Haja termelétricas

Um quarto da energia do país via termelétrica

46% da energia do Nordeste via usinas térmicas

Foi batido ontem o recorde histórico de acionamento de usinas térmicas no Nordeste, de acordo com dados do governo.

Foram acionados 4 396 megawatts médios, o que representa impressionantes 46% de toda a energia consumida na região.

Haja bilhões de reais para cobrir toda essa lambança.

Por Lauro Jardim

 

Economia

Crise do setor elétrico: conta bilionária e risco de apagão

Em artigo publicado hoje no Valor, Adriano Pires explica em detalhes a atual crise do setor elétrico. O custo para os pagadores de impostos será de dezenas de bilhões, e o risco de apagão ainda é grande. Na verdade, arrisco dizer que só não tivemos um apagão pois a economia parou de crescer. Diz o autor:

A situação atual do setor elétrico é preocupante. Por um lado, há a crise energética por conta do baixo nível dos reservatórios, com o acionamento de usinas térmicas, por outro, os impactos econômicos e financeiros resultantes dessa situação, que se somam aos prejuízos derivados da “renovação das concessões”. Estima-se que em 2014 a conta do setor alcançará a casa dos R$ 60 bilhões, sem considerar a conta de 2013. E quem pagará?

[...]

Encerramos o período úmido em situação bastante preocupante em termos energéticos: 1- nível médio de 40% nos reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste, superior apenas ao verificado em 2001; 2- as termelétricas operando em tempo integral, com programas de manutenção revisados, podendo parar somente em situações críticas; 3- o Operador Nacional do Sistema (ONS), atuando diariamente na operação das hidrelétricas; 4- reservatórios nas cabeceiras dos rios com a missão de acumular o máximo de água.

Nível de reservatório no SE/CO, bem abaixo do mesmo período no ano anterior. Fonte: ANS

Nível de reservatório no SE/CO, bem abaixo do mesmo período no ano anterior. Fonte: ONS

Especialistas têm manifestado preocupações pela forma com que o governo vem monitorando a situação e muitos afirmam que já deveríamos estar num ambiente de restrições de consumo. O governo, por sua vez, decidiu manter o sistema operando sem restrições de consumo e sem que a tarifa reflita os custos adicionais (sinal econômico na contramão para o estímulo de redução de consumo).

[...]

O fato é que, não surgindo alternativa de lastros às distribuidoras, vislumbra-se um quadro dramático até o final do ano, por conta do desequilíbrio econômico e financeiro dessas empresas, com risco de se estabelecer um quadro de inadimplência generalizada. Desestabilizar econômica e financeiramente as distribuidoras significa quebrar o elo setorial, pois a geração de caixa do setor inicia-se nas distribuidoras, onde suas tarifas contemplam as parcelas referentes à transmissão e geração de energia elétrica.

Na verdade, a conta de 2014 é bem maior, estimada em R$ 60 bilhões! Além dos R$ 30 bilhões da distribuição, estima-se um déficit de R$ 20 bilhões para os geradores hidrelétricos, associado ao risco hidrológico, e de R$ 10 bilhões para os transmissores, associados às indenizações pendentes de pagamento.

A situação é deveras preocupante. O editorial da Folha de hoje também tocou no assunto:

Tenta-se passar a impressão de que as intenções, sempre boas e corretas, foram comprometidas na fase da execução. O caso mais citado é o do setor elétrico. Segundo a narrativa oficial, o governo apenas queria reforçar a competitividade da indústria e errou na mão.

A realidade, contudo, é menos rósea. Num gesto populista, a presidente decidiu que as tarifas deveriam cair 20%. Todas as decisões subsequentes tiveram de se adaptar a essa premissa.

O “erro” desorganizou o setor e deixou a Eletrobrás em situação falimentar. A conta, que já chega a dezenas de bilhões de reais, um dia será repassada aos consumidores.

Mas estamos em ano eleitoral. O governo só pensa “naquilo”. Não vai fazer o que é certo, nem corrigir seus erros para mitigar o estrago de suas medidas. Vai jogar a sujeira para baixo do tapete, tentar tapar o sol com a peneira, ganhar tempo. Enquanto isso, os problemas vão se somando.

Se o país estivesse com sua economia crescendo aquilo que o governo prometeu, estaríamos celebrando no escuro! Claro, uma coisa depende da outra: a economia não teria como crescer tanto sem energia disponível. O pior dos mundos é ficar estagnado e no escuro. Ainda não estamos livres desse risco. Valeu, Dilma!

por Rodrigo Constantino

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veja.com.br

2 comentários

  • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR

    Sr. João Olivi, promessa é dívida. Infelizmente a dívida é antiga; por parte do Estado, nos idos do Estado Novo, quando da Consolidação das Leis do Trabalho, sob os auspícios do fascismo, Getulio Vargas decretou leis parciais.

    Vivenciamos outro século e outro milênio, nossa população tem uma capacidade volumosa incontestável, mas uma capacidade intelectual sofrível para mensurar a administração pública.

    O questionamento sobre o voto!

    Porque são atribuídos valores incontestáveis sobre as pesquisas de opinião?

    Na minha vivência sexagenária, há décadas que ouço dizer: “NÃO PERCA O SEU VOTO”! Há uma cultura nas camadas mais humildes, que não são poucas, da população que “VOCÊ DEVE VOTAR NO CANDIDATO QUE ESTÁ À FRENTE DA PESQUISA, PARA NÃO PERDER SEU VOTO”! Note, este é um simples e humilde parecer de um matuto.

    Dá a impressão que o voto é uma mercadoria e, não convicção! Infelizmente é o quê temos visto em todos os meios de comunicação e, àqueles menos preparados intelectualmente são tragados pelos “vórtices políticos”.

    Quanto ao voto! Imagine um empresário que entrega uma empresa a um administrador e, só depois de QUATRO ANOS volta para ver como anda os negócios! Você faria isto? (É o quê fazemos quando votamos nos nossos representantes, vereadores, prefeitos, deputados estaduais e etecetera...).

    Então não “embarque na onda” de usufruir o seu direito democrático, momento de votar! O seu direito é perpétuo e não momentâneo!

    PORQUE VOCÊ PENSA QUE COM O SEU VOTO DE QUATRO EM QUATRO ANOS VAI MUDAR ALGUMA COISA?

    PODE ATÉ MUDAR, MAS VAI DEMORAR GERAÇÕES!

    MUDANÇA DE ATITUDE (do eleitor) JÁ!!!

    ....”E VAMOS EM FRENTE” ! ! ! ....

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  • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR

    Sr. João Olivi, preso a minha individualidade, de matuto; lendo as noticias do dia a dia do meu país, o meu horizonte ou realidade restringe-se à unidade.

    Meus neurônios tentam, mas não conseguem; o senhor há de convir que na década de 80 do século passado, surgia um partido (PT) prometendo que seria único (unidade), ou seja, diferente dos já existentes.

    Após 34 anos e, 12 anos no poder, este mesmo partido, nos mostra um aumento do IDH (índice de desenvolvimento humano) de 1% (unidade) do último censo realizado; na última reunião do COPOM, “ELES” decidiram que “UM ATRÁS DO OUTRO” deve ser a taxa anual da taxa SELIC, ou seja, 1 atrás de 1, ou melhor 11% a.a. O senhor veja que a unidade me persegue, ou ao partido? “ELES” pregam que a “unidade” é muito importante para manter a hegemonia, mas ela é saudável?

    São tantas perguntas, mas uma certeza é convicta:

    SOU ÚNICO (matuto) E, NÃO SOU NÓXIO!!

    Penso, “ELES” têm um grande passivo a ser mensurado corretamente e, cobrado nos parâmetros dos direitos de um País democrático.

    A frase: “QUEREMOS JUSTIÇA”! É UTOPIA!!

    Vivemos num País onde os poderes são independentes? Há JUSTIÇA?

    O QUÊ VOCÊ FAZ PARA ISSO MUDAR? ...VOTA??? ...KKKKKK(*)

    ....”E VAMOS EM FRENTE” ! ! !....

    (*) – Prometo voltar ao assunto.

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