Dilma se enrola toda para defender Mais Médicos em sabatina e ofende médicos brasileiros

Publicado em 28/07/2014 17:40 e atualizado em 28/08/2014 14:12 1895 exibições
por Rodrigo Constantino, de veja.com.br

PolíticaSaúde

Dilma se enrola toda para defender Mais Médicos em sabatina e ofende médicos brasileiros

Dilma escolheu o vermelho para sua sabatina.

Um show de horror! Eis a única expressão para definir a tentativa de a presidente Dilma defender o indefensável: o programa Mais Médicos, que importou milhares de escravos cubanos. Incapaz de responder a pergunta que lhe foi feita, sobre o acordo com Cuba, Dilma partiu para a demagogia, alegando que faltam médicos no interior do país, no norte e nordeste, e que os médicos brasileiros não desejam ir para esses locais.

Disse que realizou o teste Revalida com quase dois mil médicos e menos de 200 foram aprovados. Ou seja, não tinha como atingir a marca de 14 mil médicos demandados para se chegar aos patamares recomendados pela OMS. O que fazer? Ora, trazer escravos de Cuba!

A presidente nada falou sobre plano de carreira no país, ou por que enfermeiros brasileiros não poderiam atender tais demandas, se sabemos que esses “médicos” cubanos não chegam com experiência e não seriam capazes de passar no Revalida.

Circulam pela internet inclusive acusações e fotos como estas abaixo, de que esses “médicos” usam carimbos padronizados com receitas para doenças, sem condições de um diagnóstico adequado:

Mais Médicos

Mais Médicos 2

Se for assim mesmo, trata-se de um absurdo, um escândalo, que precisa ser investigado. Mas para coroar a falta de noção da presidente Dilma, ela acrescentou em sua resposta que esses “médicos” cubanos trouxeram para o Brasil uma experiência nova: uma forma mais humana de atender os pacientes!

Ela disse isso mesmo! Citou como exemplo a forma com a qual eles pegam no pulso dos doentes. Ou seja, a presidente está uma vez mais acusando nossos médicos brasileiros de tratarem seus pacientes de forma desumana, ou ao menos não tão humana como os cubanos!

É realmente um ultraje, uma ofensa gravíssima. Como Luiz Felipe Pondé já disse, os médicos brasileiros viraram os “judeus do PT”. Como o caos na saúde pública é crescente e o governo incompetente não consegue lidar com os desafios, preferindo mandar recursos para a ditadura cubana, resta ofender nossos médicos, como se eles fossem os responsáveis pelo SUS caótico, e não o próprio governo. Lamentável…

Rodrigo Constantino

 

Cultura

Frouxinhos contemporâneos: o manifesto dos covardes

Socorro, uma barata!

Já escrevi aqui sobre a espécie em extinção no mundo moderno: o homem homem, ou seja, aquele que aceita certos fardos inevitáveis na vida de qualquer homem que vale o uso de tal qualificação.

Hoje foi a vez de Luiz Felipe Pondé, em sua coluna da Folha, bater na mesma tecla. Para o filósofo, “nunca houve uma época tão medrosa como a nossa, com um dom tão grande para negar esse medo e negar a complexidade e frustração a que estamos todos submetidos”.

Diante deste medo, e paralisados por ele, esses “homens” adotam a postura covarde de clamar por “direitos” cada vez mais patéticos. Pondé os chama de “frouxinhos”, após já ter denominado os “inteligentinhos” e os “bonzinhos”.

“Estes homens (gênero, não espécie)”, escreve, “descobriram que é difícil ser homem, ainda mais numa época em que está na moda confessar traumas o tempo todo para garantir (supostamente) a simpatia de todos”. Em busca de aplausos fáceis, a primeira coisa a ser sacrificada será sempre a honestidade.

Intimidados pelas mulheres, especialmente em uma época na qual se sobressaem em diversas áreas, esses “homens” começam a apelar de forma vergonhosa. Pondé imagina, então, algumas bandeiras que esses movimentos “masculinos” vão levantar no futuro, ignorando apenas que o futuro já chegou:

Vejo-os em passeatas, chorando, com cartazes escritos assim: “Pelo direito de brochar”, “pelo direito de arrumar uma mulher que me sustente”, “pelo direito de gritar quando aparecer uma barata na sala”, “pelo direito de se negar a trocar o pneu”, “pelo direito de ter tempo igual ao da mulher na frente do espelho”, “pelo direito de ter TPM” (claro, a medicina é machista por isso nunca descreveu a TPM masculina), “pelo direito de colocar a mulher na frente do ladrão”, “pelo direito de sair antes da mulher e das crianças numa situação de risco”.

Meu Deus, coitadas das meninas, condenadas a ficar se virando em camas vazias com homens que não seguram o tranco da insustentável condição de insegurança, incerteza, contingência, dureza, mentira, frustração, e, finalmente, derrota, que nos assola todos a vida inteira.

O mundo está, de fato, um lugar cada vez mais esquisito…

Rodrigo Constantino

 

EconomiaInvestimentosPolítica

Ibovespa já perdeu mais de 40% em termos reais desde que Dilma assumiu o governo

Já que o governo vem fazendo pressão e até caça às bruxas para que ninguém mais possa emitir opiniões ou análises pessimistas sobre sua eventual reeleição, que tal olharmos para trás? Aí ninguém poderá nos acusar de “terroristas eleitorais” ou “pessimistas”. Observemos o retrovisor mesmo: o que aconteceu com o valor das principais empresas brasileiras negociadas em bolsa? Eis a resposta:

Ibovespa x Selic em base 100 desde 2011. Fonte: Bloomberg

Ibovespa x Selic em base 100 desde 2011. Fonte: Bloomberg

O que podemos notar é uma clara tendência de baixa do Ibovespa em termos reais (i.e., deflacionado pelo custo de oportunidade da renda fixa, calculado com base na taxa básica de juros, Selic). Desde que a presidente Dilma assumiu o governo, o Ibovespa já perdeu 40% de seu valor real.

Isso graças à recuperação recente, justamente como resultado da maior expectativa de que Dilma possa ser derrotada nas eleições. Ou seja, a alta de dez pontos percentuais se deve ao efeito Aécio, aquele que o PT quer esconder dos eleitores.

Não fosse isso, a Ibovespa já teria perdido metade de seu valor real. Em outras palavras, aquele investidor que resolveu apostar na gestão Dilma e aplicar suas poupanças em uma cesta das principais ações brasileiras em vez de manter o dinheiro na renda fixa teria, hoje, a metade do valor que teria se simplesmente tivesse colocado em um fundo de renda fixa e saído de férias.

O PT pode até tentar vender por aí a imagem de que isso só interessa às “elites brancas”, como sempre faz, mas isso é ridículo. Todos perdem com esse cenário! Não só os empresários e os investidores grandes, mas quem tem FGTS aplicado em ações, quem tem algum recurso investido em fundo de renda variável, funcionários que veem suas empresas perdendo valor e tendo menos recursos para bonificações, aposentados que olham seus ativos caindo de valor, etc.

Isso porque usei o Ibovespa, um índice geral, e não as estatais. Essas foram dizimadas durante o governo Dilma. A Petrobras, por exemplo, já perdeu dezenas de bilhões de valor de mercado, e hoje é a empresa mais endividada do mundo, colocando em risco o emprego e a poupança de milhões de pessoas.

Entende-se por que o PT não quer a liberdade de previsões dos analistas. Mas se ele pode calar alguns bancos, não pode mudar o passado. Basta observar o que aconteceu. E isso porque os problemas mais graves da péssima gestão da presidente Dilma mal começaram a aparecer…

Rodrigo Constantino

 

DemocraciaEconomiaPolítica

PT inicia caça às bruxas: alvo agora é Empiricus Research

Quando a economia vai mal e o governo não tem nada de bom para mostrar em pleno ano eleitoral, o que fazer? Ora, partir para uma caça às bruxas, claro! O caso do Banco Santander já foi comentado aqui e é da maior gravidade.

O principal ativo de um banco é sua credibilidade. Pergunto: como confiar em um banco que, covardemente, recua diante da pressão do governo e demite o analista que simplesmente disse a coisa mais óbvia do mundo, qual seja, que as bolsas sofrem quando Dilma sobe nas pesquisas e sobem quando ela cai?

Agora foi a vez de o governo perseguir uma pequena casa de pesquisa independente, a Empiricus Research, cujo relatório com tom bastante pessimista sobre nosso futuro tem circulado bastante pelas redes sociais. A empresa emitiu a seguinte nota de esclarecimento hoje:

Soubemos na sexta-feira que a coligação da presidenta Dilma Rousseff entrou com representação no TSE contra a coligação de Aécio Neves, a Empiricus e o Google, por nossas campanhas na internet. O argumento seria de que, supostamente, faríamos propaganda eleitoral indevida.

Antes do argumento em si em prol da desqualificação de propaganda eleitoral pela Empiricus, cumpre esclarecimento ético e moral. Ao entrar com representação contra Aécio Neves, Empiricus e Google, suponho que a coligação da presidenta entenda que há alguma relação entre as partes.

Posto isso, convido a coligação – e mais quem quiser – a mostrar/provar a existência de relacionamento, em qualquer instância, entre a Empiricus e Aécio Neves.

O que o PT quer evitar a todo custo é que circule por aí algo que qualquer pessoa do mercado financeiro já sabe, desde o mais jovem estagiário até o mais rico dos investidores: que as empresas estatais disparam nas bolsas assim que surgem boatos de que nova pesquisa eleitoral irá mostrar queda de Dilma. O PT deseja a tudo custo ocultar isso dos eleitores mais leigos.

Ora, trata-se apenas de um fato. Não dá para negá-lo. Mas o PT tem viés autoritário, e quer impedir pessoas e empresas de simplesmente emitir suas opiniões ou constatar certos fatos. Em vez de a presidente Dilma explicar ou entender o porquê disso, ela prefere tentar quebrar o termômetro ou impedir que o público saiba da febre. Vejam a própria estimativa para crescimento do PIB este ano dos principais analistas de mercado, ouvidos pelo Banco Central:

Estimativa de crescimento do PIB para 2014. Fonte: Focus/BC/Bloomberg

Estimativa de crescimento do PIB para 2014. Fonte: Focus/BC/Bloomberg

Reparem que está em queda livre, a cada nova rodada de pesquisa os analistas reduzem o crescimento esperado para esse ano, já em míseros 0,9%. Por que as bolsas disparam sempre que Dilma cai nas pesquisas? Eis a pergunta relevante aqui. E a resposta é óbvia: porque os investidores do Brasil e do mundo sabem que mais quatro anos de Dilma no poder representam uma potencial catástrofe para o país e o valor de nossos ativos. Simples assim!

A caça às bruxas já começou. O PT joga pesado, e fará de tudo ao seu alcance para se preservar no poder e garantir as mamatas aos seus. Fará “o diabo”, como confessou a própria presidente Dilma. Espera-se que o país saiba reagir à altura, e mostrar que ainda há independência de análise e liberdade de expressão por aqui. Não passarão!

PS: Como já fui analista de empresas e gestor de recursos, tendo trabalhado no mercado financeiro de 1997 a 2013, vou emitir minha opinião aqui, o meu julgamento livre e totalmente independente de qualquer partido. Se Dilma ganhar a reeleição, acredito que o Ibovespa, o índice das principais ações brasileiras, pode cair até 40% nos próximos meses/anos, e o dólar poderá ultrapassar os R$ 3,00. Terrorismo eleitoral? Não! Análise independente, essa que o Banco Santander está vetado de fazer por pressão do governo.

Rodrigo Constantino

 

Lei e ordem

MST: invasão de propriedades produtivas como profissão. Ou: A seita marxista no campo

A revista Veja desta semana traz uma excelente reportagem sobre a ousadia do MST que, com o apoio de um grupo ligado ao PT, resolveu retomar a invasão de fazendas produtivas. Eis como Robson Bonin começa seu texto:

MST Veja

A empresa Araupel, uma das maiores indústrias de reflorestamento da região, que emprega um quarto da força de trabalho na cidade, corre o risco de fechar as portas. Um grupo de criminosos armados com facões e foices ocupou o local e se recusa a sair. Ao contrário: torce para que a polícia venha fazer cumprir a decisão da Justiça de reintegração de posse, para reagir, o que traria dividendos políticos em ano eleitoral: o governador do Estado é tucano.

O líder dos invasores, que atende pelo apelido de Cabeludo, é filho de assentados e descobriu na invasão de propriedades uma “profissão” – lucrativa, por sinal. É o dono de um supermercado que vende produtos aos assentados, e não esconde seu desejo de estrangular a empresa porque ela “exporta para os Estados Unidos”.

Em entrevista à Veja, seu autoritarismo vem à tona quando diz que a empresa tem direito de produzir celulose, mas em outro lugar: “Se ela quer plantar madeira para exportar para os Estados Unidos, que faça isso em outro lugar”. Quem decide? Ele, o Cabeludo, Danilo Ferreira, “dono do pedaço” e ditador autoproclamado.

Como o próprio criminoso reconhece, o MST é “tipo uma religião”. É sim: uma seita marxista, retrógrada, criminosa, que vive das verbas públicas, ou seja, do dinheiro dos nossos impostos. O PT, sob o comando do ministro Gilberto Carvalho, alimenta esse cordão umbilical há anos, fomentando o crime no campo (e agora nas cidades também, com o MTST, do mimado Guilherme Boulos, “filósofo” da USP).

A legião dos sem-terra vive da renda de programas sociais, como o Bolsa Família, o que retira gente do mercado de trabalho – trabalho de verdade, não invasão de propriedade alheia. A dona de um dos principais restaurantes da região invadida confessa: “Meu garçom, que ganhava 1.100 reais aqui, pediu a conta e está lá acampado agora. Como o governo dá de tudo para essa gente, por que trabalhar, né?”

De fato: nesse Brasil comandado pelo PT, em que o mérito é punido e a vagabundagem, o crime e a choradeira pública são premiados, por que trabalhar, não é mesmo?

Rodrigo Constantino

 

Economia

Recessão à vista! – coluna da Veja impressa

Em minha coluna da Veja desta semana, mostro como o Brasil já caminha rapidamente para uma recessão, apesar de um quadro de elevada inflação persistir. Segue um trecho do artigo. Para ler na íntegra, basta se tornar assinante aqui.

Recessão à vista - Veja foto

 

Rodrigo Constantino

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Blog Rodrigo Constantino (VEJA)

1 comentário

  • Lula na próxima Goiânia - GO

    Rodrigo Constantino, vai morar no interior, bem longe de uma capital, para você analisar melhor o seu comentário. Outra coisa qual é o salário justo de um médico. Eu sei de médico que está ganhando 25 mil reais por mês dos cofres públicos, só pra fazer consultas, não um tipo de cirurgia, ou outro procedimento.

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