Ana Amélia, a senadora gaúcha que ameaça o PT na terra de Dilma

Publicado em 05/08/2014 10:19 e atualizado em 09/10/2014 11:22 2640 exibições
nos blogs de Ricardo Setti, Augusto Nunes (de veja.com.br)

Política & Cia

A senadora gaúcha que ameaça o PT na terra de Dilma

PEDRA NO SAPATO – A senadora Ana Amélia Lemos (PP), que pode complicar os planos de reeleição de Tarso Genro (PT) no Rio Grande do Sul (Foto: Agência Senado/VEJA)

PEDRA NO SAPATO – A senadora Ana Amélia Lemos (PP), que pode complicar os planos de reeleição de Tarso Genro (PT) no Rio Grande do Sul (Foto: Agência Senado/VEJA)

Ana Amélia Lemos, do PP, lidera as pesquisas para o governo gaúcho contra o petista Tarso Genro e dará palanque a Aécio Neves, adversário de Dilma

Por Marcela Mattos, de Porto Alegre, para o site de VEJA

No dia 25 de junho, às vésperas do término do prazo para as convenções dos partidos, a reunião do Partido Progressista (PP) terminou em confusão. A cúpula do partido não conseguiu aprovar, como pretendia, o apoio à candidatura à reeleição da presidente-candidata Dilma Rousseff. Um dos diretórios que capitaneou a dissidência foi o do Rio Grande do Sul, com a senadora Ana Amélia Lemos à frente.

A briga não reverteu o quadro porque, numa canetada, o presidente da sigla, Ciro Nogueira (PI), reuniu a cúpula do partido em seu gabinete no Senado e, a portas fechadas, decidiu pelo apoio a Dilma. Mas o embate foi um claro prenúncio do tamanho da dificuldade que o PT e Dilma enfrentarão pelos oito milhões de votos gaúchos em outubro.

Com o protagonismo nacional enfraquecido por uma longa crise nas contas públicas, o Rio Grande do Sul terá nas urnas oito candidatos ao Palácio Piratini, entre eles o atual governador, Tarso Genro, do PT, que tenta a reeleição.

A gestão do petista acabou marcada pelo endividamento do Estado – mais de 41 bilhões de reais –, aumento de 22% dos homicídios e uma crise permanente com professores da rede estadual, além do desgaste por ter criado uma estatal para gerenciar as estradas.

“Sou muito mais beneficiada pela fragilidade do Tarso Genro do que exatamente por alguma qualidade que eu possa ter. Estamos vivendo um bom momento para a renovação no Estado, e a política é imponderável”, diz Ana Amélia.

Segundo a última rodada de pesquisas feitas pelo Ibope, Ana Amélia tem 37% das intenções de voto, contra 31% de Tarso. Ex-prefeito de Caxias do Sul, José Ivo Sartori (PMDB) está em terceiro, com 4%, e o deputado federal Vieira da Cunha (PDT) tem 2%. Sondagens feitas pelo PP apontam um cenário ainda mais favorável à senadora, que chega a 42%, ante 27% do rival petista.

Com uma conhecida dificuldade de relacionamento com Tarso, a presidente Dilma chegou a negociar um palanque com Ana Amélia, mas esbarrou na resistência do PP gaúcho. “O Tarso e seu governo desastrado vieram para atrapalhar a Dilma e jogá-la para baixo”, diz o deputado federal Jerônimo Goergen (PP).

O PP gaúcho dará palanque ao tucano Aécio Neves, numa parceria que incendiou os ataques dos adversários. Ana Amélia passou a ser comparada à ex-governadora Yeda Crusius (PSDB), cuja gestão foi marcada por um esquema de corrupção no Detran, investigado pela Operação Rodin da Polícia Federal.

Segundo políticos gaúchos, a trajetória de Ana Amélia agrada o eleitor do Estado: filha de mãe merendeira e pai carpinteiro, ela saiu de casa aos 9 anos para ser dama de companhia de uma idosa. Concluiu os estudos graças a uma bolsa escolar concedida pelo ex-governador Leonel Brizola e formou-se em jornalismo, profissão que exerceu nas últimas três décadas. A visibilidade na televisão lhe rendeu 3,4 milhões de votos nas eleições de 2010.

Viúva do ex-senador Omar Cardoso, Ana Amélia tem 69 anos e não tem filhos. Declarou à Justiça Eleitoral patrimônio de 2,5 milhões de reais. Segundo aliados e assessores, ela leva uma vida simples: evita comprar roupas em lojas de shopping e prefere recorrer a uma costureira de Taguatinga, no entorno de Brasília. Em dias corridos no Senado, leva o almoço de casa.

Com pouco tempo na política, Ana Amélia também é criticada pelos opositores do PP pela falta de experiência na administração pública e o fato de viver há anos em Brasília.

“É o mesmo do que colocar o governador para apresentar um programa de televisão. Ela só tem experiência de administrar a pequena sucursal de sua empresa em Brasília”, critica o também jornalista Lasier Martins, que vai seguir o mesmo caminho e tentar o Senado pelo PDT.

Conservadora, a candidata ao Piratini carrega a bandeira do agronegócio, uma das principais fontes de renda do Estado, o que lhe garante simpatia no interior. É ferrenha defensora dos pequenos produtores de fumo.

“Eu não sou defensora do tabaco, mas sim dos trabalhadores. Eu estou falando de uma produção que é legal e é a indústria mais taxada do país. Eu respeito os médicos que são contra o tabagismo. Mas, atualmente, estamos aceitando contrabando paraguaio que não se sabe de qual jeito é feito. Pode ser mais danoso em todos os aspectos”, diz Ana Amélia.

Para se aproximar do público jovem, que pouco acompanhou seus programas na televisão, Ana Amélia montou seu QG de campanha em Porto Alegre, em um casarão onde trabalham 40 integrantes da cúpula da campanha. Pelo menos duas vezes na semana, reúne-se com os coordenadores para definir estratégias.

Ela também optou por coligar-se ao PRB, partido ligado ao eleitorado evangélico, e escalou como vice o ex-jogador e treinador do Grêmio Cassiá Carpes (SD). “Nós formamos a dupla Grenal”, brinca a senadora, torcedora do Internacional – ela carrega na carteira um cartão de crédito com brasão do time colorado.

A preferência pelo Inter, aliás, é a única comparação que Ana Amélia permite com o adversário petista. ”Apenas isso!”, adverte, em tom de brincadeira.

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Política & Cia

VÍDEO: Xingamentos, palavrões, ameaças de dar tiro, bate-bocas, ofensa aos gays: uma pequena seleção de destemperos do senador Roberto Requião

Candidato do PMDB a governador do Paraná, o senador Roberto Requião protagonizou recente incidente durante entrevista à rádio CBN da cidade de Cascavel, quando bateu boca com o jornalista que lhe dirigia perguntas e decidiu deixar o estúdio.

O post que publicamos com o link do áudio foi um campeão de audiência nos últimos dias.

Assim, tendo em vista o grande público que têm os destemperos do senador Requião, aqui vai um vídeo com uma seleção de alguns de seus melhores momentos – ele chama pessoas de “burras”, fala palavrões, lamenta não ter um revólver para disparar tiro em alguém e por aí vai.

Ah! No começo do vídeo ele aparece afirmando que o MST e seus baderneiros são “uma bênção de Deus que caiu sobre o Estado”.

Não percam!

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Opinião

Regime Diferenciado de Contratações volta ao Congresso disfarçado de PLS 559/2013

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JÚLIO MORENO*

Mesmo tendo se mostrado ineficaz na agilização das obras de mobilidade urbana e alguns aeroportos planejados para a Copa do Mundo, o controverso Regime Diferenciado de Contratação (RDC) continua com grande prestígio junto ao poder público. A agenda do Senado desta terça-feira, 5 de agosto, inclui a votação do Projeto de Lei do Senado 559/2013, proposta de revisão da Lei Geral de Licitações (8.666/1993), que teoricamente extingue com o Regime Diferenciado de Contratações, mas na prática torna definitivo o instrumento que o viabilizou: a “contratação integrada”.

 

O paradoxo é um dos 175 artigos do projeto, fruto do trabalho de uma comissão nomeada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, em junho de 2013, que teve como relatora a senadora Katia Abreu (PMDB-TO). Entidades do setor de arquitetura e engenharia são a favor da atualização da lei em vigor, mas se opõem vigorosamente à consagração da “contratação integrada”.

Por essa modalidade, a administração pública licita qualquer obra com base apenas em um anteprojeto. Na opinião do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR), o correto seria realizar a concorrência da obra apenas depois da elaboração do “projeto completo”, única forma de garantir a qualidade do empreendimento, um orçamento baseado em preços justos e um cronograma físico-financeiro preciso. Se o PLS 559/2013 não for alterado, os projetos completo (também chamado de básico) e executivo das obras púbicas ficarão por conta da empreiteira que cuidará da construção, o que cria um conflito de interesses. “A construtora visa o lucro, não terá o mesmo zelo na definição dos materiais a serem usados, por exemplo, que o projetista contratado pelo poder público, cujo objetivo deve ser a qualidade”, observa Haroldo Pinheiro, presidente do CAU/BR. “Quem projeta não constrói, quem constrói não projeta”. Além do mais, Pinheiro chama a atenção para o significado da medida para o planejamento da infraestrutura e dos espaços públicos do país: “O Estado estará delegando a terceiros seu dever de planejador”.

Junto com o PLS 559/2013 deverão ser examinadas diversas emendas, entre elas quatro apresentadas pela senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), também relativas à “contratação integrada”. Essas emendas são oriundas do polêmico parecer dado pela senadora paranaense à MP 630/13, derrubada no Senado no primeiro semestre de 2014, que visava generalizar o uso do RDC para todas as obras públicas do país, em todas as esferas. Se as emendas forem aceitas, a senadora Gleisi Hoffmann terá, enfim, alcançado seu objetivo.

Uma das emendas possibilita à empreiteira executora da obra se responsabilizar também pela manutenção e/ou operação do objeto executado por prazo não superior a cinco anos. Outra dispensa os vencedores das licitações via “contratação integrada” de seguirem – como se exige nas demais modalidades – os parâmetros de custos do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi) e do Sistema de Custos de Obras Rodoviárias (Sicro). As empreiteiras estão livres para utilizar os preços que quiserem. Na mesma linha, uma terceira emenda de Gleisi Hoffmann dispensa as empreiteiras de entregarem ao contratante o detalhamento dos quantitativos e custos unitários, bem como das Bonificações e Despesas Indiretas (BDI) e dos Encargos Sociais (ES). Isso significa que o poder público e os tribunais de contas não terão parâmetros para julgar os eventuais pedidos de aditivos.

A quarta emenda diz que, para se valer da “contratação integrada”, a obra deve envolver inovação tecnológica ou técnica; execução com diferentes tecnologias ou com execução com tecnologias de domínio restrito. Conceitos amplos demais, que podem abranger desde as paredes de PVC que estão sendo utilizadas em creches públicas, por exemplo, até novos métodos de abertura de túneis. Na mesma emenda, Gleisi Hoffmann faculta o julgamento da proposta por critério diferente do tradicional, de técnica e preço. Isto é, o critério de seleção apenas por preço também seria válido.

Aliás, pelo PLS 559/2013 também os projetos de arquitetura e engenharia poderiam ser contratados apenas pelo critério de preços, como ocorreria nas modalidades “pregão” e “ata de registro de preços”. Para o CAU/BR trata-se de outro absurdo, uma vez que os projetos são serviços técnicos profissionais especializados de natureza predominantemente intelectual, de complexidade imprevisível, que exigem profissionais altamente qualificados ou especializados. Distinguem-se dos demais serviços e mesmo entre si, e muito mais ainda de objetos como mesas, lápis e rolos de papel higiênico, de especificação objetiva e, portanto, possíveis de compra pelo critério de menor preço.

O CAU/BR defende que tais serviços sejam contratados pelas modalidades de “melhor técnica” ou “técnica e preço”, prevalecendo nesse caso 70% dos pontos para técnica e 30% para o preço, ou preferencialmente por concurso público de projetos.

* Assessor de imprensa do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil

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Opinião

‘Os abutres do bem’, de Guilherme Fiuza

Publicado no Globo

Lula da Silva pediu a cabeça de uma funcionária do Santander. O banco entregou-lhe a cabeça dela. Era uma funcionária abutre, dessas que atacam os cordeirinhos socialistas, escrevendo coisas desagradáveis sobre o governo popular. Como ousa essa agente do capitalismo selvagem dizer que a queda de Dilma Rousseff nas pesquisas eleitorais anima o mercado?

É bem verdade que a queda de Dilma nas pesquisas anima o mercado, mas… precisava dizer isso para todo mundo? A analista do Santander não poderia ser mais discreta com seus clientes? Não dava pelo menos para falar mais baixo? Ou mudar de assunto? Não dá para entender por que esses analistas de conjuntura insistem em falar de coisa triste. Em vez desses boletins sisudos e cinzentos, poderiam mandar mensagens coloridas e alegres, prevendo um PIB maravilhoso e garantindo que a inflação está quietinha no seu canto. Se o ministro da Fazenda faz isso, por que um banco não pode fazer? São mesmo uns pessimistas. Abutres!

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Opinião

Reynaldo-BH: ‘Não tenhamos pressa, mas não percamos tempo. Outubro está aí’

REYNALDO ROCHA

Tivemos pressa. Combatemos o bom combate e mantivemos a fé mesmo quando tudo parecia escuro e sombrio. Assistimos ao festim dos bucaneiros, à festa dos bandidos e ao império da arrogância e da falta de ética.

A empáfia – e o escárnio – era a motivação dos poderosos anões morais. Pouco importava se amantes, filhos, cunhadas ou agregados beneficiados pelo currículo de somente uma linha: obedecerei ao que o mestre mandar. Assim, biografias foram substituídas por folhas corridas. Dirigentes partidários mudaram de endereço e hoje residem em cadeias.

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Tags: aparelhamento do estadoCPI da PetrobraseleiçõesoutubroPT,Reynaldo RochaReynaldo-BH

 

Depois de esclarecido o “caso do aeroporto”, os sherloques da imprensa especializados em mistérios da aviação civil têm tempo de sobra para investigar as viagens clandestinas de Rosemary Noronha a bordo do Aerolula

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Em 2 de agosto, no noticiário sobre a escala em Montes Claros da trupe governista, a Folha de S. Paulo expôs na vitrine o lixo despejado pelo palanque ambulante e escondeu a vassoura finalmente sobraçada por um oposicionista de alta patente. “Dilma e Lula ironizam Aécio por ter feito aeroporto em terra de tio”, berrou a manchete da página A6. Três dias antes, num artigo publicado no mesmo jornal, o candidato do PSDB à Presidência admitiu ter usado quatro ou cinco vezes o aeródromo de Cláudio, reconheceu que deveria ter verificado previamente a situação legal da pista e, de novo, provou que não cometeu nenhuma irregularidade.

Alheios às explicações de Aécio, o enviado especial e o editor abriram a reportagem com a transcrição sem ressalvas do palavrório de Dilma. “Nós aumentamos a capacidade dos aeroportos em 67 milhões de passageiros e ninguém ficou com a chave desses aeroportos”, elogiou-se a supergerente de araque que só improvisou puxadinhos, enxerga multidões inexistentes nos saguões, inventou a privatização com codinome, entregou a empreiteiros amigos as chaves dos principais aeroportos e mantém engavetados os 800 novinhos em folha que prometeu inaugurar ainda em 2014.

O desfile de fantasias, insultos insinuados e bazófias difamatórias prosseguiu com a reprodução de um trecho da entrevista de Lula à Gazeta do Norte de Minas: “O Estado não pode ser tratado como propriedade para benefício de uma família”, provocou o ex-presidente ao comentar o “caso do aeroporto”. Mesmo para a oposição mais gentil da história  republicana, passou da conta a aula de ética proferida pelo pai do Lulinha e provedor de Rosemary Noronha. Só então, pela primeira vez desde a divulgação parcial das maracutaias descobertas pela Polícia Federal em novembro de 2012, o oportunista que vive confundindo o público e o privado foi confrontado com o escândalo que protagonizou ao lado de Rosemary Noronha.

Coube ao ex-deputado Pimenta da Veiga cutucou a fratura exposta: “Misturar assuntos pessoais com assuntos de governo não é prática do PSDB”, advertiu a nota oficial divulgada pelo candidato do PSDB ao governo mineiro, antes da frase de 23 palavras que merecia virar manchete de primeira página em todos os jornais que prezam a inteligência dos leitores: “O presidente perdeu mais uma boa oportunidade para dar as explicações que o Brasil aguarda há muito tempo sobre pessoas da sua intimidade”.

Embora Pimenta da Veiga não tenha identificado pelo nome e sobrenome a larápia que o então chefe de governo transformou em segunda-dama, chefe do escritório paulista da presidência e passageira clandestina do AeroLula, a Folha tratou  de confinar o histórico revide em dois parágrafos. O Globo e o Estadão, que também destacaram o lixo, não concederam uma única e escassa linha à vassoura desfraldada por Pimenta da Veiga. Cabe ao exército de Aécio intensificar a ofensiva até que Lula já não possa fingir que nada ouviu, até que a imprensa dócil seja forçada a curar a miopia seletiva.

É hora de trocar mensagens cifradas por recados com todas as letras. Os oposicionistas sem medo precisam deixar claro que Lula deixou de ser inimputável., e que a licença para pecar ultrapassou o prazo de validade. Como registra o post reproduzido na seção Vale Reprise, faz 620 dias que o chefão da seita foge de pelo menos 40 perguntas vinculadas ao caso Rose. Faz mais de um ano e meio que a oposição e os bravos rapazes da imprensa se dispensam de perguntar-lhe o que não tem resposta.

Durante 10 dias, repórteres dos três maiores diários brasileiros exigiram que Aécio Neves revelasse quantas vezes utilizara o “aeroporto” de Cláudio. Agora que o segredo foi desvendado, os sherloques especializados em mistérios da aviação civil têm tempo de sobra para investigar o enigma muito mais relevante. Para facilitar o trabalho dos repórteres, a coluna enfileira dez perguntas que envolvem a dupla Lula e Rosemary.

1. Quantos vezes o Aerolula decolou com Rosemary Noronha a bordo?

2. Quais os motivos da inclusão de Rose na comitiva presidencial em pelo menos 20 viagens internacionais?

3. Por que foi contemplada com um passaporte diplomático?

4. Quem autorizou a concessão do passaporte?

5. Por que o nome de Rosemary Noronha nunca apareceu nas listas oficiais de passageiros do avião presidencial divulgadas pelo Diário Oficial da União?

6. Quem se responsabilizou pelo embarque de uma passageira clandestina?

7. Por que Marisa Letícia e Rose não eram incluídas numa mesma comitiva?

8. Quais eram as tarefas confiadas a Rose durante as viagens?

9. Todo avião utilizado por autoridades em missão oficial é considerado Unidade Militar. Os militares que tripulavam a aeronave sabiam que havia uma clandestina a bordo?

10. Como foram pagas e justificadas as despesas de uma passageira que oficialmente não existia?

Não é tudo. Mas já basta para autorizar a decolagem rumo à verdade.

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veja.com.br

1 comentário

  • Luciana Daldin Cordeiro São Mateus do Sul - PR

    Muito bacana a matéria sobre a Senadora Ana Amélia Lemos,mostra que uma pessoa que com toda a simplicidade que possa ter, tem muito mais competência que qualquer outro politico, que começa com toda instrução e acaba roubando da forma mais descarada possível. Torço por ela, precisamos de pessoas interessadas pela atividade que é a mais importante de qualquer país a agricultura, pois é daí que sai todo o sustento de uma nação.

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