Eleições: Vox Populi, de Marcos Coimbra, traça quadro ruim para Dilma e o PT

Publicado em 17/09/2014 14:51 1345 exibições
por Lauro Jardim, de veja.com (mais informações em veja.com)

Quadro ruim

Lula e Dilma: agenda conjunta não aconteceu

Dilma: análise pessimista do Vox Populi

Numa reunião que teve na semana passada com Lula e Dilma Rousseff, Marcos Coimbra, dono do Vox Populi, instituto que faz as pesquisas para o PT,  fez uma análise pessimista do quadro eleitoral. Pessimista em relação ao PT e Dilma.

Por Lauro Jardim

Ânimo, dinheiro e palanques

Volta do sorriso

Volta do sorriso

A pesquisa Ibope de ontem deu um gás aos aecistas. A cúpula da campanha que andava de lado e meio borocoxô há pelo menos duas semanas, foi sacudida com os quatro pontos percentuais ganhos. Como resume um assessor graduado:

- Isso significa mais dinheiro, mais ânimo, mais palanques garantidos.

Para solidificar as três variáveis acima, no entanto, é obrigatório que o Datafolha de amanhã confirme a tendência.

Por Lauro Jardim

Cinco notas de Carlos Brickmann

CARLOS BRICKMANN

Publicado na coluna de Carlos Brickmann

Sonháticos e pesadeláticos

É delírio. Mas neste país o delírio impera. E nem se falou na delirante sorte que, embora aleatória, mostra surpreendente preferência por quem dela precisa para explicar aumentos patrimoniais.

Há carreiras que são uma loteria premiada.

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Arnaldo Jabor no Roda Viva: ‘O Brasil precisa de um choque de capitalismo’

“O governo é contra o capitalismo num país capitalista”, afirmou Arnaldo Jabor no Roda Viva desta segunda-feira. Cineasta, cronista e comentarista de rádio e TV, ele acaba de lançar “O Malabarista” , livro que reúne os melhores dos mais de 3 mil textos publicados nos principais jornais do país. Entre vários outros assuntos, o entrevistado atribuiu ao crônico desprezo pela ética os sucessivos casos de corrupção envolvendo a administração pública. “É muito difícil distinguir o que é mal e o que é bem”, disse Jabor. “O mal não tem mais sujeitos, é uma coisa difusa, que se programa sozinha”.

(por Augusto Nunes)

Debate engessado organizado pela Igreja Católica impede confronto entre favoritos

À DISTÂNCIA – Debate da eleição presidencial promovido pela CNBB: formato impediu choque direto entre Dilma, Marina e Aécio (Foto: Marlene Bergamo/Folhapress/VEJA)

À DISTÂNCIA – Debate da eleição presidencial promovido pela CNBB: formato impediu choque direto entre Dilma, Marina e Aécio (Foto: Marlene Bergamo/Folhapress/VEJA)

Por Bruna Fasano, Mariana Zilberkan e Andressa Lelli para VEJA.com

Com apenas um bloco dedicado ao embate direto, perguntas escolhidas por sorteio e cronômetro rígido, Dilma Rousseff, Marina Silva e Aécio Neves só se alfinetaram à distância no debate da Igreja Católica

Realizado em um formato engessado, o debate promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e pela TV Aparecida na noite desta terça-feira impediu o confronto direto entre os três principais candidatos à Presidência – Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB) – e evitou que o trio enfrentasse os temas mais espinhosos esperados para o encontro da cúpula da Igreja Católica – como aborto, casamento gay e questões indígenas.

O debate teve cinco blocos, mas apenas um deles foi destinado à troca de perguntas entre os presidenciáveis. Os demais quatro blocos serviram apenas para que os candidatos discursassem como se estivessem em seus respectivos programas eleitorais. Dois blocos foram constituídos de perguntas e respostas – feitas por bispos e jornalistas de emissoras católicas –, sem réplicas nem comentários de outros candidatos. Um bloco foi temático para que eles falassem sobre a reforma política. E o último dedicado às considerações finais. Outro detalhe atrapalhou bastante os participantes: o cronômetro rígido do mediador fez com que quase todas as perguntas e respostas fossem interrompidas, ficando sem conclusão.

No único bloco dedicado ao choque direto, o sorteio de quem perguntaria para quem também inviabilizou o embate franco entre Dilma, Marina e Aécio. A candidata do PSB trocou perguntas e respostas com Eymael, do nanico PSDC. Dilma teve de questionar o folclórico Levy Fidelix (PRTB), e foi questionada por Eduardo Jorge (PV) – que estourou seu tempo e sequer conseguiu completar a indagação que faria sobre energia nuclear.

Por volta das 23h30, quando o debate dava sinais de que terminaria sem um único momento acalorado, no final do quarto bloco Pastor Everaldo (PSC) pediu a opinião de Aécio Neves sobre os escândalos de corrupção na Petrobras. O tucano disparou: “É uma denúncia que fez o mensalão parecer coisa pequena. Estamos no local mais adequado, que é a casa da padroeira do Brasil, para dizer que o país não pode continuar administrado com tanto descaso”.

Na sequência, Luciana Genro (Psol) usou seu tempo para atacar Aécio, que revidou: “A candidata volta às origens como linha auxiliar do PT”. Luciana irritou-se: “Linha auxiliar uma ‘ova’. O PT aprendeu com o senhor e com o seu partido, o mensalão foi continuação do mensalão do seu partido. O senhor é tão fanático por privatizações que privatizou um aeroporto para sua família”. Dilma e Aécio solicitaram e conseguiram direito de resposta de um minuto cada para trocarem farpas.

A participação no debate católico era tratada com apreensão pelo comando das campanhas, temerosas que um eventual deslize em temas como aborto e casamento gay pudesse ser explorado pelos adversários nas propagandas eleitorais. Mas não foi o que aconteceu: por causa do sorteio, apenas Aécio respondeu – sem sobressaltos – sobre união homossexual. Dilma falou sobre saúde, e Marina, sobre saneamento básico.

(por Ricardo Setti)

Autoritarismo coronelista na terra dos Gomes: imprensa censurada!

Cid Gomes, o mentiroso autoritário e burro, com “Paulinho”, que ele “não conhece”. Fonte: GLOBO

A juíza Maria Marleide Maciel Queiroz, de Fortaleza, determinou no fim de semana que a edição desta semana da Revista Istoé seja impedida de circular em todo o país ou, caso já tenha sido distribuída, que seja imediatamente recolhida das bancas de jornais. Segundo informações do site “Consultor Jurídico”, a magistrada tomou a decisão após o governador do Ceará, Cid Gomes (Pros), ir à Justiça relatando ter recebido e-mail da reportagem da revista citando o seu nome como um dos delatados pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa.

O processo corre em segredo de Justiça. Segundo o “Consultor Jurídico”, caso desobedeça a ordem, a revista pagará multa de R$ 5 milhões.

“Entendo que a veiculação de seu nome com os fatos ligados à operação Lava Jato poderá lhe causar (ao governador) dano irreparável ou de difícil reparação, vez que exerce um cargo público da mais alta relevância, governador do estado do Ceará”, escreveu a magistrada, na liminar concedida.

Na ação, Cid Gomes acusa a publicação de “calúnia, difamação e dano moral”. Ele ainda diz que são falsas as informações prestadas por Paulo Roberto Costa à Polícia Federal (PF), e acrescenta que a investigação sobre a estatal ainda está em curso.

Trata-se de uma censura explícita, nos moldes do que a família Sarney fez no Maranhão. Como podemos ver, o nordeste ainda sofre do velho coronelismo. O Brasil inteiro tem acesso aos nomes citados por Paulo Roberto Costa em sua delação premiada, e é direito do eleitor saber quem o poderoso ex-diretor da Petrobras apontou como participante do esquema.

Se ficará ou não provada tal participação, isso é outra coisa. Mas a liberdade de expressão preserva – ou deveria preservar – o direito de expor a lista dos nomes citados. Os cearenses estão impedidos de tal liberdade, pois Cid Gomes apelou à censura togada.

Como disse Ricardo Noblat, Cid Gomes tem vocação a ditador. Mas não só isso: seu ato autoritário saiu pela culatra. Faltou inteligência também, como diz o jornalista: “Cid Gomes, governador do Ceará, tem vocação de burro. Sua ofensiva contra a ISTOÉ é responsável pela corrida atrás de exemplares da revista. Esgotou-se, no Ceará, a edição da ISTOÉ. Em breve quando outra instância da Justiça revogar a decisão da juíza, a venda da revista se esgotará outra vez”.

Para piorar, Cid Gomes apelou para uma mentira ridícula ao afirmar que nem conhecia Paulo Roberto Costa. Como novamente mostra Ricardo Noblat, Cid Gomes e “Paulinho” posaram até para fotos juntos na cerimônia de lançamento da pedra fundamental da Refinaria Premium II, no Ceará, que nunca saiu do papel.

É realmente um espanto como esses projetos de tiranete continuam mandando tanto pelo nordeste. Cid Gomes é irmão de Ciro Gomes, aquele que cospe no PT, acusa o PMDB de “quadrilha”, e faz campanha para a chapa de Dilma (PT) e Michel Temer (PMDB). O Brasil precisa se livrar dessas pragas políticas…

Rodrigo Constantino

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blogs de veja.com

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