Nada mudou — no Datafolha ao menos: 52% a 48% para Dilma. E o papo da agressividade. Ou: Os brasileiros, os números e a realidad

Publicado em 22/10/2014 13:24 e atualizado em 23/10/2014 04:33 641 exibições
por Reinaldo Azevedo, de veja.com

Nada mudou — no Datafolha ao menos: 52% a 48% para Dilma. E o papo da agressividade. Ou: Os brasileiros, os números e a realidade

O Datafolha voltou a fazer uma pesquisa eleitoral nesta terça-feira. Tudo segue como na segunda: segundo o instituto, a petista Dilma Rousseff mantém 52% dos votos válidos, e o tucano Aécio Neves, 48%. Nos votos totais, ele aparece com o mesmo número do dia anterior: 43%, e ela teria oscilado um para cima: 47%. É rigorosamente igual a nada. A margem de erro, segundo o Datafolha, e de dois pontos para mais ou para menos, Foram ouvidas 4.355 pessoas em 256 municípios.

A pesquisa traz alguns dados curiosos. Segundo se apurou, 71% dos entrevistados rejeitam a agressividade na campanha, e 27% consideram que ela faz parte do jogo. Disseram não saber 2%. Contra todas as evidências — e, certamente, os números —, 36% dizem que o mais agressivo é o tucano; 24%, que é a petista. Ora, basta ver o horário eleitoral e a quantidade de ataques desferidos pela propaganda do PT para constatar que essa percepção está obviamente errada.

O curioso é que, segundo se sabe, o PT promete continuar a desferir porradas a três por quatro e atribui a esse comportamento virulento o fato de Dilma ter passado numericamente à frente de Aécio — embora os dois, reitere-se, entejam empatados. A campanha tucana, é visível, resolveu investir mais nas propostas. Se os números do Datafolha fazem sentido, as peças publicitárias de Dilma têm de ser mais rejeitadas do que as de Aécio. Nunca nos esqueçamos de que foi o petismo que introduziu no debate o viés do ataque pessoal. Contra Dilma, até agora, Aécio nada lançou, a não ser a informação de que seu irmão era funcionário fantasma da Prefeitura de Belo Horizonte quando o prefeito era o petista Fernando Pimentel. E, ainda assim, respondia com a mesma moeda a um ataque feito a um familiar seu.

Essa conversa cria um ruído danado, não é? Afinal, entra na cota da agressividade demonstrar, por exemplo, que a Petrobras foi tomada por uma quadrilha de assaltantes e que, durante os governos petistas, a empresa serviu a interesses partidários? Entra na cota da agressividade evidenciar os desastres da dupla Dilma-Mantega na economia?

Ah, sim: a pesquisa Datafolha informa também que os brasileiros estão mais otimistas com a economia. Em menos de um mês, cresceram de 12% para 21% os que dizem que a inflação vai cair, e diminuíram de 50% para 31% os que afirmam que ela vai crescer. Nota: no período, ela aumentou. Subiram de 32% para 44% os que acham que a situação econômica vai melhorar, e foram de 25% para 15% os que avaliam que vai piorar. No período, todos os indicadores econômicos pioraram. Por que é assim? Por que o Datafolha colheu esses números? Sei lá. Perguntem aos brasileiros que responderam a pesquisa.

Por Reinaldo Azevedo

Eleições 2014

O programa de Dilma na TV é melhor

Dilma: na TV ela está melhor

Dilma: na TV ela está melhor

O Datafolha de hoje é a comprovação do protagonismo de João Santana nesta eleição presidencial. A pesquisa revela que o otimismo do brasileiro com a economia melhorou.

Em relação à inflação, por exemplo,  o dado é impressionante: desde 2007, nunca tantos brasileiros acharam que a inflação vai parar de subir ou mesmo cair.

Não resta dúvida de que foram os programas criados por João Santana para Dilma Rousseffque (douraram a pílula e) levaram tal otimismo ao eleitor.

Os programas de Dilma na TV e no rádio são superiores aos feitos pela equipe de Aécio Neves. No primeiro turno, muita gente ainda queria tapar o sol com a peneira, argumentando que Aécio tinha menos da metade do tempo destinado ao PT.

Os programas e comerciais de Santana são mais eficientes não só para desconstruir, como já se viu, mas também para construir – isso é pouco ressaltado.

Essa batalha a Dilma já ganhou: a da comunicação na TV e no rádio.

Aécio Neves pode vencer a eleição. Mas se o conseguir terá sido apesar do seu programa de rádio e TV.

Por Lauro Jardim

Sobe-desce

dilma

Dilma: ela sobe, a bolsa cai

Aposta do sistema financeiro para a Bovespa na segunda-feira pós-eleição. Se der Dilma Rousseff, uma queda em torno dos 10%. Se o vencedor for Aécio Neves, a alta será em torno dos mesmos 10%.

Por Lauro Jardim

 

No Estadão:Dilma conta com a inércia; Aécio, com o imponderável

por JOSE ROBERTO DE TOLEDO

 

Dilma Rousseff (PT) oscilou mais um ponto e segue em alta. Segundo o Datafolha divulgado nesta madrugada de quarta, ela foi de 43% na semana passada, para 46% na segunda-feira e chegou agora a 47% dos votos totais. Aécio Neves (PSDB) ficou nos mesmos 43%, para onde caiu dos 46% alcançados no começo do segundo turno.

Nos votos válidos não houve mudança: 52% a 48% para a petista, taxas iguais às de segunda. Isso é facilmente explicável pelos arredondamentos. A fração a mais para Dilma nos votos totais não foi suficiente para ela sair dos 52% dos votos válidos – que são os votos dados só aos candidatos. Embora o resultado seja melhor para Dilma, mostra também que sua aceleração é lenta. Mantém os dois em empate técnico, embora essa possibilidade tenda a zero.

Como Aécio não perdeu mais, o ponto extra para a petista veio dos indecisos, que foram de 6% para 4%. O outro ponto migrou para brancos e nulos, que agora somam 6% (eram 5% há dois dias).

A pesquisa confirma que a disputa continua imprevisível. Por três incertezas: destino dos indecisos, aumento da abstenção e o erro do eleitor ao votar. Há indecisos suficientes para, em tese, Aécio empatar em 47% com Dilma. Mas não é só isso.

A leve vantagem da presidente nas intenções de voto pode ser anulada por um fenômeno que tem se repetido nos últimos anos. O eleitor menos escolarizado tem mais dificuldade para converter intenção em voto. Erra mais. Sinal disso é que as taxas de votos nulos são mais altas nos Estados mais pobres, justamente onde os candidatos do PT a presidente são mais bem votados desde 2006.

Por outro lado, os votos brancos e nulos costumam diminuir no segundo turno porque o eleitor tem que escolher menos candidatos na urna eletrônica. Em vez de cinco, são no máximo dois (quando há segundo turno na eleição para governador no Estado). Em 2010, os votos em branco para presidente caíram 30% do primeiro para o segundo turno, e a quantidade de votos nulos foi 23% menor.

Mas a redução do número de candidatos tem outro efeito que pode prejudicar Dilma: aumenta a abstenção em todos os Estados. Proporcionalmente mais eleitores deixaram de ir votar no segundo turno em 2010 em lugares onde Dilma foi melhor, como Amazonas, Maranhão, Rio Grande do Norte e Tocantins. Ela perdeu mais.

As variações dos votos brancos, nulos e da abstenção são potenciais causas de erros não-amostrais para as pesquisas. Não são estatisticamente calculáveis, e, por isso, não entram na conta da margem de erro. Mas podem decidir a eleição.

Essas incertezas só deixarão de ser um fator de risco para Dilma se ela continuar crescendo e alcançar uma vantagem que não apenas supere a margem de erro, como dê ao menos dois pontos de folga para a candidata à reeleição. Por isso, a pesquisa do Ibope a ser divulgada nesta quinta-feira à tarde é fundamental. Dirá se a presidente prosseguirá em tendência de alta ou não.

Embora em situação mais desconfortável, Aécio ainda pode alimentar esperanças. Deve jogar no debate de sexta à noite na TV Globo sua última cartada para tentar virar o jogo.

A presidente virou no segundo turno porque sua propaganda foi mais eficiente: melhorou a popularidade do governo e fez piorar a imagem do adversário, o bastante para tirar-lhe eleitores. Não muitos, mas o suficiente para inverter posições. Dilma conta com a inércia a seu favor, e Aécio, com o imponderável.

 

O GOLPE DA ÁGUA – Nada mudou no abastecimento de água de SP; o que aumentou foi a vigarice política. Ou: Eleitor da cidade de SP daria hoje a Alckmin os mesmos votos que deu no dia 5. Isso frustrou muita gente

Quero voltar à guerra político-eleitoral da água, deflagrada pelo PT, pelos setores da imprensa alinhados com o petismo, pela campanha eleitoral de Dilma Rousseff e por Vicente Andreu, que é petista, presidente da Agência Nacional de Águas, oriundo da CUT e que, hoje em dia, está fazendo campanha eleitoral. Vamos lá. A primeira questão relevante é a seguinte: o fornecimento de água, hoje, em São Paulo, não é nem maior nem menor do que durante a eleição. No fim de semana retrasado, muita gente ficou sem água ao mesmo tempo porque houve problemas técnicos graves na adutora Americanópolis e em Osasco. De resto, tudo continua como estava, como diria Dilma Rousseff, “no que se refere” ao abastecimento. O que se tem, aí sim, é campanha eleitoreira descarada. Um dado da pesquisa Datafolha publicada na segunda-feira, pela Folha, não mereceu, parece, o devido destaque. Depois de todo o terrorismo feito com a questão da água, o instituto quis saber em quem votariam os eleitores paulistanos se a disputa para o governo do Estado fosse agora.

Os de má-fé e os ignorantes saíram botando terror por aí porque números publicados com destaque pelo Datafolha mostravam que o tucano teria 33% de votos na cidade, contra 19% de Paulo Skaf, do PMDB, e 12% de Alexandre Padilha, do PT. Disseram que votariam em branco, nulo ou em ninguém 25%, 9% afirmaram não saber, e 3% citaram outros nomes.

Pois bem: Alckmin obteve, na cidade de São Paulo, nas urnas, 51,94% dos votos válidos. Segundo os números do Datafolha, ele tria hoje 50%; Skaf teria 28% (contra 21,4% nas urnas), e o petista Alexandre Padilha teria caído de 22,21% para 17,9%. Ou por outra: a variação de Alckmin, na capital, está dentro da margem de erro. À diferença do que pretendiam os petistas, o prestígio do governador segue inabalado. Embora haja um enorme esforço para jogar a responsabilidade pela falta de chuva nas costas do tucano, o efeito eleitoral esperado por muitos — e pelo qual muitos torciam — não aconteceu.

Há problemas de abastecimento em São Paulo? Há. Existe racionamento ou falta generalizada de água? Não! O que mudou foi a determinação do PT, da Agência Nacional de Águas — manipulada pelo partido — e da campanha eleitoral de Dilma Rousseff de tentar explorar o assunto politicamente. Se os petistas acham que Alckmin é o culpado porque não chove, talvez seja o caso de indagar a culpa de Dilma pela seca na cabeceira do Rio São Francisco.

Por Reinaldo Azevedo

 

O cutista e petista que preside a ANA adere ao terrorismo eleitoral da água. Quem está no lodo é a República

O PT tentou dar o golpe eleitoral da água no primeiro turno em São Paulo, com a ajuda de setores militantes da imprensa. Falhou. Passou por uma humilhação eleitoral inédita. Agora, tenta duas coisas: disputar o segundo turno no Estado e jogar a crise hídrica nas costas de Aécio Neves — ou dos tucanos. E conta, para tanto, com o apoio asqueroso da ANA — Agência Nacional de Águas, que deveria ser isenta e apartidária. O PT age de modo coordenado com aqueles mesmos setores do jornalismo. As evidências estão em toda parte. Há dificuldades de abastecimento em São Paulo? Há, sim. Há racionamento e falta generalizada de água? A resposta é “não!” Ao contrário do que se noticia, a gestão da crise feita pelo governo e pela Sabesp, até agora, foi virtuosa: conseguiu uma economia correspondente ao racionamento sem criar as dificuldades inerentes a esse tipo de procedimento.

A crise hídrica existe, sim, e, por óbvio, não é culpa do governador. Até porque não se limita a São Paulo. Sem chuva, o Estado terá fornecimento regular de água até março. No Rio, segundo o governador Luiz Fernando Pezão, pode haver problema de abastecimento já no mês que vem. O motivo é o mesmo: falta de chuva. Aliás, se não chover o mínimo necessário, haverá também falta de energia. E aí eu quero ver o que vai dizer Dilma. Ocorre que, assim como o PT usa a doação de Bolsa Família para ganhar votos, tenta usar a falta de água com o mesmo fim. E, reitero, com o apoio quase unânime da tal “mídia”, que o partido costuma chamar de “golpista”. Se for golpista, ela o é porque majoritariamente petista. Pois é…

Nesta terça, o presidente da ANA, o petista e cutista Vicente Andreu, participou de uma audiência na Assembleia Legislativa, promovida pela bancada do PT na Casa. Raramente se viu coisa tão asquerosa. Ficou evidente, de maneira inequívoca, o mal que faz o aparelhamento do Estado. Referindo-se às dificuldades hídricas de São Paulo, Andreu resolveu fazer terrorismo e afirmou que, se não chover, a Sabesp terá de tirar água do “lodo”. Sim, ele estava em busca de uma palavra forte. E achou. No lodo, quem está é a ANA.

O cutista Andreu não parou por aí. Referindo-se à retirada de água do segundo volume estratégico, JÁ AUTORIZADA PELA AGÊNCIA QUE ELE PRÓPRIO PRESIDE, afirmou: “Eles querem tirar o segundo volume morto, ou seja, a pré-tragédia. Eu costumo dizer assim: ‘É como se cidadão fosse para o cheque especial e não avisasse a família que está com problema. Sem alternativa, ele quebra o cofrinho da filha, mas mantém a mesma condição financeira’”.

É uma fala nojenta, própria de quem está fazendo campanha. O que o senhor Andreu está querendo é criar um factoide eleitoral. Se é essa a sua opinião, por que a ANA autorizou o uso da água do segundo volume estratégico? Que recusasse! A propósito: se essa reserva não serve para momentos agudos de crise, serve pra quê?

O espantoso é que sua fala, que deveria causar repulsa em qualquer pessoa razoável, foi reproduzida como se ele fosse o portador da razão. Reitero: Andreu resolveu fazer terrorismo eleitoral com uma decisão tomada pela agência que ele próprio preside. A audiência foi marcada na Assembleia pelos petistas para virar peça de campanha. E virou. Disfarçada de jornalismo.

No lodo, quem está é a ANA!

Por Reinaldo Azevedo

 

Alto endividamento faz Moody’s rebaixar nota da Petrobras

NÚMEROS DA PETROBRAS

Na VEJA.com:
A agência de classificação de risco Moody’s rebaixou o rating global em moeda estrangeira e local da Petrobras de Baa1 para Baa2, e manteve a perspectiva negativa. Segundo a agência, o rebaixamento refleto alto endividamento da estatal e a visão de que ele vai diminuir significativamente apenas depois de 2016. Entre os principais agravantes do endividamento estão as pressões negativas sobre os preços do petróleo e sobre o real, assim como os altos compromissos de investimentos. O endividamento da empresa ultrapassa 300 bilhões de reais, segundo o último relatório de resultados.

“Embora a Petrobras tenha sido relativamente bem-sucedida na execução de seu ambicioso programa de capital e tenha atingido metas de produção agressivas, a alavancagem continua crescendo em 2014, tendo em vista principalmente sua incapacidade de repassar os custos relacionados aos derivados de petróleo importados, à desvalorização da moeda local e ao agressivo programa de investimentos”, afirmou Nymia Almeida, da Moody’s.

Os ratings da Petrobras poderão ser rebaixados ainda mais se o aumento do endividamento for sustentado por uma proporção entre dívida e Ebitda acima de 5 vezes ou se o crescimento da produção cair abaixo das metas, segundo a Moody’s. Um rebaixamento do rating soberano do Brasil também pode pressionar a classificação da empresa. A agência afirmou que não vê uma elevação dos ratings da Petrobras no curto a médio prazo. “No longo prazo, porém, poderá haver uma elevação se houver redução da alavancagem e um aumento na produção lucrativa e nas reservas, em conjunção com um rating soberano mais alto.”

Desde 2012 os aumentos do valor do barril no mercado internacional não são integralmente repassados pela Petrobras aos consumidores, num intento do governo de frear o avanço da inflação. Apenas em 2014, o prejuízo da área de Abastecimento, que controla as importações de gasolina, chega a 7 bilhões de reais. A estatal deixou de ganhar 45 bilhões de dólares desde 2012 devido ao congelamento de preços da gasolina, segundo levantamento do CBIE.

Por Reinaldo Azevedo

 

Vaccari, Dilma, a galinha e as raposas

A petista Dilma Rousseff ficou visivelmente irritada quando o tucano Aécio Neves lhe perguntou se ela mantinha a confiança em João Vaccari Neto, tesoureiro do PT, que ela nomeou membro do conselho da Itaipu. Segundo Paulo Roberto Costa e Alberto Yousseff, ele é peça-chave no esquema criminoso montado para assaltar a Petrobras.

Pois bem: agora Marcelo Mattos informa na VEJA.com (ver post anterior) que esse chefão petista, que já se envolveu em outras operações suspeitas do partido, exerce uma função importante na campanha de Dilma: documento obtido pelo site mostra que o tesoureiro foi nomeado delegado da campanha da petista e tem a função-chave de representar a candidata no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Goza de tal autonomia que tem a prerrogativa de fazer petições e assinar as credenciais dos fiscais da coligação.

Eis aí: vocês acham o quê? Se Dilma for reeleita, será que ela tomará efetivamente as devidas medidas na esfera administrativa para que novas quadrilhas não operem na Petrobras — ou, sabe-se lá, para que a mesma não continue operando? Sim, meus caros, há duas esferas de atuação: a da Justiça, que não depende do chefe do Executivo, e aquela de natureza funcional: criar mecanismos para que as empresas estatais não sejam assaltadas por grupos de pressão.

Bem, Vaccari, hoje o principal implicado num esquema que a própria Dilma disse existir, é um dos chefões de sua campanha eleitoral. Digam às galinhas que a raposa é boa-praça. Isso é apenas um emblema de como os companheiros veem a coisa pública e das escolhas morais que fazem.

Em comícios por aí, os petistas dizem que seus adversários fazem contra eles uma campanha de ódio. Pois é… Lembro aqui que, no governo Itamar Franco, Henrique Hargreaves, então seu chefe da Casa Civil, foi acusado de envolvimento em negócios suspeitos. Itamar não hesitou: afastou-o do cargo enquanto durou a investigação. Constatada a sua inocência, ele voltou ao cargo. E olhe que Itamar estava afastando seu braço-direito da pasta mais importante do seu governo.

No caso de Vaccari, estamos falando da tesouraria de um partido, do conselho de uma estatal e de uma função na coordenação de campanha, postos, em tese, bem menos importantes. Mas quê… Vaccari fica lá. Os petistas preferem xingar os adversários.

Por Reinaldo Azevedo

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Blog Reinaldo Azevedo (VEJA)

1 comentário

  • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR

    Sr. João Olivi, diante da descompostura do ex-presidente e, da aceitação de todo o povo brasileiro, diante de um ser que se acha senhor de todas as coisas, quero dizer-lhe:

    Não sou “coisa” sua! Macunaíma barato!

    As pessoas que estão sendo nominadas por estes facínoras, têm o meu apoio e de “muitos brasileiros” que não compactuam com esta prática fascista. Acionem a JUSTIÇA!!

    Para aqueles que não têm coragem de se indignarem, dou uma ideia:

    Use à prática do rei Juan Carlos da Espanha, para dizer aquela famosa frase:

    PORQUE NÃO TE CALAS? Dirigida ao presidente da Venezuela Hugo Chaves, durante a XVII Cúpula Ibero americana realizada no Chile em 2007 e, caí muito bem neste caso, mandando calar “OS ALOPRADOS”!

    ....”E VAMOS EM FRENTE” ! ! !....

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