Kátia Abreu quer levar métodos da iniciativa privada para governo, mas vota em Dilma? Oi?

Publicado em 25/10/2014 13:07 e atualizado em 28/10/2014 09:30 649 exibições
por Rodrigo Constantino, de veja.com

Kátia Abreu quer levar métodos da iniciativa privada para governo, mas vota em Dilma? Oi?

Kátia Abreu com Dilma, aquela que representa o oposto de tudo o que a senadora defende

Mais uma boa coluna da senadora Kátia Abreu na Folha hoje. Devo parabenizar seu ghost writer, algum liberal qualquer que não abandonou seus princípios ainda? Digo isso pois custo a crer que quem escreveu essas linhas foi a mesma pessoa que pediu votos para Dilma.

No texto, Kátia Abreu senta o pau na gestão pública, citando o caso específico de Tocantins, por onde foi eleita. Está fazendo política, claro. Mas esse não é meu ponto. O fato é que ela recomenda, como solução para os problemas da gestão pública, que os políticos deixem os métodos da iniciativa privada chegarem até o setor público.

Ela pretende reduzir o abismo existente entre ambos hoje, aproximar as administrações, o máximo possível, já que no setor privado encontramos um comando mais eficaz, moderno. Kátia Abreu quer transportar tais avanços identificados com a iniciativa privada para os governos. Somente assim conseguiremos melhorar os serviços públicos prestados à população.

Meta louvável. Vale notar que o abismo pode ser reduzido, sem dúvida, mas nunca superado totalmente, pois o mecanismo de incentivos é diferente, e inadequado no setor público. Falta o “olho do dono”, que é quem engorda o boi, como a senadora do agronegócio bem sabe. Falta esse escrutínio de quem coloca a própria poupança na reta. Falta a liberdade de punir os mais incompetentes e premiar os mais eficientes.

Aécio Neves, responsável pelo mais elogiado choque de gestão em governos de estados brasileiros

Mesmo assim, dá para aplicar um bom “choque de gestão”, para levar mais meritocracia para o setor público, para cobrar metas de forma mais objetiva, para blindar áreas fundamentais da politicagem. Como sabemos que é possível fazer isso? Porque Aécio Neves fez em Minas Gerais, com bons resultados. Foi o primeiro governador a ser identificado por esse esforço. E foi reconhecido até mesmo pelos petistas, inclusive a presidente Dilma.

Só que ela não fez nada parecido em sua gestão no governo federal. Ao contrário: tivemos um choque de ingestão, um aumento de politicagem absurdo, um aparelhamento da máquina estatal por pelegos, uma politização das estatais e agências reguladoras, de institutos e fundos de pensão, de tudo!

Portanto, gostaria de compreender qual o sentido de Kátia Abreu louvar – corretamente – um choque de gestão do tipo que Aécio fez em Minas, para logo depois pedir voto para Dilma, que representa o oposto disso tudo?

Rodrigo Constantino

Quem conhece o passado de Dilma não fica surpreso com seu presente

Alguns eleitores mais desatentos podem ter se assustado com o tom raivoso e autoritário da presidente Dilma em seu último programa de campanha na televisão ontem. Uma “indignação” simulada que voltou todas as suas baterias contra o mensageiro da notícia ruim – a Veja – em vez de rebater o conteúdo em si trazido pela revista, mas dito pelo doleiro do próprio PT.

Além disso, o PT fez de tudo para calar a Veja, para tirar de circulação a revista. Há relatos de várias pessoas que viram petistas comprando nas bancas todos os exemplares disponíveis, em alguns casos usando até carro da prefeitura. Houve, ainda, um grupo de marginais fascistas do União da Juventude Socialista, ligada ao PCdoB, que é ligado ao PT, que tentou intimidar a imprensa depredando a entrada do prédio da editora Abril.

Por fim, o TSE deu parecer contrário à Veja, decidindo que ela não pode fazer propaganda da capa desta edição. Em sua decisão, o ministro Admar Gonzaga, relator do processo, afirmou que há elementos para acatar o pedido liminar, suspendendo, até o julgamento do mérito, qualquer publicidade da editora sobre o assunto. Gonzaga foi um dos advogados da campanha de Dilma em 2010.

Mas só fica surpreso com tanto autoritarismo por parte da presidente quem não conhece seu passado direito, quem acreditou na mentira inventada e repetida mil vezes, de que ela combatia a ditadura e lutava pela democracia. Nada mais falso! Dilma nunca demonstrou apreço pela democracia e a liberdade. Ela sonhava é com o comunismo. E desafio os petistas a mostrar um só experimento comunista ou socialista que preservou a democracia!

Gravei um vídeo quando a revista Época trouxe, um tempo atrás, o passado de Dilma em sua reportagem de capa.  Vejam:

Conhecendo de onde cada um veio fica mais fácil compreender porque defendem certas coisas. Pessoas podem mudar, claro. Mas eis o ponto-chave aqui: Dilma jamais se arrependeu deste passado. Nunca fez um mea culpa de que lutava por algo equivocado, como tantos socialistas daquela época fizeram. Um deles, Eduardo Jorge, recentemente reconheceu que aquela turma desejava uma ditadura:

Pois é: sinceridade, algo que falta a Dilma. Fernando Gabeira, Arnaldo Jabor, Ferreira Gullar e tantos outros já admitiram que aquela luta não era pela democracia coisa alguma. Dilma nunca admitiu isso. Sabem o motivo? Ela continua acreditando naqueles ideais, e não evoluiu a ponto de rejeitar os métodos autoritários pregados no passado.

Eduardo Jorge, do PV, apóia Aécio Neves. Quem evoluiu entende que a democracia vale muito, e a liberdade de imprensa é um pilar fundamental de todo regime democrático.

Rodrigo Constantino

 

Os ignorantes do bem e um sistema de corrupção

Dirceu, hoje presidiário, com Dilma, que se nega a criticá-lo.

Sensacional a coluna de hoje do jornalista Guilherme Fiuza. Uma ducha de água fria, fria não, congelada na cabeça de nossos “progressistas”, especialmente os cariocas, que adoram votar na esquerda com viés romântico, i.e. votar mal.

O que Fiuza prova é que o velho discurso de esquerda do bem contra direita do mal não cola mais. É absurdo achar que o voto em Dilma representa qualquer coisa parecida com um voto de “protesto ao sistema”, de “grito contra as elites”.

Dilma e o PT representam justamente o pior lado das elites, o lado reacionário, corrupto, fisiológico. O eleitor achou que vivia numa canção de Chico Buarque, e acabou quase na Venezuela. É preciso acordar enquanto há tempo. Diz o autor:

Os progressistas com alma de oposição têm todo o direito de votar em Dilma. Só não fica bem fingirem que estão votando contra as elites reacionárias e autoritárias, sentindo-se humanos e sensíveis. O que há de mais reacionário, autoritário, insensível e desumano no país hoje é o assalto ao Estado brasileiro. Não só o do mensalão, mas o da fraude que o governo Dilma instituiu na contabilidade pública: maquiagem dos balanços para esconder déficits e gastar mais — com uma máquina sem precedentes que acomoda os companheiros e simpatizantes.

Quem são hoje, 25 de outubro de 2014, as elites que se organizam para sugar o que é do povo? Não, meu caro progressista do bem, não dá mais para você olhar no espelho e dizer que é a “direita conservadora” — ou qualquer desses apelidos feios para quem não usa a estrelinha vermelha. A elite egoísta e predadora hoje é essa que você ajudou a vitaminar, achando que estava votando num livro de García-Marquez, numa canção de Chico Buarque ou num poema de Neruda. Traficaram o seu romantismo, caro eleitor de esquerda, e o transformaram na maior indústria parasitária que este país já viu.

O doleiro acaba de revelar que Dilma e Lula sabiam do esquema de saque à Petrobras. O que você fará diante disso, caro progressista do bem? Colocará para tocar um disco de Mercedes Sosa? Ou fechará os olhos e ficará repetindo para si mesmo que casos de corrupção existem em todos os governos? Não, meu caro, a nova elite vermelha não protagonizou casos de corrupção. Ela criou, sob a propaganda da bondade, um sistema de corrupção.

Essa é a expressão-chave aqui: um sistema de corrupção. O que o PT fez nesses últimos 12 anos não foi “apenas” roubar, como “todos os outros”. Quem repete isso tenta se convencer de uma mentira para evitar a dor da dissonância cognitiva. Ouviu por tempo demais que esquerda é sinônimo do “bem”, e como o PT está mais à esquerda…

Mas não! O que o PT fez não é nada parecido com qualquer outro caso anterior. O partido criou, como diz Fiuza, um completo sistema de desvio de recursos públicos para seus cofres particulares. Montou um gigantesco aparato para sugar cada centavo de nosso dinheiro, pago com nosso suor nos impostos. E ainda defende seus arquitetos do crime!

Portanto, não caia nessa de “esquerda x direita”, pois não é nada disso que está em jogo nessa eleição. Seu voto amanhã será para dar aval a um sistema mafioso instalado dentro do Planalto, ou para demandar mudanças, punir os corruptos e preservar a democracia. Como conclui Fiuza, “Exija respeito pela sua escolha na urna. Mas procure um jeito honesto de se orgulhar dela”.

Rodrigo Constantino

 

Ex-ministro de Lula elogia ato de vandalismo contra Veja

É um espanto! A que ponto chegamos? Gente que chegou ao ministério, cargo dos mais altos na política nacional, aplaudindo atos de vandalismo contra a imprensa livre? Acham que já estamos na Venezuela? Foi exatamente o que deu a entender Orlando Silva, ex-ministro dos Esportes do governo Lula, e que caiu por escândalos de corrupção e uso irregular dos cartões corporativos. Vejam o que ele escreveu em seu Twitter:

Orlando Silva

 

Denunciar? É disso que o ex-ministro chama pichação e vandalismo? De denúncia? Devo presumir que o socialista defenderia os camisas-marrom de Mussolini também, que “denunciavam” aqueles que ousavam discordar de seu “maravilhoso” projeto de poder?

Entendo o ódio que Orlando Silva tem da liberdade jornalística. A imprensa foi quem divulgou que o ministro efetuou alguns pagamentos em restaurantes em dias que, segundo a agenda divulgada pelo ministério na internet, não haveria compromissos oficiais. Essa mania de cobrar transparência no trato com a coisa pública é insuportável para alguns mesmo.

O que esperar de alguém que ainda defende abertamente o comunismo em pleno século 21, ideologia assassina responsável pela morte de cem milhões de inocentes? Países do Leste Europeu, que foram vítimas dessa utopia maldita, baniram partidos comunistas e proibiram a foice e o martelo como símbolo, pelo mesmo motivo que a suástica nazista é vetada: jogam contra a democracia.

Agora fica mais claro ainda essa postura antidemocrática. Um ex-ministro de Lula elogiando vândalos que não respeitam as leis e a liberdade de expressão. E Orlando Silva, claro, pede voto para Dilma. Vote nela, e leve junto comunistas que aplaudem atos fascistas…

Rodrigo Constantino

 

Deixar de comprar voluntariamente os livros do Chico Buarque não pode, mas depredar a Abril pode?

Todos estão cansados de conhecer o duplo padrão moral dos canalhas. Uma ala da esquerda passa mais longe de qualquer decência do que Plutão da Terra. Adota constantemente o velho “um peso, duas medidas”. Sua indignação é sempre seletiva.

Quando propus aqui um boicote aos artistas engajados que fazem campanha para o PT, ou seja, que os próprios consumidores burgueses da elite ridicularizados por essa gente simplesmente parem de dar seu dinheiro para aqueles que os odeiam, houve uma reação histérica do lado de lá.

Eu não era “democrático”, não “respeitava opiniões diferentes”, e por aí vai. Tudo balela, como mostrei aqui. O boicote é um instrumento legítimo de mercado, uma arma que o consumidor usa para expressar sua indignação com alguma coisa que rejeita do ofertante.

A esquerda é a primeira a pedir boicote a Israel ou aos Estados Unidos, com a diferença de que seus motivos costumam ser ridículos (preferem defender a escória humana contra quem esses países democráticos lutam) e seu boicote, hipócrita (eles não conseguem ficar sem os produtos desses países, ao contrário da gente com os livros ou discos de Chico Buarque).

Pois bem: então não posso fazer campanha para que as vítimas do PT – e não é uma simples questão de “opinião diferente”, pois o PT é uma máfia criminosa e autoritária – deixem de enriquecer aqueles que querem destruir esse país, transformá-lo numa Venezuela, mas a esquerda radical e raivosa pode… depredar a entrada do prédio da Abril, editora de Veja?

Entrada do prédio da Abril. Fonte: Folha

É isso mesmo? Será que veremos algum indício de revolta dessa gente que invadiu meu blog para me condenar? Ou será que deixaremos escancarado para o país todo como essa turma é canalha, dissimulada, sem princípios?

Os ataques, que não são coisa de vândalos, mas sim de criminosos fascistas, foram assinados pela União da Juventude Socialista, ligada ao PCdoB, que por sua vez é “linha auxiliar” do próprio PT. Isso mostra, uma vez mais, como são os próprios socialistas que agem como os fascistas que eles acusam o lado de cá de representar. Vejam essas rápidas imagens feitas por cinegrafista amador:

 

Olhem o que o PT fez agora na Editora Abril em SP

7.

 

 

 

 

 

 

Boicote é uma escolha voluntária: o consumidor simplesmente exerce seu direito de não comprar um produto. Vandalismo, depredação, pichação, essas coisas são crimes, atentam contra a liberdade dos outros, ferem as leis. São atos, esses sim!, de quem não tolera a democracia e a liberdade alheia. Atos de fascistas!

Quem está revoltado com Veja, por esta fazer com independência seu trabalho jornalístico, pode não comprar a revista, ponto (parece que o PT tem feito o contrário, comprado todas nas bancas para evitar que o público tenha acesso às informações bombásticas do doleiro do PT). Se acha que há algum tipo de injúria na reportagem, existem os caminhos legais para isso. O PT já disse que vai processar Veja (e vai perder).

Mas depredar, quebrar, destruir, isso é coisa de filhote de Lenin, de herdeiro de Stalin, de seguidor de Mussolini, de aprendiz de Hitler. Espero ter deixado bem claro o abismo moral intransponível que nos separa. E espero também que todos os que ainda conseguem estar indecisos depois de tudo, pensem muito bem no voto de amanhã. Pois votar em Dilma é levar junto essa corja autoritária que se julga acima das leis.

Rodrigo Constantino

 

Tenho profundo orgulho de fazer parte da Veja, justamente porque elles a odeiam!

Minha admiração e meu respeito por Veja vêm de longa data, muito antes de eu ser chamado como colunista há pouco mais de um ano. Tornava pública esta admiração em palestras e conversas, e repetia que o falecido e saudoso Roberto Civita era um herói nacional. Com sua coragem e ética, criou um veículo respeitado na imprensa, e independente de governos, como deve ser quem se presta a fazer jornalismo sério.

Quando fui convidado para abrigar um blog aqui, portanto, fiquei extremamente lisonjeado. Aquela revista chapa-branca que vive de anúncio de estatais poderia oferecer duas, dez vezes mais, e eu não aceitaria. Vim parar na Veja por compartilhar de seus princípios e valores, enquanto certos colunistas aportam naquela revista por falta de opção, talento e decência, adaptando seu discurso de acordo com quem paga a conta.

Largamos de um abismo moral intransponível, o que os desespera. Por isso a tentativa constante de denegrir nossa imagem, de difamar, proferir ataques e ofensas pessoais, no afã de tentar nos igualar a eles, nivelar todos igualmente por baixo, no pântano em que habitam. Doce ilusão! O relativismo moral visa a rejeitar a superioridade de quem é superior do ponto de vista ético, para enaltecer o que vem de baixo. Todo relativista é um hipócrita atuando em causa própria.

Ontem, ao ver a capa de Veja desta semana, senti profundo orgulho de fazer parte do time. A revista coloca seus princípios e valores acima dos interesses de curto prazo, dos riscos de retaliação, e cumpre seu dever jornalístico e cívico com coragem e determinação, em prol da construção de um país mais livre e justo, algo que o lado de lá, movido apenas pelo tilintar das moedas estatais, jamais compreenderá.

Capa Veja

Claro que isso despertou a fúria dos canalhas. Ficaram em polvorosa. E hoje bem cedo já havia uma quantidade enorme de material produzido diretamente do esgoto para tentar ridicularizar a Veja. Várias capas falsas “brincando” que a revista revelava descobertas bombásticas, apenas para tentar criar a sensação de que a denúncia do doleiro do próprio PT sobre a Petrobras seria algo do mundo da fantasia.

Até eu apareço em várias, lamentando a situação do país lá de Miami (sim, os liberais fugiriam para Miami se o Brasil virasse uma Venezuela conforme o PT deseja, e a esquerda caviartambém, pois prefere Miami a Cuba, apesar do discurso falso).

“Lula e Dilma são os responsáveis pelo náufrago do Titanic”, ironiza uma delas, o que talvez seja um ato falho para quem ignora a metáfora perfeita se encararmos nossa maior estatal como um navio rumo ao fundo do mar. É para lá que o PT está levando a Petrobras, envolta em infindáveis escândalos de corrupção que alimentaram diretamente o caixa do partido de Dilma.

Mas onde estavam esses que tentam manchar a reputação de Veja quando a revista soltou uma entrevista bombástica com Pedro Collor em 1992, o que contribuiu para o impeachment de seu irmão, demandado pelos “caras pintadas” liderados por Lindbergh Farias, senador petista hoje? Naquela época Veja era confiável? Veja não mudou; mudaram os corruptos. Ou nem tanto, pois Collor é aliado de Dilma e do PT.

Como já mostrei aqui, Veja teve várias capas e reportagens denunciando casos de corrupção na era FHC. Nessa época, a revista não era odiada pelos petistas. Seu padrão de julgamento moral é seletivo: se ataca seus adversários, então é boa; se o ataque se volta contra o próprio PT, então não presta e é “vendida”.

A própria presidente usou sua última campanha de televisão hoje para “rebater” as denúncias, feitas não por Veja, mas pelo doleiro ligado ao PT. Na verdade, fez apenas ameaças, veladas e diretas, deixando transparecer o ódio que sente pela liberdade de imprensa. Acusou “forças ocultas” por trás da revista. Tentou censurar a revista no TSE, mas não conseguiu. E avisou: isso terá consequências!

O que Dilma não admite, vejam bem!, não é o teor gravíssimo das denúncias, mas sim o mensageiro ousar divulgá-las, e nas vésperas das eleições. Nenhum governante autoritário suporta a imprensa independente. Mas seu papel é exatamente esse. Seria absurdo Veja ter acesso ao que Alberto Youssef relevou ao delegado da Polícia Federal e não divulgar. Seria péssimo jornalismo, e antipatriótico. O eleitor tem direito às informações, para julgar por conta própria seu mérito.

Meu respeito e minha admiração por Veja só aumentaram desde que passei a escrever aqui. E o ódio e a fúria dos que rastejam no submundo do crime e da imoralidade só fortalecem tais sentimentos. Se essa gente se incomoda tanto com o trabalho de Veja, então é porque está no caminho certo, colaborando para desinfetar os porões da politicagem corrupta em nosso país. Parabéns, Veja!

Rodrigo Constantino

 

É a classe C, estúpido!

Saldão eleitoral

Saldão eleitoral

O título desta coluneta é uma paráfrase de uma frase antológica de marketing político. James Carville, o marqueteiro do presidente americano Bill Clinton cunhou a frase “é a economia, estúpido”!, na vitoriosa campanha eleitoral de 1992. João Santana, o marqueteiro de Dilma Rousseff agora apela para a classe C. E não vou esconder meu desejo para que o sucesso não se repita.

Esta aposta de João Santana poderá até ser um sucesso em termos eleitorais, mas prenuncia o fracasso do projeto PT de governo (nem estou adicionando aqui a questão institucional na esteira do Petrogate). Trata-se de um  fracassso já levado às últimas consequências na Venezuela e na Argentina. Não queremos ser eles amanhã. Para ser mais preciso, na segunda-feira, o day aftereleitoral.

Ao longo da campanha eleitoral brasileira, eu citei muito o El País. Na véspera da votação, eu quero prestar uma homenagem ao jornal espanhol, trazendo um texto a respeito dos perigos estúpidos que rondam o Brasil em função desta aposta eleitoral de João Santana. O texto é de um jornalista argentino do La Nación (que, por sinal, endossou Aécio Neves). Aqui, a íntegra em português do texto de Carlos Pagni.

Em um texto com o bom título A Esquizofrenia Populista, Pagni ressalta que “a  campanha eleitoral do Brasil exibe uma dualidade que é constitutiva do populismo em toda a América Latina”. Houve uma rápida mobilidade social no Brasil e a propaganda do PT se dirige a este segmento, o fiel da balança na votação deste domingo. É o aqui e agora do consumismo e da preservação a qualquer preço da baixa taxa de desemprego. Ótima estratégia de campanha eleitoral, mas aqui vai alerta de Pagni:

“No Brasil aparece atenuada uma deformação que na Argentina e na Venezuela é caricatural. Em seu afã por sacralizar o presente, o populismo se desliga do futuro. Premia o consumo, não a poupança. O gasto, em vez do investimento. E se empenha mais em ampliar subsídios do que em criar trabalho genuíno. Nessas prioridades estão as sementes de sua decadência”.

(por Caio Blinder)

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Blog Rodrigo Constantino (VEJA)

1 comentário

  • EDMILSON JOSE ZABOTT PALOTINA - PR

    APÓS TUDO O QUE TIVEMOS QUE VER, OUVIR E AGUENTAR O QUE ESTÁ TAL SENADORA KATIA ABREU , FEZ ATÉ O MOMENTO , AGORA TEMOS QUE LER NESTAS ENTRE LINHAS ESTÁ DEMAGOGIA , A QUAL ESTÁ DESESPERADA PARA CONSEGUIR UM CARGO DE MINISTRA E AGORA ELOGIANDO O TRABALHO DE AÉCIO NEVES 45 , MAS ESTÁ NO MESMO BARCO DE DILMA , ESTÁ É A VERDADEIRA GARIMPEIRA DE CARGO COMO FEZ ATÉ AGORA COM A "CNA" . VAMOS REPUDIAR ESTÁ TRAIDORA DO AGRONEGÓCIO E COM AÉCIO PRESIDENTE E ALVARO DIAS COMO PRESIDENTE DO SENADO , DAR UM BASTA NESTA QUE NEGOCIA ATÉ A MÃE PARA SE GARANTIR NA MÍDIA . DA LICENÇA E VAI CONTAR ESTA HISTÓRIA PARA OS PRESIDENTES DAS FEDERAÇÕES QUE TE ELEGERAM PARA MAIS UM MANDATO DA CNA.

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