Gilberto Carvalho por um fio: se ele não cai, quem fica na corda bamba é Dilma

Publicado em 03/11/2014 18:37 e atualizado em 06/11/2014 09:46 1400 exibições
por Reinaldo Azevedo, de veja.com

Gilberto Carvalho por um fio: se ele não cai, quem fica na corda bamba é Dilma

Miguel Rossetto, que já foi duas vezes ministro do Desenvolvimento Agrário, é cotado para o lugar de Gilberto Carvalho na Secretaria-Geral da Presidência da República. Parece que Dilma vai acatar a minha sugestão e pôr na rua o seu ministro da Confusão Institucional. Na semana passada, enquanto a presidente falava em um entendimento nacional, Carvalho pregava, na prática, a guerra com o que ele chama “mídia”. Sempre foi um procurador dos interesses de Lula no Planalto; nunca esteve a serviço de Dilma, que não gosta dele.

E olhem que Rossetto não é exatamente uma flor “no que se refere” a olores ideológicos. É ligado à Democracia Socialista, uma corrente de esquerda, de sotaque trotskista, que só aderiu ao PT em 1986. No mapa ideológico ao menos, está à esquerda do próprio Carvalho.

A questão, no fim das contas, nem é de ideologia, mas de disciplina. Carvalho se move sem pedir licença, fala o que lhe dá na telha e se comporta como se fosse chefe de Dilma. Afinal, ele é da turma que considera a autoridade do partido acima da autoridade do Estado e do governo. Se, no PT, ele é mais do que ela — e é —, então manda mais no país. Sem contar que é a voz, os braços, os olhos, os ouvidos e a língua de Lula no Palácio.

Se Dilma não puser Carvalho na rua, será muito difícil governar. E saiba, presidente: estamos falando do maior hortelão da República. Ninguém planta “notícias”, inclusive aquelas que Vossa Excelência não gosta de ler, com a habilidade deste misto de sacristão e tiranete. Se ele não cai, quem fica na corda bamba é Dilma. Se fica, passará os próximos quatro anos conspirando em favor da volta de Lula.

Por Reinaldo Azevedo

Quando sai o balanço?

Ações em baixa

Prazo de onze dias

O balanço do terceiro trimestre da Petrobras deveria sair na sexta-feira, após a reunião do conselho de administração. Nada. Uma nova reunião do conselho está marcada para amanhã. Talvez a divulgação dos resultados aconteça. Mas instalou-se a dúvida no mercado.

 

O que a PwC, responsável pelos balanços da Petrobras, questionou em sua auditoria? Ninguém tem ainda a resposta. Mas o cuidado da PwC está, certamente, relacionado à exigências da SEC, a CVM americana.

Por ela, o auditor externo que checa os balanços de uma empresa com ações negociadas nos EUA devem incluir no seu trabalho, entre outros procedimentos, a existência de “atos ilegais” que afetariam de maneira material as demonstrações financeiras.

Ainda de acordo com o procedimento exigido pela SEC, o auditor tem a obrigação de comunicar ao Comitê de Auditoria da empresa e seu Conselho de Administração sua posição sobre as suspeitas identificadas.

Caso não haja uma resposta considerada adequada, a auditoria deve reportar tal fato ao Conselho de Administração, que tem um dia para enviar uma comunicação à SEC sobre o aviso recebido, com cópia para o auditor.

Se o auditor não cumprir esse ritual, ele pode ser processado civilmente pelo regulador do mercado americano.

Uma coisa é certa: pela lei, terá que ser publicado impreterivelmente até o dia 14 de novembro, um dia antes de vencer o prazo legal de 45 dias após o fechamento do trimestre.

Por Lauro Jardim

Duplo comando

Portas abertas para a bancada

Portas abertas para a bancada

Lula marcou uma reunião nesta semana em São Paulo, no Instituto Lula, com a bancada petista no Senado.

Por Lauro Jardim

Mão na massa

Lula: atuando nas sombras

Lula: atuando nas sombras

De acordo com petistas graúdos, Lula está botando a mão na massa do novo ministério de Dilma Rousseff.

Lula em pessoa, ainda de acordo com petistas graúdos, vai negociar com Luiz Carlos Trabuco e Lázaro Brandão a ida do presidente do Bradesco para o Ministério da Fazenda.

Haja lábia. Trabuco não está minimamente inclinado a aceitar o convite.

Por Lauro Jardim

 

Questão de gratidão

Sarney, o grato

Sarney, o grato

Aos mais próximos, antes mesmo de circular na internet um vídeo da repetidora da TV Globo no Amapá sugerindo seu voto em Aécio Neves, José Sarney justificou por que escolhera o tucano:

- Foi um voto de gratidão ao Tancredo.

Pode até ter sido. Mas  também foi um voto de raiva ao que considera falta de apoio de Dilma Rousseff.

Por Lauro Jardim

 

“Estou sendo injustiçado”

Machado: licença

Machado: licença

Sergio Machado está neste momento reunido com os executivos da Transpetro, de nível gerencial e de direção, no décimo andar da sede da estatal, no Rio de Janeiro.

Alvo da Operação Lava Jato, está comunicando aos subordinados o seu pedido de licença do cargo que ocupa desde junho de 2003.

Em resumo, o seu discurso segue a linha da vitimização. Diz Machado:

- Estou sendo injustiçado. Multipliquei por dez o tamanho da Transpetro desde que cheguei aqui.

Machado, um ex-líder do governo FHC, mas que está no cargo por indicação do peemedebista Renan Calheiros, é tido como um craque num quesito de grande valor para um apadrinhado político – a arrecadação de recursos para eleições.

Por Lauro Jardim

 

Jornalismo de panfleto: a onda de satanização da oposição na imprensa paulistana

A força do governismo — ou, para ser mais preciso, do petismo — na imprensa é avassaladora. Muito maior do que na sociedade. Nas urnas, vocês viram o resultado: Dilma venceu por uma diferença de pouco mais de três pontos. Muito cuidado com o que você lê. Muito cuidado com o que você vê. Muito cuidado com o que você ouve — sim, também com o que você lê aqui. Eu não quero nem preciso que você acredite em mim; eu quero que você tenha compromisso com os fatos. É por isso que este blog existe.

No sábado, 2.500 pessoas, segundo a PM, se reuniram na Paulista para cobrar uma auditoria na eleição; muitas delas pediram, sim, o impeachment de Dilma se comprovado que ela sabia da roubalheira na Petrobras, conforme sustenta Alberto Youssef, no âmbito da delação premiada. Bem, caso isso fique mesmo evidente, é claro que a presidente terá de sair. Mas, antes, será preciso provar.

Muito bem: alguns poucos gatos-pingados, no protesto, chegaram a pedir uma intervenção militar, o que é, obviamente, uma tolice. Eram tão poucos os que assim se manifestavam que tanto o repórter da Folha como o do Estadão entrevistaram a mesma pessoa. Foi o bastante para que a questão ganhasse enorme destaque nos dois veículos. Ainda nesta segunda, o Estadão decidiu ouvir o governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) a respeito do assunto, como se isso fosse relevante.

Tenta-se colocar em quem se manifesta contra a roubalheira e a truculência a pecha de golpista. Veículos de comunicação, o que é asqueroso, não têm se distinguido das páginas do PT nas redes sociais. O protesto de sábado se organizou em favor da auditoria e, reitero, do impeachment caso fique comprovado que Dilma sabia de tudo.

Esse procedimento é nojento. Um bando de brucutus resolveu atacar a editora Abril com camisetas da Dilma. Era composto, inequivocamente, de pessoas que faziam a campanha da petista. Ninguém tratou, porque seria mesmo incorreto, todos os dilmistas como fascitoides que não respeitam a liberdade de imprensa, ainda que a pregação do partido na TV desse azo a atos violentos.

Mas basta que duas ou três pessoas, num ato de eleitores de oposição — às vezes, uma —, digam uma bobagem para que esta se transforme no centro das atenções. A luta que as oposições têm pela frente não será fácil. Terão de enfrentar a propaganda do governo federal e a disposição clara, já manifesta, de setores da grande imprensa, alinhados com o partido do poder, de desmoralizar a resistência.

Cumpre lembrar aqui uma vez mais: em ditaduras, também há governos, mas só nas democracias existe oposição. Desrespeitá-la corresponde a atacar o cerne do próprio regime de liberdades públicas. Os senhores editores têm de ficar atentos para impedir que grandes veículos de comunicação se transformem em panfletos partidários — na hipótese, é claro, de que eles próprios não sejam panfletários.

Por Reinaldo Azevedo

 

TSE, Procuradoria, associações de jornalistas, partidos políticos, imprensa… Desta feita, todos contra o povo na rua! O que mudou?

Caros leitores, estamos diante de um momento muito especial. Um juiz do TSE — mais precisamente o seu corregedor, João Otávio de Noronha —; o procurador-geral da República, Rodrigo Janot; amplos setores da imprensa; associações de jornalistas; um partido político — no caso, o PT —; analistas os mais variados, todos decidiram se unir para atacar pessoas que estão exercendo o sagrado direito de sair às ruas e protestar de forma pacífica, ordeira, sem quebrar nada, sem atacar o patrimônio público ou privado, sem agredir ninguém.

No sábado, pelo menos 2.500 brasileiros se juntaram em São Paulo para reivindicar, o que é um direito legítimo, uma auditoria nas eleições e o impeachment de Dilma Rousseff caso se comprove que ela sabia da roubalheira em curso na Petrobras.

Nos jornais, a presença ao ato de um indivíduo pregando a intervenção militar — e ainda que fossem dez ou cem —, bastou para que se atribuísse ao protesto um viés golpista. Ora, ora… Nas chamadas jornadas de junho de 2013 e até bem recentemente, os ditos “black blocs” barbarizavam as cidades, agrediam o patrimônio público e privado, ameaçavam pessoas. Um cinegrafista foi morto.

Recuperem o que se escreveu a respeito: foram tratados como democratas radicais, em estado puro — como se banditismo fosse democracia; mereceram até a alcunha de estetas. Pior: o ministro Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência, confessou que se encontrou várias vezes com lideranças dos mascarados. E não se ouviu um pio da imprensa ou de jornalistas.

Enviam-me uma nota emitida pela Abraj — a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo — em que se lê o seguinte:
“A Abraji repudia a incitação à violência e o assédio contra repórteres encarregados da cobertura de manifestação pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff ocorrida no último sábado (1.nov.2014). Grupos insatisfeitos com o resultado das eleições presidenciais acusam de partidarismo jornalistas que fazem seu trabalho e, com essa desculpa, expõem os perfis dos assediados em redes sociais, levando-os a serem difamados e receberem ameaças de violência.”

A associação cobra providência e punições. Quero deixar claro que eu também repudio a hostilização de jornalistas. Aliás, quem entrar no arquivo do meu blog vai ver quantas vezes repudiei a violência promovida por ultraesquerdistas contra repórteres, que eram obrigados a trabalhar sem a identificação dos veículos aos quais pertenciam. Lamento que, então, a Abraji tenha demorado tanto para emitir uma nota. De resto, afirmar que os que se manifestam são “grupos insatisfeitos com o resultado das eleições” é um juízo de valor muito pouco digno de uma associação de jornalismo investigativo. Falta investigar mais e sentenciar menos.

Lamento, ainda, que a Abraji jamais tenha se manifestado contra a rede organizada de blogs e sites, financiados por estatais, que promove campanhas as mais sórdidas contra profissionais de imprensa. Lamento que a Abraji tenha se calado quando o PT incluiu o nome de nove profissionais de comunicação numa lista negra — sim, estou lá. A organização internacional “Repórteres Sem Fronteiras” se manifestou. A Abraji e outras associações de jornalistas fizeram um silêncio sepulcral. Janio de Freitas, um jornalista que já foi homenageado pela associação, tratou do assunto: atacou a Repórteres Sem Fronteiras. Na prática, apoio a lista negra.

O que é preciso para ter direito a uma nota de solidariedade de tão valorosa associação? Fazer parte da clube? Ser membro da corporação? Fazer parte da turminha? Ser do grupinho? O viés é ideológico? Não que uma nota de protesto da Abraji me tenha feito falta. Não fez. Mas não venham com hipocrisia.

Debatam com os jornalistas, e só!
Não organizo protestos nem tenho voz ativa nas manifestações. Mesmo assim, atrevo-me a dar algumas dicas. Cuidado com agentes provocadores! Farão de tudo para caracterizar, de agora em diante, os grupos de oposição como truculentos, fascistas, malvados, golpistas etc. Por mais que boa parte do jornalismo seja hostil a manifestações que não sejam de esquerda, jornalistas devem ser deixados em paz. Podem e devem ser questionados, como qualquer pessoa. Não estão acima do bem e do mal. Mas o questionamento não supõe nenhuma forma de ameaça.

Ah, sim: um dia antes da eleição, um militante petista publicou meu endereço na rede, com a foto do prédio em que moro. Não fui pedir socorro para Abraji. Até porque eu investigo só a natureza de certas ideias. Sem contar que sempre haveria o risco de eu ouvir que a culpa era minha. Afinal, quem manda eu escrever as coisas que escrevo, não é mesmo? Se o Alberto Cantalice, vice-presidente do PT, pode fazer listas negras, sob o silêncio cúmplice da “catchiguria”, por que um delinquente não poderia publicar meu endereço na rede?

Liberdade de imprensa
Não cumpre, obviamente, aos que combatem o fascismo petista devolver na mesma moeda. Eles é que querem controlar a imprensa. A melhor maneira que um leitor, um telespectador, um ouvinte ou internauta tem de evidenciar a sua insatisfação com o trabalho incorreto e enviesado de um jornalista é deixando de comprar o jornal ou a revista, mudando de canal ou de estação ou deixando de acessar uma determinada página.

Isso não quer dizer, reitero, que jornalistas não possam jamais ser questionados. Podem, sim. Não são a voz de Deus — nem mesmo chegam a ser a voz do povo. Mas todos sabemos que há modos civilizados de contestar as pessoas. Houve gente que saiu da redação e foi à rua para caracterizar como golpistas pessoas que protestavam? Houve. É perfeitamente possível deixar isso claro sem partir para a baixaria.

Um país curioso
Que curiosa parte da nossa “elite intelectual”, não é mesmo? Pode-se marchar neste país, em nome da liberdade de expressão, em favor da legalização do consumo de drogas e do aborto — práticas caracterizadas como crimes no Código Penal e repudiadas pela Constituição. Pessoas, no entanto, que reivindicam um auditoria na eleição — e todos têm o direito de fazer petições — ou que defendem o impeachment de Dilma, caso se comprove que ela sabia da roubalheira na Petrobras, são caracterizadas como truculentas e marginais.

A propósito: a Abraji emitiu alguma nota contra a agressão de que foi vítima a Editora Abril? Se emitiu, não achei. Como é mesmo? A hipocrisia é a homenagem que o vício presta à virtude.

Reitero: sempre que um cretino optar por atos violentos ou que decidir hostilizar um jornalista, acuse-o de ser o que é: um adversário da democracia. A melhor maneira de combater o mau jornalismo ainda é mudar a sua fonte de informação, leitor.

Em tempo: é certo como dois e dois são quatro que a auditoria na eleição será recusada. Sabem o que isso quer dizer? Que o preço da liberdade continua ser a eterna vigilância. Se você desistir de fazer a coisa certa por isso, então já perdeu.

Ora vejam! TSE, Procuradoria-Geral da República, associações de jornalistas, imprensa, partidos políticos, intelectuais do nariz marrom… Todos, desta feita, estão contra o “povo na rua”. É a velha esquerda de sempre com medo do que chama “nova direita”, que vem a ser aquela gente insuportável que trabalha, paga impostos e enche as burras do Estado privatizado por um partido político.

Tenham ao menos senso de ridículo, já que o de decência, parece, já foi faz tempo!

Por Reinaldo Azevedo

 

VÍDEO PARA REFRESCAR A MEMÓRIA: A profunda ternura de Dilma pela ditadura de Cuba

Contemplem, em todo o seu esplendor, o derramamento de ternura da presidente Dilma Rousseff pela ditadura sanguinária de Cuba, bem como sua firme intenção de continuar ajudando aos companheiros Fidel e Raúl Castro, tiranos da ilha há longos, intermináveis 55 anos.

O discurso da companheira Dilma ocorreu  no dia 27 de janeiro deste ano, durante sua segunda visita a Cuba.

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Quatro notas de Carlos Brickmann

Publicado na coluna de Carlos Brickmann

Filosofando

Quem não conhece o passado está condenado a repeti-lo, dizia o pensador George Santayana.

O Brasil conhece o passado: Collor acusou Lula de querer confiscar a poupança, ganhou a eleição e quem a confiscou foi ele. A história acontece como tragédia e se repete como farsa, dizia o pensador Karl Marx. O Brasil vive o pior dos mundos: conhece o passado e o repete; e a farsa é trágica.

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Blogs de veja.com

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