Miséria aumentou em 2013, mas Ipea omitiu dado durante campanha eleitoral

Publicado em 06/11/2014 10:25 e atualizado em 09/11/2014 07:49 319 exibições
por Rodrigo Constantino (+ Lauro Jardim), de veja.com

Miséria aumentou em 2013, mas Ipea omitiu dado durante campanha eleitoral

Marcelo Neri. Fonte: GLOBO

A coisa é duplamente ruim: primeiro, a informação de que a miséria aumentou no país em 2013, interrompendo uma queda que vinha desde 2004; segundo, o fato de um instituto que deveria ser independente do governo optar por omitir esse dado em época de campanha eleitoral. Então o eleitor não tinha o direito de saber dessa informação antes de votar?

Marcelo Neri, o ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, defendeu a postura do Ipea e disse que a decisão foi autônoma: “Não houve nenhum estudo ‘segurado’. Existe uma decisão a priori, feita de forma autônoma pela Ipea, para resguardar a instituição durante o período eleitoral porque existem restrições sobre a capacidade de divulgar dados, existem limitações jurídicas, e o Ipea decidiu de forma autônoma, sem interveniência, foi uma decisão da diretoria do Ipea”.

Há controvérsias. Muitas controvérsias! Reinaldo Azevedo já desafiou Neri e mostrar qual lei impediria tal divulgação. Não obteve resposta, que eu saiba. Quando analisamos o histórico de Neri, a desconfiança aumenta. Foi o responsável pela criação da “nova classe média”, ao reduzir os valores reais necessários para se fazer parte do grupo. Hoje, favelados que ganham menos de R$ 1,8 mil (renda da família) são considerados classe média.

O Brasil ainda é um país com muita miséria, bem diferente da maravilha pintada durante a campanha de Dilma. Mais de 10 milhões de pessoas na extrema pobreza é algo chocante. E o fato de essa quantidade ter aumentado em quase 400 mil pessoas em 2013 é alarmante. O Ipea tenta minimizar o problema, mas não deveria, e só o faz por já ser completamente politizado e partidário.

Infelizmente, temos um governo que celebra o aumento na quantidade de dependentes do assistencialismo estatal, em vez de focar na melhoria do ambiente econômico para produzir mais riqueza e emprego. Temos, ainda, uma classe de formadores de opinião obcecada com a desigualdade social, que trata riqueza como jogo de soma zero, em vez de focar no nível de miséria em si.

Classe média?

Não precisamos tirar dos mais ricos para dar aos mais pobres, e sim criar um ambiente favorável para que os mais ricos produzam mais riqueza e, com isso, elevem a maré toda, puxando aqueles do andar de baixo. Foi assim que os países desenvolvidos reduziram a miséria absoluta. É por isso que a classe média americana de hoje vive com acesso a mais conforto material do que um nobre do passado, ou mesmo um rico brasileiro.

Bancar o Robin Hood e fazer apenas transferência de recursos, cobrando enorme pedágio no processo, jamais foi receita para deixar a pobreza para trás. Nenhum país ficou rico e se desenvolveu dessa forma. Dado o nível de miséria que ainda temos, pode ser necessário um assistencialismo emergencial sim. Desde que descentralizado, com estratégia de saída, e incentivando a produtividade, não o parasitismo. Tudo aquilo que o PT não fez…

O resultado está aí: a miséria já voltou a subir depois que os ventos externos pararam de soprar a nosso favor. O governo do PT torrou o bilhete de loteria que ganhamos com o crescimento chinês e a abundância de liquidez no mundo. Agora é hora da fatura. Os mais pobres vão sofrer mais, como sempre.

O governo vai tentar esconder a realidade, especialmente se for época de eleição. E os eleitores do PT da elite vão repetir que votam no partido porque se importam com os mais pobres, ignorando toda a evidência contrária. Quando os fatos negam a teoria, para o inferno com os fatos!

Rodrigo Constantino

 

Governo atrasa repasses

Palácio do Planalto: dinheiro curto

Palácio do Planalto: dinheiro curto

O governo federal está atrasando repasses aos estados e municípios. Um exemplo é o dinheiro dos royalties do petróleo, atrasados há mais de um mês.

Por Lauro Jardim

 

Entre Barbosa e Meirelles?

Meirelles: se for ele, é fácil demiti-lo?

Meirelles: se for ele, é fácil demiti-lo?

Até segunda ordem, o Ministério da Fazenda está entre Nelson Barbosa (mais forte) e Henrique Meirelles (chance muito menor).

Mas como Dilma só anunciará o sucessor de Guido Mantega a partir do dia 20, ainda há tempo de surgir um azarão correndo por fora.

A propósito da opção Meirelles, um ministro de Dilma Rousseff provoca, com propriedade:

- O.k., mas o Meirelles é demissível? Ou a presidente acabará refém do prestígio dele junto ao mercado e investidores em geral.

Por Lauro Jardim

 

Bancos públicos: qual o tamanho real do buraco?

No passado, os bancos estaduais foram usados como emissores de moeda paralela, exercendo papel preponderante na criação de nossa hiperinflação. O governo FHC saneou o sistema financeiro com o PROER e PROES, privatizou vários bancos desses, e plantou as sementes de um sistema mais sólido com controle de inflação.

Mas se os governadores não tinham mais os Banerj e Banespa em mãos, para abusar deles com intuito eleitoral, o governo federal continuou com o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o BNDES.

O trio foi amplamente utilizado pelo governo do PT para criar moeda paralela também, para expandir sua carteira de crédito de forma irresponsável, sem lastro em mais poupança e depósitos, e com critérios políticos em vez de econômicos.

Ninguém sabe ao certo o tamanho dos esqueletos escondidos no armário ainda. Mas os indícios não são nada bons. O Estadão noticiou ontem, por exemplo, que a Caixa transferiu quase R$ 5 bilhões para fora de seu balanço, quantia a ser assumida por nós, “contribuintes”:

A Caixa Econômica Federal fez uma nova “limpeza” em seu balanço ao repassar, em setembro, créditos “podres” de 2 milhões de contratos a uma empresa pública, criada pelo governo para absorver prejuízos dos bancos oficiais com clientes inadimplentes. Pela primeira vez, a Caixa transferiu à Empresa Gestora de Ativos (Emgea) não apenas créditos imobiliários em cobrança, mas também contratos de outras operações, como financiamentos de automóveis e bens de consumo. No total, estima-se uma carteira “podre” de quase R$ 5 bilhões.

Enquanto isso, o presidente do Banco do Brasil resolveu entregar o cargo, desgastado por denúncias de abuso de influência pessoal na gestão do banco, que divulgou um balanço nada animador ontem. As ações do BB lideram as baixas de hoje, com quase 5% de queda. O lucro praticamente não cresceu, a inadimplência, por sua vez, subiu, assim como os gastos com pessoal.

Isso pode ser apenas o começo, pois esses bancos conseguem “pedalar” enquanto a economia cresce alguma coisa e o desemprego se mantém reduzido. Se este aumentar, a inadimplência sem dúvida irá subir bastante também, comprometendo a qualidade de seus balanços. Nesse caso, até mesmo os artistas engajados poderão sofrer com o corte de verbas para propaganda.

Uma montanha de crédito foi concedida pelos bancos públicos por decisão político-partidária, e ninguém conhece ao certo o tamanho do potencial problema. Mas já podemos ouvir os esqueletos requebrando de dentro do armário, ansiosos para saírem de lá e darem outro duro golpe naqueles inocentes úteis, que acreditaram na campanha de Dilma e acharam que era o adversário que iria “desmontar” tais bancos…

Rodrigo Constantino

 

PT acusa 51 milhões de brasileiros de “machistas”, “racistas” e “preconceituosos” e escancara revolução cultural hegemônica

O PT ficou mais ousado com a vitória apertada de Dilma, justamente por ter sido tão apertada e colocar em risco o projeto totalitário do partido, e resolveu partir para o “tudo ou nada”, escancarando suas intenções hegemônicas e autoritárias.

Na Resolução Política divulgada pelo diretório nacional do PT, consta uma mensagem de ódio aos 51 milhões de eleitores de Aécio Neves, e uma convocação da militância para intensificar a “revolução cultural” proposta por Gramsci, aquela que não tolera divergências. Diz o comunicado:

Vencemos graças à consciência política de importantes parcelas de nosso povo, da mobilização da antiga e da nova militância de esquerda, da participação de partidos de esquerda e da dedicação e liderança do ex-presidente Lula e da presidenta Dilma. Nossa candidata soube conduzir a campanha com firmeza e sem recuos, mesmo nos momentos mais difíceis. O enfrentamento com o adversário em debates comprovou o preparo e a diferença da nossa presidenta para vencer os desafios da atual conjuntura. 

O que os petistas chamam de “firmeza” nós chamamos de campanha de ódio, de máquina de difamação, de mentiras, de abuso da máquina estatal, de calúnias e terrorismo eleitoral. O enfrentamento mostrou uma presidente incapaz de apresentar propostas, de responder perguntas, de sequer formular sentenças com começo, meio e fim e elo lógico entre eles. A diferença foi mesmo a compra de votos, a alienação, e o terrorismo eleitoral.

A oposição, encabeçada por Aécio Neves, além de representar o retrocesso neoliberal, incorreu nas piores práticas políticas: o machismo, o racismo, o preconceito, o ódio, a intolerância, a nostalgia da ditadura militar. 

Os petistas aprenderam com Lenin: acuse os adversários do que são. Então o tucano incorreu nas piores práticas políticas, e não o PT? Quem mesmo fez vídeos mostrando a comida desaparecendo da mesa dos pobres se os “lacaios dos banqueiros” vencessem e subissem os juros, apenas para subir os juros três dias após a eleição? Quem acusou o adversário de “playboy”, “filhinho de papai”, “agressor de mulheres” e “cheirador de pó”?

O PT está acusando 51 milhões de brasileiros, cansados dessa roubalheira, dessas práticas nefastas, desse autoritarismo, dessa mentira, de tudo aquilo que o próprio partido representa. Racismo é defender a segregação do povo miscigenado com base na “raça”. Preconceito é chamar os paulistas de “mesquinhos”, sendo eles os responsáveis por quase 30% do PIB nacional. Ódio é o que o PT dissemina o tempo todo, criando um ambiente de “nós contra eles”.

Acusar Aécio e seus eleitores de terem nostalgia do regime militar não é mais calúnia apenas, é demonstrar que o PT não tem mais apreço algum pela verdade, que se transformou em um ajuntamento mafioso disposto a tudo pelo poder. Falar em ditadura ao lado de Fidel Castro, o mais cruel e longevo ditador do continente, é piada de muito mau gosto.

Goebbels seria um mero aprendiz perto desses petistas. Não é mais possível alguém minimamente decente defender o PT. Só restaram mesmo os caudilhos, os coronéis nordestinos, os artistas engajados, os sócios do butim.

Para afastar as manobras golpistas e assegurar à presidenta Dilma um segundo mandato ainda melhor que o primeiro, o processo de balanço das eleições — que este documento abre mas não encerra — deve apontar para iniciativas de curto, médio e longo prazo, que dizem respeito, inclusive, ao desempenho e funcionamento do PT. Os textos apresentados como contribuição ao balanço devem ser amplamente divulgados no site do partido, até a próxima reunião do Diretório Nacional. 

Cabe, desde já, analisar os resultados das eleições estaduais, majoritárias e proporcionais; o comportamento das classes e setores sociais na campanha; o papel dos movimentos sociais; a atuação dos partidos políticos, inclusive a dos aliados; a movimentação do campo democrático-popular; a batalha da cultura e da comunicação; a mídia e as redes sociais — enfim, variáveis importantes não apenas para avaliar o resultado eleitoral, mas, sobretudo, para construir uma estratégia e um novo padrão de organização-atuação, necessários para seguir governando, indispensáveis para continuar transformando o Brasil. 

Acusar aqueles que exigem auditoria nas urnas eletrônicas de “golpistas” é se colocar diante de um espelho: golpistas são aqueles que flertam com os regimes chavistas bolivarianos, e que destroem a democracia de dentro. Mas o PT convoca sua militância paga com recursos públicos para espalhar pelas redes sociais textos mentirosos, para criar a imagem de que os defensores da democracia são os “golpistas”. É muita inversão mesmo.

É urgente construir hegemonia na sociedade, promover reformas estruturais, com destaque para a reforma política e a democratização da mídia. Para tanto, antes de tudo é preciso dialogar com o povo, condição vital para um partido de trabalhadores. [...]

As eleições de 2014 reafirmaram a validade de uma ideia que vem desde os anos 1980: para transformar o Brasil, é preciso combinar ação institucional, mobilização social e revolução cultural. 

Hegemonia: o PT não admite o contraditório, jamais conviveu pacificamente com a pluralidade, com as divergências. Pretende o pensamento hegemônico, único, totalitário. É uma seita ideológica, não um partido político. Não pretende representar uma parcela da população e conviver democraticamente com os conflitos dos diferentes grupos de interesse e ideologia, mas sim dominar tudo, destruir qualquer opinião contrária.

Fala abertamente em “revolução cultural”, proposta por Gramsci para destruir a democracia de dentro, controlando a cultura para dispensar as armas. E claro, para atingir tal objetivo totalitário, deve colocar a mídia independente de joelhos, asfixiar a liberdade de imprensa. É o grande projeto petista para o segundo mandato de Dilma. É o que enxerga como necessário para transformar nosso país em uma Venezuela:

Reafirmar o compromisso do PT com a seguinte plataforma:

a) a reforma política, precedida de um plebiscito, através de uma Constituinte exclusiva;

b) democracia na comunicação, com uma Lei da Mídia Democrática;

c) democracia representativa, democracia direta e democracia participativa, para que a mobilização e luta social influenciem a ação dos governos, das bancadas e dos partidos políticos. 

Passos claramente chavistas, golpistas, que visam a superar os obstáculos presentes em uma democracia representativa com liberdade de imprensa. O PT declara guerra aos defensores de uma democracia liberal com limites constitucionais ao poder Executivo. Quer manipular o “povo”, por meio de seus agentes infiltrados nos “movimentos sociais”, para não precisar mais lidar democraticamente com 51 milhões de brasileiros representados pela oposição.

Depois de tudo que o PT já escancarou sobre seus objetivos, só defende o partido quem acha Cuba um paraíso e a Venezuela uma maravilha a caminho do paraíso. Ou seja, somente alienados ou defensores de tiranias assassinas.

Rodrigo Constantino

 

Lula antes achava legítimo o povo que elegeu destituir o presidente depois

Pois é. Agora que é o PT no poder, as regras são outras. O que valia antes não vale mais. O PT goza de um salvo-conduto para agir de forma diferente. O que ele fazia antes e era visto como luta democrática legítima, se outro fizer é “golpismo”. E o pior é que tem até tucano que cai nessa!

Xico Graziano disse que quem pede o impeachment de Dilma deveria sair do PSDB. Age como “linha auxiliar” do PT. Andrea Gouvêa Vieira resolve chamar aqueles que foram protestar nas ruas de “direita raivosa”, incluindo meu nome como líder. Com “adversários” assim, o PT não precisa de amigos!

Felizmente não são todos. O deputado distrital Raimundo Ribeiro, do PSDB, disse: “O impeachment tem que sensibilizar o Congresso. Isso só vai (acontecer) se a rua se sensibilizar. O Aécio deu a senha pra gente: ‘Você quer acabar com a corrupção? Tire o PT do poder”.

Chamar de golpismo a simples pressão por mais investigações e pelo eventual impeachment, após tantos escândalos vindo à tona, é mesmo agir como petista infiltrado na oposição. Vale lembrar que o próprio PT foi às ruas gritar “Fora Collor” e depois “Fora FHC” várias vezes. Por que só ele pode? Vejam o próprio Lula defendendo com empolgação essa prerrogativa democrática no programa do Serginho Groisman:

Dois pesos, duas medidas. O eterno duplo padrão do PT. Não há nada de golpe em demandar, em exigir investigações e até mesmo o impeachment se ficar comprovado que Dilma se beneficiou do Petrolão. Há embasamento claro para ir nessa direção, e o povo precisa se mobilizar. Golpista é quem tenta calar a oposição que finalmente acordou!

Rodrigo Constantino

 

Para quem ainda consegue manter a cegueira, Venezuela firma acordo com MST pela “revolução socialista”

Fonte: GLOBO

No Brasil é assim: você diz que Fulano é socialista e quer um regime autoritário. O sujeito não acredita. Aí você mostra o próprio Fulano afirmando exatamente isso. O sujeito continua sem acreditar. Aí você esfrega inúmeras evidências e provas em sua cara, mostra o avanço passo a passo do assalto ao poder por esses grupos, e o sujeito te acusa de ser “paranoico”, “reacionário”, “direitista” e “golpista”. Não é incrível?

Leio no GLOBO que o governo venezuelano assinou convênio com o MST. Que parceria linda! Eles se merecem. Só lembrando: governo da Venezuela é aquele que usa milícia cubana para atirar no próprio povo, e MST é o braço armado do PT no campo, aquele que ainda sonha com uma reforma agrária nos moldes comunistas, que destruiriam o único setor ainda forte de nossa economia, que é o agronegócio. Vejam:

O ministro para Comunas e Movimentos sociais da Venezuela, Elias Jaua, cuja babá foi presa em São Paulo ao tentar ingressar no país com uma arma guardada em uma maleta, assinou um convênio com o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), conforme ele mesmo definiu, “para fortalecer o que é fundamental em uma revolução socialista”. O convênio, de acordo com o MST, prevê estritamente cursos de formação na área de produção agrícola.

O acordo foi firmado no final do mês passado na sede da Escola Nacional Florestan Fernandes, do movimento sem-terra, em Guararema, a 80 quilômetros de São Paulo. A escola promove cursos de formação política e técnica para movimentos sociais do Brasil e da América Latina. Em discurso em Guararema, Jaua, que foi chanceler do ex-presidente Hugo Chávez, afirmou:

— Firmar esse convênio para incrementar a capacidade de intercâmbio de experiências, de formação, para fortalecer o que é fundamental em uma revolução socialista, que é a formação da consciência e da organização do povo para defender o que já foi conquistado e seguir avançando na construção de uma sociedade socialista.

A declaração foi divulgada pela TV venezuelana Telesur, que recebeu o convênio firmado com o MST como uma iniciativa para desenvolver a economia comunitária.

[...]

O líder do PSDB na Câmara, Antônio Imbassahy (BA), protocolou na sexta-feira passada no Ministério da Justiça e na procuradoria regional de São Paulo um pedido de abertura de investigações sobre possível prática de crime contra a segurança nacional e contra a ordem política e social cometido pelo ministro venezuelano. O tucano destaca que, além da arma, a suposta babá estava com documentos de “doutrinação política e ideológica”. Observou ainda que o ministro Elias Jaua Milano estava no Brasil para fechar acordos com o MST.

Mas você mostra esse fato escancarado para o sujeito, ou a sujeita, e não adianta: você ainda é o “paranoico”, aquele “radical da Veja”, que enxerga comunistas por todo canto, que acha que eles comem criancinha (caramba! e não é que comiam na China e na Coreia do Norte?).

É muito mais fácil fechar os olhos e repetir que “tinha de ser na Veja” (ou no GLOBO, ou na Folha, ou no Estadão, qualquer um menos aquela coisa chapa-branca), do que encarar de frente a própria dissonância cognitiva.

Parabéns a todos os eleitores do PT. Não votaram apenas numa quadrilha que montou um sistema de desvio e sucção de recursos públicos, ou num bando incompetente que produziu um quadro de estagflação que pune os mais pobres. Votaram também em sócios do chavismo bolivariano, que em parceria com nossos “movimentos sociais”, desejam implantar no Brasil uma “revolução socialista”. Não sou eu quem diz…

Rodrigo Constantino

 

República x Populismo: senador boliviano perseguido por Morales nos convoca à luta pela liberdade

Molina

Em sua palestra no II Fórum Liberdade e Democracia, em Vitória, o senador boliviano Roger Pinto Molina disse que considera os conceitos de direita e esquerda ultrapassados. Conhece vários amigos de direita que defendem bandeiras sociais com mais veemência do que esquerdistas, e conhece esquerdistas ricos que vivem como empresários capitalistas. A principal distinção que faz é entre republicanos e populistas.

Segundo Molina, desde os antigos gregos temos a defesa do conceito de República como pilar das liberdades. São três principais valores por trás dela: o direito de cada um à vida, à liberdade de viver como quiser, associar-se ao partido ou credo que desejar, e à propriedade privada. Sem esses três pilares, o indivíduo não goza de liberdade.

Já o populista, diz Molina, coloca seus próprios interesses acima desses valores básicos, não respeita a liberdade alheia, fala em nome do povo, mas se julga o próprio povo, sem tolerar as diferenças. O populista está disposto a sacrificar o próximo em prol de seus objetivos, sua sede por poder.

A América Latina, infelizmente, foi tomada pelos populistas nos últimos 15 anos, por um grupo que se espalhou por vários países com essa prática populista. A boa fase da economia lhes concedeu os recursos necessários para seu projeto populista, e os pilares republicanos foram corroídos em diversos países.

Molina conclamou todos a lutar contra tal projeto, a defender os verdadeiros valores republicanos. Os populistas se alimentam da pobreza, necessitam dela para sobreviver. Não gostam dos pobres, e sim da dependência que têm do estado e suas esmolas. É fundamental que cada um de nós, ciosos dos princípios republicanos, façamos nossa parte para impedir o avanço do populismo na América Latina.

PS: Molina sofreu na pele o fardo populista, pois foi perseguido pelo governo Evo Morales na Bolívia, pelo “crime de opinião”. Morales depende do apoio dos cocaleiros para se manter no poder, e o ápice de seu populismo foi quando tomou à força propriedades da Petrobras, com o apoio de Chávez e Fidel Castro. O governo brasileiro foi conivente, não reagiu, não fez nada. Assim como foi cúmplice quando manteve o próprio Molina como prisioneiro na embaixada de La Paz por quase 500 dias, em condições desumanas, sem ver a luz do sol. O PT, afinal, é o representante no Brasil desse populismo condenado por Molina. É contra ele que devemos lutar.

Rodrigo Constantino

 

“Podemos ter perdido uma batalha, mas não perdemos a guerra”, diz Salim Mattar

Salim Mattar

Estou aqui em Vitória, no II Fórum Liberdade e Democracia, no qual o empresário Salim Mattar, um dos fundadores da Localiza, foi agraciado com o Prêmio Liberdade Empresarial.

Em sua fala de agradecimento, Salim reconheceu que muitos presentes estão tristes com o resultado das eleições, mas frisou que podemos ter perdido uma batalha, mas não perdemos a guerra. Os valores da liberdade são muito fortes.

“O PT compromete os valores de nossa democracia, éticos e morais”, afirmou sem rodeios, no que foi ovacionado pelo público. O abuso da máquina estatal na campanha de Dilma foi apontado pelo empresário como um desvio dos preceitos democráticos. Infelizmente, a oposição se mostra frouxa, covarde.

Salim ressaltou ainda a importância fundamental da imprensa livre na democracia, e diz que o PT odeia essa mídia, pois ela atrapalha seu projeto nefasto de poder, trazendo à tona os escândalos de corrupção.

Foi mencionada ainda a ligação absurda entre PT e ONGs que são sustentadas pelo governo, e a relação com os “movimento sociais”, como o MST, que atentam contra nossa democracia.

“Nunca antes na história de nosso país” tivemos tanta corrupção, afirmou o presidente do Conselho da Localiza. As estatais foram alvos de assalto do PT e seus partidos de apoio. Os Correios chegaram a ser usados como cabo eleitoral pela presidente Dilma em Minas Gerais. O aparelhamento institucional é total, chegando até ao STF, tudo a serviço do partido. Institutos como IBGE e Ipea foram tomados e transformados em instrumentos para enganar o povo brasileiro.

Não vamos virar Cuba rapidamente, mas corremos sérios riscos de virar uma Argentina em pouco tempo, se não houver reação forte. Salim citou o Foro de São Paulo, em que o PT se aliou às ditadoras mais nefastas do continente. Vários países latino-americanos já caíram nas garras dessa turma, e o Brasil segue no mesmo caminho. Por isso o Brasil abraça o projeto bolivariano em vez de mergulhar na globalização, o que prejudica nossa economia.

O PT coloca o Brasil ao lado de ditaduras abjetas, o que mancha nossa imagem lá fora. Perdoa dívidas de ditaduras africanas, dinheiro nosso que poderia ser melhor utilizado para construir escolas e hospitais no país. O Brasil petista apóia os palestinos, incluindo os terroristas do Hamas, e prefere se colocar contra a democracia estável israelense. Tudo pela obsessão com o Assento de Segurança na ONU, pelo viés ideológico dos petistas.

Essa ideologia fez com que o PT desse asilo político para um terrorista assassino como Cesare Battisti, criando constrangimento com a democrática Itália. Marco Aurélio Garcia estaria por trás dessas alianças ridículas, como ideólogo bolivariano dentro do governo.

O PT chegou ao poder pela democracia, mas pretende destruí-la, transformá-la numa “democracia popular bolivariana”, como na Venezuela. Mas, citando-me, Salim disse que não vencerão. que serão derrotados. Sem reformas importantes, restou ao PT o abuso do populismo, que inclui até “Bolsa Presidiário”. Todas as armas são usadas sem pudor pelo PT para seu único objetivo: permanecer no poder.

“Manter o poder a qualquer preço, custe o que custar: vale tudo”, resumiu Salim. A ética foi jogada no lixo. O partido compra apoio escancaradamente. O Estado de Direito se vê ameaçado. Mas a verdade é que o PT pode estar prestes a desmoronar. O escândalo do Petrolão continua assombrando o partido. “Isso pode acabar muito mal para o PT, mas muito bem para o país”, disse. O PT é um partido perigoso, sem limites.

O episódio de militantes ligados ao PT atacando a sede da Abril foi comparado por Salim à “noite dos cristais”, na Alemanha da década de 1930. Citou a reportagem de capa da Veja desta semana, mostrando as articulações para afastar o magistrado Sergio Moro do caso da Petrobras. É preciso ser cauteloso com o PT, pois “o perigo é iminente”. E somente quando nos livrarmos dele teremos a chance de ser feliz, com liberdade. Com essa fala final, foi aplaudido por 600 pessoas de pé, sob assobios entusiasmados. Amém!

Rodrigo Constantino

 

 

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Blog Rodrigo Constantino (VEJA)

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