"Entre vitoriosos e derrotados, ainda somos um único país", por LYA LUFT

Publicado em 09/11/2014 07:10 e atualizado em 10/11/2014 16:26 1157 exibições
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LYA LUFT: Entre vitoriosos e derrotados, ainda somos um único país

(Foto: Reprodução/Blog do Ferra Mula)

O Brasil pareceu se dividir com as eleições, mas ainda é um só (Foto: Reprodução/Blog do Ferra Mula)

A NAU DE TODOS

Artigo publicado em edição impressa de VEJA

Lya LuftEntão o país pareceu dividir-se ao meio: a diferença entre vitoriosa e derrotado foi minúscula, mas sela nosso destino por mais quatro anos, ou muitos mais.

Democracia é difícil, às vezes dura de aceitar.

É verdade que por um voto apenas a eleição estaria decidida, a favor de uma ou da outra metade dos eleitores.

O ruim é que esse meio a meio dá uma ideia – verdadeira ou falsa? – de que existem realmente duas metades: a dos ricos e a dos pobres. A dos ilustrados e a dos desinformados. A dos dependentes de benesses do governo e a dos que se viram por si, lutando contra impostos altíssimos, juros mais ainda, recentemente desemprego e outros obstáculos mais.

Tudo isso confunde a cabeça de quem olha o Brasil de fora, ou não tem energia, tempo, estudo para pensar aqui mesmo: pensar é um luxo quando se passa muita dificuldade. Somos uma população exausta e maltratada: refletir sobre as condições de vida é desconfortável, e isso esta eleição mostrou – mudar dá medo.

A metade que queria mudar ficou entristecida, mas também fortalecida e unida nas lutas atuais e futuras: isso foi bom.

A metade que queria que tudo continuasse como estava ficou feliz. Está perseguida pelo tolo fantasma de que mudar significaria perder os benefícios que recebe, o que naturalmente não aconteceria – mas a gente acaba acreditando e segurando firme isso que de momento representa a tábua de salvação ou um conforto a mais, a geladeira nova, a TV de tela plana, quem sabe um carrinho… despreparados que estamos para enxergar e enfrentar as dificuldades graves da nossa economia; viva a ilusão.

São necessários longos tempos de aprendizado, informação, crescimento, para poder ver, analisar, discernir.

Muitas das bondades concedidas aos brasileiros precisariam vir acompanhadas de séria e rigorosa preparação para trabalho e, consequentemente, para emprego. E que houvesse abundante emprego. Como tal não ocorre, e não quiseram mudança, vamos prosseguir como estamos, e por mais quatro anos será isso.

Porém, em sendo uma democracia, é preciso respeitar a escolha da maioria, ainda que a maioria tenha sido minúscula, 3 pontos porcentuais de diferença em uma população imensa. Ou ainda que seja um voto só. Respeito é virtude e educação ao mesmo tempo. Devo respeitar meu amigo, meu adversário, meu parceiro, meu competidor, meu empregado e meu patrão.

Meu velho pai, aliás, me dizia quando eu enfrentava na juv

O mito do “país dividido ao meio” por causa das eleições é uma bobagem. Vejam por quê

NEM LÁ, NEM CÁ — Militantes do PT celebram a vitória, enquanto eleitores do PSDB comemoram antes da derrota: nem paraíso petista, nem inferno tucano (Fotos: Eraldo Peres/AP :: Jayme Stern/Futura Press/Estadão Conteúdo)

NEM LÁ, NEM CÁ — Militantes do PT celebram a vitória, enquanto eleitores do PSDB comemoram antes da derrota: nem paraíso petista, nem inferno tucano (Fotos: Eraldo Peres/AP :: Jayme Stern/Futura Press/Estadão Conteúdo)

O MITO DA NAÇÃO PARTIDA AO MEIO

Com toda a tragédia, todas as reviravoltas e toda a paixão, a disputa de 2014 está sendo vista como marco na cisão nacional, mas é o contrário: num ritmo sólido e lento, próprio de países estáveis, o eleitor está se afastando do PT, eleição após eleição

Reportagem de João Paulo Martins e André Petry publicada em edição impressa de VEJA

Uns poucos meses antes do pleito presidencial, qualquer estudioso da política diria que o PT estava irremediavelmente perdido.

Nas democracias, os fatores que ditam uma eleição, ensinam os analistas, são três: estado e percepção da economia, popularidade do governo e tempo de permanência do partido no poder – quanto mais tempo, pior.

A economia brasileira entrava em recessão técnica e o pessimismo crescia, a popularidade de Dilma Rousseff estava perto do fundo do poço e o PT completava doze anos no Palácio do Planalto, o mais longo período da nossa história democrática. Os três indicadores, portanto, favoreciam oPSDB.

Diz o cientista político Antonio Lavareda: “Os tucanos sabem, interna e reservadamente, que perderam pela campanha que fizeram, pelos erros estratégicos que cometeram”.

O PT explorou impiedosamente tudo que lhe caiu no colo. Aproveitou a adjetivação “le-vi-a-na” do tucano à presidente para retratá-lo como um candidato desrespeitoso com as mulheres. Utilizou a derrota do PSDB para o governo de Minas Gerais para embalar obordão que se revelou eficaz: “Quem conhece Aécio não vota em Aécio”. Quando tudo conspirava para sua derrota, o PT virou o jogo. Por pouco, mas virou.

A boa notícia para o PSDB é que o partido encerra a campanha em ascensão. Seu desempenho cresce a cada pleito, enquanto o do PT cai. De 2002 para cá, o eleitorado petista encolheu 10 pontos porcentuais, de 61% para 51%, num ritmo gradual mas sem recuos. Na primeira vitória presidencial, Lula perdeu só em Alagoas. Em 2006, perdeu nos três estados do Sul, nos dois Mato Grosso, em Roraima e em São Paulo. Quatro anos depois, Dilma acrescentou Acre, Rondônia, Espírito Santo e Goiás à lista de perdas. Agora, foi-se o Distrito Federal.

Nos cinco maiores colégios eleitorais do país, o cenário é parecido. Em dois, São Paulo e Rio Grande do Sul, os tucanos estão à frente dos petistas. Entre os paulistas, a vantagem é de 29 pontos. Entre os gaúchos, são 7. Nos outros três, o PT ainda tem mais votos, mas vem caindo em todos. Em Minas Gerais, a dianteira petista reduziu-se para 5 pontos. No Rio de Janeiro, para 10. Na Bahia, a liderança é de estratosféricos 40 pontos, mas mesmo lá ela vem se estreitando.

Mantida a tendência que se verifica desde 2002, o PT não faz o sucessor na próxima eleição. Talvez por isso, nem bem estava terminada a apuração, Lula já se insinuava como candidato em 2018, quando terá 73 anos.

A dança dos números, eleição após eleição, já confronta, por si só, a tese segundo a qual o Brasil saiu das urnas rachado ao meio - tese motivada, em parte, pelo resultado nacional tão apertado: 51,64% para Dilma e 48,36% para Aécio. Abaixo, o leitor verá dois mapas. Omenor mostra o Brasil vermelho ao norte e azul ao sul, produzindo a ilusão cromática de um país partido ao meio. É um país inventado.

mapa maior, porém, retrata a realidade, mais complexa e nuançada: eleitorado não se divide pela geografia, com sulistas de um lado e nordestinos de outro, mas pela situação socioeconômica. Por isso, Aécio, embora bem votado nas áreas ricas e avançadas, também tem votos no Piauí, ainda que poucos. Pela mesma razão, Dilma, candidata dos rincões pobres, tem votos em Santa Catarina, poucos, mas tem. Resume Lavareda: “Não se trata de um apreço setentrional ao PT ou uma aversão meridional ao PT”.

Tome-se o caso da região mais populosa e rica do Brasil, o Sudeste. Nos quatro estados da região, Aécio conseguiu 25,5 milhões de votos, mas Dilma recolheu 19,9 milhões. Obviamente, foi um desempenho decisivo para a sua vitória. Na região Sul, em que Aécio venceu com 9,7 milhões de votos, 6,8 milhões de eleitores optaram por Dilma.

O equívoco divisionista é traduzir a vitória de um candidato em determinada região como se toda a região tivesse votado no vitorioso. (Aos que andaram pregando a estupidez de dividir o país, faltou consultar os 26,6 milhões de eleitores do Sul e do Sudeste que votaram no PT. Ou os 8 milhões de nordestinos que escolheram o candidato do PSDB.)

A interpretação de que o Nordeste, populoso e pobre, é o responsável pela reeleição de Dilma faz parte das mitologias enganosas da política. Dilma ganhou porque teve um desempenho sólido – nunca inferior a 40% – em todas as regiões do país. O Nordeste lhe deu a votação mais vistosa, mas, sem o apoio razoavelmente expressivo dos eleitores do Sul e do Sudeste, Dilma não apenas perderia a eleição. Levaria uma lavada.

Os 20 milhões de votos que Dilma colheu nos nove estados do Nordeste reforçaram a ideia de que o Bolsa Família, o maior programa social do país, é a melhor explicação para o sucesso eleitoral do PT na região. Sem dúvida, o programa tem peso extraordinário na definição do voto dos mais pobres, tanto que há uma correlação visível: onde tem muito Bolsa Família, tem muito voto no PT. Mas sua influência é relativa.

Em pesquisa feita entre os dias 25 e 29 de agosto passado, o cientista político Alberto Carlos Almeida perguntou aos eleitores se haviam melhorado de vida e, em caso positivo, o motivo da melhora. O nível de emprego ganhou, com 50% das menções. Só 24% apontaram as políticas sociais e 18%, oaumento do salário mínimo.

(CLIQUEM NA IMAGEM PARA AMPLIÁ-LA)

(CLIQUEM NA IMAGEM PARA AMPLIÁ-LA. SE CLICAR DUAS VEZES, ELA FICARÁ EM TAMANHO MAIS FÁCIL PARA CONSULTA)

É fácil supor que o PT, tomando o lugar do poder privado, tenha virado no Nordeste o coronel do século XXI e o Bolsa Família seja seu voto de cabresto – e, parodiando Victor Nunes Leal, autor do clássicoCoronelismo, Enxada e Voto, teríamos agora o “Petismo, Bolsa Família e Voto”.

A melhor explicação para o desempenho petista no Nordeste, no entanto, está na confluência de um conjunto de políticas sociais – do financiamento do estudo universitário às habitações populares – com um trabalho exemplar de marketing.» Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

J. R. GUZZO: Dilma, Lula e o PT pregam que os não eleitores de Dilma são “nazistas”, ou um bando de “Herodes” babando para matar o Menino Jesus. Foi a sua obra-prima na campanha – e um demonstrativo perfeito de quantos escrúpulos têm

(Foto: Agência Brasil)

Para J. R. Guzzo, é uma pequena alegria saber que este será o último mandato de Dilma Rousseff, mesmo com a provável volta de Lula, seu padrinho político, em 2018 (Foto: Agência Brasil)

CONSCIÊNCIA EM PAZ

Artigo publicado em edição impressa de VEJA

J. R. GuzzoO lado ruim da vitória de Dilma Rousseff nestas eleições, para não ficar gastando latim depois da missa, é que Dilma Rousseff ganhou.

O lado bom é que agora está garantido, sem margem de erro, que ela ficará no cargo só mais quatro anos; no dia 1º de janeiro de 2019 terá de ir embora. É um alívio.

Desde o seu primeiro dia na Presidência sempre houve a possibilidade angustiante de que continuasse lá para um segundo mandato. Agora não há mais essa aflição. Ao contrário, cada dia de seu governo, a partir de janeiro próximo, será um dia a menos.

Não se trata de ver a vida em cor-de-rosa; todo otimismo, quando se pensa um pouco, é uma forma de impostura, pois faz promessas sem garantia de entrega. Mas, no caso, o segundo mandato de Dilma será realmente o último – não é promessa, é o que manda a lei.

Eis aí uma das vantagens da certeza: acaba com as esperanças, é verdade, mas também acaba com as dúvidas. Desde o último domingo, foi-se a esperança de que Dilma devolvesse já agora a cadeira de presidente. Em compensação, foi-se a dúvida sobre o montante ainda a saldar. Tudo considerado, a conta provavelmente está de bom tamanho – ou, numa adaptação livre da filosofia política do deputado Tiririca, muito melhor não fica.

Louvado seja o Senhor por essas pequenas graças. É claro que todo mundo tem o direito de esperar da vida pública bem mais do que uma simples notificação sobre o montante exato dos “restos a pagar”. Mas o que se vai fazer? É o que temos no momento.

O Brasil, por decisão da metade e mais um pouco dos seus eleitores, foi mantido sob o comando de pessoas moralmente primitivas, que acabam de ser premiadas por levar a atividade política à fronteira do crime – e não têm nenhuma razão, portanto, para mudar de conduta.

É perfeitamente possível que Dilma, o ex-presidente Lula e o PT tentem impor a partir de agora a ideia de que já houve o “plebiscito” entre o país do bem e o país do mal de que tanto falaram durante a campanha eleitoral.

O país do bem, que consideram ser o deles, ganhou, e com isso deixa de ser legítimo discordar de suas decisões ou querer um Brasil diferente do seu. Dilma, é verdade, só pode ficar outros quatro anos, mas já está resolvido no comitê central dos vencedores que em 2018 Lula voltará para mais oito, e depois disso talvez nem seja preciso fazer eleição nenhuma.

Acontece que as coisas não têm de ser obrigatoriamente assim – não enquanto a outra metade dos brasileiros acreditar que continua tendo direitos políticos e civis, e que não está condenada a aceitar esse país do futuro pronto.

Dilma anunciou que ia “fazer o diabo” para ganhar a eleição. Fez e ganhou; pode dar parabéns a si mesma, pois em toda a sua vida pública talvez nunca tenha cumprido com tanto rigor uma promessa. Mas não pode querer que o cidadão de vida limpa se torne cúmplice da fraude que ela própria, seu patrono e seu partido montaram para ganhar a eleição.

Sua vitória não obriga ninguém a adotar uma moral parecida com a sua. Não transforma o errado em certo, nem faz com que seja uma pessoa melhor do que é.

Também não muda os fatos. O zero de crescimento da economia em 2014 continuou sendo zero depois da contagem final dos votos. As provas de corrupção na Petrobras, já registradas pela máquina judiciária, não podem ser apagadas.

Eleições servem unicamente para escolher quem vai governar. Não resolvem problemas, nem conferem aos ganhadores virtudes que não têm – e obviamente não querem dizer que os perdedores estejam errados, ou devam alguma penitência.

Dilma, Lula e o PT pregam que os não eleitores de Dilma são “nazistas”, ou um bando de “Herodes” babando para matar o Menino Jesus. Foi a sua obra-prima na campanha – e um demonstrativo perfeito de quantos escrúpulos têm. Lula e redondezas inventaram que o adversário era alcoólatra, drogado e vadio. Falsificaram até o dicionário, para colar nele a acusação de “agredir mulheres”.

Ninguém precisa achar-se um Herodes só porque preferiu votar em Aécio. Justamente ao contrário, os 51 milhões de brasileiros que fizeram essa escolha continuam com o direito integral de dormir com a consciência em paz.

É por aí que o jogo tem de seguir.

Deus e o diabo no Planalto Central

(Foto: lifehopeandtruth.com)

No Planalto, uma guerra eterna entre deus e o diabo (Foto: lifehopeandtruth.com)

DEUS E O DIABO NO PLANALTO CENTRAL

Por Alfredo Attié*

Nunca fui fã do ministro Gilmar Mendes, do STF. Mas sua afirmação de politização do Supremo está muito longe de estar errada. Eu diria que é o reconhecimento puro e simples de uma obviedade.

Cada governo escolhe quem deseja para ocupar o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal. E sem nenhum controle. Nos Estados Unidos é mais ou menos assim, com a notável diferença de que há controle, exercido com seriedade pelo Senado. Lá, o presidente indica e tem de levar em consideração o que o Senado fará. Daí que há uma certa moderação do partidarismo, mas que não o afasta de nenhuma maneira. A Suprema Corte atual, por exemplo, é republicana e tem sido um grande obstáculo para o governo democrata de Obama.

Aqui, contudo, o Senado apenas realiza um bate-papo, sem levar em consideração sua função constitucional. O governo nomeia e – como se afirma, na gíria do dia a dia – emplaca o ministro.

A par disso, essa ideia muito tola de que não há politização – já vi até, para o meu espanto, gente abalizada da esquerda tentar cobrar apartidarismo dos magistrados do Supremo – não corresponde sequer à visão leiga, popular do tribunal. Por exemplo, Joaquim Barbosa é deus para os não-petistas e diabo para os petistas. O oposto se pode dizer de Ricardo Lewandowski, que é deus para os petistas e diabo para os não petistas.

Digo isso sem fazer crítica nenhuma – a não ser aos que desejam fazer as pessoas acreditarem numa inumana e artificial neutralidade dos que exercem o poder, aí incluído o poder judicial (si terrible parmi les hommes, como dizia um espírito pioneiro).

Quanto à separação de poderes, nunca foi afirmada por ninguém – a não ser por quem não leu a origem e as vicissitudes da teoria constitucional e política – e não existe em lugar algum. Nos Estados Unidos, por exemplo, há os checks and balances. No Brasil, há as oligarquias políticas, do passado e do presente. O Estado brasileiro é objeto de conquista, apropriação e colonização.

Nos Estados Unidos, há cidadãos. No Brasil súditos. Nos Estados Unidos, há os partidários dessa ou daquela ideologia, desse ou daquele partido político. No Brasil, há a claque e os claqueurs, e sobretudo, os que macaqueiam o termo “reforma política” sem saber nem do que se trata.

Ora, qualquer mudança legislativa ou constitucional é reforma, por definição. Basta propor mudanças e expô-las à discussão democrática. Não há necessidade de fingir que se trata de panaceia. Falar em reforma disso e daquilo parece mais um ato de desespero, de quem não consegue agir e é eleito para agir.

Como se trata de reforma “política”, por óbvio, cada um, cada facção, cada grupo (para não dizer cada partido – ainda um enigma, em nosso país, que passou sob ditadura a era da decadência do sistema puramente de representação – e criou uma Constituição atrasada, no seu tempo) tem a sua própria ideia do que sejam as mudanças – segundo seus interesses, suas paixões (se ainda remanescem) e razões (cada vez mais escondidas e gastas).

A pretensa reforma política é, em verdade, uma debate político a se travar entre os cidadãos. Não é imposição, muito menos engodo de consulta “popular”. A verdadeira reforma, que é revolução, somente virá com a educação do povo (negada pelos governantes e pelas oligarquias atuais – exatamente como faziam as antigas).

Povo educado não escolhe errado, pois debate com seriedade, sem ofensas pessoais e mentiras. E não se deixa enganar pelas mentiras e ofensas.

Quem muda, de fato, é o povo. Quem muda, de direito, somos nós.

*Alfredo Attié é doutor em Filosofia pela USP e Juiz do Tribunal de Justiça de São Paulo

“CARTA AO LEITOR” de VEJA: “Nossa vitória nas eleições”

Veja-online

Joice, Augusto, Reinaldo e Setti: recordes de audiência no site de VEJA

Na Carta do Leitor de VEJA que começa a circular hoje, sábado, o diretor de Redação, Eurípedes Alcântara, comenta o excelente desempenho do site da revista durante o período eleitoral. Compartilho o texto com os amigos do blog:

Nossa vitória nas eleições

Veja On-line deu um salto de audiência na campanha eleitoral. O fenômeno foi motivado pela cobertura imediata, inteligente e intensiva dos fatos pelos jornalistas do site, por sua análise pelos convidados de TVEJA, a televisão de VEJA na internet, e pelo serviço Memória Cívica, que dá aos eleitores a possibilidade de fazer marcação individual sobre os deputados federais e senadores que elegeram.

Os repórteres do site fizeram a cobertura diária das três principais candidaturas e viajaram pelo Brasil para ão perder de vista os presidenciáveis e acompanhar as disputas estaduais. Veja On-line superou em outubro a marca de 21 milhões de unique visitors, medição de audiência que aponta o número de pessoas que nos visitaram pela internet. A opinião lúcida e decidida de nosso grupo de colunistas deu consciência e vigor à cobertura.

A audiência dos colunistas é medida por outro método, computando-se cada visita às páginas, mesmo que uma mesma pessoa volte ali diversas vezes. Reinaldo Azevedo, o mais influente colunista da internet brasileira, teve 15 milhões de visitas em outubro, destacando-se em um time que tem Lauro Jardim, redator-chefe de Veja e editor do Radar on-line, que chegou a 7 milhões, Augusto Nunes, 5 milhões, e Ricardo Setti, 4 milhões.

O que torna esse fenômeno ainda mais significativo é o fato de que cada um dos colunistas atrai um público próprio, com uma sobreposição mínima. Juntos, eles oferecem um painel completo com notícias exclusivas, análises, críticas e a interação mediada das mensagens dos leitores.

Ancorada pela jornalista Joice Hasselmann, TVEJA nas Eleições teve uma grade fixa com entrevistas, comentários e debates, encerrando o período de eleições com 6,4 milhões de visitas, marca altamente significativa para uma área do site que fez sua estreia há pouco mais de dois meses.

Em 2015, Veja vai continuar inovando e surpreendendo seus leitores em sua versão digital na internet, nos tablets e nos smartphones. Vale a pena acompanhar.

VÍDEO IMPERDÍVEL: Marco Antonio Villa comenta a postura do ministro Gilmar Mendes sobre os perigos de um Supremo bolivariano e diz: “O Supremo não pode se tornar um ‘puxadinho’ do Palácio do Planalto”

No Jornal da Cultura, principal telejornal da TV Cultura, o historiador e professor Marco Antonio Villa comenta declarações do ministro Gilmar Mendes, em entrevista concedida recentemente, sobre os riscos de o Supremo Tribunal Federal ser transformado em “tribunal bolivariano” por indicações de futuros ministros por parte do governo.

O próprio Gilmar, em sessão do Tribunal Superior eleitoral, havia batido duro em falas de Lula e Dilma durante a campanha eleitoral, conforme mostramos em post de hoje.

Confiram o comentário de Marco Antonio Villa:

Derrotado na disputa pelo governo do MS, senador Delcídio Amaral (PT) quer ganhar no tapetão e dispara processos contra tucanos

Mau perdedor: após a segunda derrota na eleição pelo mesmo cargo, Delcídio Amaral está apontando dedos para tucanos (Foto: José Cruz/ABr)

Mau perdedor: após a segunda derrota na eleição pelo mesmo cargo, Delcídio Amaral está apontando dedos para tucanos (Foto: José Cruz/ABr)

CHUMBO TROCADO

Nota publicada na seção “Holofote” de edição impressa de VEJA

O senador Delcídio Amaral (PT) recorrerá à Justiça Eleitoral contra o tucano Reinaldo Azambuja, que o superou na disputa pelo governo de Mato Grosso do Sul.

O petista alega ter provas de que o rival comprou votos na periferia da capital, Campo Grande, pagando duas parcelas de 50 reais aos eleitores, uma antes e outra depois da votação.

Vencido pela segunda vez na eleição para o cargo, Delcídio também ajuizará uma ação criminal contra o candidato derrotado ao Senado na chapa do PSDB, o empresário Antonio João Rodrigues, que será acusado de quebrar o sigilo bancário da esposa do petista.

Na corrida presidencial, não custa lembrar, a mesma campanha sórdida foi usada pelo PT para derrotar o PSDB.

entude alguma escolha difícil: “Para esse lado, minha filha, você corre mais risco de se sair mal; por aquele lado, penso que tem mais chance de ir bem; mas, seja qual for a sua escolha, o pai estará aqui para você”.» Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

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Fonte:
Blog de Ricardo Setti (veja.com)

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