Mais de 8 mil prisões arbitrárias em Cuba só neste ano: onde está a turma dos Direitos Humanos?

Publicado em 02/12/2014 17:41 e atualizado em 04/12/2014 16:17 406 exibições
por Rodrigo Constantino, de veja.com.br

Mais de 8 mil prisões arbitrárias em Cuba só neste ano: onde está a turma dos Direitos Humanos?

Fonte: GLOBO

As detenções arbitrárias por motivos políticos aumentaram mais de 50% em Cuba este ano, levando 8.525 dissidentes à prisão, a maior parte formada por mulheres. Cuba é a mais antiga e cruel ditadura do continente, cuja família Castro está no poder há mais de meio século, abusando dele de forma totalitária, prendendo ou fuzilando quem ousa discordar de suas práticas.

Para Berta Soler, líder do movimento Damas de Branco, a repressão na ilha recrudesceu. Alejandro Gonzáles Raga, diretor do Observatório Cubano de Direitos Humanos, diz: “Estas detenções vão contra os direitos de associação e manifestação. Elas acontecem, geralmente, na entrada ou saída da igreja ou no caminho de reuniões na casa de críticos do regime”.

Além das prisões, há outras formas de intimidação, como relata Soler: “Mas nem sempre somos presas. Às vezes somos levadas a lugares ermos. Ficam com nossa bolsa e nosso dinheiro, para que a volta a casa seja o mais difícil e demorada possível”. Ou seja, os agentes da ditadura agem como bandidos comuns, tentando intimidar as senhoras que querem simplesmente protestar contra o regime.

“Nada mudou. Vivemos num regime totalitário. A repressão voltou a piorar e o governo está infiltrando pessoas violentas em nossas reuniões para que haja a sensação de que somos nós, da sociedade civil, que estamos nos matando uns aos outros”, denuncia Berta.

Nada disso é novidade para quem conhece um mínimo de história. Cuba já eliminou milhares de pessoas inocentes para preservar sua ditadura, sem falar dos outros tantos que morreram tentando fugir de forma desesperada sobre qualquer coisa que flutuasse em meio a tubarões, para tentar chegar à costa da Flórida.

O que realmente chama a atenção nem é um país ainda manter um regime nefasto como esse em pleno século XXI. Outras ditaduras existem no mundo. O verdadeiro absurdo é a visão seletiva e hipócrita de muitos que alegam defender os direitos humanos, mas que fecham os olhos para todas as atrocidades cubanas, pois, afinal, trata-se de uma ditadura socialista.

Dilma afaga o assassino. Fonte: GLOBO

É o duplo padrão moral dessa gente que revolta. Cuba pode desrespeitar os direitos humanos, pois Fidel é “camarada”, fala em nome do “povo” e da “igualdade”, ainda que tenha criado um regime de castas na ilha, inclusive racial e sexual. As mitológicas “conquistas sociais” justificariam todos esses “abusos”, na ótica tacanha da esquerda retrógrada.

O silêncio que muitos “defensores” dos direitos humanos fazem em relação ao regime cubano anula qualquer possibilidade de serem levados a sério nos demais casos. A pequena nação judaica, em meio a vários terroristas que desejam destruí-la, é sempre alvo da fúria dessa turma, assim como os Estados Unidos, nação livre que tem garantido boa dose de liberdade no mundo.

Mas Cuba tem um salvo-conduto para fuzilar, prender, matar e até traficar drogas sob os cuidados diretos do regime. Quando o pessoal dos direitos humanos critica alguma coisa em Cuba, normalmente é em Guantánamo, o lado administrado pelo governo americano como prisão de terroristas. É muita cara de pau mesmo!

Quando alguém aparecer com o discurso dos direitos humanos para atacar alguma coisa de Israel ou dos Estados Unidos, recomendo ao leitor que pergunte, antes de iniciar um “debate”, o que o interlocutor pensa sobre Cuba. Se logo surgir um “mas” na frase, se houver um constrangedor silêncio, se as “conquistas” na educação e na saúde forem citadas, ou se a palavra “embargo” vier à tona, o leitor já saberá que está diante de um rematado hipócrita, que usa a desculpa dos direitos humanos para condenar democracias prósperas enquanto defende as piores tiranias do mundo.

PS: Quando “El Coma Andante” finalmente “bater as botas”, veremos uma comoção por parte de vários desses hipócritas no mundo todo. Será fácil identificar cada um dos safados que não ligam a mínima para o sofrimento dos inocentes ou para os direitos humanos, colocando a ideologia acima de tudo.

Rodrigo Constantino

Jarbas Vasconcelos se despede do Senado alertando sobre “bolivarianismo”

No discurso de despedida do Senado, Jarbas Vasconcelos, que apesar de ser do PMDB tem sido um duro crítico do governo petista, subiu o tom e proferiu ataques fortes ao atual governo. Alegou que, ao contrário da propaganda do governo, o Brasil não vive no “País das Maravilhas”, e sim num filme de terror.

Aproveitou para condenar a “flexibilidade ética” do governo também, lembrando que os escândalos de corrupção se multiplicaram e passaram a fazer parte da paisagem cotidiana. Falou sobre o caso da Petrobras, e citou a apertada margem de vitória de Dilma, que deve partir para uma nova tentativa de realizar plebiscitos nos moldes “bolivarianos”:

A palavra mágica agora é “plebiscito”, indicando claramente que o PT pretende implantar o modelo “bolivariano”, já em funcionamento em países como Venezuela, Equador e Bolívia. Esse modelo, Senhor Presidente, começa justamente tentando esvaziar o poder da democracia representativa da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, e, paralelamente, busca coibir a liberdade da Imprensa. As comemorações pela vitória apertada da Presidente da República foram marcadas por ataques aos meios de comunicação, um setor que ainda resiste, felizmente, ao “modo petista” de governar .

Veja o discurso na íntegra:

Rodrigo Constantino

 

Oposição vai ao STF contra manobra fiscal: o Brasil precisa vencer o atraso!

Governo Dilma quer “direito” de mandar nosso dinheiro para o ralo

A tentativa de o governo alterar a meta fiscal para não ser enquadrado na Lei de Responsabilidade Fiscal já é temerária o suficiente, mostrando como Dilma e seu PT flertam com o atraso. Mas os métodos usados para tanto são ainda piores, inadmissíveis. O governo escancarou a chantagem como moeda de troca, e resolveu condicionar no Diário Oficial a liberação de verbas à aprovação das mudanças na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias).

É um descalabro, um acinte, um ultraje. O governo Dilma transforma o Congresso num balcão de negócios à luz do dia, oficializando aquilo que normalmente ocorre por baixo dos panos e que, feito assim, já é execrável o suficiente. O país não pode olhar para isso tudo de forma passiva, como se não fosse nada demais. É preciso reagir!

E a oposição, ao que parece, acordou mesmo. O DEM já avisou que vai ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a manobra fiscal do governo para se livrar da lei vigente. E Aécio Neves, que andou fazendo umas declarações corajosas e verdadeiras sobre a natureza de quem o derrotou nas urnas, também subiu o tom sobre a chantagem do Planalto:

Esta Lei de Diretrizes Orçamentárias foi amplamente discutida no Congresso Nacional. O superávit proposto e aprovado na lei já é muito aquém do que foi debatido inicialmente. E o que fez o governo ao perceber que não cumpriria? Ao invés de reorganizar os seus gastos, ampliou os seus gastos confiando exatamente na subordinação do Congresso Nacional. E um Congresso que não se respeita, que não cumpre as suas prerrogativas, não pode querer ser respeitado pela sociedade brasileira. Portanto, será um dia de fazermos um brado claro, um grande chamamento à responsabilidade do Congresso Nacional.

Para o leitor compreender melhor o que está em jogo, recomendo o artigo de Roberto Luis Troster na Folha hoje, chamando a manobra do governo de “desacato à nação”. Uma dinâmica fiscal inconsistente está por trás de várias crises econômicas que sempre puniram de forma desproporcional os mais pobres, apesar de afetar negativamente todos nós. É o resultado inevitável de quando o governo gasta mais do que pode.

Questão aritmética, não ideológica. A conta não fecha, e a matemática não se curva diante dos desejos dos populistas. A “contabilidade criativa” usada e abusada pelo governo Dilma foi um grande retrocesso nesse sentido, não só esgarçando a credibilidade nas contas públicas, como permitindo malabarismos para o governo gastar mais, aquilo que não tinha para gastar. O resultado é essa estagflação atual. Troster conclui:

O que está em votação nesta terça-feira (2) no Congresso Nacional, conhecido como manobra fiscal, é uma emenda que permite não registrar como despesas o valor de investimentos no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e as desonerações concedidas a diversos setores empresarias. Vai ser votado se o gasto foi não gasto. É um desacato à lógica e à nação.

É mais uma tentativa de contabilidade criativa, que, na verdade, é contabilidade destrutiva. Destrói a credibilidade nas contas públicas, o respeito pela lei orçamentária, a confiança nas instituições, a clareza de regras, a prosperidade e o potencial do Brasil. O dano é grande.

O que está em jogo é muito mais que uma manobra fiscal. É negar o processo cívico que levou à sanção da Lei de Responsabilidade Fiscal. É permitir que recessões endêmicas continuem e que o país caia em mais armadilhas da dívida.

Desde a Independência, afirma-se que o Brasil é o país do futuro. É uma construção trabalhosa de tentativas e erros. Decide-se nesta terça em Brasília se esse porvir continua a ser edificado ou se vai ficar para depois.

Não há como discordar. O que está em jogo aqui é nada menos do que nosso futuro. O governo Dilma pretende usurpá-lo. E quer fazer isso apelando para uma chantagem abjeta. Que os deputados tenham a coragem de dizer “não” ao governo e “sim” ao Brasil!

Rodrigo Constantino

Não à CPMF! Chega de tanto imposto!

No Brasil, existem basicamente dois grupos de economistas: os “desenvolvimentistas” e os “fiscalistas”. Os primeiros só querem aumentar gastos públicos, e os últimos condenam a irresponsabilidade fiscal, mas oferecem como solução mais impostos. Raros são os casos de economistas que focam no principal calcanhar de Aquiles de nosso país: os excessivos gastos do governo.

Claro que os “desenvolvimentistas” são ainda piores, pois seus modelos heterodoxos acabam quebrando os governos, como fez Dilma. A alternativa é chamar um “fiscalista” sério para limpar a sujeira e ajeitar as contas públicas, como Joaquim Levy agora. O problema é que, por restrições políticas mais que ideológicas, a proposta é sempre por mais impostos. Foi o que defendeu Samuel Pessôa em artigo recente na Folha também, um economista sério ligado aos tucanos.

A saída é sempre subir a arrecadação. Nesta segunda já se falava em mais impostos para cosméticos e importados. O Ibovespa despencou mais de 4% sob boatos de impostos sobre dividendos. E deputados petistas já estão se articulando em prol do retorno da CPMF, imposto nefasto que incide em cascata sobre toda a economia. A medida conta com o apoio até de tucanos.

Como se o problema do Brasil fosse falta de verba pública! Como se nosso governo arrecadasse pouco! Temos uma das maiores cargas tributárias do mundo, de quase 40% (passa disso se considerarmos o déficit fiscal nominal). Ou seja, labutamos até maio só para bancar o governo, e tem quem ache pouco!

Nas cartas dos leitores do GLOBO de hoje, dois cidadãos indignados reagem a essa fome insaciável do governo por nossos recursos:

CPMF

O fato de ambos serem de São Paulo não é coincidência: os paulistas não suportam mais o fardo dos impostos, pois carregam nas costas boa parte do país, em um modelo que de federalista só tem o nome. Não é coincidência também o fato de o PT ter levado uma surra no estado mais rico do país. Os hospedeiros não aguentam mais a fatura de tanto parasitismo.

Alguém acha realmente que jogar mais dinheiro do povo trabalhador no SUS vai resolver alguma coisa, com tantos ralos de desperdício e corrupção? Isso se a CPMF realmente fosse parar na saúde pública, pois como dinheiro não tem carimbo, não é o que normalmente acontece. Estaremos é dando mais verba para mensalão e petrolão, isso sim.

Chega de tanto imposto! Atingimos um patamar indecente de carga tributária, especialmente para um país emergente. Não é possível que todo debate sobre consertar as contas públicas passe sempre por aumentar impostos em vez de reduzir despesas. A única solução razoável é reduzir drasticamente os gastos públicos, para que sobre mais recursos na mão do próprio povo trabalhador.

PS: E ainda temos que aturar o economista francês Thomas Piketty, que virou celebridade, vir ao Brasil pregar mais impostos, como aquele sobre “fortuna”, que acaba punindo uma vez mais os próprios trabalhadores.

Rodrigo Constantino

 

ONG Viva Rio quer desarmar inocentes enaltecendo Che Guevara

A milionária ONG Viva Rio, administrada por Rubem César Fernandes, faz campanha incessante a favor do desarmamento da população civil inocente, além de pregar a legalização das drogas e normalmente tratar bandidos como “vítimas da sociedade”.

Faz tudo isso com um orçamento milionário, sendo que mais de R$ 1 milhão vem da Unesco por meio do programa “Criança Esperança” (vejam o que os inocentes úteis bem-intencionados financiam sem saber). Recebe verbas de estatais ou empreiteiras também.

E ironia das ironias, faz sua campanha para desarmar inocentes enaltecendo um psicopata assassino que fuzilava, com muitas armas, quem ousasse ir contra sua revolução comunista. Um porco assassino que declarava, em plena ONU, que fuzilava mesmo, e que continuaria fuzilando. Vejam o que a Viva Rio postou em sua página do Facebook:

Che Viva Rio

O sonho de Che virou o pesadelo de milhões de cubanos. Esse “sonho” que a ONG convida o leitor (ou a vítima) a ter, leva à “liberdade” de uma prisão. A “liberdade de espírito” existente em Cuba há meio século é aquela que impede o povo de expressar o que pensa. A “liberdade” que a ONG Viva Rio parece desejar para o povo brasileiro é aquela que prendeu mais de 8 mil inocentes só este ano, pelo “crime” de discordar do regime.

Tenho vergonha de ver o nome de minha cidade associado a uma ONG que faz proselitismo de algo tão podre. Prefiro outra ONG, que conta com recursos mais escassos, apesar de essa esquerda milionária acusar quem defende o direito básico do cidadão de ter uma arma para se defender de ser da “bancada da bala”, como se jorrasse dinheiro para sua causa.

Falo do Movimento Viva Brasil, liderado por Bene Barbosa, que pode não ter os milhões todos da Viva Rio para suas campanhas, que pode não contar com o espaço incrível que Rubem César Fernandes consegue na mídia “golpista” (imagina se fosse de esquerda!), que pode não ganhar os prêmios nacionais e internacionais que só a hipocrisia permite, mas que luta com afinco por algo que deveria ser básico em uma democracia: o direito de cada cidadão decente ter uma arma para sua legítima defesa.

Afinal, a existência da polícia não elimina a necessidade de uma arma em casa assim como a existência dos bombeiros não elimina a necessidade de um extintor de incêndio.

Rodrigo Constantino

 

 

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Blog Rodrigo Constantino (VEJA)

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2 comentários

  • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR

    He! He! São tanto os envolvidos que a gente até troca os nomes de : Renato Duque para Eduardo Duque... Falha nossa!

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  • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR

    Quando tento usar a massa cinzenta para entender o quê acontece no nosso país, “me arrepio”!

    No país vizinho, chamado Venezuela, segundo a imprensa internacional – de outros países, pois a da Venezuela já sucumbiu – o governo bolivariano partidarizou as forças armadas, o judiciário, transformando a oposição em “inimigos do regime” e, usa paramilitares para manter a ordem!

    A recente soltura de um importante protagonista do petrolão, Eduardo Duque, autorizada por um iminente ministro do STF, deixa-nos arrepiados. Este iminente ministro não é o mesmo que tinha dado ordem de soltura aos doleiros da operação Lava Jato e, depois voltou atrás quando o juiz Sérgio Moro solicitou que ele visse com atenção, pois muitos tinham conta no exterior e com isso havia uma grande probabilidade de deixarem o país.

    O STF ESTÁ PARTIDARIZADO ??? (perguntar não ofende!)

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