Se pensam que vão acabar comigo, estão enganados', diz Lula em Natal (na FOLHA)

Publicado em 02/08/2016 19:54 e atualizado em 03/08/2016 03:37
1126 exibições
FOLHA DE S. PAULO + www.diariodopoder.com.br + blog do Josias (UOL)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (2) em Natal que está tranquilo em relação às investigações que envolvem a participação de empreiteiras nas obras do sítio de Atibaia e do apartamento de Guarujá, no Estado de São Paulo.

"Eu estou aqui tranquilo. Se eles pensam que vão acabar com Lula, estão enganados", afirmou o ex-presidente em discurso durante convenção que oficializou o deputado estadual Fernando Mineiro (PT) como candidato à Prefeitura de Natal.

No discurso, Lula negou ser dono do sítio e do apartamento e disse que "inventaram" que ele seria proprietário dos imóveis.

Contudo, não fez referências à acusação de obstrução da Justiça que fez com que ele se tornasse réu na Operação Lava Jato há quatro dias.

A visita de Lula a Natal faz parte de uma agenda por três cidades nordestinas. Esta é a segunda vez em um mês que o ex-presidente participa de atos no Nordeste, principal reduto eleitoral do PT.

Dilma diz que PT precisa reconhecer erros e passar por 'transformação'

A presidente afastada, Dilma Rousseff, afirmou que seu partido, o PT, precisa passar por uma "grande transformação" e reconhecer erros cometidos do ponto de vista ético e "do uso de verbas públicas".

"Eu acredito que o PT precisa passar por uma grande transformação. Primeiro, uma grande transformação em que se reconheça todos os erros que cometeu do ponto de vista da questão ética e da condução de todos os processos de uso de verbas públicas", disse Dilma em entrevista à revista "Fórum" nesta terça (2), no Palácio da Alvorada, em Brasília.

A petista afirmou que a atitude é necessária para manter o legado do partido, segundo ela, formado por uma "corrente imensa de experiências políticas que deram sua contribuição para esse país". Ela ressaltou que as falhas foram cometidas por algumas pessoas, e não por toda a entidade.

"Nós vamos ter de resgatar isso [o legado]. Não é possível que se confunda o erro individual de algumas pessoas, que são passíveis de erros, com o erro de uma instituição. A instituição tem de ser preservada", disse.

"O PT tem sobrevida se as suas lideranças souberem fazê-lo seguir em frente", acrescentou.

Nos últimos dias, Dilma voltou a responsabilizar o PT pela suspeita de pagamentos de caixa dois para o marqueteiro João Santana, afirmando que ele cobrou dívidas da sua campanha de 2010 para a tesouraria da sigla.

Em depoimento à Justiça, Santana e sua mulher, Mônica Moura, afirmaram ter recebido ilicitamente US$ 4,5 milhões para compensar uma dívida do partido com o casal. Segundo eles, em 2013, o então tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, os orientou a procurar o engenheiro Zwi Skornicki, que tinha negócios com a Petrobras e efetuou o pagamento.

"Ele [Santana] diz que recebeu isso em 2013. Ora, a campanha começa em 2010 e até o final do ano, antes da diplomação, ela é encerrada. A partir do momento em que ela é encerrada, tudo o que ficou pendente de pagamento da campanha passa a ser responsabilidade do partido", disse Dilma no último dia 27.

"Como disse o próprio João Santana, com quem ele tratou essa questão foi com a tesouraria do PT."

As afirmações desagradaram a membros da legenda. Apesar disso, o presidente do partido, Rui Falcão, divulgou nesta segunda-feira (1º) uma nota em que afirmou "repudiar" a ideia de que o partido teria abandonado a presidente afastada na defesa contra seu processo de impeachment.

Na nota, publicada no site do partido, Falcão disse que o partido "reafirma seu compromisso integral na luta pelo retorno à Presidência da companheira Dilma".

FUTURO

Na entrevista desta terça, Dilma voltou a chamar o seu processo de impeachment de "golpe" –segundo ela, capitaneado por um grupo integrado pela oposição tradicional, pelo PMDB, pela "grande mídia" e pelo empresariado.

Questionada sobre como quer ser lembrada após a Presidência, Dilma afirmou ter esperança de não ser cassada no processo atualmente em curso no Senado.

"Eu serei lembrada como a primeira mulher presidente. [Mas] Eu quero ser lembrada como a primeira mulher presidente que superou um processo de impeachment sem base [legal]. Essa é a minha esperança", disse. 

Economia ‘ainda vai piorar’, diz Moreira Franco (por JOSIAS DE SOUZA, UOL)

Amigo de Michel Temer e um de seus mais próximos auxiliares, o secretário-executivo do Programa de Parcerias de Investimentos, Moreira Franco, plugou-se ao Twitter para anotar: “Na economia, o Brasil não chegou ao fundo do poço. Ainda vai piorar, mas com menos velocidade e, sobretudo, tendendo a estabilizar.''

Equilibrando-se sobre a linha fronteiriça que separa o otimismo do pessimismo, Moreira atribuiu a perspectiva de estabilização às “medidas econômicas propostas pelo presidente Michel Temer ao Congresso com objetivo de equilibrar as contas públicas''.

Moreira admitiu: “…Nós continuaremos a sofrer com a falta de emprego e renda.” Mas ponderou: “Agora há um túnel! Antes nem isso tínhamos.”

O auxiliar de Temer fez tais observações a propósito da divulgação do balanço das contas públicas, feito pelo Banco Central. Anotou que o documento “mostra esta realidade: no semestre, rombo é de R$ 23,8 bilhões; dívida atingindo 42% do PIB.”

Moreira conclui: “Temos muito que fazer para mudar este quadro e voltar crescer, gerar emprego, criar oportunidades para os que querem empreender por conta própria.” Apontou como parte da solução iniciativas que estão sob sua responsabilidade: “As parcerias com o setor privado com concessões e privatizações são um caminho.”

Reprodução/TwitterReprodução/Twitter

Renan antecipa o início do julgamento de Dilma (JOSIAS DE SOUZA)

O presidente do Senado, Renan Calheiros, disse que pretende iniciar o julgamento do impeachment de Dilma Rousseff em 25 ou 26 de agosto, não no dia 29, como havia definido o STF em nota divulgada no último sábado. Com essa alteração, Renan espera que o destino de Dilma seja definido pelos senadores antes do final do mês. Pelo calendário do STF, o veredicto sairia apenas no dia 2 de setembro.

Deve-se a alteração de datas a uma articulação já noticiada aqui. Michel Temer almoçou nesta terça-feira com os principais pajés do PMDB no Senado. Além de Renan, estiveram no Palácio do Jaburu os senadores Eunício Oliveira, líder do PMDB, e Romero Jucá, articulador informal do Planalto.

Temer reiterou aos correligionários o desejo de voar para a reunião do G-20, na China, sem o vocábulo “interino” enganchado ao título de presidente da República. Algo que depende da conclusão do processo em agosto. Pelo telefone, Renan conversou com o presidente do STF, Ricardo Lewandowski. Em privado, o senador diz que o ministro não se opõe à abreviação do calendário.

Lewandowski pediu a Renan que agendasse um encontro dele com os líderes dos partidos com representação no Senado. A reunião será marcada para esta quinta-feira, depois que a Comissão do Impeachment votar o relatório em que o senador tucano Antônio Anastasia recomenda que a deposição de Dilma seja confirmada em termos definitivos.

A conversa com os Lewandowski servirá para definir detalhes regimentais da sessão de julgamento de Dilma. Pela Constituição, cabe ao presidente do Supremo presidir o desfecho do processo. Renan informou que, se necessário, haverá sessões no final de semana para ouvir testemunhas e a própria Dilma.

Alan Marques/Folha

Descoroamento!

Nani

– Via Nani.

Reprodução/Twitter

 

Tags:
Fonte: Blog do Josias (UOL)

1 comentário

  • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR

    O BraSil (com ÉSSE) volta nos eixos !!
    O BraZil (com ZÊ... de Zorra) da era petista está voltando a ser um BraSil, cuja Pátria respeita e protege seus cidadãos dentro da legalidade, ou seja, um verdadeiro "Império da Lei", de interferências externas e internas.
    Nesta data, o Estadão noticiou que a Justiça de Goiás com base na Lei 12.850, que tipifica Organizações Criminosas, mandou prender quatro militantes do MST.
    É a primeira vez que a Justiça aceita denúncia do Ministério Público contra lideranças sociais com base na lei de 2013 sobre organizações criminosas, especialmente no artigo 2.º, que contou com a redação da Lei 13.260, a lei antiterrorismo, que começou a vigorar dias antes da prisão dos sem-terra.
    A matéria está no link: http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,justica-usa-legislacao-antiterrorismo-para-prender-sem-terra,10000066632

    1