Senado faz audiência amanhã sobre tráfico de drogas da Bolívia para o Brasil.

Publicado em 02/08/2010 18:23 371 exibições

CCJ faz audiência amanhã sobre tráfico de drogas da Bolívia para o Brasil. Ou: o colar que une Lula e Evo

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado fará amanhã uma audiência pública para debater o tráfico de cocaína da Bolívia para o Brasil, que cresceu enormemente depois da chegada de Evo Morales à Presidência daquele país. O requerimento foi apresentado pela senadora Kátia Abreu (DEM-TO). “Somos o segundo país das Américas em número de usuários de drogas, perdendo apenas para os Estados Unidos. Não podia imaginar que nosso país fizesse parte de um ranking negativo como esse”, afirmou a senadora.

Mais de 70% da cocaína consumida no Brasil — inclusive a parcela destinada ao crack — vem da Bolívia. “O mais grave é que existem fortes indícios de que essa droga chegue ao Brasil com a cumplicidade do governo. Com essa discussão, a população conhecerá as ações de combate ao tráfico de drogas e os procedimentos adotados na fronteira quando o assunto é essa relação entre Brasil e Bolívia”, afirmou Kátia.

A senadora está sendo polida. Há mais do que “indícios”. Há mesmo a certeza. A produção de pasta de coca cresceu muito na Bolívia sob o governo Evo. Ele próprio se encarregou de criar campos novos de cultivo da folha em áreas fronteiriças com o Brasil. Não há consumo ritual que justifique esse incentivo, uma vez que, para esse propósito, o país já produz muito mais do que pode mascar. Segundo a ONU, 64% da produção se transforma em cocaína e crack. E o Brasil é o grande “comprador”. Evo também recusou um programa de ajuda dos Estados Unidos que dava incentivo à cultura de alimentos em vez do cultivo da coca.

O sacerdote aimará que deu posse simbólica a Evo Morales e principal representante do consumo ritualístico da folha foi preso com 250 quilos de… cocaína líquida!  Em Chapare, berço político de Evo, a quase totalidade da produção das folhas 93% (!!!) vira cocaína e crack. A demanda cresceu tanto que o país já está importando matéria-prima do Peru!!!

A audiência da CCJ reunirá o Coordenador Geral de Polícia de Repressão a Entorpecentes, Oslain Campos Santana; o Promotor de Justiça do Mato Grosso do Sul Tiago Di Giulio Freire; o Secretário Nacional de Segurança Pública Substituto, Alexandre Augusto Aragon; o Coronel da Aeronáutica Cassiano Cordeiro Batista, e o Diretor-Geral do Departamento de Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa.

Bem, não seria demais lembrar desta foto, não é?

lula-com-o-color-de-folhas-de-cocaVemos Lula em companhia de seu querido “Evo” exibindo um colar de folhas de coca — a planta que está na raiz de milhares de mortes no Brasil. Sem dúvida, o governo boliviano é conivente com o tráfico de cocaína para o Brasil.

A imagem acima demonstra a conivência do governo brasileiro.

Ao falar de SP, Dilma elogia política de segurança do RJ, que mata quase o triplo. É fato? É fato!

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, resolveu tirar uma casquinha dos dois ataques à Rota feitos em São Paulo. Classificou-os de “lamentáveis”. Certo! E exibiu como exemplo de boa política de segurança a existente no Rio de Janeiro, governador por Sérgio Cabral (PMDB), seu aliado.

É verdade! Lá vou eu: para que a segurança pública em São Paulo — criticada obliquamente por Dilma — possa se igualar à do Rio, que ela elogiou, é preciso que quase se triplique aqui o número de homicídios.

Segundo o Mapa da Violência (2007), são 40 os assassinados por 100 mil habitantes no Rio, contra 15 em São Paulo. O índice do Rio é superior ao do Brasil como um todo. Por enquanto, o estado que ela elogia é mais eficiente do que São Paulo em… matar. De novo: não é assim porque eu quero; é assim porque esses são os números.

Como? “Os dados da Secretaria de Segurança do Rio são um pouco menores?” Os da Secretaria de Segurança de São Paulo também são. Trabalho com informações, como já afirmei, de um estudo neutro. A proporção de 1 para quase 3 permaneceria.

A política é, às vezes, uma coisa triste. O político se obriga a elogiar o pior, porque aliado, e a depredar o melhor, porque adversário. Quem perde? A boa política e, pois, os cidadãos. 

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Fonte:
Blog Reinaldo Azevedo (Veja)

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