Eles odeiam o povo. Eles odeiam os pobres. Eles precisam é de cadeia, não de escola gratuita!

Publicado em 10/11/2011 15:11 e atualizado em 10/11/2011 21:41 745 exibições
por Reinaldo Azevedo, em veja.com.br

Eles odeiam o povo. Eles odeiam os pobres. Eles precisam é de cadeia, não de escola gratuita! Ou: Uma pequena crônica da luta de classes

Felipe de Ramos Paiva, o estudante assassinado na USP, era filho de gente pobre, como se lê no post abaixo. Morava com os pais em Pirituba, um bairro da periferia de São Paulo. Se você é carioca, eu diria que é mais ou menos como se um garoto de Bento Ribeiro — não do Leblon ou de Ipanema — conseguisse entrar numa das universidades mais concorridas do país. Se você é de Belo Horizonte, é como se Felipe fosse do Taquaril, entendeu?, não do Sion ou do Carmo. Se você é de Curitiba, Felipe era de Cidade Industrial, não do Batel ou Champagnat. Se você é de Porto Alegre, Felipe era de Bom Jesus, não de Três Figueiras ou Bela Vista.

Esse era Felipe. Quando foi assassinado, um setor incrivelmente cruel e vigarista da imprensa paulistana tentou caracterizá-lo como um individualista, que só pensava em subir na vida, obcecado, vejam que crime!, pelo desempenho escolar e pela ascensão profissional. Os ricos de várias gerações acham que gente assim não merece muito respeito; vêem traços de arrivismo. A ele se atribuía uma frase: “O que é meu ninguém toma”. Tentaram usá-la para caracterizar um temperamento meio esquentado — no fundo, a canalha o responsabilizava pela própria morte. Pior ainda: ele havia comprado um carro usado blindado. Suprema ousadia! Foi morto antes que conseguisse entrar no veículo por marginais acoitados na USP.

Os maconheiros que invadiram a Reitoria, ao contrário de Felipe, não são de Pirituba, Bento Ribeiro, Taquaril, Cidade Industrial, Bom Jesus… Os maconheiros que invadiram a reitoria são filhos da classe média alta e da burguesia, que descobriram as glórias do socialismo e são contra a presença da PM, que estaria lá em nome da opressão do capital! É claro que seus pais não são necessariamente culpados, mas deu para perceber que muitos deles foram se solidarizar com suas crias. Aqueles delinqüentes são também filhos do laxismo, do vale-tudo, da falta de rigor.

A canalha não deixa de ter certa razão. Há, sim, traços de luta de classes no conflito da USP. Só que os autoritários, as elites perniciosas (porque existe a boa elite, é evidente!), os aproveitadores, os exploradores são exatamente estes que se vestem com andrajos de grife para falar em nome da liberdade.

No fundo, essa gente odeia pobre!

No fundo, essa gente odeia os Felipes Ramos de Paiva.

No fundo, essa gente acha que a universidade é uma questão privada, que pertence a seu grupo social, a seu estamento. Por isso não querem a PM por lá. Entre outras razões, PM também é povo. E eles odeiam o povo em nome do qual falam.

O invasor da Reitoria é a Tereza Cristina que fuma maconha!

Eles não precisam de escola, não! Eles precisam é de cadeia!

Fascistas!

Por Reinaldo Azevedo

10/11/2011

 às 16:34

A luta sem classe dos maconheiros da USP - Chorar na delegacia porque o filho baderneiro foi preso é fácil; duro é chorar sobre o corpo do filho morto

Zélia e Ocimar, pais de Felipe de Ramos Paiva: eles choraram a morte do filho, não a prisão de maconheiro baderneiro

Zélia e Ocimar, pais de Felipe de Ramos Paiva: eles choraram a morte do filho, não a prisão de maconheiro baderneiro

A questão é simples, é objetiva, sem meio-termo. Os que são contra a Polícia Militar na USP são aliados objetivos dos assassinos de Felipe de Ramos Paiva. O Globo de hoje publica uma entrevista com os pais do rapaz. Chorar na delegacia porque o filhote baderneiro foi preso é fácil. Duro é chorar sobre o corpo do filho morto. Segue o texto.

“Nunca ninguém do sindicato ou da USP telefonou”, diz pai de aluno morto na faculdade

Por Flávio Freire:
“Vi ontem uma mãe na delegacia chorando porque o filho estava preso, mas ele foi preso porque escolheu. Esses alunos, esses pais, parecem não ter noção do que é chorar por ter perdido um filho. Talvez, se tivesse policiamento, o meu Felipe não teria sido morto com um tiro na cabeça”.

O desabafo, resignado, é de Zélia Paiva, mãe de Felipe de Ramos Paiva, aluno da Faculdade de Economia e Administração (FEA) morto em 18 de maio deste ano no estacionamento da universidade. Foi em razão desse crime - os dois assaltantes estão presos - que a USP decidiu colocar a PM no campus, revoltando grupos de alunos, que protestaram, invadiram a reitoria, foram presos, soltos no mesmo dia e agora estão em greve.

Zélia, dona de casa, e o marido Ocimar Florentino Paiva, projetista, são a favor do policiamento na cidade universitária. Para o casal, é inconcebível um protesto que, segundo eles, pode mascarar ideologias questionáveis. Os ânimos se acirraram entre estudantes e a reitoria depois que três alunos foram presos pela PM fumando maconha. Os estudantes alegam que a luta contra a presença da polícia não é nova, nada teria a ver com o que aconteceu, e criticam a forma “agressiva” como seriam abordados. “O que ouvimos da polícia, na época do crime, é que duas quadrilhas sempre agiram livremente lá dentro (da USP). Tem que ter policiamento, é claro. Usar drogas é contra lei e tem que impedir. A USP não pode ser um lugar que atrai traficantes”, diz Ocimar.

Seis meses após perder o filho, ele se emociona ao lembrar que conseguiu, “com com muito custo”, construir a casa em que cada um dos dois filhos teria seu quarto, e que ele teve um sonho interrompido: os dois se formariam no ano que vem. Ocimar cursa Engenharia Elétrica numa faculdade privada.

Na sala do sobrado recém-erguido numa rua simples de Pirituba, na periferia de São Paulo, o pai de Felipe sofre com as manifestações de alunos em pé de guerra com a USP. “Eles (manifestantes) dizem que os alunos da FEA, da Poli e da Medicina não fazem protesto porque são filhinhos de papai. Você acha que somos ricos? Eles nem sabem contra quem ou contra o que estão protestando. Meu filho nunca fez protesto porque trabalhava desde cedo e estudava nos fins de semana para entrar e se manter num curso muito concorrido”, diz, perdendo a voz, esfregando os olhos, já amparado pela mulher.

Uma cena do noticiário dos últimos dias não sai da cabeça do casal: advogados na porta do 91 DP, para onde foram levados os manifestantes, felizes porque um sindicato conseguiu arrecadar R$ 39 mil para pagar a fiança coletiva. “Arrumaram quase R$ 40 mil para tirar da cadeia alunos que não queriam nem sair, enquanto faz seis meses que meu filho morreu e nunca ninguém de sindicato ou da USP deu sequer um telefonema para nós. Recebemos só o telegrama de um professor do Felipe, em nome dele e de alunos da classe. Foi a única manifestação de solidariedade”, conta Zélia, ainda de voz firme.

A tragédia que se abateu na família criou um trauma. A filha mais nova do casal, de 21 anos, desistiu de prestar vestibular para Medicina na USP, pelo menos por enquanto. “Precisamos retomar nossa vida, mas tem coisas que marcam muito a gente. Tem seis meses que o quarto do Felipe está do jeito que ele deixou, não conseguimos tocar em nada. Estamos pensando até em vender a casa para tentar recomeçar a vida longe de algumas lembranças”, afirma Ocimar, que mensalmente paga as despesas do carro do filho, protegido com uma capa no quintal da casa. O passaporte de Felipe, emitido cinco dias antes do crime, é guardado pela família.

“Meu filho queria viajar pelo Brasil, mas também conhecer o mundo. A insegurança interrompeu o sonho dele. O país todo precisa ter mais segurança, e a USP, também. Ou vão esperar acontecer nova tragédia?”, indaga o pai.

Felipe de Ramos Paiva, assassionado na USP - Os maconheiros e socialistas não dão a mínima pra ele; estão combatendo o

Felipe de Ramos Paiva, assassionado na USP - Os maconheiros e socialistas não dão a mínima pra ele; estão combatendo o "estado burguês"

Por Reinaldo Azevedo

ALUNOS DAS LETRAS DA USP SE LIBERTAM DE SEUS ALGOZES, NÃO SE INTIMIDAM COM BRUTAMONTES, ROMPEM CERCO DO PSTU E ENTRAM NO PRÉDIO BRADANDO: “AULA, AULA, AULA”

O vídeo abaixo é histórico. As Letras da USP costumam ser o palco principal da esquerdopatia que seqüestra a liberdade, que seqüestra a vontade, que seqüestra a Constituição.

O PSTU e outros grupelhos de esquerda decidiram impedir OS ALUNOS DE VERDADE de assistir às aulas, criando barreiras físicas. Reparem que há até pessoas se comportando como seguranças, ameaçando mesmo.

OS ALUNOS DE VERDADE FORAM À LUTA. Desobstruíram o prédio EM NOME DA LEI E DA CONSTITUIÇÃO!

Quem sabe seja o começo da liberdade na USP! Vejam o vídeo.

Reparem que aquela senhora tenta falar em nome da decisão de uma suposta assembléia — manipulada, como já denunciei aqui.

Dêem a resposta definitiva, mulheres e homens livres da USP, na eleição do DCE, entre os dias 22 e 24!

CHEGA DE MINORIAS SEQÜESTRANDO MAIORIAS!

ESTA “INVASÃO” EU APÓIO! A INVASÃO DOS ESTUDANTES DE VERDADE!

Por Reinaldo Azevedo
Vejam que graça: 18 dos 72 invasores presos nem mesmo têm vínculos com a USP!!! São “os meninos”, como diria aquele…

Por Reynaldo Turollo Jr., Rafael Sampaio e Patrícia Gomes, na Folha:

De iluminador a barman, de músico a estoquista, estudantes da USP ou não. Entre os 72 invasores da reitoria que foram fichados na delegacia anteontem, teve de tudo. A maior parte, 51 estudantes, tem vínculo regular com a universidade, matriculados na graduação ou na pós. Desses, 34 vêm de cursos da FFLCH, onde começou o imbróglio. Fora a FFLCH, os alunos são das faculdades de comunicação (7), geologia (2), arquitetura (2), educação (2), psicologia (1), oceanografia (1), da USP Leste (1) e da Poli (1). Segundo os registros da universidade, até 18 invasores não têm vínculo oficial com a instituição. Um deles, inclusive, é aluno da PUC-SP e outro, da Federal da Paraíba.

Entre os não alunos há aprovados em vestibulares no início dos anos 2000, que, pelas regras de tempo, já não podem mais estar na USP. Um dos líderes do movimento, Rafael Alves, 29, é veterano da USP, onde está ao menos há sete anos. Em 2010, foi jubilado, mas fez vestibular e foi aprovado de novo. Contra ele existem cinco processos, quatro administrativos e um criminal. Três deles são referentes à invasão de um prédio da assistência social da USP, no ano passado. “O último processo que sofri foi movido pela Coseas [assistência social da USP] e foi baseado em um BO, o que não é legítimo”, disse Alves. Aluno da FFLCH, Gabriel Lima, 25, disse que entrou no movimento para “transformar a universidade elitista”. Os alunos que atenderam a Folha não quiseram falar de filiações partidárias.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

O “menino” Rafael Alves, 29, e seus cinco processos

Vocês se lembram dele?

invasor-jubilado2É Rafael Alves, um “menino” (como diria José Roberto Burnier, da TV Globo) de 29 aninhos, uma criança mesmo! Ele é um dos líderes da invasão da Reitoria da USP. Foi o cara, aliás, que falou com a reportagem da Globo no dia em que a Polícia Militar restaurou o estado de direito no campus. No ano que vem, segundo o “Estatuto da Juventude” da Terceira Idade, da deputada Manuela D’Ávila (PCdoB-RS), ele perde o direito de fazer cocô na fralda e já pode ser considerado, ora vejam!, um adulto! Pode ganhar um peniquinho de presente!

Muito bem! Essa criança ficou sete anos na USP sem concluir o curso de Letras, morando de graça no Crusp e comendo no bandejão a R$ 1,90. A classe operária não tem essa regalia, como sabem. Ela subsidia a pança dos folgados. A Universidade oferece almoço, janta e café da manhã. Tudo pago pelo contribuinte. Esse infante acabou jubilado. O “menino” fez o quê? Prestou vestibular de novo e voltou ao primeiro ano e agora tenta recuperar o “seu” apartamento. Quem sabe para passar os próximos oito anos na USP, morando e comendo quase de graça.

Pois bem. Os links abaixo remetem a páginas do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Segue a lista de inquéritos em que este poeta libertário é réu. O primeiro deles diz respeito à invasão da USP. Há de tudo: dano ao patrimônio, lesão corporal, injúria, até crime contra o meio ambiente. Essa juventude rebelde é fogo!

0023563-10.2011.8.26.0011
Auto de Prisão em Flagrante / Dano Qualificado
Indiciado: Rafael Ferreira Alves
Recebido em: 09/11/2011 - 1ª Vara Crim.e do Juiz.Viol.Dom. e Fam.Cont.Mulher

0015002-94.2011.8.26.0011
Inquérito Policial / Dano Qualificado
Autor do Fato: Rafael Ferreira Alves
Recebido em: 11/07/2011 - 1ª Vara Crim.e do Juiz.Viol.Dom. e Fam.Cont.Mulher

0015006-34.2011.8.26.0011
nquérito Policial / Injúria
Autor do Fato: Rafael Ferreira Alves
Recebido em: 11/07/2011 - 1ª Vara Crim.e do Juiz.Viol.Dom. e Fam.Cont.Mulher

0000173-11.2011.8.26.0011
Inquérito Policial / Lesão Corporal
Autor do Fato: Rafael Ferreira Alves
Recebido em: 06/01/2011 - 1ª Vara Crim.e do Juiz.Viol.Dom. e Fam.Cont.Mulher

0024637-36.2010.8.26.0011
Inquérito Policial / Crimes contra o Meio Ambiente e o Patrimônio Genético
Autor do Fato: Rafael Ferreira Alves
Recebido em: 12/11/2010 - 1ª Vara Crim.e do Juiz.Viol.Dom. e Fam.Cont.Mulher

Eu entendo Rafael. Como ele é contra o “estado burguês explorador”, decidiu, então, explorar o estado burguês — sustentado pelos trabalhadores, né?, como diriam os marxistas.

Por Reinaldo Azevedo

Eu, hein! Por que é tão importante que eu passe a fumar maconha, caramba?

Vocês se lembram que aquele cara que era blogueiro oficial do Lula me enviou uma mensagem afirmando que, se eu fumasse maconha, não teria tido tumores no crânio… Agora, uma Mafaldinha remelenta me escreve o seguinte (segue como veio):

“E voce com certeza eh um babaca e careta. Se voce fumasse ao menos um beck de manha antes de ir pra aula, nao ia parecer tao ridiculo…fico espantada com pessoas assim como voce, de verdade.”

Heeeinnn?
Um beck logo de manhã?

Essa gente começa a queimar mato mal sai da cama? Isso explica muita coisa! Na Reitoria, deve ter sido uma festa.

A remelenta ainda não entendeu que, por mim, ela pode fumar até o cocô seco do cavalo do bandido. Ela só não pode impor o seu vício a terceiros, exigindo que mais de 100 mil pessoas vivam em insegurança porque ela quer o seu “beck”. Eu só não confundo dependência química e tráfico de drogas com autonomia universitária.

Vai se tratar, garota! Pare de ficar dando desgostos para os seus pais, coitados!, na hipótese de que a família não seja uma casta de remelentos, claro!!!

Por Reinaldo Azevedo

Havia gasolina na Reitoria em 2007; havia gasolina na Reitoria em 2011

Um repórter da Globo, José Roberto Burnier, pôs em dúvida, de maneira um tanto matreira, se os coquetéis molotov — havia também gasolina em outro recipiente — encontrados na Reitoria estavam mesmo lá ou era só uma versão da polícia… Santo Deus! Atenção! Não é a primeira vez. Na invasão de 2007, escrevi aqui, no dia 24 de maio:

“Os invasores da Reitoria, percebendo que se afundam em sua loucura minoritária, resolveram lançar um golpezinho de marketing. Estariam fazendo flores de papel crepom para receber a polícia. É cascata. Estão tentando dar exemplo daquela certa inocência apolítica que Laura Capriglione, repórter daFolha, conseguiu ver neles. Há ali massa de manobra e idiotas, como há em todos os movimentos. O que seria das esquerdas sem os que morrem em nome da causa? O que interessa é que a liderança não tem nada de inocente. Saibam: há gasolina estocada na reitoria. Sim, é bom que a PM saiba disso. É bom que a sociedade saiba disso. É bom que os pais dos remelentos e das Mafaldinhas saibam disso. Se vão usá-la, não sei. Mas há. Um movimento mantém uma invasão ilegal, desrespeitando uma ordem judicial, e está preparado para uma guerra. Talvez a turma que esteja recortando flores nem mesmo saiba da tática. Na guerra, soldados executam. Os generais planejam. Querem fertilizar a “luta” das esquerdas com um cadáver.”

Disse mais:
“Estamos diante de uma escalada, especialmente em São Paulo, que é onde o PT e a extrema esquerda acreditam que está sendo disputado o jogo. Não, nada há nisso de inocente. As esquerdas, das mais diversas tendências, buscam um mártir, um morto. Tanto melhor se for um tontinho de classe média. Ora, há quanto tempo os cadáveres são o verdadeiro adubo que fertiliza a terra improdutiva do MST, por exemplo? O que seria do movimento sem eles? Será que os donos das causas lamentam quando tomba um? À moda do terror islâmico, eles buscam as “vítimas” para poder exibi-las.”

Voltei
Recebi manifestações as mais agressivas, de ódio mesmo! Gritavam: “É mentira!” Mas era verdade! E a razão é simples: sempre terei “repórteres” nas invasões. Havia gasolina em 2007. Havia gasolina em 2011.

Não se trata de “meninos”. Estamos falando de pessoas que se organizam para praticar uma penca de crimes. E ponto!

Por Reinaldo Azevedo

Fala o reitor da USP - “A sociedade paulista está farta de invasões”

Por Carlos Lordelo, no Estadão:

O reitor da USP, João Grandino Rodas, esteve ontem no prédio da administração central, na Cidade Universitária. Em entrevista por e-mail, ele diz que a situação do local é “deprimente”. Mas Rodas vai esperar a conclusão do trabalho da polícia para formar comissões que indicarão que medidas tomar com o grupo de invasores - há possibilidade de abertura de processos administrativos e disciplinares.

O sr. esteve hoje na reitoria?
Meu gabinete estava fechado e não foi invadido. A situação é deprimente, em virtude da destruição e das pichações. O que mais me chamou a atenção foram coquetéis molotov e reservatórios com gasolina (apresentados pela PM). Isso não é indício da boa intenção dos grupos responsáveis nem de bom prognóstico para o futuro!

O que o sr. achou do trabalho da polícia?
A PM ingressou desarmada no prédio e, em minutos, retirou os invasores incólumes, tendo toda a operação sido filmada. Meu parecer de leigo é que cumpriu seu múnus (papel).

O que a Reitoria vai fazer em relação a quem ocupou o prédio?
Após o recebimento das documentações acerca dos fatos e dos prejuízos causados, que estão sendo finalizados pela perícia técnica, serão formadas comissões para estudar toda a questão e indicar o que fazer para que a lei seja cumprida.

Qual a sua opinião sobre a greve dos alunos?
É difícil fazer exercício de futurologia. Não foi a primeira greve nem a última na USP.

Como será feito o detalhamento do convênio com a PM?
Continuará a ser feito sob a égide do Conselho Gestor do Câmpus e com a participação de alunos, funcionários e professores que desejem participar, além de organismos afeitos à área.

De que forma a invasão da Reitoria afeta a imagem da USP?
O que chamou a minha atenção é que o grupo invasor violou até mesmo regra dos próprios movimentos estudantis. Inconformado por perder em votação de assembleia, mesmo assim levou a cabo seus intentos! Quanto à imagem da universidade, ela é sempre depreciada por ações desse naipe. É digno de nota a USP estar bem situada nos rankings internacionais, apesar de sofrer ataques como o atual há anos.

O que o sr. acha de críticos que viram falta de pulso na condução da crise?
Quando a Reitoria foi invadida, tomei as providências legais devidas, entre as quais figura a tentativa de negociação, dentro dos parâmetros legais possíveis. Não houve fraqueza no episódio. Entretanto, entendo a posição de críticos. Toda a sociedade paulista está farta dessa repetição anual de invasões na USP, que tanto custa em dinheiro público, em desgaste de imagem e em perda irrecuperável de tempo precioso.

Por Reinaldo Azevedo

OS ESQUERDOPATAS DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS BRASILEIRAS ODEIAM AS MAIORIAS E A DEMOCRACIA. OU: A assembléia de 1,2% dos professores da USP

As coisas realmente são engraçadas.

Na Folha Online, leio: “Professores da USP apóiam alunos, mas não aderem à greve”. Bem, seria mesmo impossível. Não há como uma categoria aderir à greve da outra. No máximo, pode também declarar a sua. Mais: o termo genérico “professores” tanto poderia ser uma referência ao conjunto dos docentes como a um grupinho. Era um grupinho. Vamos continuar.

A reunião foi comandada pela Adusp, a Associação dos Docentes da USP, que é um aparelho do PT. O partido, por enquanto, sente cheiro de carne queimada. Como já informei aqui, está se preparando para fazer, no ano que vem, a “maior greve em 10 anos”, como dizem alguns deles. Por quê? Como disse outro, “a gente sempre encontra motivos”. Os porra-loucas da extrema esquerda resolveram invadir prédios, e a petezada agora acha que é hora de “desgastar o governador Geraldo Alckmin e o reitor João Grandino Rodas”. Huuunnn… A facção estudantil do partido votou a favor da paralisação.

Os professores que foram à assembléia sabem que não há clima pra isso, mas decidiram aderir à pauta agora abraçada pelo DCE, sob o comando do PSOL, que fez as pazes, por enquanto, com PCO, LER-QI, MNN e outras esquisitices.

E que pauta é essa?
- fim do convenio com a PM;
- a saída do reitor João Grandino Rodas;
- a não-punição dos baderneiros.

A presidente da Adusp, Heloísa Borsari, certamente sem corar, afirma: “Queremos uma discussão democrática”. Democrática? Então vejam esta foto de Joel Silva, da Folhapress.

assembleia-da-aduspContando corpos e fragmentos, descontados dois cinegrafistas, há 64 pessoas na reunião. A USP conta com 5,200 professores. Então ficamos assim: os estudantes decretam “greve geral” na universidade com uma assembléia que reúne 2,2% dos alunos (segundo os próprios partidos de esquerda que comandam o babado), e os “mestres”, pedindo “discussão democrática”, apóiam a pauta do DCE com 1,2% da categoria presente. Aí grita um: “Essa foto não pega a sala inteira”. Digamos que só pegasse a metade — o que é improvável por causa da posição da mesa: seriam 2,4%.

Professores deveriam ter mais amor à verdade, à linguagem, à precisão das palavras. E a verdade é que a esmagadora maioria dos 89 mil alunos, dos 5.200 professores e dos 15 mil funcionários apóia a PM no campus. Se duvidam, por que não fazem um plebiscito colhendo o voto DE TODA A COMUNIDADE USPIANA? As três categorias têm números que identificam seus respectivos membros. Façam isso, com a devida auditoria externa. Tenham a coragem de enfrentar “a massa”!

Mas não farão sob o argumento de que a maioria nem sempre está certa e de que “a questão é política, companheiro”. Traduzindo: “A gente não quer porque sabe o resultado”. De fato, na democracia e no estado de direito, a “maioria” NEM SEMPRE é critério de verdade ou mesmo de justiça. Mas só nas tiranias a maioria NUNCA é critério de verdade ou de justiça.

Os partidos de esquerda da USP fogem da maioria como o diabo foge da Cruz. Por isso, vivem criando mecanismos que garantem o poder dos grupelhos. Para eles, quanto menos gente aparecer em suas assembléias, melhor! Nessas horas, os inocentes sempre indagam: “Mas por que, então, a maioria silenciosa não aparece?” Porque não suporta ser manipulada por vigaristas e porque, não raro, têm mais o que fazer. Aquela assembléia estudantil que votou a favor da “desinvasão” do prédio administrativo da FFLCH levou CINCO HORAS!!! Mesmo assim, a canalha perdeu. Derrotada, resolveu invadir a Reitoria.

PS: Eu, hein! Vendo a foto dos “professores” (são todos professores, certo?), eu me lembrei de um rockinho dos anos 80, cantado por Paula Toller, ainda hoje um espetáculo de se ver. Como era mesmo? “Tira essa bermuda/ que eu quero você sério/ Ôôôô…” Tio Rei tem certas ortodoxias. Não acha que bermuda condiciona o pensamento mesmo num ambiente acadêmico, mas não entende porque certo pensamento precisa se apresentar de bermuda, entendem?

Por Reinaldo Azevedo

Alunos de Letras da USP apelaram a professores que não entrassem em greve. E a manipulação da vontade da maioria em assembléia fajuta

Sim, queridos, eu continuarei a falar bastante sobre a USP porque não trato dessa universidade em particular, já disse, mas das universidades públicas como um todo. Elas são financiadas com o nosso dinheiro. Aliás, são financiadas com as riquezas produzidas por pessoas bem mais pobres do que nós, que jamais verão um filho seu usufruir daquele benefício. Adiante.

A Associação dos Docentes da USP, controlada pelo PT (sempre um partido comandando essas organizações…), realizou uma assembléia e decidiu, por enquanto, não declarar greve, mas se solidarizou com a pauta dos 2% de estudantes da USP (falo a respeito em outro post). Fez bem. Antes da decisão, um grupo de alunos de Letras redigiu uma carta aos professores com um apelo pungente: “NÃO FAÇAM GREVE!” O texto denuncia também a manipulação miserável de que foi objeto a assembléia que decidiu apoiar a greve. Nem poderia ser diferente. O Centro Acadêmico é controlado pelo PSTU. O principal adversário, aliado no caso da greve e na chapa para o DCE, é o PSOL…

Já não há mais disfarce. As esquerdas operam em clima de terror entre os docentes, discentes e funcionários. Há de tudo: intimidação, ameaça, perseguição. Reitero: eu participei do movimento estudantil. Perdíamos e ganhávamos, mas jamais se chegou a esse grau de delinqüência e de banditismo. Estamos falando de algo bem mais grave do que manipular uma assembléia. Como vocês verão, os estudantes apelam à Constituição da República para ter os seus direitos respeitados. Segue o texto, nos termos em que recebi:

*
Caros professores do curso de Letras da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP,

Nós, alunos do curso, vimos humildemente solicitar aos senhores que não suspendam suas aulas diante dos fatos recentemente ocorridos. Compreendemos que é extremamente complicado não ceder a certas pressões pela greve de alunos, mas há que se considerar os motivos que levaram à mesma: pedidos de libertação de supostos presos ‘políticos’, que, desde o ocorrido em 27 de Outubro, têm agido em desacordo com a Lei.

Sabemos que esta mensagem pode parecer um tanto quanto vaga, mas não houve tempo hábil para se colher nomes de abaixo-assinados antes da assembleia da ADUSP em que os senhores votarão dentro de poucos minutos. O que não quer dizer de maneira alguma que esta mensagem esteja partindo unicamente da minha pessoa, foi feita uma divulgação massiva nas redes sociais, e o que atrapalha é somente a falta de tempo. De qualquer forma, pedimos que a mensagem seja objeto de reflexão por parte dos senhores e que, por gentileza, comentem-na com os colegas que não puderam recebê-la ou lê-la antes da Assembleia.

Na manhã desta quarta-feira, 09 de Novembro, a Assembleia da Letras pode ser resumida da seguinte maneira: quem tentou falar contra a greve foi aplaudido, mas também vaiado e interrompido. A votação foi realizada enquanto havia pessoas em sala de aula que, ao descerem a pedido de dois alunos que foram convocá-los, descobriram que a votação já havia sido realizada. Ao solicitarmos à mesa uma nova votação, esta negou nosso pedido.

Ainda como argumento contra a greve de estudantes em pleno final de semestre, citamos trecho da Constituição Federal de 1988: “Título II. Dos Direitos e Garantias Fundamentais. Capítulo I. Dos direitos e deveres individuais e coletivos. Art. 5º, inciso II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei.” O que inclui Assembleias convocadas de última hora, em horário de aula.

Diante de todos esses fatos, pedimos aos nossos caros professores que a qualidade das aulas por vocês ministradas não seja prejudicada. Sabemos que a violência não é solução, mas sim a educação, parafraseando os próprios manifestantes do Movimento Estudantil. E é por isso que contamos com vocês: para que a Educação e o Estudo sejam nossos métodos de luta.

Agradecemos desde já.

Alguns de nós, mas nem de longe todos, somos:

Por Reinaldo Azevedo

Lupi na Câmara: “Presidente Dilma, me desculpe, eu te amo”; “o passado passou”, diz a soberana…

Por Luciana Marques, na VEJA Online:
A presidente Dilma Rousseff tentou minimizar nesta quinta-feira o escândalo que assola o Ministério do Trabalho desde que VEJA revelou um esquema de pagamento de propina em troca de convênios com organizações não-governamentais (ONGs). “Não tem crise com o ministro do Trabalho”, afirmou a presidente depois da cerimônia de ampliação do Supersimples, no Palácio do Planalto. “Um líder gaúcho disse o seguinte: ‘o passado, passou’”. Essa foi a primeira vez que a presidente falou publicamente sobre o assunto.

Dilma não quis comentar as declarações do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, em depoimento na Câmara dos Deputados. Depois de receber uma bronca da ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, por fazer comentários inusitados e constrangedores, Lupi tentou amenizar a crise com o Planalto. “Presidente Dilma, me desculpe, eu te amo”, declarou, surpreendendo os deputados presentes na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara.

Dilma preferiu não responder à declaração de amor. “Vocês acreditam mesmo que eu vou responder nessa altura do campeonato?”, questionou aos jornalistas. “Me desculpa”.

Crise financeira
A presidente disse estar otimista com o crescimento do Brasil em 2012. Para ela, o Produto Interno Bruto (PIB) do país será menos afetado com a atual crise financeira internacional do que com a que ocorreu entre 2008 e 2009. “Apesar de todas as medidas que tomamos, conseguimos diminuir a queda do PIB que ia ser muito intensa e chegou a menos 0,9″, observou, ao comentar a crise de 2008. “Agora, nós conseguiremos manter nosso patamar e, no ano que vem, haverá um aumento maior”.

A presidente deu uma declaração infeliz ao dizer que não poderia prever o valor do PIB para 2012. “Não vou dizer para vocês e travar uma taxa aqui, porque se der qualquer diferença eu vou começar a dar explicação para o porteiro”.

DRU - A presidente cobrou a aprovação da proposta que prorroga a Desvinculação das Receitas da União (DRU) até 2015. O segundo turno da votação na Câmara dos Deputados foi adiado nesta quarta-feira, após impasse. “Aprovar a DRU é uma condição para manter a nossa robustez fiscal, não é dar ao governo liberdade de gasto”, argumentou. “É dar ao governo margem de manobra diante de uma crise internacional que se avizinha”. Dilma afirmou que a medida foi aprovada nos governos de Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva e seria “estranhíssimo” o Congresso Nacional não aprová-la neste momento.

Por Reinaldo Azevedo

Dilma, a faxineira infiel. Ou: Quem tem Lupi deve ter medo. Ou coragem.

Eu já disse que há uma coisa que realmente distingue as falcatruas do Ministério do Trabalho das outras, de outras pastas: elas são mais evidentes! Não obstante, Dilma está tentando acomodar. Até agora, seguia fazendo a tal faxina, um pouco na esteira de fatos que não são da sua escolha, mas fazia. Agora, nota-se, está tentada a ser uma faxineira infiel.

Carlos Lupi falou grosso, isso é inegável. Só sai a bala. O Planalto usou a imprensa para informar: a presidente não gostou do tom. Huuummm… Lupi, hoje, na Câmara, rasgou-se todo: “Me desculpe, Dilma, eu te amo…” É patético!

Instada a comentar os rompantes do ministro, a Rainha na Inglaterra achou o assunto plebeu demais: “Vocês acreditam mesmo que eu vou responder nessa altura do campeonato?” Heeeinnn? Como assim?

Não vai responder por quê? Não é assunto, por acaso, que diga respeito à República? Não se trata, afinal, de tema de interesse público? A roubalheira constatada pelo próprio governo federal no Ministério do Trabalho deve ser deixada de lado, como coisa ligeira? Dilma também resolveu tomar emprestada a frase de alguém: “Um líder gaúcho disse o seguinte: ‘o passado, passou’”.

Epa! Não passou, não!

Isso pode valer para amores não-correspondidos, e olhem lá…
Isso pode valer para amizades agravadas, e olhem lá…
Isso pode valer até para traições políticas, e olhem lá…

Quando o assunto é desvio de dinheiro público, o passado não passa, “presidenta”!

Quem tem Lupi deve ter medo. Ou coragem. A “presidenta” decide.

Por Reinaldo Azevedo

Há duas Cracolândias na Esplanada dos Ministérios, debaixo do nariz de Fernando Haddad. Os governos federal e distrital, ambos do PT, como o ministro, fazem o quê?

Vejam este vídeo com uma reportagem do Fantástico:

Eu confesso: um dos meus prazeres e opor o que diz um petista aos fatos. Essa gente vive em permanente divórcio com a verdade.

Fernando Haddad, o ministro Gugu-dadá da Educação e pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, o destruidor do sigilo em exames oficiais, continua a meter os pés pelos pés. Quando a Polícia Militar restaurou o estado de direito na USP, ele afirmou: “Não se pode tratar a USP como se fosse a Cracolândia, e a Cracolândia como se fosse a USP”. Houve pessoas na imprensa paulista - proporcionalmente, o maior eleitorado do Gugu-dadá - que acharam a sua frase o “ó” do borogodó! Quem preza o sentido das palavras sabe que a afirmação é preconceituosa, fascistóide, antipobre, ignorante.

A assessoria do valente resolveu “esclarecer” o que ele disse com uma nota, onde se lê:
“(…)ele não defendeu a ocupação de prédios públicos. Entretanto, chamou a atenção para a ‘eficiência da polícia militar’ no campus, contra três alunos que faziam uso de maconha, e a complacência das autoridades policiais, em contrapartida, que permitem que duas mil pessoas, no centro de São Paulo, consumam droga, a céu aberto, sem que nenhuma iniciativa policial seja tomada.”

O “higienista” Fernando Haddad - o PT vive acusando seus adversários de praticar higienismo social - acha que a Cracolândia é só um problema de Polícia. Basta chegar lá e prender todo mundo, o que é obviamente falso. Sem a mudança da lei, com a internação compulsória, os viciados andrajosos - a maioria com graves problemas de deficiência mental, abandonada pela família - voltarão às ruas. A nota nega que Haddad estivesse flertando com os invasores. Mentira! O que ele estava dizendo, e a nota o confirma, é que a polícia tem de atuar contra pobre, mas não contra ricos. Trata-se de uma exploração eleitoreira e vigarista das duas questões.

Há duas Cracolândias na Esplanada dos Ministérios, pertinho do MEC, ao alcance do nariz de Fernando Haddad. Por que ele não diz nada a respeito? Cadê o programa do governo federal prometido por Dilma?

Por Reinaldo Azevedo

Aliados blindam Agnelo, que se livra de ir à Câmara

Por Eugênia Lopes, no Estadão:
Momentos após selar acordo para a ida hoje do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, à Câmara, líderes de partidos aliados derrubaram ontem requerimento para que o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), fosse à Comissão de Fiscalização Financeira e Controle explicar sua suposta ligação com esquema de desvio de verbas no Esporte e suspeita de corrupção na Anvisa.

Agnelo comandou o Ministério do Esporte entre 2003 e 2006, quando ainda era filiado ao PC do B, e deixou em seu lugar Orlando Silva (PC do B), demitido do cargo na semana passada. Em 2008, era diretor da Anvisa.

De autoria dos deputados Onyx Lorenzoni (DEM-RS) e Fernando Francischini (PSDB- PR), o requerimento para ouvir Agnelo foi rejeitado por 10 votos a 6. A pedido do vice-governador do DF, Tadeu Filippelli (PMDB), o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) atuou para derrubar o convite ao petista. “A Câmara não é lugar para tratar de briga local”, argumentou Cunha.

“Os governistas alegaram que era um problema paroquial para derrubar o requerimento”, disse, conformado, o deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP).

Odair Cunha (PT-MG) foi outro da linha de frente do governo para poupar Agnelo. “Aqui não é o foro adequado. Cabe à Câmara Distrital fazer a convocação para que ele preste esclarecimentos”, argumentou Cunha. “Este não é um órgão para investigar governos estaduais.” Na avaliação dos governistas, Agnelo deve ser investigado pela Câmara Distrital, onde detém maioria.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

José Dirceu e o presidente do PT vão à festa de aniversário de Agnelo… Faz sentido!

Por Fábio Fabrini, no Globo:

Numa churrascaria lotada por cerca de mil pessoas, o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), teve nesta quarta-feira uma noite de afagos. Agnelo, que completou 53 anos, viu um coro de correligionários do PT e aliados cantar “Parabéns para você” e aplaudir o discurso em que se disse vítima de acusações criadas pela oposição. O ex-ministro José Dirceu, réu no mensalão, e o presidente do PT, Rui Falcão, compareceram. A oposição é uma organização criminosa que se acostumou a fazer todo tipo de barbaridade.

Agnelo chamou a oposição de “organização criminosa” e lembrou que Juscelino Kubitschek, presidente da República que criou Brasília, sofreu ataques injustos. Enquanto a carne era servida aos convidados, que pagaram R$ 50, Agnelo disparava: “Não vamos aceitar mais essa covardia. A política não pode ser uma coisa abaixo da linha da cintura. A oposição é uma organização criminosa que se acostumou a fazer todo tipo de barbaridade. Ainda não caiu a ficha de que o povo derrotou esse tipo de prática.”

Comento
Ora, estes são os petistas. Quando os adversários são acusados, eles saem gritando, como a Rainha de Copas: “Cortem-lhes a cabeça!” Quando eles são os acusados, dão festas, denunciam conspirações e demitem os que cumpriram a sua obrigação.

Agnelo é mesmo um homem singular. Não é qualquer político que “empresta” dinheiro para um lobista, não é mesmo? Não é por acaso que tem José Dirceu como seu “advogado”… Nessas coisas, nada como um especialista.

Por Reinaldo Azevedo

Nada menos de 73,4% dos moradores do DF consideram governo Agnelo ruim ou péssimo; 63,7% querem que ele se afaste; hoje, perderia eleição até para Arruda e Roriz. Mas ele tem o apoio de Zé Dirceu, tá, pessoal!?

No Estadão:
O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), pode ter o apoio de José Dirceu e do presidente do PT (ver post abaixo),  mas foi abandonado pela população do Distrito Federal. O resultado é desolador para ele.

Ao fim de apenas dez meses de governo, 73,4% dos moradores do Distrito Federal consideram que o governador Agnelo Queiroz (PT) faz uma administração “ruim ou péssima”. Por ser suspeito de envolvimento no escândalo das propinas arrecadadas com verbas dos convênios com organizações não governamentais (ONGs), 63,7% dos moradores do DF querem que Agnelo se afaste do cargo enquanto estiver sob investigação da Polícia Civil - 33,4% acham que o afastamento deve ser definitivo; 30,3% querem o afastamento temporário, aceitando a volta ao cargo, se nada for comprovado.

Essas avaliações estão na pesquisa da O&P Brasil, empresa de pesquisa de Brasília que ouviu 900 habitantes do DF entre os últimos dias 4 e 7. A margem de erro da sondagem é de 3,3%.

Só 10% dos pesquisados consideram o governo Agnelo “bom e ótimo”; para 18,9% a administração é “regular”. Dos entrevistados, 67% desaprovam a gestão, 15% aprovam, e 15% nem aprovam nem desaprovam. Para 68% o governo está sendo “pior ou muito pior do que o esperado”.

A pesquisa da O&P também quis saber como se comportaria o eleitor se houvesse uma eleição hoje e Agnelo enfrentasse dois rivais que têm biografias igualmente envolvidas em escândalos de corrupção. Agnelo teria 22% das intenções de voto, ante 39% de Roriz - com 35,8% rejeitando ambos. Arruda teria 35,6% das intenções de voto e Agnelo 21,8% - 39% não escolheriam nenhum dos dois.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

Da coluna Direto ao Ponto, de Augusto Nunes:

A líder de nascença, extraordinariamente articulada e mais sabida que qualquer homem, capaz de remover impasses de bom tamanho com outra ideia luminosa ─ essa Dilma Rousseff começou a morrer de inanição quando a ministra de pouquíssimas palavras virou candidata à Presidência e teve de destravar a garganta. Meia dúzia de frases sem pé nem cabeça bastaram para escancarar o neurônio solitário. A primeira entrevista mais demorada denunciou um cérebro em permanente litígio com o raciocínio lógico. A Joana D’Arc da guerrilha urbana é tão palpável quanto o Brasil Maravilha do cartório.

A superexecutiva onisciente, onipresente e onipotente, capaz de organizar em 30 minutos uma contrapartida administrativa do Barcelona ─ essa Dilma Rousseff morreu de anemia depois da saída de seis ministros (cinco por corrupção, um por alucinação) em menos de 10 meses de governo. Um técnico de futebol que substitui meio time antes dos 25 minutos do primeiro tempo, para antecipar-se à expulsão inevitável e para subtrair-se às vaias das arquibancadas, só pode ser autorizado a escalar a seleção do hospício.

A arrogância debochada de Carlos Lupi ameaça rasgar a terceira e última fantasia. É a que enfeita a supergerente implacável, incansável e geniosa, capaz de fazer qualquer marmanjo folgado chamar a mãe já no início do pito arrasador, ou de emudecer até um cangaceiro aliado com aquele perturbador “meu querido…” rosnado ao pé da orelha. “Pela relação que tenho com a Dilma, não saio nem na reforma”, jactou-se nesta terça-feira o ainda ministro do Trabalho, depois da conversa com a antiga companheira de PDT. Nada de “presidenta”, muito menos “presidenta Dilma Rousseff”. Para Lupi, a chefe de governo é “a Dilma”, com o artigo sublinhando a intimidade de comparsa.

Nesta quarta-feira, Lupi fingiu que a imprensa não entendeu direito o que disse. Negou ter desafiado a chefe, mas manteve a essência do falatório: vai continuar no cargo ─ antes e depois da reforma ministerial de janeiro. Dilma encarregou Gleisi Hoffmann de lembrar à nação que é a presidente quem nomeia e demite. Mas não demitiu o homem que instalou num gabinete desonrado por incontáveis maracutaias. A permanência de Lupi no ministério arrendado ao PDT fortalecerá a suspeita de que os frequentes ataques de nervos protagonizados por Dilma Rousseff não têm parentesco com os associados a governantes enérgicos, exigentes, durões.

São apenas chiliques. São só grosserias.

(por Augusto Nunes)

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Fonte:
Blog Reinaldo Azevedo

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1 comentário

  • Wanderley Sucigan:. São Vicente - SP

    Pergunto:Como pode o Reitor da USP sustentar não alunos,?

    Pagar os estragos? Ninguem ser responsabilizado? Aceitar repetente de 8 anos?

    Tudo isso pago com o nosso dinheiro.Não seria o caso de Processa-lo por malversação de verba publica.

    Se ele que é o Reitor não sabe o que se passa lá dentro,não cuida do dinheiro publico.

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