Programa recupera pastagem degradada de MS

Publicado em 05/03/2013 18:01
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Com nove meses de atividade, o Programa Mais Inovação, desenvolvido por técnicos do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/MS Sistema Famasul), já colocou em fase de recuperação 1.441 hectares de pastagem degradada. Mato Grosso do Sul conta atualmente com 20 milhões de hectares destinados à pastagem, sendo que nove milhões são considerados degradados.

De acordo com o diagnóstico elaborado pelos agrônomos e veterinários do Sistema Famasul, as regiões do Estado que mais sofrem com a degradação nas pastagens são a Costa Leste e a Norte. Os especialistas envolvidos no programa atribuem a degradação dessa área à carência de assistência técnica e, principalmente, às características climáticas.

O programa piloto Mais Inovação realiza estudos estratégicos voltados à recuperação de pastagens, consultorias e acompanhamento de 31 propriedades rurais em MS. Do total da área que o programa piloto desenvolve atividade atualmente, 512 hectares estão sendo recuperados, 919 hectares estão sendo reformados e 10 hectares serão destinados para agricultura.

Em inocência, onde o Senar/MS desenvolve experimentos em 29 propriedades, o produtor Walquer Ribeiro afirma que o clima não colabora na recuperação da pastagem, mas já vê resultados positivos. É necessário fazer um investimento para melhorar, mas o resultado é extremamente compensador. A partir dessa experiência que realizamos em 120 hecatres, pretendo ampliar o que foi desenvolvido para toda propriedade, relata o pecuarista, referindo-se às atividades do programa piloto Mais Inovação.

Segundo a coordenadora do programa, Daniele Coelho, o diferencial do Mais Inovação é a prestação de consultoria e assistência técnica. Nossa meta é atingir o máximo de produtores no Estado. Estamos gradualmente atendendo aos municípios e assistimos que essa fase experimental já serve como multiplicadora de opiniões positivas. A expectativa é que o programa seja um divisor de águas na pecuária de MS, tornando-a novamente uma alternativa viável e de rentabilidade competitiva, afirma a engenheira agrônoma.

Os projetos são desenvolvidos de acordo com a realidade de cada produtor inscrito, podendo os recursos investidos partirem do próprio produtor ou de financiamentos. Entre os 31 produtores envolvidos, houve a busca do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro Oeste (FCO), Agricultura de Baixo Carbono (ABC) e do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Para a recuperação da área experimental das 31 propriedades que abrange o programa piloto, os técnicos se dedicaram à adubação, ao preparo total do solo, fase em que trocaram a espécie forrageira existente por outra mais produtiva, utilizando em alguns casos o consórcio com leguminosa (estilosantes). Manejos de pastagens, sanitários e nutricionais, também são trabalhados para o desenvolvimento das forrageiras, de acordo com a necessidade do produtor e de sua criação.

Os produtores interessados em participar das próximas etapas do Programa Mais Inovação devem buscar informações junto ao sindicato rural do seu município, podendo ser beneficiado com o acompanhamento técnico de sua propriedade pelo período de 12 meses, de forma gratuita. Mais informações no site  www.famasul.com.br
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Fonte: Famasul

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