Utilização da capacidade de abate registra queda em MT

Publicado em 18/02/2011 09:21 373 exibições

A utilização da capacidade total de abate no Estado, em 2010, registrou queda em relação ao ano anterior. Levantamento do Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária) mostra que no ano passado os frigoríficos utilizaram apenas 38,5% da capacidade instalada, ficando abaixo em 4,16 pontos percentuais dos 42,7% verificados em 2009.

Na avaliação dos analistas, esta redução da utilização pode estar associada aos novos fechamentos de plantas do Estado, que vão desde empresas em processo de recuperação judicial a incorporações.

Dentre as regiões de Mato Grosso, a que obteve a maior utilização da capacidade instalada foi o Médio Norte, que registrou 52,6%. Já a região que apresentou a menor utilização do Estado foi o Nordeste, com média anual de 17,3%.

“A baixa utilização vista nesta última região se deve à operação de apenas uma planta na cidade de Vila Rica, que além de ter operado abaixo da sua capacidade total, paralisou suas operações no final do ano”, aponta o Imea.

Segundo especialistas do mercado de carne, a crise nos frigoríficos mato-grossenses parece ainda não ter acabado, fato que demonstra distribuição inadequada das plantas do Estado, “uma vez que ao mesmo tempo em que se observa um grande número de frigoríficos em operação em uma determinada região, se nota nenhuma planta em operação em outra”.

EXPORTAÇÕES

De acordo com o Imea, assim como a carne, os miúdos de bovinos produzidos no Estado também são embarcados para o exterior, no entanto, em menor volume. Neste sentido, a Secex (Secretaria de Comércio Exterior) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, aponta que no mês de dezembro foram embarcados 1,20 mil toneladas. Na comparação com o mês de novembro, a queda foi de 18%. No acumulado do ano, as exportações de miúdos ficaram em 13,37 mil toneladas, registrando alta de 1% em relação ao mesmo período do ano passado.

O principal importador deste produto de Mato Grosso é a China, que é o grande responsável pelo bom desempenho no mês de setembro, uma vez que o Estado embarcou um volume de toneladas equivalente a 77% do total. “O Estado vem apresentando uma boa participação nos embarques de miúdos em relação ao total de embarques no Brasil, representando 16% dos envios ao exterior em 2010”, analisa o Imea.

OFERTA E DEMANDA

A cadeia de carne bovina, a partir de 2008, vem apresentado uma diferença na variação do preço do varejo em relação aos preços praticados nos dois primeiros elos da cadeia, o atacado e ao produtor. Neste momento, com uma visível escalada dos preços da carne, pode-se observar com mais nitidez esta tendência.

As estatísticas apontam que em dezembro passado, enquanto o preço no varejo registrou alta de 137,03%, no atacado se viu um incremento de 93,45% e, ao produtor, 84,16%. Mesmo observando-se uma proximidade com o preço no atacado, o preço pago ao produtor obteve a menor variação, ficando atrás em 52,88 pontos percentuais do varejo e 9,29 pontos percentuais do atacado.

A semana passada terminou com o preço médio do boi gordo sendo cotado a R$ 91,31/arroba, com uma variação de R$ 0,47/arroba em relação à semana anterior. A vaca gorda registrou leve queda (-1,49%) e fechou a semana com uma precificação de R$ 83,28/arroba, variação de R$ 1,24/arroba em relação à semana anterior.

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Fonte:
Diário de Cuiabá

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